Lia as tuas palavras nesta passada senta-feira e sentia que apenas agora começava a conhecer-te, após tantos almoços combinados e momentos partilhados só agora começava a conhecer a verdadeira mulher por quem o meu coração já à muito se tinham enamorado. Nessas mesmas palavras encontrei resposta a uma muito importante pergunta, nunca antes feitas por mim em voz alta mas, que preenchia a mente sempre que a visitavas.
Essas palavras fizeram-me sorrir, ganhar forças e esperança, porque foi nelas em que me revi, como eu sou, como te vejo, como te desejo, como te sonho e tudo de maravilhoso que me ocorre sempre que me lembro de ti, por mais longe que estejas.
Foi aí que me apercebi o que mais queria para terminar este ano da melhor maneira, exactamente o mesmo que procuras, bem, dispenso flores, e nem é por mim, é pelos dois bichanos que se passeiam cá por casa, só posso imaginar o que fariam depois de tal bonito gesto. Ai se isso acontecesse, seria a mais pura magia do Natal a encher um coração que luta por se manter quente, isto até que um par de mãos femininas o aqueça e se apaixone por ele.
Sinto-me um perigo desde esse dia, no bom sentido, pelo menos aos meus olhos, com um certo pingo de receio confesso, pois tenho perfeita noção de que é feito a minha história mais recente, digamos os últimos cinco anos, e quanto mais me sentir assim maior será esta vontade de atravessar a linha limite, mais vou querer dar um passo em frente, caindo na dolorosa incerteza dos meus actos, porém esperançoso de que uma nova semente seja semeada e que mais tarde todos vejam a mais bonita flor crescer...
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