quinta-feira, março 31, 2005

"You don't always need to be right", curioso porque não sabia como começar e no momento em que os meus dedos se aproximam do teclado, aparece na televisão o Bono dos U2 a cantar e fica-me naquele instante esta frase. Talvez porque na verdade não quero estar ceto, até espero que os meus erros possam ser remendados e espero que os meus pensamentos estejam enganados perante uma realidade distorcida da própria verdade.

Mas a única certeza é que ando amargurado e murcho, detesto os momentos em que a vida deixa o meu cérebro voltar a ligar-se ao coração e trazer-me recordações de situações que jamais poderão ter uma hipótese de acontecer.

Tantas são as coisas porque lutei e desejei e agora nenhuma delas tem sequer importância comparado com a cruel sensação de deixarmos uma pessoa... poderia contar agora alguns episódios que me aconteceram que me deviam ter feito sorrir mas não o fizeram... e pela impressão das pessoas que me rodeiam pareço andar um pouco mais agressivo, nem preciso de pensar duas vezes qual a razão porque a sei bem, também sei que as pessoas com que contacto todos os dias não desempenham papel algum nesta terrivel história em que me encontro mergulhado, nem sei onde consigo ir buscar um gesto amigo entre tanta tristeza, no entanto faço por não castigar as pessoas pelo meu sofrimento a que são alheias.

Enfim... vai-se sobrevivendo....

terça-feira, março 29, 2005

Ontem vivi o mais belo dia, senti-me deveras importante porque tive a honra de partilhar o meu dia com a pessoa mais importante na minha vida, a Sónia. Em dia de chuva, passeámo-nos pela Marginal de carro, fomos até ao Guincho admirar o poder do mar sobre as imoviveis rochas, saímos mesmo do carro para cheirar o mar bravo. Conversámos, rimos, brincámos, até mesmo ela 'revelou-se' um pouco mais... Adorei sentir que tinha a sua confiança, a sua amizade, é daqueles momentos que queremos eternizar para todo o sempre. Acho mesmo que para ser perfeito faltava somente ela deixa-me levá-la a jantar fora, o que não aconteceu, mas por outro lado acabámos por ir ao Belém Terrace beber um copo e conversar. Com o dia já bem escuro, ainda houve tempo para uma conversa à porta de casa mais escaldante, nada com conversas sobre o sexo para termos duas pessoas totalmente envergonhadas, embora que sem tabús. A certa altura dei pela minha mão passear-se pelos cabelos lindos dela, passeando-se levemente também pela sua doce face, não me reconheci, talvez o medo tinha desaparecido talvez estivesse a sonhar. Quando voltei a dar por mim já ela tinha saído do carro e caminhava para casa.
Hoje no entanto, esperava conhecer um amor de rapariga chamada Melissa, uma amiga irciana que andava à vários dias a anunciar que vinha desde Braga até Lisboa. Não vou esconder que não fiquei entusiasmado, porque fiquei mesmo, ainda por cima a calhar num dia em que estou de folga, podia dedicar-me a ela durante o tempo que cá tivesse. Até cheguei a contar a algumas pessoas dessa vinda, e qualquer uma delas dirá que viram um grande sorriso na minha cara. Foi então com muita pena que o primeiro contacto telefónico que tive com a Melissa ter sido para me dar a triste notícia que já não vinha por motivos que para agora não interessam. Assim espero conhecê-la ou nos meus anos, ou se eu for a Braga ou então no jantar de um canal de irc que está a ser combinado. Mas de uma coisa tenho a certeza, é uma bela e simpática rapariga sem dúvida!
Claro que com isto, e estando na altura do telefonema com a Sónia, ter logo proposto à Sónia aproveitarmos o dia e irmos passear, que se calhar no momento aceitou sem pensar muito, obviamente fiquei entusiasmado e por isso fui burro! Hoje ao tentar combinar as coisas com ela, ela não se mostrou tão entusiasmada com a saída, limitou-se a dizer que logo se vía, isto por volta das 13h... o tempo foi passando e nada da parte dela, ainda vi um filmezinho pois pensei que estivesse a dormitar para ganhar forças, mas pelas 17h, e depois de insistir, lá me disse que não queria sair, não se dignou sequer em ligar, uma fria sms confirmou os meus mais terriveis pensamentos. Acho que não pensei em mais nada naquele momento, deixei somente cair as lágrimas de tristeza e acabei por mim a questionar-me e a lamentar-me, porquê deixar-me à espera? porque não me disse logo? serei eu um monstro de sete cabeças ao ponto de recear responder? fiz alguma coisa de mal? não fui o suficientemente querido para com ela? será que não quero o melhor para ela? então porquê este afastamento?
A resposta que me vinha à cabeça era só uma, acabou!

sábado, março 26, 2005

Hoje não me apetece escrever, somente dislumbrar cada gota de água que cai sobre o meu parapeito, sonhar com a minha menina Sónia, matando as imensas saudades que tenho dela, reparando que ao fundo soa uma música...

