Tu és das poucas pessoas, uma de duas ou três, que sem eu querer sair do meu esconderijo consegue empurrar-me para fora de casa em apenas dois segundos. Lembro-me que ao princípio sentia-me um estranho, pois não te conhecia assim à tanto tempo, mas conforme a nossa cumplicidade aumentou maior era o meu bem estar ao aceitar um novo desafio teu.
Hoje agradeço-te do fundo do coração pela pessoa fantástica, cheia de energia e divertida que és, uma mulher com um coração enorme e, tudo bem, és gira e boa, como dizem lá pelo norte. E sim, ficas a matar com esse cabelo preto, uma verdadeira femme fatale! Tudo bem, ri-te lá...
Olho para o nosso passado recente e lembro-me das nossas lutas pessoais. Jamais pensei que este nosso relacionamento pudesse ter crescido tão depressa e, talvez por isso, que no outro dia, quando descemos até Lisboa, e percorremos ruelas atrás de ruelas, apreciámos o quanto é bom estarmos um com o outro, como vivemos tudo espontaneamente, como do nada decidi convidar-te para jantar com as estrelas do rock, como ao sair porta fora demos com um tipo que nos perguntava por "haxe" e repetia "queres haxe?" e só da segunda vez percebemos o que ele queria e delicadamente declinámos. Seguimos Chiado acima até ao Bairro Alto, fazia muito tempo desde que cada um de nós lá passou à noite e, mesmo sendo dia de semana, ver que aqui e ali o lugar ainda tinha um coração a bater, pessoas na rua a cantar, a rirem-se, a conversar, sempre de copo na mão ora pois, enfim, foi como uma noite perfeita depois de um dia de trabalho.
Claro que melhor ainda é poder ver-te agora todos os dias, e é bom poder partilhar tanto contigo sem a necessidade de estar ao telefone e em lugares tão distantes, afinal o Algarve é para passar férias, ponto final!
És extraordinária!
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