terça-feira, agosto 31, 2010

Vou ali...

... e já venho, posso demorar algum tempo, por isso não fiquem à minha espera, volto quando tiver encontrado o que tanto procuro... - sim, vou parar de escrever por agora -

segunda-feira, agosto 30, 2010

Exmª Menina dos cabelos d'oiro

Venho por este meio agradecer do fundo do coração à menina bonita dos cabelos d'oiro, por me ter convencido a colocar uns trapos na altura em que os já tinha tirado, após um longo dia de laboro, ir buscá-la para perdermos a noção das horas num ambiente lounge, e passarmos um final de noite soberbo! Muito obrigado minha linda, sabes bem que estou a torcer por ti nesta segunda-feira!

Beijocas doces!

domingo, agosto 29, 2010

Sonhos, pesadelos e cegueira

Tenho estado aqui especado a olhar para as suas palavras, a tentar encontrar um só significado para as mesmas, mas por mais que me esforce a mente acaba por divagar para outras ideias. Embora esteja tudo relacionado afasta-me do objectivo principal, decifrar as palavras das imagens de um sonho assustador para a pessoa que dormia.

Era minha intenção, como sempre acontece, interpretar o sentido da mensagem do subconsciente ao seu lado, não necessariamente em pessoa mas através de uma verbalização de um telefonema, seria um exemplo, e como que surpreendido por um bando de assaltantes vejo um punhal atravessado pelo coração, sem tempo de reacção, como começasse a perder os sentidos para a morte,  ao mesmo tempo mil e umas imagens relembravam a felicidade do dia transato.

Iludo-me assim com as utopias que conduzem os meus sonhos e tapam os olhos para a realidade que sempre penso já não mais existir, é parvoíce do apaixonado, bem sei, só assim acabo por despertar ao ver o coração sempre trespassado. Mas é sempre assim, sempre contrariando a doce utopia, como se de um banho de água fria que nos imobiliza por segundos somente para nos fazer sentir vivos no instante seguinte.

Sei perfeitamente que não posso viver prisioneiro dos meus sonhos, embora me entregue a eles de braços abertos, nestas altura mais que nunca sinto a necessidade de os abraçar, pois só ali vou encontrar a força para continuar a lutar por quem me apaixonei, e mais que dar tempo ao tempo, dar-lhe tempo para arrumar o seu coração.

Hum... tal como previa, como que a espreitar o seu sonho acabei por me afastar do que me trouxe aqui, parece ser inevitável, fatídico... 

Salvo por água a ferver ao lume! O olhar já se perdia no horizonte, o mesmo que todos os dias se deita ao sol perto da minha janela.

Sinto-me parvo, estúpido, enganado, é temporário, mas mesmo assim a frustração aloja-se bem dentro do coração e, ali, fico preso no tempo, ela sempre presente.

sábado, agosto 28, 2010

Havemos de repetir...


Muito obrigado por esta tarde, foi diferente ao que estou acostumado mas igualmente interessante e divertida, agora ai de ti que peças mais uma vez desculpa, foi um belo estágio para quando tiver filhos e por isso não deve lamentar! Ahahah! Quanto muito sou eu que te agradeço uma vez mais!

E como podes ver já está no lugar o presente que cá deixaste, a perfumar a casa deliciosamente, porém será pecado queimá-las uma atrás da outra, assim espero que o pecado venha bater à porta para as ver consumidas pelo fogo...

sexta-feira, agosto 27, 2010

As palavras certas serão ditas por um beijo

Este sentimento de pura alegria que me consome hoje, inibe-me de qualquer juízo racional suficiente para transpor em palavras o que só um beijo poderia dizer. Ao início da noite procurámos o luar por entre torres de betão sem sucesso, somente da minha janela mais tarde desejei-lhe boa noite, certo é que ainda não foi desta que estava destinado partilhá-la contigo de mãos dadas, aguardo por esse dia chegar e limito-me a sonhar. No despertar desse dia sei que a magia da poderosa lua irá transformar o dia mais banal no melhor de todos eles, celebrado com o gesto mais sagrado de todos, um beijo enamorado.

