Sinto-me triste ao ver que já ninguém escreve cartas de amor, poucos são aqueles que pegam numa flor e a oferecem à pessoa que os faz sonhar, mas acima de tudo já ninguém luta por amor. Bem, se lutam a resistência que encontram é por demais aterradora até para ser descrita, desmotivando o maior crente.
Sempre que recordo a minha infância sorrio, pois nela escrevia inocentes cartas de amor para aquela menina que chegou perto de mim, que sentada dentro de um bidão na escola, normalmente utilizado como túnel para tantas brincadeiras, ali naquele espaço confino suporta a cabeça de um menino perdido na sua ingenuidade. De todos as memórias, aquele em particular, guarda uma história especial, onde as palavras ecoadas acabam por se perder na brisa daquele dia mais ameno. O aproximar dos olhos delas dizem mais do que a mais bela balada musical, até que aquele menino os deixa de deslumbrar...
É quando abro esse livro de memórias que lembro-me daquela expressão, tão banalizada nestes dias que passam a correr, que já foi mesmo usada no meio publicitário pela a avó que dizia «Eu ainda sou do tempo...». Pois, eu ainda sou do tempo em que as primaveras era mais desejadas e apaixonadas, onde a brisa empurrava aquele rapaz envergonhado até à rapariga tímida. Ainda sou do tempo que recebia mais cartas da pessoa amada no correio do que publicidade. Ainda sou do tempo quando as pessoas passeavam de mão dada, dedos entrelaçados e que sempre que se apercebiam disso sorriam uma para a outra sem precisarem de pronunciar qualquer palavra. Ainda sou do tempo em que num jardim qualquer um casal sentava-se num banco de jardimm ali perante os olhos da Mãe natureza apreciavam a companhia um do outro, juravam amor e simplesmente viviam.
Hoje a realidade é cinzenta, queremos fugir de encontro ao passado mas o tempo empurra-nos na direcção oposta. Não consigo suportar a nebulosidade das pessoas desfilam na rua, sem vida, sem sorrisos, sempre a olhar de lado na desconfiança. Talvez por esta e por outras o sol esteja mais envergonhado para aparecer e dar cor ao mundo...
É quando abro esse livro de memórias que lembro-me daquela expressão, tão banalizada nestes dias que passam a correr, que já foi mesmo usada no meio publicitário pela a avó que dizia «Eu ainda sou do tempo...». Pois, eu ainda sou do tempo em que as primaveras era mais desejadas e apaixonadas, onde a brisa empurrava aquele rapaz envergonhado até à rapariga tímida. Ainda sou do tempo que recebia mais cartas da pessoa amada no correio do que publicidade. Ainda sou do tempo quando as pessoas passeavam de mão dada, dedos entrelaçados e que sempre que se apercebiam disso sorriam uma para a outra sem precisarem de pronunciar qualquer palavra. Ainda sou do tempo em que num jardim qualquer um casal sentava-se num banco de jardimm ali perante os olhos da Mãe natureza apreciavam a companhia um do outro, juravam amor e simplesmente viviam.
Hoje a realidade é cinzenta, queremos fugir de encontro ao passado mas o tempo empurra-nos na direcção oposta. Não consigo suportar a nebulosidade das pessoas desfilam na rua, sem vida, sem sorrisos, sempre a olhar de lado na desconfiança. Talvez por esta e por outras o sol esteja mais envergonhado para aparecer e dar cor ao mundo...
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