sábado, janeiro 23, 2010

Do passado para o presente

Se existem memórias que ficam connosco durante anos e anos são as da nossa infância na escola e dos amigos com quem partilhámos o início da nossa vida. Eu penso ter uma capacidade excelente para guardar memórias visuais, daí ser mais fácil reconhecer uma cara do que associar um nome a essa cara, salvo excepção é claro! Mas ninguém pense que irei revelar nomes porque não é essa a questão... No meio disto tudo fico triste quando olho para trás e vejo que essas amizades de à 25 anos se perderam no tempo, visto que ao chegarmos à quarta classe era tempo de deixar a escola e mudar para outra, uma vez que só nos encontrávamos na escola manter o contacto era quase impossível, porque nem sequer tínhamos noção ou consciência do que era mudar de escola.

Anos e anos depois desejamos reencontrar essas mesmas pessoas, que afinal são parte da nossa vida, pegamos em fotos desses tempos de escola e tentamos lembrar-nos de nomes ou outras pistas que nos façam chegar a esse indivíduos. Pesquisamos na internet e é normal que pelo menos encontremos um de muitos, felizmente foi isso que aconteceu à já algum tempo mas o que me animou realmente foi nesta última semana mais duas pessoas se terem juntado à primeira. Confesso que à primeira não reconheci a Inês, embora o nome me transportasse para os dias de escola, só conseguia imagina a pequena Inês mas com uma simples mensagem para a Catarina, a primeira pessoa que reencontrei, e tudo ficou esclarecido. Dias depois, entre alguns pedidos de amizade no facebook, uma tal de Ana Filipa veio até mim, mais uma vez olhei parao a passado, procurando nas minhas memórias uma pista desse nome, procurei e procurei em todos os recantos, contudo não encontrei, outrora despacharia esse pedido de amizade mas não agora, porquê desistir de descobrir que é alguém quando uma simples mensagem pode fazer a diferença, e foi assim que mais uma ligação do passado ultrapassou todas as barreiras e apanhou o presente. É como que se aos poucos um grande puzzle começasse a ganhar vida, peça ante peça encaixando, seria tão bom que dentro de alguns meses o mesmo pudesse estar completo, que um pouco como tradição as pessoas pudessem fazer algo como uma reunião e em qualquer sítio se encontrarem para uma noite, como se diz na minha terra, a walk down memory lane.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Existem dias assim!

Devia ser proibido sair de casa em determinados dias, naqueles dias que sentimos que tudo vai correr mal e, foi assim hoje, começou sem ter noção disso e lá fui eu, com tempo, para o trabalho, fiz-me à estrada percorrendo o caminho de todos os dias até que, sem esperar ou perceber, passei por cima de uma pedra de calçadas que praticamente rebentou com o pneu, o barulho era evidente que o pneu estava razo, desacelerei e comecei a deslocar-me para a faixa mais à direita de maneira a parar, tudo isto na CRIL que para quem sabe é uma das vias mais rápidas em Lisboa. Consegui parar, vesti o colete reflector e só pensava porquê eu, porquê eu enquanto tratava de sair do carro e proceder à sinalização do automóvel e troca do pneu. Um telefonema rápido a avisar que ía a chegar e resolvida a questão em segurança, porque trocar um pneu naquela via é uma aventura, ou a pessoa não tivesse que se posicionar dentro da faixa de rodagem, e segui caminho.

Já no trabalho foi chegar e sentar-me para trabalhar sem tempo para cumprimentar os colegas, e assim foi até à hora de jantar, com duas reportagens trabalhosas para o noticiário principal da estação. Pego em mim, finalmente com tempo para respirar, e sigo para o jantar, caíndo em desânimo total ao ver o que tinha à escolha, com duas olhadelas escolhe-se um prato já que o importante era matar a fome.

Resta saber, já que estou de saída do trabalho, como será o caminho para casa e o que estará ainda para acontecer...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Quando o passado apanha-nos com as calças na mão!

Isto é daquelas coisas que quando menos esperamos... BAM! Atinge-nos com força e ficamos sem reacção, sem saber o que fazer ou pensar, e não exagero pois quando uma antiga paixão aparece à nossa frente, querendo saber como vão os nossos sentimentos viajamos no tempo e revivemos tudo, desde o momento em que duas pessoas se conheceram até às palavras ásperas que levaram a uma separação dolorosa.