Um único lamento aqui vou deixar, que o parque ainda estivesse aberto depois de finalmente teres revelado um pouco mais de ti, agradeço a tua confiança e estimo-a como um bem precioso, pois foi uma honra que não esperava ter tão cedo, mas se fechado estivesse, o parque, significaria então que amanhã voltaria a reencontrar-te ao amanhecer e afastar assim a saudade que se alojou no meu coração desde que ouvi aquele clique aquando de visita ao teu palácio.

quinta-feira, agosto 26, 2010

I'll be there at 7...

... and I will be waiting with a smile on my face, that is how you will know it's me!

quarta-feira, agosto 25, 2010

No meio da escuridão um farol sempre aceso

Sou suspeito quando afirmo o seguinte: ontem à noite a lua mandou apagar as luzes ao longo da avenida. Pois invejosa como é, queria brilhar mais que tudo e todos, fazer ver que é dona da escuridão. Está bem que não terá sido essa a razão (pelo) do apagão, por duas vezes, ali para os lados da Lisboa francesa, o certo é que deu maior protagonismo à dádiva de luz oferecida pela majestosa lua. 
 
É curioso que é preciso a escuridão para empurrar as pessoas até às suas janelas e logo ali começar a troca de palavras de janela para janela, vizinhas a questionar sobre a falta de luz pela hora do jantar. Muitos como eu terão ficados sem grandes alternativas (senão) a não ser esperar. 
 
Mas, enquanto esperava, aproveitei o sossego no meio daquele negrume para estar à janela, ouvindo a minha própria respiração, a admirar a lua que atravessava o rio de ponta a ponta e mergulhar nos meus pensamentos, reflectir sobre tudo o que se tem passado desde que iniciei um novo percurso e tudo o que poderá estar à minha espera no futuro. 
 
Tudo acabou por se resolver eventualmente e as pessoas retomaram as suas rotinas...

Mais tarde acabei por receber uma mensagem, que não esperava receber, não àquela hora, fez-me sorrir e senti o coração encher-se de felicidade, como um foguete lançado no ar, subindo, subindo e subindo, acabando por explodir. Poderia ter sido de qualquer amigo, mas aquela mensagem tinha um significado especial. Era uma mensagem que eu próprio poderia ter escrito e enviado para ela, pois naquele momento voltávamos a ser cúmplices. O facto de se lembrar de mim perante o luar que admirava do outro lado da cidade, a mim diz-me muito, não creio que seja coincidência (lá está de novo a maldita palavra sem sentido verdadeiro!) mas não vou criar histórias onde elas não existem, ou ainda não se admite existirem. Mas esta cumplicidade só me dá esperanças para um futuro onde, provavelmente, poderemos estar lado a lado perante o mesmo luar e de mãos dadas deixar os nossos olhares falar todas aquelas palavras que só o coração sabe ler.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Dádivas

Adorei e queria mais! Foi fantástico hoje acordar bem cedinho para ser presenteado ao abrir da janela com um céu a arder no horizonte, era tão vermelho e laranja que se pudesse ficaria ali a namorá-lo o resto do dia. Mais tarde sentir a dádiva da chuva enquanto andei de um lado para o outro nas compras foi o suficiente para matar saudade do conforto do Inverno, é claro que me lembro sempre de um dos meus filmes favoritos, Singing in the rain, sempre que chove, apetece mesmo dançar à chuva e deixar qualquer preocupação para trás!

domingo, agosto 22, 2010

Coisas de gata



Decididamente o novo hobby da Cookie é caçar moscas, corre atrás delas, dá mortais no ar dignos de um momento kodak e depois de as obrigar a aterrar, muitas vezes por causa de asas partidas, brinca com elas, sempre curiosa, lá vai ela com a patinha, martelando diga-se, chegando ao ponto de deixar de ser brincadeira mas sim tortura de quem, por azar, entrou na casa errada.

sábado, agosto 21, 2010

You on my mind...

