quarta-feira, junho 28, 2006

A não perder esta noite!


A 2: começa hoje a emitir a temporada 5 da série de televisão "24", após no passado fim-de-semana ter dedicado por completo a transmitir a temporada 4 que tinha terminado semanas antes por cá.
Para quem não conhece a história de 24 a temporada que hoje tem estreia em Portugal retoma a história 18 meses depois do final da última temporada, mais um longo dia na vida do agente Jack Bauer começa quando a segurança nacional é novamente ameaçada. Dado como morto, Jack Bauer procura ter uma nova vida ao lado de Diane e do filho dela, Derek. O instável presidente dos Estados Unidos Logan tem mais uma vez uma dificil tarefa em lidar com todos os problemas, enquanto Bill Buchanan responde pelo CTU juntamente com os agentes Curtis Manning, Edgar Stiles e Chloe O´Brien.
Eu já vi a temporada 5 e espero anciosamente pela próxima, até agora para mim a 4ª temporada tinha sido a melhor de todas as perspectivas, depois da 5ª não posso dizer o mesmo, sem sombra de dúvidas que esta promete muita emoção. começando ainda hoje com umas surpresas valentes! Alguns irão concordar comigo, depois de terminarem de ver a temporada 5 que lá para o final a emoção esmorece um pouco, mas não é isso que tira todo o interesse da série porque até aí as pessoas ficaram chocadas com o que aconteceu, boquiabertas com as surpresas e um final que deixa em aberto uma misteriosa e bastante apetecível 6ª temporada.
Para quem gostar de emoção, acção, dramatismo e mistério esta será uma série a não perder, todas as semanas na 2: depois do Jornal 2 por volta das 22:30!

terça-feira, junho 27, 2006

Era uma vez as férias!

Como sabe tão bem tirar umas fériazitas mesmo que seja para ficar com preguicite aguda e não mexer uma palha para o que quer que seja, contudo não foi o que aconteceu este ano e também já não tinha acontecido o ano passado, foi só um desabafo de uma pessoa que já sente falta delas.
Este ano preferi ficar por perto de casa com uma passagem pela Costa da Caparica durante uma semana e por fim celebrar o São João em Braga, tudo é claro na companhia da minha doce Mel.
Foram umas férias um pouco estranhas, eu que não sou pessoa de ir à praia durante qualquer época do ano, tinha decidido que estas férias passaria uma semana dedicada à praia, assim convidámos, eu e a Mel, a Magda (amiga da Mel) para uma semana na Trafaria e praia na Costa da Caparica. Como já estava de férias quando marcámos isso, a ida para a Trafaria ficou marcada para a semana dos feriados de Junho, até aí tudo bem, a Magda veio de combóio, apanhámo-la na Estação do Oriente e passámos a noite na esplanada do Belém Terrace. No dia seguinte fomos à praia, era domingo, e a mesma estava lotada, arranjámos um espaço perto do acesso à praia e por lá ficámos a gozar o sol e o mar.
O problema foi o dia seguinte, a semana começou com o tempo a piorar, as núvens a aparecer e as temperaturas a descer, portanto da restante semana só mais um dia foi de praia, nos seguintes dias passeámos por Lisboa e arredores, a mostrar o que a capital tem de melhor e o que tem para oferecer. Ora um final de tarde no Belém Terrace, um jantar no Irish Pub do Parque das Nações, um passeio pelo jardim de Oeiras e umas brincadeiras com os felinos que o protegem de roedores, um pastelinho de Belém para matar a fome, os centros comerciais, o ponto mais ocidental da Europa mais conhecido por Cabo da Roca, a imponente Serra de Sintra, as suas queijadas é claro, enfim, passámos por muitos mais locais e acabámos por não desperdiçar completamente essa semana.
No final da semana a Magda voltou para Braga e eu e a Mel para Carnaxide, ficámos mais uns dias por lá e depois rumámos a Braga, onde foi tempo de festejar o tão aclamado São João, com uma tradicional sardinhada em casa de familiares da Mel, muitos caracóis, caldo verde, sardinhas, bifanas, doces e uma pitada de conversa.
Ainda houve tempo para ver um novo cão a chegar a casa dos pais da Mel e vê-lo partir pois estava prometido a outra pessoa. Contudo, esta semana, chegou um novo cãozinho, apelidado de Bono (sim o do U2) apadrinhado pela Mel, ora pois, de raça boxer tal como o Esas, o outro cão da casa.
Com o regresso a casa e ao trabalho estava prometido umas duas semanas complicadas, já que com o Mundial a decorrer seria necessário prolongar o horário normal de trabalho, a primeira semana a entrar às 14 horas e sair às 24h e a segunda semana a entrar às 5 da madrugada e a sair às 14 horas da tarde...

domingo, junho 25, 2006

Polícia para quê?!

Local: Carnaxide, Café/Bar Charly
Data: 25-06-06
Hora: 3:47am

Ouve-se gritos na rua, cerca de 10 a 15 pessoas berram umas com as outras, umas tentam acalmar o ânimo de alguns enquanto esses tentam chegar ao confronto físico com outros. As pessoas que dormem descansadas começam a acordar e a deslocarem-se à janela para tentar perceber o que se passa.
Cerca de 10 minutos passam e nada muda, a polícia acaba por aparecer, sem dúvida após denúncia, e duas patrulhas estacionam, um dos polícias vem calmamente a fumar um cigarrinho e a passo de lesma, certamente não esperava ter que sair da esquadra nessa noite, e eis que a pouco e pouco o ruído diminui. Com os minutos a passar aparecem mais uma patrulha, seguida de outra e finalmente mais uma, 5 patrulhas ao todo encontram-se em frente ao café e do meu ponto de vista não dá para perceber com quem falam ou do que falam.
Com a polícia em “peso” as pessoas começam a dispersar, principalmente os “agitadores”, cerca de 45 minutos após a polícia chegar ainda se ouvem discussões entre pessoas. Começa a ver-se a falta de autoridade que a polícia nem sequer tenta impor, será que afinal a lei portuguesa permite barulho a estas horas da madrugada? Não existem coimas a aplicar ou mesmo detenções? Ah, pois é, já me ía esquecendo, locais usados para tráfico de drogas deverão estar isentos de aplicações de coimas, sim é verdade, já me me ía esquecendo de mencionar que o café é famoso por esse tipo de trocas.

