«They say if you love something let it go
If it comes back it's yours
That's how you know
It's for keeps»
sexta-feira, julho 29, 2011
quinta-feira, julho 28, 2011
Rumores, boatos e nenhum proveito
Meus Deus, diz aqui o agnóstico para si mesmo, o quanto este meu sorriso tem visto a luz do dia perante a troca de palavras aqui e acolá sobre possíveis relações, um tanto ou quanto mais íntimas diga-se, que acabam por me colocar nas conversas de esquina e que, para minha infelicidade, são meramente irreais uma vez que não me lembro de ter tido algum proveito ou sentido o toque directo de um beijo nos meus lábios. Contudo não consigo evitar achar tudo engraçado ao ponto de não conter aquela gargalhada viva ao comentar com as pessoas que tal como eu são o alvo dessas palavras culpadas.
Ao menos se acertassem no alvo acharia menos piada, porém talvez significasse que estaria no bom caminho para chegar a esse tão desejado porto. Assim, que todos os mensageiros saibam que este barco à deriva segue ao sabor das ondas, aquelas que espero que me levem ao seu encontro mesmo sabendo que ela não estará à minha espera, pelo menos a brisa assim confessou ao visitar-me. A única certeza que tenho para manter este barco esperançoso à deriva é que o mensageiro que até hoje nunca falhou todos os dias manifesta-se iluminando a fria noite, bem alto no céu, alguém a quem posso confessar o quanto ela significa e é importante, quantos os sonhos ansiosos por uma realidade falam dela carinhosamente e, finalmente, num estado de fraqueza após tanto tempo ao contar as ondas da corrente, respiro fundo e questiono quanto mais o tempo vai castigar tal dedicação... Que faça esta barco afundar-se de uma vez por todas ou então que as ondas corram para o deixar em terra.
No nascer da manhã confio nesse mensageiro para entregar todos aqueles votos enamorados à sua janela e, na incerteza, espero que essa moldura se encontre desimpedida e livre para fazer o tecido que a adorna dançar ao som das palavras que a procuram e a amam...
No nascer da manhã confio nesse mensageiro para entregar todos aqueles votos enamorados à sua janela e, na incerteza, espero que essa moldura se encontre desimpedida e livre para fazer o tecido que a adorna dançar ao som das palavras que a procuram e a amam...
segunda-feira, julho 25, 2011
Saudosa partida
Foi tão rápido que não houve tempo para um abraço sentido e dois beijos nessas bochechas rosadas, bem, para dizer verdade nem te deslumbrei debaixo do sol ardente... As saudades serão exageradamente enormes e as oportunidades de percorrermos mil e um eventos deixadas ao abandono. Ainda por cima quando a distância que outrora nos separava é agora tão próxima!
Pior que isso foi acordar para a realidade de só ter a certeza de te rever daqui a meio mês passado, aquele tipicamente escaldante, porém apercebo-me após rápida consulta que poderá ser mesmo um mês por completo, sabendo que andarás, mesmo que em trabalho, pelo Paseo del Prado ou por onde quer que o teu caminhar, ou obrigação, te leve.
Aprecia agora o descanso nesse monte do sossego e de paz, que o despertador seja o som dessas duas crianças sorridentes e atrevidas, que a noite acorde com os pequenos grilos a contar estrelas, em suma, que o tempo seja generoso e permita que a harmonia da vida te convide para dançar uma valsa verdadeiramente mágica.
segunda-feira, julho 18, 2011
Momentos inesquecíveis
E... foram dois dias fantásticos e na melhor das companhias. Que saudades sentia de guiar estrada fora, mesmo que relativamente perto de Lisboa, com o pôr-de-sol nos retrovisor e a lua a despertar no horizonte, de cantar, rir e sorrir, aquele prazer de seguir livre e sem restrições, de sentir-me vivo e sentir a ânsia do novo à flor da pele.
Não interessa o tempo ganho a carregar no acelerador ou o tempo perdido nas longas filas, e que longas eram no primeiro dia, o que interessava foi o espírito de aventura e amizade! O pára e arranca onde acabámos por encalhar foi motivo para gargalhadas e um dançar de palavras dentro do carro, que nos animou e aprofundou esta já sólida relação de uma harmoniosa amizade. Lembro-me dela ter comentado no segundo dia, um tanto ou quanto surpreendida, a falta de uma longa fila, isto porque já que tinha preparado um farnel para o desgraçado pára arranca, assim foi só nos últimos e famosos quilómetros, os tais seis, que deitámos mão ao saco e mordemos as iguarias.
