quinta-feira, setembro 23, 2010

Hoje despertei, no silêncio da casa, com um sorriso espelhado por entre os lábios, a Cookie deitada ao meu lado, enroscada como se do frio inexistente fugisse, que ao aperceber-se dos meus olhos a abrir, começou a ronronar à procura de mimos. Foi nesse pequeno paraíso que lembrei-me da data em que me encontrava, depois de uma bela e longa espreguiçadela, e já com a mão roída pela minha adorada gata, procurei pelas horas do dia, pois não me podia atrasar, mil e umas coisas para me manter ocupado até ao momento exacto chegar. Um pitada de ansiedade e comecei a tratar da minha, chegar atrasado ao emprego ainda vá que não vá mas a um jantar como este significa para mim, jamais! Ok, ok, pode parecer divertido ver desta perspectiva mas é assim com as prioridades, umas são sempre mais importantes que outras, daí, bem, se chamar prioridades... duh!

A barba de vagabundo que carregava foi caindo com cada passagem da lâmina, sempre debaixo do olhar atento da Cookie, que penso não ter qualquer noção do que o humano perante ela fazia, até acho que deve ter pensado "nos meus bigodes ninguém mexe!". Cada vez que a lâmina percorria a minha face sentia algo de estranho, mas não percebia, um pouco como daquelas vezes em que nos esquecemos de algo e não conseguimos lembrar o quê ao certo, mas tentar afastar esse sentimento perturbador, pois distracções não eram precisas naquele preciso momento, pois não queria marcar a face em tão importante dia revelou-se difícil, até que, nada sendo por acaso, iludido pela perfeição daquele dia corri, com meia cara preenchida por gel da barba, até à sala ao ouvir uma mensagem a chegar ao telemóvel, entre o desbloquear o telemóvel e o carregar da mensagem só desejava que fosse ela e, bem, acertei! O largo sorriso depressa virou cinzento como o dia lá fora. Boas notícias não eram e... bem... que mais dizer senão que ali mesmo morri! Tudo o que se passou a seguir não será televisionado, relatado ou lido...

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