sábado, dezembro 31, 2005

Era uma vez 2005...

Final do ano, dia de balanço, ou assim dizem, claro que quem faz balanços normalmente são as empresas à procura de lucros ou algo que façam feliz os seus donos e/ou administradores. O mero mortal como eu limita-se a recordar os dias mais pesados e os dias em que simplesmente estava nas núvens.
Acho que este ano começou bem profissionalmente, afinal é sempre mais que satisfatório, nos dias cinzentos que correm, renovarem um contrato de trabalho por mais um ano, logo aí esquecemos o penoso caminho que seria procurar um emprego nas ruelas apertadas do mercado de trabalho.
Não me recordo muito bem como o ano sentimental começou, lembro-me de uma paixão que encheu o meu coração, apesar de não correspondida, lembro-me que dei o primeio meio passo, dada a timidez notória, um mimo oferecido por volta do dia em que celebra, ou nem tanto, a audásia do bispo Valentim, bispo esse que contra ordens imperialistas continuava a juntar jovens casais para a vida. Recordo-me do sorriso nervoso dela, o franzir dos olhos, os momentos embaraçosos e outros tantos divertidos, muito conversámos, lembro-me ainda no ano passado quando na véspera de natal saímos para tomar um café, ali em Linda-a-Velha, e simplesmente conversámos e conversámos.
O fracasso desta aventura, se assim puder classificá-lo, fez, sem esperar, nascer uma aventura maior, a confidente virou namorada naquele noite de 16 Abril, já contei a história aqui no blog e basta navegar nele para a descobrir. Acho mesmo que poderia definir o dia 16 como sendo o 1 de Janeiro de 2005 para mim, comecei uma vida nova, desejada à muito, e talvez por ser inesperada é que é tão apreciada. Foi verão todo o ano, o odor da pele emana amor, os lábios húmidos, o doce toque dos dedos percorriam o corpo todo. A herdade em que ficámos nas férias era divinal, a semana aí passada foi melhor que qualquer outra possível e imaginária, as viagens Lisboa-Braga-Lisboa ficaram cada vez mais curtas e os laços deram mais nós. Hoje a passagem será passada a dois como nos outros anos, a diferença é que não será o meu mano ao meu lado quando o primeiro foguete rebentar mas sim a Mel a sorrir perante o extâse luminoso dos foguetes.
Foram celebrados aniversários, uns mais que os outros, penso que o mais original de todos foi mesmo o da Anita, para os lados de Sintra, numa mata, com muitos amigos e familiares, onde reinou a boa disposição e os variados jogos tradicionais.
Voltando ao emprego, fiz o meu primeiro exterior, logo em grande já que o trabalho foi no Estádio Alvalade XXI para o jogo Sporting-Benfica! Mais recentemente fui escolhido para ir até Portalegre por 4 dias para fazer uma prova de todo o terreno, a prova Portalegre 500 Anta da Serra. Não só me diverti como também aprendi muito e no final algo que poderá ser muito importante a nível profissional, mesmo tendo o azar de ter ficado a uns 10 km de chegar com a carrinha inteira à base.
Não me recordo de grandes tragédias a nível pessoal, sempre fui uma pessoa optimista, talvez por isso o saldo na minha balança seja positivo e por isso poder usufruir do último dia do ano com um sorriso na minha face.
Resta-me desejar a todos vós uma boa entrada em 2006, com tudo o que desejarem! :)

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Sinto-me magoado, traído e surpreso... Quero acabar com tudo o que sementei e ao mesmo tempo não quero perder o que cresceu tão vividamente. Dou um murro na parede, não dói-me mas acalma a raiva. Não quero deitar fora o que é mais importante para mim mas exijo castigo, bem, castigo talvez seja uma palavra forte demais, mas é o desassossego que a expele cá para fora. Por causa de ciúmes? Confesso que sim! Estou agitado, nervoso. Sempre desejei dos outros o mesmo que os outros desejam de mim, sabendo que o cumpro quero que o cumpram, não mando em ninguém nem posso controlar ninguém, mas dói quando actos são praticados e no entanto palavras de afecto e devoção não são declamadas. Vivo de incertezas que confundem-me cada vez mais e deixam-me a imaginar cenários que causararão certamente apertos no coração e profunda tristeza. Sinto-me de luto como se tivesse perdido alguém que conhecia, mas como poderei estar de luto quando fui, inconscientemente, iludido por mim mesmo e pela minha racionalidade cega, não conheço-a como imaginei... Espero ao lado do telefone mal a porta de casa se abra, mas ele não parece tocar, eu sei que ele não vai tocar, como é que eu sei isso? Gostava que ele tocasse, talvez saiba que não vai acontecer porque tal como sei que as palavras não serão faladas o coração não sente da mesma forma. Algum dia sentirá? Ou estou enganado? Só tu me poderás responder...

