segunda-feira, setembro 25, 2006

Pulso Aberto! ARGH! (Parte V, Fisioterapia!)

Quem me dera poder chegar a uma loja qualquer, e tal como compro uma nova escova de dentes, pudesse comprar um novo braço e, de uma vez por todas, poder retomar a minha vida normal, voltar à minha querida rotina que raramente complicava-me a vida.

Voltei finalmente ao médico quase como um desconhecido, visto que após o senhor ter revisto a minha ficha e apontamentos, não fazia a mínima ideia porque é que eu me encontrava lá. Depois de lhe contar toda a lengalenga e ele acusar-me, mais uma vez, que estava capacitado para trabalhar, lá "receitou-me" fisioterapia até dia 9 de Outubro, último dia de baixa. Assim vou começar o que já deveria ter começado à uma semana atrás, isto tudo porque o senhor doutor está mais interessado em despachar a clientela do que realmente curá-la definitivamente.

Esta tarde desloquei-me à clínica onde vou fazer fisioterapia e a primeira impressão foi excelente, atendimento super simpático e instalações aparentemente modernas, amanhã pelas 17:00 vou lá fazer uma primeira avaliação para depois começar a atacar o problema do braço.

Curiosamente estava eu ao balcão da clínica e uma colega minha, aquando da saída da sua sessão, apanhou-me de surpresa, a sua boa disposição era tal que sei que estarei em boas mãos, pelo menos se o fisioterapeuta não for uma ela, já que a minha doce namorada não gostou nada que a recepcionista fosse tão engraçada... mulheres! lol

sábado, setembro 23, 2006

A Voz do Cidadão

Acabei de ver mais um curto programa na RTP chamado "A voz do cidadão", dedicado a atender as queixas dos telespectadores do universo RTP, onde um Provedor do Telespectador dá resposta às tais queixas, a não ser quando não pode responder a uma queixa porque está aberto um processo judicial, porque supostamente irá falar com o director X ou Y, enfim, um programa muito bonito mas insignificante a meu ver, já que não decide nada e pouco ou nada influencia o modo como a programação da RTP é pensada ou como a importância jornalística é alinhada num telejornal ou explorada. Não nos esqueçamos, por exemplo, do que aconteceu com os critérios editoriais das notícias sobre os fogos em Portugal, noticiado pela imprensa escrita portuguesa.

Para mim o papel do Provedor é senão mais um modo de atirar areia aos olhos do púbico enquanto que o tal Provedor enche os bolsos com o belo ordenado que deve auferir pelo complicado trabalho de "parlipiar" umas coisas na televisão semanalmente, mesmo com o trabalho que está por detrás do programa, certamente terá alguém para ler os mails e cartas enviados, fazer uma pré-selecção e só depois lhe chegarem umas 5 ou 6 cartas/mails às mãos.
O programa não é em directo, tiveram o cuidado de o gravar e embelezar, tendo mais cuidado com a imagem do que com o conteúdo, com queixas "soft" e um discurso poético quase declamado. Na minha opinião o programa deveria ser em directo, quiçá com telefonemas de telespectadores, onde uma pessoa pudesse, perante tudo e todos, queixar-se do que realmente está mal na televisão pública, não como aconteceu no primeiro programa onde seleccionaram umas pessoas na rua, num plano todo pipi, onde o povo dava sugestões e opiniões sobre a RTP, tudo coisas triviais.
Desde que foi apresentado o Provedor do telespectador que deixaram bem claro, não será um censor, um repositório de queixas ou um muro de lamentações, só se esqueceram de dizer que seria um fantoche com cordas muito podres, que nada mudará, por impotência do seu cargo, as constantes alterações dos horários das séries, dos filmes e por aí fora, bem como a parcialidade a nível jornalistico, que dos 3 canais deveria ser o menos agarrado às forças políticas...

Pulso Aberto! ARGH! (Parte IV, quem diria!)

