"Foi realmente uma viagem encantadora e você é como achei que seria: gentil, atencioso, divertido, uma graça (como dizemos no Brasil), um homem especial."
As palavras não me pertencem, por isso espero que ao violar a privacidade de um acto tão lindo não crie nenhuma espécie de embaraço ao seu remetente...
A verdade é que nunca aprendi a reagir a palavras tão doces, especialmente dedicadas à minha pessoa. É, provavelmente, um dos poucos gestos que me deixam perdido num vasto e silencioso oceano, sem saber o que dizer ou como me comportar. Estivesse perante um espelho e certamente dava comigo a corar que nem um tomate bem maduro...
Faz uma semana que a amizade de uns longos cinco anos permitiu oferecer, pela primeira vez, um olá e um abraço olhos nos olhos. É difícil não recordar dois provérbios, tão gastos e quase utópicos, que retratam da melhor maneira o desejo de quem já se conhece à tanto tempo. Lá diz o povo que quem espera sempre alcança, e que a esperança é a última a morrer. Mais que nunca tenho provas da veracidade dessas palavras, mais que nunca sei que elas não existem numa espécie de vácuo de simbolismo humano.
Ainda me lembro quando uma menina, expressão tão tipicamente minha para descrever quem me é próximo e querido, enviou-me uma mensagem a comentar que me vinha visitar. Bem, verdade seja dita, a sua visita não tinha como principal objectivo bater à minha porta, no meio dessa viagem existia a possibilidade de conhecer a voz familiar que, durante uma mão cheia de anos, aprendeu a reconhecer e confiar. O único senão é que ainda faltava um ano mais para isso ser uma realidade desejada...
Demorou e, demorou, demorou mas quando chegou o dia D toda a espera tinha sido merecida! Pude testemunhar a bondade que sempre transpareceu ao longe, ver o sorriso que só tinha sido sentido do outro lado do monitor, o olhar sincero e real, enfim, todos os pequenos pormenores que perfaziam uma grande amiga e um grande ser humano! Confesso que só não esperava que toda esta grandeza encaixasse tão bem numa mulher da sua altura, porque à distância nunca equacionei o quanto media... Mas, era irrelevante, pouco interessava, o momento era de felicidade.
Fiz questão de dar a conhecer um segredo bem escondido à beira rio, excelente comida e deliciosas bebidas, tudo com toque italiano, servido pela simpatia de quem gosta do que faz. A noite estava apetecível, a lua nascia vermelha do outro lado da margem, como se ardesse de paixão, a brisa que fazia por arrefecê-la permitia respirar melhor e, uma esplanada cheia de vida perfazia o cenário ideal.
Melhor que alimentar o estômago foi satisfazer o coração com muita alegria, numa noite comemorativa de uma amizade além mar. A noite foi curta para tudo o que havia para dizer e partilhar, mas sem dúvida alguma memorável. Outras seguir-se-ão, com certeza!
A verdade é que nunca aprendi a reagir a palavras tão doces, especialmente dedicadas à minha pessoa. É, provavelmente, um dos poucos gestos que me deixam perdido num vasto e silencioso oceano, sem saber o que dizer ou como me comportar. Estivesse perante um espelho e certamente dava comigo a corar que nem um tomate bem maduro...
Faz uma semana que a amizade de uns longos cinco anos permitiu oferecer, pela primeira vez, um olá e um abraço olhos nos olhos. É difícil não recordar dois provérbios, tão gastos e quase utópicos, que retratam da melhor maneira o desejo de quem já se conhece à tanto tempo. Lá diz o povo que quem espera sempre alcança, e que a esperança é a última a morrer. Mais que nunca tenho provas da veracidade dessas palavras, mais que nunca sei que elas não existem numa espécie de vácuo de simbolismo humano.
Ainda me lembro quando uma menina, expressão tão tipicamente minha para descrever quem me é próximo e querido, enviou-me uma mensagem a comentar que me vinha visitar. Bem, verdade seja dita, a sua visita não tinha como principal objectivo bater à minha porta, no meio dessa viagem existia a possibilidade de conhecer a voz familiar que, durante uma mão cheia de anos, aprendeu a reconhecer e confiar. O único senão é que ainda faltava um ano mais para isso ser uma realidade desejada...
Demorou e, demorou, demorou mas quando chegou o dia D toda a espera tinha sido merecida! Pude testemunhar a bondade que sempre transpareceu ao longe, ver o sorriso que só tinha sido sentido do outro lado do monitor, o olhar sincero e real, enfim, todos os pequenos pormenores que perfaziam uma grande amiga e um grande ser humano! Confesso que só não esperava que toda esta grandeza encaixasse tão bem numa mulher da sua altura, porque à distância nunca equacionei o quanto media... Mas, era irrelevante, pouco interessava, o momento era de felicidade.
Fiz questão de dar a conhecer um segredo bem escondido à beira rio, excelente comida e deliciosas bebidas, tudo com toque italiano, servido pela simpatia de quem gosta do que faz. A noite estava apetecível, a lua nascia vermelha do outro lado da margem, como se ardesse de paixão, a brisa que fazia por arrefecê-la permitia respirar melhor e, uma esplanada cheia de vida perfazia o cenário ideal.
Melhor que alimentar o estômago foi satisfazer o coração com muita alegria, numa noite comemorativa de uma amizade além mar. A noite foi curta para tudo o que havia para dizer e partilhar, mas sem dúvida alguma memorável. Outras seguir-se-ão, com certeza!
1 comentário:
Que inveja! Boa claro! :)
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