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Ora estremece para aqui ora estremece para acolá!

Não sei quantos de vós estavam à pouco acordados, são cerca das 5:27 da manhã e já senti dois sismos. Estava eu em maratona a ver a série 24 em frente ao PC quando senti a minha cadeira estremer muito pouco, era cerca das 4:30am, ainda pensei que estivesse a adormecer e por isso não liguei muito e sentei-me mais direito. Da segunda vez foi mais forte, aí até reparei no candeeiro da minha mesa de cabeceira a estremecer e veio logo à cabeça a ideia de ser um sismo. Já não sentia um desde pequenino e mesmo nessa altura não dei muito por ele...

Graças à Era tecnológica em que vivemos, e estando eu ligado ao IRC, perguntei online se alguém também o tinha sentido, houve quem me perguntasse, no gozo, se não tinha fumado algo e estava a alucinar, mas depois, noutros canais, houve também relatos da mesma sensação de sismo, motivo logo de conversa acesa.

Ainda procurei algum site que me pudesse dar uma informação mais fidedigna e exacta, cheguei mesmo a ligar a rádio e mudar para a Sic Notícias mas nada... A certa altura alguém colocou num canal do IRC um link para o Instituto de Meteorologia e fiquei, até à hora em que escrevo, a saber que foi um sismo de magnitude 4.4 em Montemor-o-Novo no distrito de Évora, o que ainda fica um bocado longe do zona de Lisboa, como qualquer um pode verificar pela foto do mesmo site. O local está assinalado com uma bola vermelha, dado ter sido sentido, sendo o local preciso a bola maior dado a magnitude do sismo.




Já foi uma noite diferente do normal, diria mesmo animada, e agora só espero que já não haja mais nenhum por hoje, até porque a hora já é tardia e amanhã é mais um dia de trabalho aqui para este jovem!

Antes que me esqueça, para depois não me acusarem de não ter divulgado o site donde retirei as fotos e para os mais preguiçosos não o terem de procurar, aqui fica o endereço: http://web.meteo.pt/pt/sismologia/sismObservGeral.jsp

Boa noite! :)

terça-feira, dezembro 27, 2005

E eis que volto do dentista! Aweeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! Estou livre da dor que me vinha atormentando nos últimos dias, afinal de contas era um bocado de dente que tinha ficado agarrado e que afiado vinha massacrando a minha língua. Demorou menos tempo do que a viagem até Almada, bastou pouco menos de 5 minutos para explicar o que sentia até à pinça do médico retirar o pequeno diabo da boca. Foi um verdadeiro alívio!!!

Claro que mal cheguei a casa liguei o forno e agora aguardo pelo fim da cozedura da magéstica pizza que lá se esconde no escuro do forno. Vou comer! hehehe....

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Era uma vez o Natal... Era...

