segunda-feira, maio 02, 2011

«On rencontre sa destinée
Souvent par des chemins qu’on prend pour l’éviter.» La Fontaine


Palavras sábias que hoje me fazem pensar bastante nas curvas e contra-curvas deste caminho por onde sigo, atribulado, cheio de encruzilhadas e precipícios...

Tem sido uma viagem longa, com algumas paragens para revisão atrás de revisão e até mesmo para deixar o motor arrefecer um pouco. Algumas dores de cabeça mas também o prazer de acelerar a fundo até ao mais puro êxtase. Porém a meta parece nunca mais chegar, algumas alucinações da mesma, como se atravessasse um comprido deserto, acabam por me enganar ao longo do percurso. Iludido tento abstrair-me e faço-me de novo à estrada. 

Qualquer um saberá que posso desistir de tudo menos uma coisa, o amor. Poderá parecer um cliché mas tem que se lhe diga! Questiono-me, principalmente nos dias menos positivos, se essa aventura deverá ser vivida e continuada mesmo que não correspondido? Bem, confesso que pelo menos à primeira vista, dado o silêncio digno de cemitério. Coloco mil e uma ideias em causa, raramente consigo obter uma resposta exacta e ficar totalmente esclarecido, e isso irrita-me, irrita-me muito!!!

Não percebo, será assim tão difícil sabermos cá dentro, bem no coração, se estamos enamorados por alguém que nos corteja, que nos mima e nos oferece alegrias? Que nos faz sentir vivos, que nos faz desejar realizar fantasias, que mexe connosco? Será porque finalmente nos apercebemos o que é realmente sentir, como se acordássemos de um longo período de coma e os nossos sentimentos estivessem dormentes? Não percebo, é algo que ultrapassa-me. Quem sabe se vivo demasiado ligado ao meus sentimentos e o meu problema é não conseguir discernir tudo o que a razão trata.

1 comentário:

Micas disse...

Não é fácil combinar a razão com o coração... no entanto, por vezes ajuda a escutar a nossa intuição... É aquela tem a voz mais silenciosa e que, é também sempre a mais acertada!...