domingo, novembro 14, 2004

Finalmente em Lisboa!

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Não sei onde andei nos últimos tempos, talvez afogado em trabalho, de tal modo que só soube esta semana que passou que os The Corrs vinham actuar no Pavilhão Atlântico em Lisboa após terem passado por Braga, tão londe de minha casa e num dia impróprio para viajar até lá cima... Ora se perdesse este concerto com certeza que não me perdoar à minha pessoa, tal como não nunca me perdoei de não ter assistido a um concerto de Queen com o Freddie, embora nesse caso fosse diferente pois não dependia de mim mas sim da minha idade na altura e posteriormente da tragédia.

Mas para mim o momento é de felicidade pois, FINALMENTE, vou poder assistir a um dos concertos por que esperei desde que me lembro de ir para o emprego a ouvir todos os dias os álbuns dos The Corrs, nada melhor para chegar bem disposto ao local de trabalho e para tornar a viagem de casa ao emprego mais tolerável, uma vez que ir de autocarro e metro pode ser uma experiência muito aborrecedora!

Claro que mesmo que não tivesse companhia para ir ao concerto jamais iria deixar de ir porque nunca se sabe quando a oportunidade torna a aparecer, mas como tenho ainda melhor, e que bela companhia é, com certeza que vai ser muito bom e divertido, a expectativa é muito grande e com certeza que o coração vai batendo mais forte conforme os dias viram horas, as horas minutos e os minutos segundos. Prevê-se casa cheia e ainda bem pois sala cheia com todas as pessoas a cantar tem resultados arrepiantes, claro que no bom sentido da palavra.

De tudo isto só lamento uma coisa, o facto de ser um concerto sentado não permite o que todos querem fazer, ou seja, a maior parte das pessoas certamente que gostariam de dançar ao som da música dos The Corrs e embora se possam levantar sempre se arriscam a levar com um 'Vamos a sentar! Estou a tentar ver!' de pessoas que possivelmente de arrongância não estarão assim tão inocentes!

Outra noticia relativa ao concerto é que a Caroline Corr, a baterista, não acompanha a banda pois teve uma bébé à pouco tempo e por isso tem que se dedicar às tarefas maternas, e por isso, só mesmo por isso, estás perdoada! hehehe...

E quando se quer uma coisa muito não se olha a custos e não me arrependo de dar o que dei para estar mais perto do palco quando a experiência é única na vida. Já não falta muito e os dias que faltam deveriam ser mais curtos para que a ansiedade fosse satisfeita o mais rápido possivel porque o coração aguenta mas só até certo ponto.... hum... ok... talvez esteja a exagerar um bocadito...

quinta-feira, novembro 04, 2004

Momentos parados no tempo

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As pessoas passam uma vida inteira a precaver-se e a tentar evitar o inevitável, pois pensam que dessa maneira acabam por sofrer menos, vamos passo a passo, do mais fácil para o mais dificil, tentando que cada passo que as pessoas dão seja a solução para um problema.

A minha mãe chegou recentemente ao ponto em que teve de dar o último passo pois todos os outros tinham saído frustados pois não apresentaram solução possível para o problema, e como já tinha dito o sofrimento é terrível pois cada passo dado é menos um passo de esperança.

O problema neste caso é de saúde e por isso os pés a certa altura já não conseguem dar outro passo e arrastam-se pelas ruas da amargura e desespero. Felizmente a minha mãe conseguiu ser operada hoje, operação essa que era a única hipótese mas também a mais drástica, e correu tudo bem para meu contentamento. Nestas alturas dou-me por contente por ter trabalhado para além do horário e também em dias de folgas, pois assim pude tirar dois dias para dar atenção especial à minha mãe, até porque é nestas alturas, neste pequenos momento em que o tempo parece parar, como que o próprio tempo registasse na nossa mente um momento que com certeza nos recordaremos por muitos e longo anos, que mostramos o quanto precisamos e gostamos de uma pessoa, que nem sempre temos ou queremos ter tempo para dizer ou mostrar que estamos presentes, ou seja, sentimos uma necessidade incontrolável de estarmos com a nossa mãe, neste caso, e fazê-la sentir especial para além da própria definição da palavra.

Agora só quero ter de novo a minha mãe de volta casa, mais alegre e saudável, que a sua recuperação seja rápida e sem problemas... amanhã lá estarei para visitá-la!

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Mas esta semana que já vai a meio, ficou marcada por um acontecimento menos positivo, no passado domingo, dia de Halloween, dia em que ía para uma festa, soube através de uma colega minha que um companheiro de armas no emprego tinha falecido, o que para mim foi um choque pois habituamo-nos tanto às pessoas, mesmo aquelas com quem não nos identificamos tanto e até às vezes criticamos, que de um dia para o outro desaparecem se nos darmos conta, foi o que aconteceu, sabia e sabiam os meus outros colegas que a pessoa em questão não andava nos seus melhores dias, fugia ao trabalho, fumava bastante e bebia igualmente, passava noites em festas e parece que pouco descansava...

Nas últimas semanas esteve de baixa e ninguém deu por conta, pois é normal não nos encontrarmos no emprego visto não só trabalharmos em turnos como metemos folgas e/ou férias, daí os dias passarem normalmente sem grande alarido... quando o telefone toca a pessoa fica sem saber o que dizer, quase como se fosse suposto responder a tal afirmação, simplesmente temos noção de uma quantidade de imagens a passarem pela nossa mente que só pára quando a outra da pessoa continua a falar do outro lado da linha.

Como sou dos mais novos do departamento, ficaram os mais velhos e mais chegados encarregues de ir ao velório e ao funeral, porque apesar dos dois dias serem domingo e segunda (feriado) são dias de trabalho na nossa profissão, e assim cobrimos os horários uns dos outros para que no funeral estivéssemos representados, quer departamento quer amigos!

Não deixa de ser muito estranho nunca mais vermos uma pessoa mas, temos de ver e tentar compreender que não nos podemos deixar prender por estes acontecimentos, temos sim de seguirmos com a nossa vida em frente, agradecendo todo o legado que foi deixado pelas pessoas que já partiram!

Um abraço para o Chico!