Ontem mais que nunca dei por mim a mirar-te enquanto relaxava deitado ao comprido sobre a cama, enquanto o escuro pintava o quarto e não adormecia nada mais preencheu o meu imaginário senão aquela bonita rapariga, nem mesmo a terrorista da Cookie, atrás de qualquer movimento dos meus pés para saltar em cima e morder, me incomodou. Apeteceu-me então saltar da cama, correr até ao computador e escrever, escrever sobre tudo o que via e sentia naquele preciso momento, sabia que não era a primeira ou segunda vez que esse pensamento passava pela cabeça, porém isso significava parar o filme ao qual assistia na minha mente, não podia, não queria, então fiquei ali, quieto, a sonhar acordado, não querendo adormecer com receio de ter perder para a escuridão.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Lições

Todos cada dia vivido acabamos por aprendemos algo mais sobre nós próprios, é certo que nem sempre damos conta no momento em que isso sucede, só mesmo quando o tempo dá tréguas à mente é que nos apercebemos dessas lições de vida. Hoje aprendi uma dessas grandes lições, que no fim de contas não sei como dizer adeus quando estou contigo, por outro lado, a alegria de te reencontrar é como se tivesse nascido já a saber andar, acho engraçado e curioso este conjunto de factos e, aqui para com os meus botões, fico a desenhar pontos de interrogação se é mesmo assim tão evidente ou se somente eu faço esta (auto) avaliação...  Perdoem-me a redundância mas verdade verídica é esta, posso tentar enganar o meu ego contado-lhe uma qualquer história inventada sobre andar a alucinar sobre estas coisas mas, sei perfeitamente que a verdade virá sempre ao de cima e por isso limito-me a aceitar o facto como sendo a reacção que provocas em mim, principalmente por não desejar ver-te percorrer o caminho que te leva para lugar incerto.

Sei que é costume tentar traduzir tudo o que me vai na alma e partilhar sem  qualquer pudor, todavia hoje vou ser um bocado egoísta e deixar um pedaço de ti fechado dentro do coração a sete chaves, um pequeno e saboroso detalhe que me transportará hoje, quando a lua já for alta, a um sonho, mais que provável, selvagem e primata, diria mesmo carnal. Quem me visse agora de certeza que reconheceria o sorriso perverso que por vezes preenche os meus lábios quando o pensamento pervertido deixa-me inquieto. Assim, vou parar por aqui, certo que haveria muito mais que merecia ser dito, porém nas palavras que ficam por dizer escondem-se as mesmas que gostaria ouvir serem ditas por entre os teus lábios, fosse eu adivinho saberia que escondem mais do que por vezes dás a entender, poderei estar errado no meio de tanta incerteza, mas essas palavras deixam-me impaciente e curioso,  por vezes revoltado, desesperado na expectativa de as descobrir, serei paciente, sem outro remédio, calando-me para ter a certeza que te consigo escutar...

quinta-feira, agosto 19, 2010

Era uma vez...

Escrever um livro, nunca o fiz! Já escrevinhei alguns diários, lembro-me que nos tempos de escola, por volta do sétimo ou oitavo ano comecei a escrever uma espécie de diário onde desabafava comigo mesmo sobre um amor perdido, começou por ser em papel para depois continuar num formato mais virtual mas longe de estar ao alcance de qualquer outra pessoa, recordo-me que mantinha o ficheiro numa disquete protegida por uma palavra chave, a memória falha se tentasse lembrar-me do porquê de ter parado. Lembro-me sim que mais tarde quis recuperar as palavras pintadas ali mas a tecnologia nunca mais quis colaborar comigo, entretanto a evolução presenteou-nos com novos meios e, infelizmente, dei por perdido essas lembranças.