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.

(Elba Ramalho)

quarta-feira, março 23, 2005

Ovo da Páscoa derretido...

Eu ofereci a mim mesmo um pequeno grande ovo da Páscoa antecipado, algo que já pensava em concretizar à muito tempo viu finalmente a luz, num dia de folga andei a passear de stand em stand e finalmente comprei um carrinho novo. Mas a felicidade só veio ao de cima passado cerca duas semanas, após burocracia atrás de burocracia, quando finalmente fui levantar o carro ao stand.

O cheiro a novo era fabuloso, parecia um drogado a tomar a sua dose diária após uma prolongada noite de desespero. A sério, passado esse estado parecia então uma autêntica criança, numa noite de natal, a admirar e a brincar com aquele presente especial desejado à muito. Ainda é maior a felicidade e até o orgulho porque não pedi dinheiro a ninguém, e foi tudo derivado a alguns anos de trabalho e algumas horas extras. Assim já não vão poder dizer que chego atrasado ao emprego, visto que desde que mudámos para os limites de Lisboa, que aventurar-me nos transportes públicos é um desafio muito grande e toma-me muito tempo.

À parte deste materialismo, as coisas continuam na mesma, eu correndo atrás de um sonho, tropeçando vezes sem conta sem nunca consegui-lo agarrar, mais porque nestas coisas não sou eu que controlo o destino. Mas os sentimentos teimam em não mudar, estou sem dúvida apaixonado, à espera do beijo dos olhos dela, e com isto tudo acabo por cair na poça da tristeza quando tenho momentos de lucidez que me puxam para a cruel e crú realidade. Mas devo ser um homem com um coração muito grande porque a esperança nela e no futuro é enorme e recusa-se a morrer numa rua qualquer da amargura, digo rua qualquer porque não só existe uma mas muitas mais já que as nossas sociedades fizeram o 'favor' de as criar.

O que me apetecia mesmo era viajar, gostava de pegar no carro e partir à descoberta, sem grande destino planeado, mas não iria querer sem a sua companhia, gostava que, como costumo dizer, a minha menina fosse comigo, e apesar ser um pouco egoísta ao ponto de dizer isto, acho que também lhe faria bem sair de Lisboa e esquecer o passado.

terça-feira, março 15, 2005

Nem sei porque estou a escrever quando realmente não me apetece dizer nada, somente olhar lá para fora e procurá-la no meio de todas aquelas pessoas estranhas que deambulam de um lado para o outro, daqui de cima parecem insignificante mas certamente têm para onde regressar, eu por outro lado não me consigo libertar de esta prisão em que me fechei.

Esta prisão torna-se insuportável porque fico sem noticias dela e desespero, oiço com atenção os passos de alguém a aproximar-se e desejo que sejam os dela, mas depois não reconheço o andar e volto para o meu canto triste, sento-me no chão como se voltasse à segurança da barriga da mãe...

Uma pessoa passa dia após dia, em casa ou no trabalho, curioso, que nem um gato, a pensar bela e se está feliz, se está bem, em que pensa e quando mostro interesse em saber, ataca-me com se fosse um intruso quando na realidade quero saber do seu bem estar, mas não só, gosto de ouvi-la contar como correu o dia que termina, e mesmo que tenha sido mau, confortá-la com um sorriso amigo. Tudo bem que existam coisas por demais pessoais, eu percebo, mas fugir sem nada dizer? procurar no silêncio o que me receia contar? acho que já tinha chegado a um nível de confiança onde o medo receia o próprio sentimento e a segurança de contar seja reconfortante e que quer esteja feliz ou não, que partilhe isso com o seu amigo.