Uma vez que a oferta na internet é tão grande, não é de estranhar que mais cedo ou mais tarde essas duas pessoas se voltem a encontrar, porque procuravam saber um do outro ou por mero acaso. O meu caso foi o primeiro, a rapariga queria saber se os sentimentos do rapaz ainda eram os mesmos desde à muito tempo, com uma ferramenta chamada formspring.me, onde qualquer um, de forma anónima ou não, pode questionar alguém sobre qualquer assunto, ora esta menina questionou o rapaz e sem se aperceber partilhou a sua identidade e aguardou resposta. É claro que só o facto de saber de quem vinha a questão, o rapaz esboçou um sorriso de orelha a orelha, não pela perguntar ou por quem a perguntava mas por ter a noção que não era só ele que olhava para o passado e o presente com certa curiosidade.

Confrontada com a revelação da identidade, a rapariga agora envergonhada escondeu-se dentro da sua concha, como se tivesse sido apanhada a roubar bolachas sem os pais saberem, assim coube ao rapaz, já que ela tinha dado o primeiro passo, depois de à um ano atrás ele ter dado o último, tomar uma posição, indo ao encontro dela, através de troca de alguns emails, reconstruíndo uma amizade outrora perdido e afogada. Nada mais fez ele feliz do que aquela ligação ao passado, imediatamente ressuscitando esperanças perdidas, sem noção de que desta vez ele teria de ser mais contido com qualquer expectativa que pudesse vir a ter, pois é certo que rapidamente a razão será abafada perante o bater cada vez mais forte do coração...

A verdade e a televisão

Às vezes mete nojo trabalhar onde trabalho, local onde os factos devem ser relatados, o quanto mais fiel à realidade melhor, agora o que me enoja é quando se noticia algo que está longe de ser a verdade, situações que estão a acontecer no Haiti são aproveitadas para atrair mais audiência, transmitindo de forma sensacionalista que certo jornalista está ferido ligeiramente quando os que cá trabalham sabem que não é verdade, fala-se em não querer chocar a família do jornalista, ora acho que qualquer pessoa que lá tenha familiares sabe dos riscos, agora esconder isso dos que mais estão interessados e têm o direito de saber é muito grave e vai contra os objectivos de um meio de comunicação.

Outra coisa, ainda em relação a isto, é que o jornalista nunca é a noticia, mais uma vez abriu-se um telejornal preenchendo-o nos primeiros minutos com o dito jornalista e as últimas noticias sobre ele... No inicio do dia ainda se usava a palavra evacuado, ora evacuado é aquele que mora na localidade, que é local, ainda se chamou à atenção e felizmente ainda foram a tempo de à noite corrigirem o termo a usar.

Server Shutdown in...

Bleh!

É simplesmente a minha reacção todas as terças-feira à noite quando o servidor do World of Warcraf (WoW) é desligado para manutenção, após alguns meses a jogar torna-se estranho dar por terminado uma noite quando ainda se cumpriam as primeiras quests do dia. Mas não é possível fazer algo para evitar ser expulso daquele mundo e é nessa altura que o nosso cérebro começa a fazer uma espécie de inventório de tudo o que vai acontecendo na nossa vida, neste momento não me importava nada de poder saltar por cima desse processo mas mais uma vez inevitável.

Por agora nem tudo é mau, felizmente, já que as séries de televisão que costumo acompanhar estão de regresso de férias, vão começando a pingar as habituais séries, aqui e ali, e sempre dá para distrair durante a madrugada. Após o que pareceu uma eternidade, a série 24 está de volta, bem, talvez fosse mais correcto dizer que Jack Bauer está de volta, e quando pensava que pouco mais podiam fazer, depois de 7 épocas, esta oitava regressou com a mesma energia das anteriores, conseguindo agarrar-nos à cadeira durante o episódio todo e, confesso, que nada que 4 novos episódios em 2 dias, no entanto, agarradinho como sou foi logo tudo de embute, passo a expressão. Umas semanas antes já o Heroes tinha regressado, não tão agressivo como as épocas anteriores, isto é, a nível de guião as novas tramas deixam algo a desejar, também não seria nada mau ver novas caras e não algumas de recentes séries que terminaram ou foram canceladas, para alguém como eu que segue dezenas de séries é quase impossível não ter presente diversas personagens interpretadas por este ou aquele actor.