Mais tarde, por alturas de outros amores, retomei a escrita, de volta ao papel já com a lição aprendida, o conteúdo exacto é-me vago, todavia uma depressão era evidente, as palavras doridas, um verdadeiro aperto de coração que me transportava para um passado recente, mergulhando numa nostalgia profunda, cheia de saudades de tempos vividos, longe de ser acaso qualquer, hoje reparo que as paixões sempre me convidaram a compor sentimentos em imagens escritas, a lamentar-me ou a dizer que te amo, sempre a desejar que as palavras chegassem ao seu ouvido, consciente de que me enganava mas que não magoava  outros por sonhar.

Mais uma vez parei, distante vão esses tempos até ao início deste lugar aqui tão perto de vocês todos, desta vez não foi amor algum que me convidou, foi pura curiosidade neste espaço de partilha. Confesso que, ao longo destes últimos seis anos, foram os motivos amorosos que me voltaram a corromper e a obrigar a divagar sobre eles... Que fazer? As palavras ganham maior sentido sempre que o assim é, por boas ou más razões nunca interessou e com paragens por aqui e ali, sempre ao sabor da brisa do amor, este lugar ganhou teias de aranhas, sendo sempre limpas mais tarde ao som de uma voz feminina e assim tem sido, como se de um círculo vicioso se tratasse.

Hoje, visto que por vezes o alvo da minha atenção poderá sentir-se intimidada por essa mesma atenção, tento não falar com uma voz mais adocicada pela presença da beleza dela neste meu pequeno mundo, assuntos mais banais do meu dia-a-dia preenchem assim as linhas invisíveis, certo é que ao chegar ao último ponto final não me dou por contente, não totalmente, mas tento, tento para enganar os outros e, quem sabe, enganar eu próprio, com isso tudo oiço pedidos e conselhos de amigos, sugerem que escreva um livro, que deveria escrever um livro, acho tudo ridículo mas aceno em respeito, um sorriso amarelado estampado na face, não me vejo a escrever um, não saberia por onde começar, não saberia sobre o que narrar, no final, não saberia folhear um livro em branco.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Não há coincidências!

Não há coincidências, ponto final parágrafo! Porquê? Ora porque não acredito em coincidências pelo simples facto de não crer que seja por mero acaso dois acontecimentos tomarem lugar ao mesmo tempo sem qualquer significado aparente, dito isto deixem-me elaborar um pouco mais antes que as pedras comecem a voar na minha direcção que nem pessoa ostracizada.

Desde que me lembro ser amigo da minha melhor amiga, quinze anos já lá vão, que muitas foram as ocasiões que começaram por ser curiosas e alvo de gargalhadas, mas que depois de comentadas entre ambos sempre se encontrou uma razão para as explicar, dentro dos parâmetros da lógica. Desde a necessidade de falar com o outro e no segundo seguinte o telefone tocar, ou mesmo o telefone tocar enquanto escrevia uma mensagem para lhe enviar, estas são provavelmente as situações mais banais entre tantas outras ocorrências, não querendo especificá-las dado a privacidade das mesmas. Claro que não foi só com ela que estes acontecimentos, mais uma vez apelidados por muitos como coincidências, sucederam-se, lembro de um momento, infelizmente mais sensível, que mal acordei de um sonho que mais parecia um pesadelo, onde a morte estava presente, o telefone tocar do outro lado da cama onde a namorada, na altura, descansava e a notícia recebida ser a confirmação do sonho, coincidência dirão muitos, só que, mais uma vez, a conexão entre ambos era tão intensa que dava para pressentir os acontecimentos sem alguma vez os forçar.

Recordei esses e outros factos hoje, visto que foi motivo de uma rápida troca de palavras, dado que voltou a suceder semelhante situação, não querendo bater muito no ceguinho, sabendo que estarei a repetir-me, acredito que não foi por mero acaso mas sim a prova de que existe uma ligação entre duas pessoas, mesmo que o destino até ao presente sempre as empurrou em diferentes direcções, talvez querendo camuflar e/ou negar essa ligação, talvez ainda uma criança à espera de crescer. Mas não querendo afastar-me do que me levou a escrevinhar, só acrescentar que tudo isto acontece porque as pessoas se encontram num estado de predisposição que contribui para que tudo aconteça naturalmente, levando-as a cometer o erro de apelidar de coincidências acontecimentos únicos entre pessoas que se conheceram, partilharam momentos, e nesses momentos ofereceram um pouco da sua alma, justificação suficiente para o acaso ser simples desculpa para as ditas coincidências...

