quinta-feira, julho 28, 2011

Rumores, boatos e nenhum proveito

Meus Deus, diz aqui o agnóstico para si mesmo, o quanto este meu sorriso tem visto a luz do dia perante a troca de palavras aqui e acolá sobre possíveis relações, um tanto ou quanto mais íntimas diga-se, que acabam por me colocar nas conversas de esquina e que, para minha infelicidade, são meramente irreais uma vez que não me lembro de ter tido algum proveito ou sentido o toque directo de um beijo nos meus lábios. Contudo não consigo evitar achar tudo engraçado ao ponto de não conter aquela gargalhada viva ao comentar com as pessoas que tal como eu são o alvo dessas palavras culpadas.

Ao menos se acertassem no alvo acharia menos piada, porém talvez significasse que estaria no bom caminho para chegar a esse tão desejado porto. Assim, que todos os mensageiros saibam que este barco à deriva segue ao sabor das ondas, aquelas que espero que me levem ao seu encontro mesmo sabendo que ela não estará à minha espera, pelo menos a brisa assim confessou ao visitar-me. A única certeza que tenho para manter este barco esperançoso à deriva é que o mensageiro que até hoje nunca falhou todos os dias manifesta-se iluminando a fria noite, bem alto no céu, alguém a quem posso confessar o quanto ela significa e é importante, quantos os sonhos ansiosos por uma realidade falam dela carinhosamente e, finalmente, num estado de fraqueza após tanto tempo ao contar as ondas da corrente, respiro fundo e questiono quanto mais o tempo vai castigar tal dedicação... Que faça esta barco afundar-se de uma vez por todas ou então que as ondas corram para o deixar em terra.

No nascer da manhã confio nesse mensageiro para entregar todos aqueles votos enamorados à sua janela e, na incerteza, espero que essa moldura se encontre desimpedida e livre para fazer o tecido que a adorna dançar ao som das palavras que a procuram e a amam...

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