Ao contrário de quinta, sexta foi um pouco mais entornada, saberá dizê-lo, mesmo sem o ver, aquela menina que ficou sem resposta para dar a algumas palavras, minhas diga-se, mais ousadas. Porém, nada condicionou ou facilitou essas mesmas letras coladas umas às outras, somente o estado em que se encontrava aquele corpo, mexendo-se ao som da música e como que num abrir e fechar de olhos a pudesse imaginar ali, braços em volta do pescoço dele, as mãos dele contornado a sua cintura, sem uma palavra ouvida os seus olhares perdidamente hipnotizados um pelo outro, como se um puxasse o outro e o convidasse a aproximar-se, pequenos passos sobre aquelas acanhadas colinas de areia ao ritmo daquele som que silenciava todo aquele ruído que os rodeava. Era agora mais evidente a ansiedade na respiração, as palavras à distância ecoavam na mente deserta ao mesmo tempo que os lábios... bem... um empurrão da moça ao meu lado trazia-me de volta à verdadeira realidade, embora não fosse preciso estar para aqui a divagar no filme que muitas vezes estreou na minha mente.
Ao contrário de quinta, sexta foi um pouco mais entornada, saberá dizê-lo, mesmo sem o ver, aquela menina que ficou sem resposta para dar a algumas palavras, minhas diga-se, mais ousadas. Porém, nada condicionou ou facilitou essas mesmas letras coladas umas às outras, somente o estado em que se encontrava aquele corpo, mexendo-se ao som da música e como que num abrir e fechar de olhos a pudesse imaginar ali, braços em volta do pescoço dele, as mãos dele contornado a sua cintura, sem uma palavra ouvida os seus olhares perdidamente hipnotizados um pelo outro, como se um puxasse o outro e o convidasse a aproximar-se, pequenos passos sobre aquelas acanhadas colinas de areia ao ritmo daquele som que silenciava todo aquele ruído que os rodeava. Era agora mais evidente a ansiedade na respiração, as palavras à distância ecoavam na mente deserta ao mesmo tempo que os lábios... bem... um empurrão da moça ao meu lado trazia-me de volta à verdadeira realidade, embora não fosse preciso estar para aqui a divagar no filme que muitas vezes estreou na minha mente.
Acho que perdi a noção das vezes que disse - não me quer mas também não me larga - sim é verdade, acabava por desabafar perante o seu silêncio, contudo num tom humorístico perante uma negação pessoal, mas já sei, já sei, ando a ver filme numa qualquer língua estrangeira e por isso não entendo o que é dito e acabo por imaginar o argumento, claro que sei bem que a teimosia taurina também não ajuda!
Loucuras sentimentais à parte, senti-me como um jovem de vinte anos, claro que a minha adorada flor de girassol, que quer seja dia ou noite está sempre ali, cheia de energia, com o mais maravilhoso e expressivo sorriso, foi uma grande contribuição para toda a alegria que pairou no ar. Outra coisa não seria de esperar de tão doce ser humano, que num agarrar de mão confiou na minha liderança, que com um pequeno toque de ombro me chamou à atenção, que riu e sorriu vezes sem conta comigo, ou até de mim, sim é verdade, que me aturou quando a minha atenção dispersou-se para o lado utópico do amor, enfim, simplesmente maravilhosa! Mal sabes como te adoro! E foi um prazer deixar uma bela adormecida, literalmente, sã e salva em casa, ao contrário do que se possa pensar nem sempre se deve acordá-la...
Resta-me só acrescentar que o beijo do tamanho de uma música inteira será cobrado! Fica aqui o aviso registado.
Resta-me só acrescentar que o beijo do tamanho de uma música inteira será cobrado! Fica aqui o aviso registado.
quarta-feira, julho 13, 2011
Na minha ignorância dou demasiada importância às histórias de outros contadas por segundos, depois chateio-me com o meu eu. Tenho de aprender que só comprovando por mim mesmo é que posso ser juiz da sentença verdadeira. A umas horas atrás cruzavas dos dedos na esperança de estar errado, agora vejo que não havia motivos para os sequer ter cruzado. Talvez me tenha esquecido de como os amigos se relacionam e de como a nossa presença pode ser requisitada, sem dia ou hora marcada, mas ouvir os seus desabafos, para ouvir os seus delírios ou simplesmente para que a nossa voz seja ouvida e serene os receios crucificados pelos sentimentos.
O tempo passou a correr, o sorriso depois da despedida é a boa disposição que não tinhas e o prémio por saber que contribui para que nesta noite o teu sono seja tranquilo, pacífico, sem pesadelos que outrora eram como sonhos paradisíacos.