.com

Só uma pequena novidade para quem normalmente acaba por escrever o endereço do blog e por vezes não se lembra da parte blogspot, ora se pensam que estou aqui para vos relembrar, enganem-se, isto porque quero mesmo que esqueçam esse detalhe pois o blog a partir de agora é simplesmente www.eclipsedalua.com ! Fácil certo!?!

segunda-feira, agosto 16, 2010

A-D-O-R-E-I!!!

Deixei passar dois dias para que as ideias se arrumassem como deve ser na cabeça para voltar a viajar no tempo e rever todo o filme de sábado à noite. A grandeza de alguém vem sempre ao de cima quando menos esperamos ser surpreendidos, e mesmo que não estejamos com grande vontade para corresponder a um convite seria sempre perder uma oportunidade de ouro. Não esperava, pois a esperança já tinha morrido à muito, ouvir as palavras quase sussurradas por ti naquele dia após um período de laboro que agora chegava ao fim, hesitei por um segundo pois sabia, na minha vaidade, que não era a pessoa mais apresentável naquele instante, mesmo assim o que interessava era rever-te e por isso conduzi até tua casa, que apesar de terem sido longos os anos transactos, o caminho, mesmo de noite, não deixava margem para erro pois a memória guardava o mapa intacto.

Foi engraçado, e ao mesmo tempo estranhei, o modo como te aproximaste da carruagem mecânica, com um curioso, e suficientemente brincalhão, aperto de mão e um tom de voz altivo, disseste olá e contornaste a viatura. Confesso que só agora me lembro que deveria ter aberto a porta oposta à minha, tal era a elegância de princesa que demonstravas ser, mea culpa, foi preciso a noite obrigar a despedidas para obter a honra de ser premiado com dois beijos de boa noite, de apreço, não vá a mente mais perversa começar a opinar sobre o assunto! Sei que os detalhes, que muitos depois gostam de comentar, não estão aqui descritos, sei que todos os bons momentos são a união desses mesmos detalhes, mas aqui essas pequenas particularidades não são o que realmente importa, o reencontro de dois amigos é sempre mais sentido e grandioso, pouco importando onde, como ou quando tudo aconteceu. Tudo o que de bom guardo dessa noite foi, principalmente, poder rever-te, em carne e osso, e poder constatar que seria muito estúpido se tivesse decidido deixar para um outro dia, somente pelo facto de ser vaidoso. Obrigado!

16 e grávida

16 e grávida... Não, acalmem-se que não engravidei uma moçoila de 16 anitos e agora a vida deu uma volta de 180º, nada disso, durante um pequeno intervalo no trabalho calhou ter a MTV sintonizada, por norma são mais os reality shows do que videoclips musicais que perfazem o alinhamento do canal, decididamente foi muito o que mudou nestes últimos anos para pior e, acho que se atingiu o fundo quando alguém do nada se lembra de fazer um programa sobre jovens americanas de dezasseis anos que por esta ou aquela razão acabaram grávidas. É impressionante como as pessoas se expõem de tal maneira só para conseguirem os seus quinze minutos de fama.

Claro que qualquer um poderia chegar ao pé de mim e afirmar que não é bem assim, mas no episódio que acabei por seguir, dada a curiosidade mórbida, tudo se desenrolava em torno desta miúda de dezasseis que decidiu prosseguir com a gravidez, o que nem sempre acontece, mas ao mesmo tempo, dada a sua tenra idade e por ser um possível alvo de conversas na escola, decide esconder o facto de estar grávida. Logo aí questiono o porquê do esconder a gravidez quando praticamente o mundo inteiro acabará por a ver na televisão, sinceramente, ninguém aconselha estes jovens? Será que os pais são simples peças de xadrez que já foram "comidas" pelo mundo audiovisual?! Até o factor psicológico no evoluir da gravidez da rapariga...

