segunda-feira, julho 18, 2011

Momentos inesquecíveis

E... foram dois dias fantásticos e na melhor das companhias. Que saudades sentia de guiar estrada fora, mesmo que relativamente perto de Lisboa, com o pôr-de-sol nos retrovisor e a lua a despertar no horizonte, de cantar, rir e sorrir, aquele prazer de seguir livre e sem restrições, de sentir-me vivo e sentir a ânsia do novo à flor da pele. 

Não interessa o tempo ganho a carregar no acelerador ou o tempo perdido nas longas filas, e que longas eram no primeiro dia, o que interessava foi o espírito de aventura e amizade! O pára e arranca onde acabámos por encalhar foi motivo para gargalhadas e um dançar de palavras dentro do carro, que nos animou e aprofundou esta já sólida relação de uma harmoniosa amizade. Lembro-me dela ter comentado no segundo dia, um tanto ou quanto surpreendida, a falta de uma longa fila, isto porque já que tinha preparado um farnel para o desgraçado pára arranca, assim foi só nos últimos e famosos quilómetros, os tais seis, que deitámos mão ao saco e mordemos as iguarias.

Ao contrário de quinta, sexta foi um pouco mais entornada, saberá dizê-lo, mesmo sem o ver, aquela menina que ficou sem resposta para dar a algumas palavras, minhas diga-se, mais ousadas. Porém, nada condicionou ou facilitou essas mesmas letras coladas umas às outras, somente o estado em que se encontrava aquele corpo, mexendo-se ao som da música e como que num abrir e fechar de olhos a pudesse imaginar ali, braços em volta do pescoço dele, as mãos dele contornado a sua cintura, sem uma palavra ouvida os seus olhares perdidamente hipnotizados um pelo outro, como se um puxasse o outro e o convidasse a aproximar-se, pequenos passos sobre aquelas acanhadas colinas de areia ao ritmo daquele som que silenciava todo aquele ruído que os rodeava. Era agora mais evidente a ansiedade na respiração, as palavras à distância ecoavam na mente deserta ao mesmo tempo que os lábios... bem... um empurrão da moça ao meu lado trazia-me de volta à verdadeira realidade, embora não fosse preciso estar para aqui a divagar no filme que muitas vezes estreou na minha mente. 

Acho que perdi a noção das vezes que disse - não me quer mas também não me larga - sim é verdade, acabava por desabafar perante o seu silêncio, contudo num tom humorístico perante uma negação pessoal, mas já sei, já sei, ando a ver filme numa qualquer língua estrangeira e por isso não entendo o que é dito e acabo por imaginar o argumento, claro que sei bem que a teimosia taurina também não ajuda!

Loucuras sentimentais à parte, senti-me como um jovem de vinte anos, claro que a minha adorada flor de girassol, que quer seja dia ou noite está sempre ali, cheia de energia, com o mais maravilhoso e expressivo sorriso, foi uma grande contribuição para toda a alegria que pairou no ar. Outra coisa não seria de esperar de tão doce ser humano, que num agarrar de mão confiou na minha liderança, que com um pequeno toque de ombro me chamou à atenção, que riu e sorriu vezes sem conta comigo, ou até de mim, sim é verdade, que me aturou quando a minha atenção dispersou-se para o lado utópico do amor, enfim, simplesmente maravilhosa! Mal sabes como te adoro! E foi um prazer deixar uma bela adormecida, literalmente, sã e salva em casa, ao contrário do que se possa pensar nem sempre se deve acordá-la...

Resta-me só acrescentar que o beijo do tamanho de uma música inteira será cobrado! Fica aqui o aviso registado.

Sem comentários: