Ainda não tinha amanhecido e já muito se tinha falado do dia da besta, por a data no calendário marcar o dia 6 de Junho (6) de 2006 (06), falou-se das tragédias que poderiam acontecer, do significado negro que representava esse dia para a igreja e muitas mais teorias... como dizia, ainda não tinha amanhecido e à janela do meu quarto encontrava-se a minha doce Mel a mirar a rua, até que de repente ouve-se um miar meio aflito, ela chama-me e reparamos em três pessoas em redor de um carro. Eis que uma deita-se no meio da estrada a tentar descobrir algo por debaixo de um carro, sem resultado levanta-se e reúne-se com as outras das pessoas, ouve-se murmúrios e a nossa curiosidade vai aumentando, o miar continua e percebemos que algures por debaixo de um carro mora um gato. Sem hesistar e em tom de brincadeira, à primeira, viro-me para a Mel e digo-lhe para nos vestirmos e ajudarmos na busca do misterioso gato. Ainda demorámos uns minutos a decidirmo-nos descer para ajudar. Já de lanterna em punho abordámos as pessoas e perguntámos se andavam atrás de um gato e de que forma poderíamos ser úteis, explicaram-nos que o gato em questão era uma jovem cria que parecia perdida da ninhada ou uma cria que se tinha aventurada na selva urbana e que agora como medo apelava por alguém familiar.
Começámos por tentar perceber onde se escondia o gatinho, tentámos espreitar por debaixo do carro e não o víamos, uma das pessoas deitou-se e arrastou-se para debaixo do carro, afinal o gatinho trepava pelo motor e escondia-se por detrás dele, tínhamos duas soluções, a primeira seria esperarmos pelo dono do carro para conseguirmos abrir o capot, a segunda solução era simplesmente termos paciência. A primeira solução foi logo posta de parte, pois já passava da uma da manhã, assim subimos, eu e a Mel, a minha casa e trouxémos um pouco de leite para atrir o bichano, colocámos debaixo do carro e afastámo-nos.
Os minutos foram passando, o gato de vez enquanto miava como se procurasse assegurar-se de que não havia perigo, e eis que para nosso espanto acaba por descer e começar a beber o leite, tentámos aproximarmo-nos mas sempre que o fazíamos voltava a trepar pelo motor acima, decidimos então afastar a taça com o leite para perto do passeio, fazendo com que gatinho se expusesse ainda mais. Após umas horitas de espera, de ver o camião do lixo passar, de imitar-mos gatos a miar vezes sem conta, do gatito descer e subir sabemos lá quantas vezes e, até acordarmos parte da vizinhança, conseguimos que saísse de baixo do carro, com pena nossa atravessou a estrada para debaixo de outro automóvel, cercámos o carro mas sem resultado, o gatito voltou a atravessar a alta velocidade a estrada e subiu por outro motor acima. Ao olharmos para o relógio víamos os ponteiros a marcar 5 horas da manhã e alguns minutos, as pessoas acabaram por desistir e fiquei eu e a Mel ainda na esperança de o salvar de qualquer infortúnio.
Com muita pena minha, mas mesmo muita, e já à conversa com uma senhora que tinha vindo à janela, acabámos por desistir de tal aventura, contudo nessa madrugada, e enquanto falávamos do dia da besta, baptizámos o gatito de Lúcifer, embora o nome pudesse apelar a uma lado mais negro, apelava somente ao seu pelo negro e a coincidência do dia que começava.
Começámos por tentar perceber onde se escondia o gatinho, tentámos espreitar por debaixo do carro e não o víamos, uma das pessoas deitou-se e arrastou-se para debaixo do carro, afinal o gatinho trepava pelo motor e escondia-se por detrás dele, tínhamos duas soluções, a primeira seria esperarmos pelo dono do carro para conseguirmos abrir o capot, a segunda solução era simplesmente termos paciência. A primeira solução foi logo posta de parte, pois já passava da uma da manhã, assim subimos, eu e a Mel, a minha casa e trouxémos um pouco de leite para atrir o bichano, colocámos debaixo do carro e afastámo-nos.
Os minutos foram passando, o gato de vez enquanto miava como se procurasse assegurar-se de que não havia perigo, e eis que para nosso espanto acaba por descer e começar a beber o leite, tentámos aproximarmo-nos mas sempre que o fazíamos voltava a trepar pelo motor acima, decidimos então afastar a taça com o leite para perto do passeio, fazendo com que gatinho se expusesse ainda mais. Após umas horitas de espera, de ver o camião do lixo passar, de imitar-mos gatos a miar vezes sem conta, do gatito descer e subir sabemos lá quantas vezes e, até acordarmos parte da vizinhança, conseguimos que saísse de baixo do carro, com pena nossa atravessou a estrada para debaixo de outro automóvel, cercámos o carro mas sem resultado, o gatito voltou a atravessar a alta velocidade a estrada e subiu por outro motor acima. Ao olharmos para o relógio víamos os ponteiros a marcar 5 horas da manhã e alguns minutos, as pessoas acabaram por desistir e fiquei eu e a Mel ainda na esperança de o salvar de qualquer infortúnio.
Com muita pena minha, mas mesmo muita, e já à conversa com uma senhora que tinha vindo à janela, acabámos por desistir de tal aventura, contudo nessa madrugada, e enquanto falávamos do dia da besta, baptizámos o gatito de Lúcifer, embora o nome pudesse apelar a uma lado mais negro, apelava somente ao seu pelo negro e a coincidência do dia que começava.
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