Poderia ser considerado, e talvez seja sem o saber, um programa de sensibilização sobre a gravidez e o sexo, especialmente para os jovens que agora começam a explorar o mundo sexual mas não consigo ver como tal, pelo contrário, a meu ver não é mais que um modo de explorar sentimentos alheios ao mesmo tempo que promove a gravidez como sendo algo natural aos 16 anos, um pouco do género de contos de fadas virado filme de terror, contudo com um final um tanto ou quanto feliz, ou seja, que apesar de tudo o que mudou na vida de uma jovem de dezasseis anos, que ter uma criança não é nada demais...

A MTV foi pioneira como canal de música, a meu ver, com programas como este, cada vez mais destrói tudo o que de bom tem (tinha)!

sexta-feira, agosto 13, 2010

Eu desejo...

Passaram depressa, tão depressa que um piscar de olho seria o suficiente para perder o momento, se perdido significaria uma súplica arruinada para todo o sempre, de olhos virados para a terra dos sonhos procurei na noite passada todas as estrelas cadentes que nos visitaram. Da janela de minha casa, esperei ansiosamente pelas horas tardias para que todas as criaturas se escondessem no escuro das suas habitações a repousar, já com a luz estelar a demarcar o seu território debrucei-me na janela que nem um miúdo num qualquer baloiço, excitado e curioso para saber o que iria acontecer, então aí, sem aviso prévio, assisti ao tracejar de simples linhas finitas na opacidade do manto negro, sem saber se bater palmas, sorrir ou pular de alegria, trouxe ao de cima a criança que vive dentro de mim, mas nem toda essa felicidade me fez esquecer a tradição, após respirar fundo, de certa forma compondo-me pois o momento assim o exigia, o tempo parou enquanto formulei um desejo na esperança de o ver concretizado, logo ali já tinha valido qualquer minuto gasto a contemplar o infinito.

Confesso que não é castigo algum os minutos gastos, pelo contrário, trata-se só de expressão popular pois a noite é amiga e a sua companhia é sempre uma honra digna dos deuses. A noite ainda era jovem quando o primeiro desejo foi lançado, com o avançar das horas somei mais três traços soltos, a três novos desejos assim davam direito, teimoso, como a maioria sabe que sou, não pensei em qualquer outro assunto pois tudo o que tinha sido pedido da primeira vez era por demais importante, assim, insisti, pedi exactamente o mesmo, palavra por palavra para não ser mal entendido, crente que assim o reforço daquela ideia não deixaria o pedido por mãos alheias, mesmo sabendo que nada posso exigir, fica a esperança de um dia, provavelmente quando menos esperar, ver realizado esse desejo, pedido do fundo da alma, simples e sentido.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Vivo sonhando

Se todos os dias fossem assim, fugir da cama não seria problema algum pois a televisão dos sonhos presentar-nos-ias com o melhor filme, possivelmente, da nossa vida e nada, mas nada mesmo, poderia estragar o resto do dia. Quando hoje dei por mim a sonhar, já o olho preguiçoso tentava espreitar em direcção da luz, uns sons familiares entravam pelo sono adentro, a certa altura já tudo parecia uma autêntica sopa de pedra de ideias e de imagens que se apresentam ali ao espírito durante aquele período de insensibilidade dos sentidos. Um misto de alegria estampada num sorriso e uma lágrima sentida que escorregava sobre a face não me deixavam indiferente, tyyygy666666666666t (eis que a Cookie despreocupada passeia por cima do teclado!) não queria despertar daquele mundo em que me encontrava, não por preguiça de acordar mas sim pelo futuro que antevia, diz a voz popular que revelar um sonho é destruir o destino, assim, pouco mais posso adiantar, certo é que a acontecer fará de mim um homem realizado de um ponto de vista pessoal, aí a vida mudará da noite para o dia e penso que não me ia arrepender. Acabei por acordar, a minha adorada Cookie ao lado a chamar por mim, descobri que era ela que invadia o meu sonho, queria mimos e atenção, não a condenei por me ter feito afastar do sonho, pois ela um dia já fez parte dele e hoje é realidade...

