Sinto-me que nem borboleta acaba de fugir do casulo, livre, dançando entre flores no mais belo dos jardins sob o sol reconfortante, sem preocupação qualquer, flutuando numa brisa matinal embriagado pelo perfume divinal que das flores escapa, inalando confiança e liberdade.. Analisando bem cada pormenor e somando-os todos, sinto-me simplesmente renascido.
A semana que para trás desta ficou, despertou em mim uma paz de espírito pura e enriquecedora. Felizmente o que parecia uma cruzada penosa e longa, acabou por se revelar uma bênção, não só porque estou a ter a possibilidade de realmente apreciar o que escolhi ser na vida mas, também por estar a aprender uma lição de vida que nunca pensei ser possível e tão real. Impossível a indiferença! As lágrimas derramadas perante o choque a que somos sujeito dão sempre lugar a um sorriso que as suprime, mesmo gostando de as saborear.
Fosse eu religioso e diria ter encontrado a minha fé. Assim, espero não cair em exagero ao afirmar que me foi permitido ser aluno da mais bela das histórias de vida, ao terminar esse curso foi-me entregue o papel de professor, nele o dever de espalhar o que a mais bela lição humana. É sem medo que uso essa palavra, pois nela está resumido aquele significado já tão corrompido pelas violações de valores.
Apesar de querer partilhar toda esta alegria que me enche o coração ainda não posso adiantar mais, em breve, e provavelmente sem grande aviso, chegará a casa de todos o motivo deste tamanho orgulho, de poder dizer que estive envolvido na partilha de emoções fortes, de contar a história de um oásis de esperança no meio do desastre, onde o abraço impossível, perante o vermelho que vertia nas ruas, foi significado de reconciliação neste nosso mundo desesperadamente carente de referências humanas.
É difícil de conter toda a alegria e querer contar mais, querer contar tudo, mas não posso, e odeio, odeio este adiar que me foi imposto até ao dia certo chegar...