O Natal terminou mas o Pai Natal não passou por minha casa, até porque estive a trabalhar e não ter chaminé para ele entrar! O Natal para mim já teve outra magia, já foi mais especial, contudo cresci e essa magia dissipou-se, só para voltar quando uma nova alma vier ao mundo em minha casa. Preferi este ano passar o fim-de-semana a trabalhar e assim juntar-me à boa disposição dos meus colegas, os quais também abdicaram um pouco da família para só à noite voltarem ao lar. Algo que aquece bastante o meu coração foi este ano não nos massacrarem com a saga do Sózinho em Casa na televisão, acho que pela primeira vez em muitos anos!
Se alguém lembrar-se de eu no passado recente ter ficado extasiado por nunca mais ter que me preocupar com os meus sisos, pois bem que me enganei, então não é que um bocado do dente ou mesmo do osso rompeu a pouca pele que o cobria e bem afiado começou a massacrar a minha língua! Pois é, e sendo fim-de-semana natalício ninguém me podia acudir, hoje segunda-feira, dada a ponte feita por alguns, o meu caro dentista encontrava-se fechado, só mesmo a senhora da limpeza é que lá pôs os pés, entrentanto anda aqui o jovem aflito, com uma espécie de lança afiada na boca que me impossibilita, quase totalmente, de comer. Tenho esperança que amanhã irá estar tudo resolvido e poderei deliciar-me com uma enorme pizza, saborosa e crocante, para matar a fome que me vem atormentando até agora!
À uma semana atrás tive o jantar de Natal de amigos meus, mantendo o que já se tornou tradição, cabia a cada um inventar um presente para posterior sorteio entre todos. Mal soube que a tradição seguia este ano andei a pensar no que poderia fazer, e graças à internet, finalmente encontrei uma ideia que até calhava com as obras que decorrem aqui na rua, um pisa-papéis feito com uma pedra da calçada, pintando como fosse uma casa. Como o meu tempo livre ultimamente não tem sido muito foi mesmo no própio dia que a fiz, não antes de ter ido trabalhar, era sábado, ir buscar a minha menina que chegava de combóio, passar pela Praça do Comércio para apanhar o Rui, ir ao supermercado comprar guaches e pincéis e ir para casa construir prenda. Fui tudo num contra-relógio para que às 20horas estivéssemos em casa do Carlos e da Anita. Prenda feita, sacos com comida e bebidas e pessoal no carro faltava apanhar uma pessoa, a Manuela! Lá fomos até Benfica e fizémo-nos à A5 até casa do casalinho Disney!
Entre algumas caras conhecidas e outras nem tantas, o jantar foi super bem disposto, uma mesa recheada de comida e bebidas, boa e divertida conversa, uma músiquita de natal ao fundo e por fim a troca de prendas. A mim calhou-me a prenda feita pelo Rui, ou seja, uma vaquita feita de uma embalagem de leite e pintada, até nem lhe faltou a teta feita com um preservativo. A minha prenda foi calhar à Manuela que com uma felicidade facial disse somente que era mesmo aquilo que precisava, ao que eu fiquei admirado mas no entanto aliviado...
Estando cá a minha menina nos dias que se seguiram foi tempo de aproveitar ao máximo o que podíamos, um pouco como fazemos todas as vezes que estamos juntos, e até fiquei com a ideia que não era suposto separarmo-nos mais uma vez, isto porque quando chegámos à estação não havia bilhete algum para o combóio, ao que lhe perguntei porque não ficava cá mais um dia, só que já era tarde na semana e o Natal estava à porta, por isso optámos por comprar um bilhete num expresso e ela seguir de autocarro.
Antes que termine o testamento, nesse mesmo dia em que a minha doce Mel voltou a casa, fiquei a saber que ía continuar a trabalhar mais um ano no mesmo sítio, o que é uma alegria para mim, quer a nível económico quer a nível pessoal! Embora ache que o desejo tenha sido bom, o modo como foi comunicado a mim e à minha colega a notícia não foi a melhor, afinal acho que hoje em dia não se brinca com as pessoas, ainda por cima quando não temos uma relação assim tão chegada. O que se passou é que fomos chamados ao gabinete do chefe do nosso chefe directo e o mesmo teve a lata de inventar uma conversa séria em como perguntáva-nos quando dias de folga e férias tínhamos em atraso porque a administração tinha-se reunido e por votação tinha decidido que ía rescindir contrato, por isso lamentava.... (silêncio...) e que ficávamos mais um ano na empresa! Ao que a minha colega virou-se e emocionada com toda aquela cena tinha começado a chorar. Eu como nada naquela empresa me surpreende estava calmo como uma pedra.
Agora falta a passagem de ano, e ao contrário de anos passados, este ano será tudo expontaneo, será no próprio dia que decidirei, mais a minha menina, onde o passar, como e porquê... mas de certo vai ser um momento para recordar, um momento kodak, quiçá... mas que incluirá fogo de artíficio, muita alegria e.... um pedido?...