terça-feira, agosto 10, 2010

Para além do trilho

Ao fundo do trilho deslumbro um princesa coberta por um vestido de noiva, chamo por o seu nome bem alto, sem sucesso ela permanece firme e intocável, de costas para mim, o véu cobre o seu rosto, acredito nela, corro na sua direcção, e mesmo ofegante não desisto e ainda acelero o passo, aquele poucos metros que me separam dela parecem aumentar quando deveria ser o oposto a acontecer, contudo num grito de revolta ganho novas forças, chego perto dela, um sorriso de conquista estampado na face, tudo só para descobrir que a ilusão se evapora e dou por mim sobre um precipício, já sem forças entrego-me ao destino enganado por uma ilusão, tecida por os meus próprios olhos...

domingo, agosto 08, 2010

O medo do não

Todas as pessoas temem algo na vida, umas têm medo de alturas, evitando assim qualquer lugar mais alto que possa originar um ataque de pânico, outras receiam gatos, podendo chegar a agredir um sem qualquer motivo aparente, acredito que muitas destas fobias são difíceis de ser ultrapassadas, porém existe o medo do não, algo que jamais pensei existir, nunca acreditei nele e nunca passou pela cabeça alguém não o conseguir ultrapassar. Acho que até a pessoa menos curiosa sentirá necessidade de questionar tal medo, certamente já terá passado por uma situação onde alguém terá permanecido no silêncio dos anjos, evitando assim não apresentar uma resposta negativa à mais banal questão.

Pessoalmente fico irritado como o silêncio de segundos, porque acredito que quando se convida um amigo para ir tomar um café, por exemplo, a resposta terá duas faces, sim ou não, contudo quando a resposta tem um final negativo a pessoa fecha-se em copas, dando a entender que receia dizer não, mas porque isso acontece, por mais cabeçadas que dê na parede não consigo compreender este medo que no meio da mais banal conversa cose os lábios da pessoa. Gosto de acreditar que não será pela minha pessoa, pois creio que não faço parte da inquisição de outrora, que se não obter a resposta que tanto desejo ouvir vá crucificar alguém, não acredito igualmente que seja uma pessoa assustadora ou de extremos radicais. Acredito porém que exista quem não goste de desapontar os outros, mas nessas alturas penso se as pessoas têm noção de que o silêncio fradeiro (palavra que me deixa reticências) é bem pior do que rejeitar um convite, lembro que digo convite mas poderia referir qualquer outra situação onde o não seria escolha possível.

Será que a amizade está presa por palavras como esta, só porque as pessoas são mais próximas umas das outras o medo de recusar o que quer que seja é sempre maior do que dizer não a um mero estranho? Sempre pensei que assim não fosse, infelizmente hoje sei que estou errado, não fico triste por estar errado, fico sim triste por amigos terem medo do não...