O que vai acontecer nos próximos minutos não será muito díficil de adivinhar, para quem me conhece é claro, são quase 3 da manhã, o jovem aqui (sim tenho 30 anos mas sinto-me com 20 anos) vai assaltar a cozinha, abrir o frigorífico e em 2 segundos decidir entre um iogurte líquido ou leite, diria que as hipóteses mesmo antes de abrir a porta é de 30-70, caso a embalagem de leite seja a escolhida rapidamente decidirei se bebo fresquinho como está ou coloco umas colheres de açúcar (normalmente 5... sim, sim, sei que é muito mas já reduzi a algum tempo para cá de 6 ou 7 colheres) e aquecer no microondas, independentemente do que acontecer o próximo passo será apanhar um molho de bolachas e colocá-las num prato, voltar para o quarto com tudo e escolher um filme ou série para ver, ultimamente não tenho tido paciência para qualquer filme dramático, se não é de acção ou uma comédia então torço o nariz, bem torcido! Hehehe!

Quando o sono começar a atacar então aí dou por terminado a minha sessão por terras cibernéticas e mergulho na minha caminha, aconchego-me entre os lençóis e num rápido jogo de dedos faço um pouco de zapping pelos canais habituais, a escolha irá recair, quase que aposto, entre o canal Hollywood ou o AXN, por essa altura deverá estar a série Charmed ou o ER, é repetido certamente mas a essa hora é o menos importante, deixo o sono conquistar-me e viro-me para o lado para o qual durmo melhor.

sábado, janeiro 16, 2010

É sexta...

Sexta-feira à noite e quando pensava ver meio mundo navegando na internet parece que o cansaço da semana apoderou-se da maior parte e estão todos por outras bandas. Estes dois dias de folgas passaram depressa mas foram tão relaxantes que só um bastava, não que alguma vez abdicasse de ambos, é claro! Melhor deixar bem claro, caso alguém comece a dar ideias às pessoas erradas...

Sem grandes preocupações nos dias que correm só uma vem tocar à porta, um pouco como o leiteiro dos tempos antigos, bate à porta, deixa o leite, o mesmo de sempre, nós na esperança que o sabor seja melhor do que a última vez, contudo é o sabor que sempre conhecemos. Assim nada muda, e não existe dia que passe que não reflicta em determinado assunto, assunto esse que saltou fora do meu colo para o de outra pessoa, isto é, ainda tenho direito à palavra mas a decisão, o destino, a concretização de uma solução está entregue a esta segunda pessoa.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Perdido...

Quem diria que na vida nem tudo se perde, já cá não punha os pés à tanto tempo mas mesmo assim é como regressar a um ponto de segurança, um novo ponto de partida...

Após 2 anos de paixões e 1 amor, tudo acabou por terminar num longo barco vazio à deriva em águas mortas, decisões foram tomadas, ainda que contra o batimento forte do coração, a razão declarou-lhe guerra e mesmo ganhando a batalha nada é definitivo, nesta guerra do amor muitas mais batalhas serão travadas, o tempo de espera pela última por vezes sacrifica mais vidas do que qualquer outra coisa, são muitas as lágrimas derramadas em honra dos mais leais sentimentos. O guerreiro, cansado das demais batalhas, recolhe aos seus aposentos, perdidos nos seus próprios sentimentos, sem noção do que fazer ou como agir, sem saber por que ideiais lutar, se valeria a pena arriscar o seu próprio futuro por uma visão que algures dentro de si parecia utópica.

Uma nova vida começa com o nascer de um novo ano, mas como será possível caminhar numa nova estrada quando os pés recusam abandonar aquele mítico lugar onde raízes foram semeadas, onde essas mesmas raízes espalharam os seus braços, abraçando uma longa cama de terra, onde dessa ligação amorosa uma nova flor irradia a sua beleza com o despertar do sol, nascente assim a questão de virar costas a tal beleza tem de ser colocada, não será fácil ao certo e por isso mesmo o guerreiro trava uma batalha consigo mesmo, colocando todos os dias, mais do que uma vez cada dia, a mesma pergunta, tão nua e tão crú mas mesmo assim a resposta nunca é descoberta ou revelada. É certo que o seu coração não irá baixar os braços perante a musculada razão, pois ele bate forte por uma flôr em especial, uma flôr que um dia espera poder admirar de novo, poder sentir o seu perfume e contemplar toda a beleza do pólen dançando ao vento, contudo a obscecada razão teima em avançar, a galope percorrer um novo caminho, ambas forças destruíndo o guerreiro, numa loucura que nem os deuses se atrevem a intrometer-se, pois só ao guerreiro cabe encontrar a paz, o silêncio, o descanso da sua alma, só assim um dia poderá sair das trevas e conseguir apreciar o que vem perdendo, porque afinal de contas, no mais árido terreno nascerá uma bonita flôr desde que a razão e o coração aprendam a caminhar de mãos dadas.