quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Tento na língua!

Detesto! Detesto que as pessoas me faltem ao respeito quando eu nunca tomo atitudes dessas, ainda por cima quando uma pessoa está a trabalhar e sem mais nem menos entra uma histérica pela a sala a dentro como se do fim do mundo se tratasse, a berrar e aos pulos como uma criança a fazer birra, quase que levantava voo de tanto mexer os braços que nem pombo!
Não me aconteceu a mim mas sim a uma colega minha que já tinha mudado de sala por existirem outros colegas com maiores prioridades e portanto com necessidade de ocuparem a sala, o que nenhum editor de imagem aprecia diga-se. Teve de esperar por uma sala de edição vaga. Quando finalmente pôde continuar o seu trabalho com a jornalista aparece, que nem o Bip Bip (desenho animado da Warner Bros), a tal jornalista em estado histérico, berrando "preciso trimar uma peça, preciso trimar uma peça!". Passa por uma sala, tenta interromper mas a pessoa que lá se encontrava tinha prioridade, passa então por uma segunda sala e não pára, encontrava-se a trabalhar uma pivot da "casa" e por isso não tem coragem de pedir para parar o trabalho, mesmo sendo para o dia seguinte, continua a sua caminhada, pede para interromper o trabalho a um outro colega meu e berra "Pára! Pára! Trima-me uma peça porra!... Merda! Merda!" (é do norte e por isso perdoamos, até porque já estamos habituado), claro que a sua mal educação não leva a nenhum lado, já que o meu colega não se deixa intimar e manda-a para a outra sala que restava. De quem era? A da minha colega que já tinha mudado anteriormente de sala.
A jornalista, que nem tornado, desloca-se para a sala, não bate a porta e quase que a deita abaixo que nem uma equipa especial da polícia a fazer uma rusga, de novo berra e exige que parassem com o trabalho porque isto e por aquilo, bla bla bla bla. Enfim, consegue gerar uma discussão entre três mulheres, ainda por cima quando uma dessas pessoas é uma das mais simpáticas e queridas que conheço e até eu fiquei boquiaberto ao vê-la transformar-se por completo, quase assisti às tão faladas cat fight.
Isto tudo passou-se perante os olhos atentos de colegas da edição e os meus, ninguém abriu a boca para não piorar as coisas, só mesmo quando se viu que a situação podia tornar-se explosiva é que tentámos intervir, o que por essa altura, e para não prejudicar o trabalho que já vinha a fazer, a minha colega parou o que estava a editar para fazer a vontade à madame, a qual não parou de berrar um segundo, nem mesmo depois de conseguir o que queria. Foi-se afastando a resmungar que isto não podia ser assim ou assado, que não havia respeito, que estava ali desde a manhã até à noite para fazer aquilo, enfim, as maiores barbaridades que lhe vinham à cabeça.
Fui jantar com uns colegas e quando voltei soube que tinham falado com o meu chefe, pois a tal senhora tinha feito queixa, o meu chefe, que presenciou a falta de respeito dessa jornalista para com uma colega de trabalho, depois de um tentativa para falar calmamente, visto que a madame não parava de o interromper, respondeu de boa e alta voz que não as coisas não se tinham passado da maneira como a queixosa dizia e meteu-a na linha, defendendo justamente a minha colega.
Todos os que presenciaram este acontecimento condenável, de futuro, com esta senhora, pensarão duas vezes em lhe fazer uma vontade se vier, sem modos, pedir algo em cima da hora. Eu pelo menos vou parar para pensar! Faltas de respeito comigo não serão toleradas e muito menos queixinhas mentirosas!

2 comentários:

kathy disse...

infelizmente apanha-se gente desta em todos os sitios... agora nao sei se devemos ignora-las, ou dar-lhes uma descompostura...

Juju Mascarenhas disse...

Educação, infelizmente, não é um primor de todos. E não necessariamente está ligada à classe social. Cito isso, pois, hoje, em sala de aula, fui mencionar que um bom político se faz tb por ser um bom vizinho...e há um no meu prédio, que sequer dá "bom dia", no elevador. No entanto, entre os meus presentes colegas, houve quem risse de tal posicionamento, mas fiz questão de frisar que, se para uns, educação é o que menos importa, para mim, é condição sine qua non pra se ter, inclusive, caráter.
Adorei seu blog. Parabéns! Escreve muito bem.
Bjo!