quinta-feira, agosto 05, 2010

Desertos da vida

Tipicamente sou o tipo de pessoa que gosta de estar a horas em determinado local combinado, porém acontece que às vezes atraso-me uns minutos, suficiente para me irritar se souber que já esperam por mim, mas ao chegar ao local, se não deslumbrar qualquer alma o coração acalma e a indignação esfumaça-se. São muitas as situações da vida que nos fazem esperar, ora uns minutos ora uns dias ou mesmo meses, contudo certas esperas transformam-se em desertos, onde caminhamos dia após dia sem descobrir o tão desejado oásis, e ali, na escaldante areia, acabamos por tombar e desistir de tudo. É nessas alturas que ponderamos a simples decisão de sequer ter posto um pé fora de casa para atravessar o incerto deserto, é certo que a adrenalina e a descoberta do novo atam uma corda em torno da nossa cintura e puxam-nos para esse deserto, partimos sempre com expectativas, expectativas essas que crescem enquanto a motivação e as nossas crenças são fortes, todavia, perante a seca do deserto, essas motivações e crenças acabam por morrer se no horizonte não conseguirmos deslumbrar o tal objectivo que como tanto amor perseguimos. Paramos. Olhamos em redor. Ali no meio da nada a incerteza apodera-se da nossa mente, questão atrás de questão perdemos qualquer convicção que tínhamos como garantia da nossa salvação, é aí que voltamos costas ao caminho ainda por descobrir e arrastamos-nos de volta a casa, triste, cansado e desapontado por expectativas que agora viraram frustrações. Desistimos. Choramos. Arrependemos-nos de tudo termos feito e nada conseguido, consciente de que novos motivos nos levarão a retomar o caminho, numa nova direcção é certo, certo igualmente que nunca mais rumo ao mesmo oásis.

terça-feira, agosto 03, 2010

É uma questão de azar ou maldição?

Hoje dei por mim a olhar para o passado e a relembrar o dia em que o meu carro estava na oficina a ser reparado, e como de costume, "emprestaram-me" um outro carro para poder continuar a deslocar-me para o emprego, ora o que aconteceu é que no último dia com o dito carro nas mãos eis que uma senhora decide embater na traseira do carro, para azar meu. Acho sempre piada a pessoas que batem no automóvel dos outros e saem do carro a chamar pela polícia, como se alguém tivesse disparado na sua direcção, em vez de simplesmente preencherem a declaração amigável, ora sendo eu alguém que não gosta de complicar as coisas, com toda a delicadeza fiz o favor à senhora e chamei uma patrulha, que veio, fez o teste do balão e deu por concluída a sua intervenção no acidente. Já mais calma, a senhora veio até ao carro onde preenchemos a declaração, até fiz questão de desenhar o que tinha sucedido, num rascunho primeiro, e após autorização da senhora na declaração, isto só para uns dias depois atender uma chamada da senhora, revolta e mal educada, acusando-me de a enganar, enfim, que fazer senão ter paciência e não descer de nível como os demais.

Portanto recordava hoje esse acidente por uma razão só, fui levantar o meu popó à garagem após nova reparação, mas antes disso, ainda pela manhã, quando desloquei-me para o emprego, descobri que de noite algum anormal, pois não tem outro nome, decidiu riscar o carro por três vezes, logo ali vi que o dia não iria melhorar muito mais, da franquia que tinha que pagar acrescentei mais 290 euros para pagar a pintura, sinceramente começo a pensar que pedir um carro de substituição acaba sempre por ser uma maldição terrível e medonha, já para não dizer carote...

segunda-feira, agosto 02, 2010

Desintoxicação

Para alegria de todos que fazem parte do meu mundo, e sabem como vivo nele, é com grande tristeza que passo actualmente por uma fase de desintoxicação de tudo o que me liga ao universo da informação e entretenimento, sem ligação possível já não sei o que é chegar a casa e procurar pelo comando que transforma todos aqueles sinais em imagens, já não sei o que é ter na ponta das minhas mãos todos os dias novos episódios de tantas séries que acompanho ou mesmo novas sonoridades que vão sendo lançadas no mercado.

Nesta nova caminhada tenho uma patrocinadora especial, sem ela estaria hoje preso em um qualquer casaco de forças, louco que nem o Ozzy Osbourne, talvez não tivesse resistido voltar para onde passei grande parte da minha vida. Será fácil descobrir de que falo da minha adorada Cookie, que tanto me mantém ocupado, distraído e muito bem acompanhado, até mesmo quando somente procuro descansar lá está ela a dar o seu ar de graças, da forma mais negativa...

Felizmente os dias de desintoxicação estão prestes a terminar, dentro em breve lá estarei a violar o meu cérebro com informação atrás de informação, já que outros motivos não existem neste momento para me fazer desistir deste estilo de vida, que confesso será sempre passageiro quando... bem... melhor não dizer antes que me meta em trabalhos!