Segunda-feira passada, já com o braço aparentemente bom, tive a última consulta no médico do seguro da empresa, como me sentia bem e depois de ouvir a opinião chegámos à conclusão que estava apto para ir trabalhar, assim no dia seguinte apresentei-me ao trabalho e após ter surpreendido alguns colegas com o meu regresso seguiu-se a ronda de perguntas "como estás!?" "que te aconteceu?" até mesmo um "como foram as 'férias'?", enfim muitos curiosos, uns que sabiam que tinha estado com uma tendinite ou sabiam que tinha estado doente mas não sabiam com o quê.
Expliquei que não podia entrar a matar e que ía trabalhar com mais calma, foi quase como que falar para a parede porque por alturas do telejornal as peças por montar eram mais do que aquelas que estavam prontas para emissão, típico!
Cheguei ao final do dia com o braço dorido, na quarta-feira o braço deu-me sinal que não estava nas melhores condições para o que quer que fosse, assim sendo fui ao clínicos da empresa e coloquei a questão se teria de que fazer de novo uma participação, fiquei a saber que bastava ir directamente ao médico, como estava na empresa passei pelo meu serviço e aproveitei para explicar o que se passava ao meu chefe, logo a seguir voltei à clinica, à espera de ser visto, e eis que a enfermeira de serviço disse-me que o médico não dava consultas naqueles dia mas que ía reabrir o meu processo e que me telefonava no dia seguinte, com esta resposta e um pouco cansado destas andanças vim para casa descansar.
Quinta-feira, passei uma manhã e ínicio de tarde à espera do dito telefonema, não chegou, fui para Lisboa à clínica e levo outra vez com a mesma resposta, já tinha reaberto o meu processo e estavam à espera que o médico marcasse a consulta, ao que perguntei se não poderia ser visto por outro já que estava a faltar ao trabalho sem baixa escrita, já para não falar das dores com que estava! A senhora lá me explicou que só podia ser visto por aquele médico já que era ele que estava a acompanhar o meu processo e que teria que esperar. Vim-me embora um pouco enervado com esta palhaçada toda e decidi marcar uma consulta para um ortopedista fora do seguro, já que ele com certeza iria dar maior atenção ao meu caso e não me despachar em 5 minuto como o médico do seguro, já para não dizer que não o teria de convencer que estava sem dúvida alguma com um problema real.
Com sexta-feira a meio dia comecei a receber um tipo de toques no telemóvel, nem dava para atender, como vi que aquilo era alguém a tentar ligar fiquei atento até que consegui atender, eis que finalmente recebo a chamada da clínica para me avisarem que tinha consulta marcada para segunda-feira próxima e que não estavam a conseguir ligarmente porque a chamada ía sempre para o voice mail, na altura nem percebi do que falava e só depois de desligar é que se fez luz na minha cabeça, provavelmente pensou que por ouvir música ao fazer a chamada que isso seria o voice mail quando na realidade é um ringding que tenho para as pessoas ouvirem enquanto não atendo o telemóvel.
Resta-me agora esperar por segunda-feira para ver o que o srº drº diz, quando a consulta que quero só é sexta-feira no ortopedista privado...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Universitários a caminho de Braga!

Com as aulas à porta são muitos os jovens que partem para outras cidades em descoberta de novas realidades e novas amizades, contudo tratar de tudo pode tornar-se numa dor de cabeça, com isto em mente e querendo ajudar a minha futura família, a da minha doce Mel, fiz em pouco mais de meia hora um site para aqueles que se vão mudar temporariamente para Braga para estudar na Universidade do Minho e precisa de alojamento.
O site está já online, podem encontrá-lo em http://umquartos.com.sapo.pt e no futuro estará mais completo, com mais informação.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Pulso Aberto! ARGH! (Parte III)

Duas semanas de baixa depois e já quase esqueci o chato e embirrante que fui durante a agonia em ter um braço imobilizado ao peito por causa de uma tendinite, não podendo fazer uso dele para nada, comer, escrever até simples tarefas como lavar os dentes, estando preso a casa, por também não poder conduzir, os dias tornaram-se longos até a minha menina ter vindo em meu socorro, logo aí fiquei mais animado e quase que se conseguia perceber um meio sorriso na minha face.
Como não conseguia conduzir, a minha amiga Sónia fez o favor de me vir buscar para irmos apanhá-la à estação de comboio, fico contente por ter um amigo ao virar da esquina que se eu pedir disponibiliza-se para ajudar.
Aos poucos fui conseguindo mexer o braço até ter que parar por acusar um bocado de esforço, hoje posso dizer que mexo-o quase sem limitações, quase porque às vezes ainda sinto a necessidade de parar o que estou a fazer e descansá-lo.
Segunda é dia de voltar ao médico e terça, quiçá, dia de voltar ao trabalho!

terça-feira, setembro 05, 2006

Pulso Aberto! ARGH! (Parte II)

Surpresa das surpresas e eis que o pulso aberto é sem dúvida alguma uma tendinite! Para isso bastou-me uma visita, quinta à noite, à CUF das Descobertas para uma médica diagnosticar-me uma tendinite, receitar unc comprimidos para as dores e uma loção para espalhar no braço, e posteriormente uma enfermeira imobilizar-me o braço ao peito para repousá-lo. Ora sexta de manhã foi dia de marcar uma consulta com a médica de família para obter uma baixa, de modo a poder repousar e também porque não tinha condições para ir trabalhar! Mal saí do consultório meti parte da baixa para a Segurança Social no correio mas logo a seguir arrepender-me... porquê? Porque à conversa com uma colega de trabalho lembrei-me que tinha um seguro pela empresa e como isto foi causado pelo trabalho que faço tinha o direito de activar o dito cujo, mal sabia onde me ía enfiar.

Normalmente sou uma pessoa que quero despachar e resolver os meus assuntos o mais depressa possível, custe o que custar, ora depois de já ter uma baixa e consulta marcada para o ortopedista meti-me numa carga de trabalhos, primeiro tive que me deslocar aos clínicos da minha empresa, explicar o caso à enfermeira, fazer a participação do sucedido, deslocar-me a um médico da seguradora, onde fui acusado pelo médico que o que me tinha sucedido era de longe acidente de tabalho, tirar uma radiografia, voltar a ser visto pelo mesmo parvo do médico da seguradora e afirmar o que já sabia, era uma tendinite, com baixa passada por ele e após uma tarde inteira perdida a fazer figuras tinha agora de anular a baixa que tinha enviado pelo correio e dar conta à empresa da nova baixa.

É uma tristeza o país onde vivemos, não basta uma pessoa ficar doente e ainda ter que convencer os demais que está na realidade doente, tudo bem que o médico da seguradora está a proteger os direitos da seguradora mas antes de abrir o bico que mande fazer os exames necessários, esses sim não mentem, e depois toda a burocracia que involve o facto de uma pessoa adoecer e querer recuperar...