Isto seria um acontecimento único se já não viesse a arrastar-se à anos sem alguma autoridade, camarária ou policial, agir de devida maneira. Penso que não exista alma alguma que viva em Carnaxide e não conheça a fama do tal café.

Curioso é nenhum canal de televisão ou imprensa escrita ou qualquer outro meio de comunicação não relatar estes actos, ainda por cima quando o canal de televisão SIC encontra-se a menos de 5 minutos de distância, com o conhecimento que as pessoas vão tendo da “nossa” polícia, talvez seja melhor chamar os canais de televisão em vez da polícia, ao menos sempre se teria o arranque a alta velocidade dos carros dos “agitadores” gravado para abrir os noticiários, até porque mesmo com a polícia presente eles saem imunes após distúrbios e nas “fuças” da polícia puxam pelos motores dos carros para fazerem um pouco mais de barulho para terem a certeza de que a vizinhança vem à janela a assistir à tardia actuação mirabolante.

A noite termina com as 5 patrulhas a partirem uma a uma e os poucos policias que vão ficando para trás falam amenamente com os donos do tal “ilustre” café, na volta ainda beberam um cafézinho à borla pois a noite é húmida e o frio trepa pela espinha acima. Nenhuma detenção foi feita e provavelmente ninguém levou sequer um raspanete.

terça-feira, junho 20, 2006

Chamaram-lhe Lúcifer

Ainda não tinha amanhecido e já muito se tinha falado do dia da besta, por a data no calendário marcar o dia 6 de Junho (6) de 2006 (06), falou-se das tragédias que poderiam acontecer, do significado negro que representava esse dia para a igreja e muitas mais teorias... como dizia, ainda não tinha amanhecido e à janela do meu quarto encontrava-se a minha doce Mel a mirar a rua, até que de repente ouve-se um miar meio aflito, ela chama-me e reparamos em três pessoas em redor de um carro. Eis que uma deita-se no meio da estrada a tentar descobrir algo por debaixo de um carro, sem resultado levanta-se e reúne-se com as outras das pessoas, ouve-se murmúrios e a nossa curiosidade vai aumentando, o miar continua e percebemos que algures por debaixo de um carro mora um gato. Sem hesistar e em tom de brincadeira, à primeira, viro-me para a Mel e digo-lhe para nos vestirmos e ajudarmos na busca do misterioso gato. Ainda demorámos uns minutos a decidirmo-nos descer para ajudar. Já de lanterna em punho abordámos as pessoas e perguntámos se andavam atrás de um gato e de que forma poderíamos ser úteis, explicaram-nos que o gato em questão era uma jovem cria que parecia perdida da ninhada ou uma cria que se tinha aventurada na selva urbana e que agora como medo apelava por alguém familiar.

Começámos por tentar perceber onde se escondia o gatinho, tentámos espreitar por debaixo do carro e não o víamos, uma das pessoas deitou-se e arrastou-se para debaixo do carro, afinal o gatinho trepava pelo motor e escondia-se por detrás dele, tínhamos duas soluções, a primeira seria esperarmos pelo dono do carro para conseguirmos abrir o capot, a segunda solução era simplesmente termos paciência. A primeira solução foi logo posta de parte, pois já passava da uma da manhã, assim subimos, eu e a Mel, a minha casa e trouxémos um pouco de leite para atrir o bichano, colocámos debaixo do carro e afastámo-nos.

Os minutos foram passando, o gato de vez enquanto miava como se procurasse assegurar-se de que não havia perigo, e eis que para nosso espanto acaba por descer e começar a beber o leite, tentámos aproximarmo-nos mas sempre que o fazíamos voltava a trepar pelo motor acima, decidimos então afastar a taça com o leite para perto do passeio, fazendo com que gatinho se expusesse ainda mais. Após umas horitas de espera, de ver o camião do lixo passar, de imitar-mos gatos a miar vezes sem conta, do gatito descer e subir sabemos lá quantas vezes e, até acordarmos parte da vizinhança, conseguimos que saísse de baixo do carro, com pena nossa atravessou a estrada para debaixo de outro automóvel, cercámos o carro mas sem resultado, o gatito voltou a atravessar a alta velocidade a estrada e subiu por outro motor acima. Ao olharmos para o relógio víamos os ponteiros a marcar 5 horas da manhã e alguns minutos, as pessoas acabaram por desistir e fiquei eu e a Mel ainda na esperança de o salvar de qualquer infortúnio.

Com muita pena minha, mas mesmo muita, e já à conversa com uma senhora que tinha vindo à janela, acabámos por desistir de tal aventura, contudo nessa madrugada, e enquanto falávamos do dia da besta, baptizámos o gatito de Lúcifer, embora o nome pudesse apelar a uma lado mais negro, apelava somente ao seu pelo negro e a coincidência do dia que começava.