Porém, espero que o mensageiro não tente estrangular este meu pescoço com novas aventuras. Dizem que não se deve matar o mensageiro, contudo este gosta de contar histórias que depois geram confusões e mal entendidos, penso que não hesitaria, um segundo sequer, em travá-lo antes que os estragos sejam maiores e irreparáveis.
terça-feira, julho 12, 2011
Espero estar enganado quando vejo o caminho desencontrado de duas pessoas como justificação para uma possível fuga desesperada a dois, para se reencontrarem com uma falsa felicidade. As palavras partilhadas em privado nos últimos tempo foram sempre transparentes, partilhadas por um sincero amigo. Jamais significaram que duas pessoas ao cruzarem-se devem embarcar numa nova travessia lado a lado. Espero que esteja enganado porque não posso deixar de suspeitar do convite feito, contudo, e antes que a amizade seja prejudicada pela cegueira emocional, aceitei-o como se de um convite inocente fosse, como qualquer outro convite amigo. Espero estar enganado porque o meu corpo vive e respira tranquilidade, não o quero corromper com qualquer tipo de violação quando as palavras não te procuraram mas somente estenderam uma mão amiga, não preciso de tal agressão à mente que renasceu não faz muito tempo e que hoje vive em harmonia com o mundo.
terça-feira, julho 05, 2011
Gato e rato
Recomendado por uma amiga, deixo aqui uma breve, mas muito breve, leitura de um pequeno texto que opina sobre as verdades que não o são, do perfeito amor que oculta a sua tremenda imperfeição e, para finalizar, um precioso conselho. Sem o nunca ter ouvido segui-o no passado, e mesmo apesar do sacrifício ser doloroso par além do que poderia sequer pensar devolveu-me à vida, podendo hoje não me preocupar por quem um dia cantou-me palavras enamoradas, recheadas de uma inocência que já não devia morar em si e que nos empurrou em direcções opostas...
Por estas e por outras, façam o favor de clicar AQUI se assim o entenderem...
Ah! Obrigado à menina que me deu boleia até lá...
Reparei nos diversos sorrisos das vozes amigas que me procuraram hoje, sem surpresa alguma o gesto foi devolvido nas mesma dose, embora de forma mais envergonhada. Sei que a curiosidade poderá ter sido a razão, não porque o motivo é divertido mas sim porque a viagem deste ser poderá tomar no rumo. Cedo demais, é o que poderei afirmar com toda a convicção, é cedo demais para saber onde esse destino me levará, é tudo o que sei e posso atestar.
Foram surpreendente as últimas quarenta e oito horas, bem, talvez mais uma hora ou outra hora... Aquela voz que já parecia ter esquecido escreveu-me, a sua oferta foi justificação suficiente para os olhos deliciarem-se com a sua visão, mesmo que por breves instantes, talvez lamentavelmente. Sei claramente, e sou culpado por o saber de forma consciente, que os meus olhos tentaram faltar ao respeito e penetrar pelo tecido branco, objecto imposto pela sociedade cheia de pudor. Disfarcei. Afinal, se não o fizesse seria criticado e julgado pelo meu desarranjo mental, se assim o quisermos chamar, mas sou só sujeito sedento de prazeres... Apercebi-me que estou a dizer mais do que quis, torturado por essa saborosa memória, é claro!
A noite das primeiras vinte e quatro horas pouco interessa, visto que a recordação pertence-me, a mim mesmo e só a mim. Isto agora não me soou bem! Enfim, é tarde... who cares! O agradecimento devido, em mui nobre carta lacrada, foi enviado e, espero, recebido com satisfação, uma vez que o silêncio foi a única coisa que o vento sussurrou à minha janela. Sei que não devo esperar qualquer tipo de resposta, talvez ficasse mesmo ansioso se a realidade fosse diferente, hoje a indiferença apodera-se de mim mais facilmente.
As vinte e quatros horas seguintes revelaram que o imprevisto ainda é sinal positivo do destino. Um sorriso corado foi o que o primeiro momento deu a conhecer, na sua elegante estatura o segundo acto revelou as primeiras palavras, mesmo que ligeiramente acanhadas, foram de pura simpatia, nada que o brilho por entre os lábio já não tivesse demonstrado. nada que a boa disposição fizesse esquecer no segundo seguinte. O manjar, no inicio daquela tarde, era especial para alguns, quando os pratos finalmente ficaram nus o desejo de saber mais viu-se prisioneiro do tempo, o meu coração arrefeceu depressa demais, alimentando-se das últimas brasas daquela memória gerada. Poderá ser ilusão minha, contudo penso que as palavras escolhidas durante a sua presença não foram sorte do acaso, nelas escondiam-se recados. Espera aí, apercebo-me agora, espreitando o que se esconde por detrás de algumas sombras, que poderei estar a projectar uma utopia futura destruidora de sonhos, será que o cansaço do trabalho esteja a distorcer a minha visão da realidade? De repente começo a temer isso, parar, é isso, vou parar e proteger as palavras que não foram usadas para as não ser em vão, vou deixar o tempo tratar delas, deixá-lo acarinhá-las e limitar a descansar o corpo e mente, bem preciso.
segunda-feira, julho 04, 2011
Sei que daqui à Austrália o caminho tem sido longo, sei igualmente que daqui à Itália a distância é menor mas o desconhecimento, por agora, é maior. Será esta uma nova viagem para a qual não tinha comprado bilhete?
Queria contar tudo, e mais até, mas tenho de correr para a terra dos sonhos porque o tempo hoje é meu inimigo...