As horas mortas no emprego dão para acertar cada detalhe das nossas vidas, hoje lembrei-me de pegar no telemóvel e abrir aquela pequena caixa de mensagens que tanto guarda. Deslizando o dedo até ao fim da lista comecei a ler cada linha de texto e a eliminar todo o conjunto de palavras que não me traziam memórias de momentos ou pessoas especiais.
Apago uma aqui, outra acolá, sorrio perante aquelas mensagens, um convite para almoço, a preocupação para saber como a pessoa está, um agradecimento ou a beleza de certas palavras, enfim, um autêntico diário ali compactado. Tudo parecia bem encaminhado até sentir que bati inesperadamente numa parede a alta velocidade! Ali permaneci, muito bem sem saber o que fazer ou como reagir a uma frase lida e relida... Vício e solidão na mesma reunião de palavras não soava correcto, não soou naquela altura, ainda menos faz hoje. Pior é que temo que o medo que a atormentava na altura possa ser a realidade de hoje, sei que estou a meter a pata onde não devo mas é impossível ficar calado perante o que penso serem factos. Assim sendo apresento de ante mão as minhas mais sinceras desculpas por qualquer palavra que se siga que possa magoar.
Ter como um vício a solidão é simplesmente agitar uma grande bandeira branca ao mundo e, escondermo-nos entre quatro paredes, permanecendo bem agachados e silenciosos a um canto, baixando a nossa cabeça perante o desconhecido do que a vida tem para oferecer. Não direi que é fácil dar um passo em frente sem saber se o trilho apresenta armadilhas, porém é preciso arriscar para chegarmos a bom porto, é preciso não recear perder o que temos para conquistar uma melhor recompensa e, quem sabe se essa recompensa é finalmente a felicidade verdadeira e não uma falsa prosperidade do coração.
Será que uma pessoa chega a um ponto na vida que até já abraça a solidão pois aprendeu a tolerá-la, convidando-a a fazer parte da sua rotina, a partilhar uma refeição em silêncio, a folhear um livro que acaba depressa demais ou um cigarro que convida a um olhar à janela, avistando a lua que habita o seu espaço igualmente solitário.
Sinceramente espero que esse vício não seja alimentado, pois a distância é destruidora e não poupa esforços para magoar o coração, para o ver a sofrer de saudades, principalmente quando precisamos do aperto de um abraço sentido de quem nos ama, a pessoa que partilha uma refeição ao som de uma qualquer conversa, que partilha um filme e aconchega a cabeça no nosso ombro ou que ao ritmo de uma música dança connosco, que chegue perto de nós e, ali à janela, coloque os braços em redor da cintura enquanto percebemos que afinal a lua não está só mas sim rodeada de inúmeras estrelas que não a abandonam.
Apago uma aqui, outra acolá, sorrio perante aquelas mensagens, um convite para almoço, a preocupação para saber como a pessoa está, um agradecimento ou a beleza de certas palavras, enfim, um autêntico diário ali compactado. Tudo parecia bem encaminhado até sentir que bati inesperadamente numa parede a alta velocidade! Ali permaneci, muito bem sem saber o que fazer ou como reagir a uma frase lida e relida... Vício e solidão na mesma reunião de palavras não soava correcto, não soou naquela altura, ainda menos faz hoje. Pior é que temo que o medo que a atormentava na altura possa ser a realidade de hoje, sei que estou a meter a pata onde não devo mas é impossível ficar calado perante o que penso serem factos. Assim sendo apresento de ante mão as minhas mais sinceras desculpas por qualquer palavra que se siga que possa magoar.
Ter como um vício a solidão é simplesmente agitar uma grande bandeira branca ao mundo e, escondermo-nos entre quatro paredes, permanecendo bem agachados e silenciosos a um canto, baixando a nossa cabeça perante o desconhecido do que a vida tem para oferecer. Não direi que é fácil dar um passo em frente sem saber se o trilho apresenta armadilhas, porém é preciso arriscar para chegarmos a bom porto, é preciso não recear perder o que temos para conquistar uma melhor recompensa e, quem sabe se essa recompensa é finalmente a felicidade verdadeira e não uma falsa prosperidade do coração.
Será que uma pessoa chega a um ponto na vida que até já abraça a solidão pois aprendeu a tolerá-la, convidando-a a fazer parte da sua rotina, a partilhar uma refeição em silêncio, a folhear um livro que acaba depressa demais ou um cigarro que convida a um olhar à janela, avistando a lua que habita o seu espaço igualmente solitário.
Sinceramente espero que esse vício não seja alimentado, pois a distância é destruidora e não poupa esforços para magoar o coração, para o ver a sofrer de saudades, principalmente quando precisamos do aperto de um abraço sentido de quem nos ama, a pessoa que partilha uma refeição ao som de uma qualquer conversa, que partilha um filme e aconchega a cabeça no nosso ombro ou que ao ritmo de uma música dança connosco, que chegue perto de nós e, ali à janela, coloque os braços em redor da cintura enquanto percebemos que afinal a lua não está só mas sim rodeada de inúmeras estrelas que não a abandonam.
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