domingo, novembro 13, 2011

Há dias em que a gelada solidão só é conquistada na companhia do calor da pessoa amada.

sexta-feira, novembro 11, 2011

A surpresa da nostalgia

Digo sempre que não sou pessoa que goste de surpresas, independentemente de quem as prepare ou o motivo para tal. Contudo, e aqui onde ninguém nos ouve, gosto de ser surpreendido, por vezes basta um banal olá inesperado para despertar em mim um sorriso do tamanho do mundo. É esse sorriso que me enche de pura e genuína alegria e, satisfeito pela surpresa, desenrolo uma conversa do nada numa vontade de abraçar o próximo.

São as pequenas e banais surpresas que tornam tudo mais belo, pois na sua união dá-se uma pequena explosão de êxtase, que percorre o corpo que nem uma pequena criança excitada por altura do Natal perante um embrulho colorido. Bem... por segundos esta comparação pareceu por demais erótica e deveras assustadora, para não dizer pior, enfim, avante! A verdade é essa, as pequenas surpresas são como recompensas por tudo o que sofremos ou temos que aturar durante o dia de trabalho.

Impossível ficar indiferente, ando feliz por ter descoberto hoje, sem nunca o esperar, muito menos àquela hora, que o meu percurso teenager andou de mão dada com o dela, sem nunca o sabermos, preenchido por sonoridades e ídolos iguais, os mesmos que desempenharam grande importância na batalha da vida, que estiveram lá quando mais precisámos de aliviar um aperto de coração ou afastar uma lágrima. Hoje terás conhecimento de um pequeno segredo que muitíssimos poucos ouviram! Bem, um pequeno pedaço desse segredo, e não escondo que os gostaria de juntar só para ti, até porque é na nostalgia que nos reencontramos e percebemos o quão de bom a vida tem. Apesar de nunca ter confessado tenho de agora que revelar que são estas trocas de palavras, esta intimidade desnuda, que sempre procurei neste caminhar na descoberta do teu eu. São estes momentos que estimo mais, que ficam cuidadosamente guardados na biblioteca da memória, ali prontos a ser folheados sempre que te recordo.

Sei que as muralhas ainda permanecem bem assentes, certamente pelos melhores motivos, porém brecha atrás de brecha vou conseguindo espreitar para o outro lado, para o teu lado, alimentando a minha sede de curiosidade, de te querer conhecer, de te querer ler, por uma paixão que cresce e ganha raízes. Penso mesmo que dessas raízes uma árvore se erguerá, quem sabe até se não sobre a alta muralha... A única certeza é a impossibilidade de ignorar o que de comum existe entre nós e não pensar nisso, pensar mais cada dia riscado no calendário, embora a lua bem redonda ajuda a recordar as centenas de sussurros de janela a janela, noite após noite. 

Melhor que alguma prenda ou surpresa, um pouco de ti é o que torna os meus dias mais perfeitos. Esta sexta-feira, preenchida pelo número um, que possa significar novos inícios, que possa significar um sorriso ou um simples olá. Da minha parte fica um post para te desejar um bom fim-de-semana, uma pequena lembrança até segunda-feira chegar...

quinta-feira, novembro 03, 2011

A mais bela flor

A noite que a esta hora cobre o mais belo jardim não deixa transparecer a semente que se esconde entre a terra. Ainda é cedo para mostrar a sua face, o frio da noite também não o permite. Já com o raiar da estrela mais brilhante de todas, a pequena semente começa a ganhar vida, rompendo todas as barreiras impostas pela natureza, espreguiçando-se num doce acordar.

Logo fica selado no calendário que o terceiro dia do décimo primeiro mês, uma sexta-feira naquele ano, é dia de regozijo, não só para a semente feita flor mas também para as mãos que semearam, que cuidaram dessa semente durante três quartos de um ano. Admirada por muitos ela tornar-se-ia uma das mais belas flores que já alguma vez conheci.

Lembro-me de passear por os trilhos do jardim,  nunca te tendo encontrado, tal distracção era justificada por uma outra flor, colhida com o tempo e sempre estimada até ao dia em que o destino a viu murchar. Foi com ajuda amiga que te descobri, uma pequena atenção e dei por ti entre tantas outras, ali esplendorosa ao sol, vibrante e colorida. O coração não precisou de bater mais de duas vezes para me apaixonar perdidamente por cada uma das pétalas que te completavam. O teu perfume hipnotizava este frágil coração, a ânsia crescia e ao estender a mão para te colher, naqueles pequenos segundos, consegui imaginar uma vida repleta de felicidade. Foram poucos esses segundos, pois a mão que cuidadosamente te recolhia não podia prever as raízes ocultas que te acorrentavam àquele lugar, e por mais força que quisesse fazer, por maior egoísmo de te querer, nada podia demover-te daquele sitio. 

Ao abrir a mão de ti quase caí num poço sem fundo, e nem foi por acaso de um pé em falso, mas sim por esquecer que existia um mundo que nos rodeava. Nada mais restava senão aceitar que pertencias a esse jardim, aprendi a amar-te sem te pedir algo em troca, a correr sem fôlego sempre que podia para visitar esse jardim, ali reencontrar essa bela flor e sorrir com tamanha vontade, a abraçar-te com um olhar, a partilhar pensamentos sem nunca hesitar em qualquer palavra mais tremida mas, acima de tudo a viver com a ideia que é ali que habitas e que serás colhida quando tu mesma o desejares, a respeitar o teu santuário e as tuas escolhas.

Não te vi nascer mas o prazer de te ver crescer é recompensa mais que justa, sei que farás desse jardim sempre o mais belo de todos, sei que roubarás outros tantos corações sem te aperceberes, e perante a tua beleza imortal o que mais posso desejar é que sejas feliz e, que do teu pólen levado pela brisa possas dar vida a outras tantas flores, lindas e perfumadas como tu, que essas flores te dêem motivos de alegria como tu sempre me deste e sempre agradeci.

Happy b-day beautiful!