quinta-feira, outubro 27, 2005

19ª Baja Anta da Serra Portalegre 500


Para quem não está dentro do TT ou Todo o Terreno com certeza não sabe o que será a Baja Anta da Serra Portalegre 500. Posso dizer que decorreu entre os dias 21 e 23 de Outubro em Portalegre e a prova é conhecida por ser um aperitivo para o Dakar, pelo menos este ano é pois estão inscritas as equipas oficiais da Mitsubishi, Volkswagen e Nissan. Dakar esse que vai realizar-se no final deste ano de 2005, com o atractivo para Portugal pois os concorrentes vão partir de Lisboa e, pessoalmente, estou na esperança de poder fazer parte da equipa que vai estar a trabalhar para que o Dakar chegue a casa de todos.
Mas o que interessa por agora é a 19ª Baja Anta da Serra Portalegre 500, prova a que assisti, já que fui escolhido para fazer parte da equipa da RTP que foi cobrir o evento. Pela primeira vez pude presenciar em primeira mão tudo o que está por detrás das grandes transmissões televisivas e aumentar os meus conhecimentos profissionais.
Claro que nem tudo é trabalho e por isso o divertimento também foi muito entre as pessoas, bons e longos jantares, brincadeiras e partidas, até mesmo durante a altura de stress com material que tinha de estar pronto para emissão o bom humor foi imperador!
Sendo o meu primeiro exterior a sério, já que tinha feito um exterior do último Sporting-Benfica, fui alvo de praxes por partes dos meus colegas mais próximos, não pensem que tem alguma coisa a haver com as praxes das diversas universidades mas sim praxes relacionadas com o trabalho, mais do tipo de partidas nas quais caí, é claro.
Nos intervalos deu para tirar umas fotos da competição e também de um concorrente original. E porquê original, ora na competição de motos houve quem se tivesse lembrado de levar a bordo a sua "companheira", companheira que era nem mais nem menos uma boneca insuflável. Só mesmo vendo para acreditar!
Ao voltar para Lisboa até o carro da empresa me pregou uma partida, a menos de 25km's de chegar à RTP o carro não aguentou, a correia soltou-se e fico presa e tive de parar na estação de serviço de Alcochete e pedir um reboque, acabei por terminar o dia mais tarde do que pensava mas olhando para trás, tudo o que aprendi fez com que valesse a pena todas as brincadeiras, contratempos, etc...
Uma ideia que me surgiu foi começar a coleccionar credenciais para mais tarde recordar. ^_^

domingo, outubro 09, 2005

Elogio ao Amor

Sem comentários... :) Leiam que vale a pena e se quiserem guardem para ler mais tarde, as vezes necessárias....
« Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.

Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.

Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.

O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.

Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado.

Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.

Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha é uma convivência assassina.

O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.

Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.

O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.

A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. »


by Miguel Esteves Cardoso in Expresso

O regresso...

O blog esteve parado mas a vida continuou a ser vivida, agora com um tempinho é hora para um flashback e fazer um apanhado do que aconteceu.
Estive recentemente de férias mas um dia antes de entrar em férias tive a oportunidade para me estrear num exterior, isto é, tive a oportunidade profissional de sair do meu local habitual de trabalho e ir fazer um trabalho no exterior para a empresa. Não poderia ter sido melhor escolhido pois tive o grande prazer de ir trabalhar para a bancada de imprensa do grande estádio Alvalade XXI.
Confesso que o nervosismo foi crescendo desde que o meu chefe me transmitiu tal ordem para me deslocar para um exterior, mas ao mesmo tempo percebi que sou de confiança, até porque o jogo era importante, um Sporting vs Benfica, e ao saber isso também me senti orgulhoso.
Apesar de ser no final de uma semana de sete dias de trabalho, de ser após o meu horário normal, ou seja, em horas extraordinárias, a emoção tomou conta de mim e a racionalidades dos meus actos denunciavam o nervosismo de não querer falhar ou esquecer-me do que quer que fosse.
Não vale a pena pormenorizar o acontecimento mas somente dizer que profissionalmente cresci bastante e fiquei a conhecer uma parte que desconhecia deste meio que é a comunicação social.
No final do dia, por volta da uma da manhã, após material arrumado rumei a casa para umas merecidas férias a meu ver, mas o que mais me ocupava a mente naquele instante era a oportunidade para passar uns dias com o meu amor.
Finalmente dei por mim em Braga com a minha menina e no fim-de-semana que era suposto dar-se a mudança de casa, infelizmente, não se deu, assim sendo os planos de ficar a semana inteira sairam como um tiro pela culatra e segunda estava de novo por Lisboa para meu pesar.
Duas semanas passadas, e com a minha menina já a viver na sua nova casa, regressei para perto dela e ao mesmo tempo dei-me a conhecer aos seus pais, que com certeza deverão ter um certo interesse em perceber que tipo de pessoa sou e afastar a possibilidade que sou mais um daqueles tipos de homens que se aproveita de uma rapariga e depois parte para outra.
O convívio foi bom, sei que de futuro dar-me-ei melhor com o pai do que com a mãe, não que tenha tido algum problema mas é mais a acessibilidade que uma pessoa sente ter e também o modo da pessoa ser.
Acho que não vale a pena dizer que qualquer minuto que tive com a minha menina foi aproveitado por ambos e também que finalmente tive a oportunidade de conhecer uma amiga muito especial da Mel, a sua Sara. Simpatiquissima e muito bem humorada, sempre com um sorriso à espreita, acho que seria assim que a descreveria...
Antes de voltar para a minha rotina em Lisboa, ainda tive o prazer de levar, todo orgulhoso, a minha menina à escola por duas vezes, e ao mesmo tempo prolongar a minha estadia por mais dois dias. Digo orgulhoso porque senti-me mesmo como um namorado que olha pela sua menina e quer que ela se sinta especial e, é nestes pequenos gestos que nos sentimos vivos e importantes, modéstia à parte...
E chegamos ao dia de hoje, apesar de ser domingo é dia de trabalho e ao mesmo tempo dia de eleições autárquicas, sinceramente política não me diz nada nem vejo o dia quando o fará, o que gosto neste dia é o movimento que a redacção ganha e ao mesmo tempo a oportunidade de estar com colegas que já não via à muito, mais porque são do Porto e não daqui de Lisboa.