Mas já que um amigo não pode ser confidente, espero que o silêncio se torne impossivel ao ponto de gritar bem alto tudo o que acumula lá dentro, sim, ando um pouco revoltado porque ao querer o melhor para ela, sou posto de lado depois de ter estado tão próximo, e tudo porque amo-te, sim é verdade, nunca o neguei e não me farto de o repetir, embora possa exagerar mas não evitar, o facto de me manteres na sombra deixa-me mais preocupado com o teu bem estar, por mais que digas que está tudo bem, que até pode estar e fico contente por assim ser, mas não quero que venhas ter comigo quando te sentires em baixo mas quando também estiveres feliz! Magoar-me? Mais tarde ou mais cedo todos nós nos magoamos, cabe-nos aprender com isso, embora eu nesse aspecto seja muito teimoso. Ainda estou para aprender que ao gostarmos de uma pessoa podemos acabar infelizes porque acham que o amor que procuram afinal é venenoso vindo de certas pessoas.

Sem querer ja falei mais do que queria, embora não quisesse falar de todo...

domingo, março 06, 2005

Fui buscar a felicidade à outra banda...

Sinto-me feliz, sinto-me bem disposto, como que pudesse sorrir perante o panorama mais desolador que pudesse encontrar, enfim, flutuo por aquele momento em que tudo é belo, delicioso e calmo.

Após grande insistência de uma menina muito engraçada, aceitei sair com ela embora a paciência e vontade fossem pouca, queria que ela se divertisse porque bem merece e precisa, pois ficar fechada em casa é quase como viver numa jaula, e não lhe desejo isso. Por isso aceitei e em boa hora o fiz porque fez-me bem! Fui até à outra margem, ao Festival de Música Moderna Corroios 2005, assistir com a minha menina, salvo seja, e mais um amigo dela, ao concerto de Ashfield principalmente. Fui buscá-la depois de estar pronta, por causa daquelas coisas que dizem fazer as mulheres mais bonitas quando na realidade já o são, e atrevessámos a ponte, passando por diversas rotundas lá chegámos ao local, fomos tomar uma café, ver os últimos minutos do jogo do porto que passava na televisão e esperar pelo amigo dela.

Dirigimo-nos ao pavilhão, que era mesmo ao lado, e pagos os 2€ de entrada sentámo-nos numa mesa cá atrás. Ainda assistimos ao concerto de 1 das 3 bandas a concurso e posteriormente aos Ashfields. Dada a hora teimar em avançar despedimo-nos do amigo e voltámos. Mas alta podia ir a hora, só que ainda deu para o que os brasileiros chamam de pate papo. Foi bom conversar com ela, soube-me bem, mas ainda soube-me melhor vê-la sorrir e divertir-se. Pelo menos acho que se divertiu. Ah e fiquei a saber mais um segredinho, está descansada que há-de ir comigo para a campa...

Portanto hoje deito-me feliz da vida não pelo pouco que durou mas pelo muito que vivi!

sábado, março 05, 2005

Parar e pensar...

Caí na tristeza do meu coração ao ouvir do lábios dela que dessa água não beberei, que não irei à fonte sagrada buscar felicidade, pelo menos num futuro próximo. Mas um coisa é certa, não a abandonarei como fiz outrora a outra pessoa, pois sei que ao abandoná-la não estarei a ser o que sempre quis ser (inconscientemente) para ela, um protector e exagerando um pouco, o seu salvador. Portanto não a vou deixar só porque não estaria ser quem eu fui desde o inicio, seu amigo, e acima de tudo estaria a ser egoísta, qualidade/defeito que não faz parte de mim, serei assim o melhor amigo que ela poderá ter, mas para isso não me feches a porta da tua vida porque do lado de fora nada sou.

Esta semana, finalmente, fui à procura de automóvel novo porque a minha vida agitada assim reclamava que fosse, assim, e por mais que fosse divertido (que não era) acabou quando numa bela terça-feira de folga disse para um vendedor que podia iniciar o processo da aquisição do meu próximo carro, um belo de um seat ibiza 1.2 fresc. Ainda estive para escolher a minha cor predilecta, o preto, mas bastava o minimo risco para ficar tudo estragado, verde escuro era opção mas a disponibilidade ditou que fosse azul escuro ou azul aniversário como lhe chamam. Agora o tempo de espera é que é angustiante... viva a burocracia toda!

Para a minha querida amiga Vanessa só umas palavras, tu melhor que eu sabes que estás apaixonada por ele, se não percebeste és tu que desesperas escondida por um telefonema dele e não ele, és tu que dás saltos de alegria quando sabes que vais estar com ele e por aí fora, agora que as coisas deram para o torto, já que assim me pareceu, ele preocupado consigo mesmo, está a tentar salvar-se não tendo um gesto de carinho para contigo. Dizias que não te querias agarrar a ninguém mas afinal és prisioneira do teu próprio amor. Independentemente do que acontecer, já sabes que estou por perto! ;)