Na minha ignorância dou demasiada importância às histórias de outros contadas por segundos, depois chateio-me com o meu eu. Tenho de aprender que só comprovando por mim mesmo é que posso ser juiz da sentença verdadeira. A umas horas atrás cruzavas dos dedos na esperança de estar errado, agora vejo que não havia motivos para os sequer ter cruzado. Talvez me tenha esquecido de como os amigos se relacionam e de como a nossa presença pode ser requisitada, sem dia ou hora marcada, mas ouvir os seus desabafos, para ouvir os seus delírios ou simplesmente para que a nossa voz seja ouvida e serene os receios crucificados pelos sentimentos.
O tempo passou a correr, o sorriso depois da despedida é a boa disposição que não tinhas e o prémio por saber que contribui para que nesta noite o teu sono seja tranquilo, pacífico, sem pesadelos que outrora eram como sonhos paradisíacos.
Porém, espero que o mensageiro não tente estrangular este meu pescoço com novas aventuras. Dizem que não se deve matar o mensageiro, contudo este gosta de contar histórias que depois geram confusões e mal entendidos, penso que não hesitaria, um segundo sequer, em travá-lo antes que os estragos sejam maiores e irreparáveis.
Sem comentários:
Enviar um comentário