quarta-feira, dezembro 25, 2013

A doce balança da paixão salgada.

São poucos, tão poucos e tão pequenos, os dias que ainda faltam viver deste 2013. Nestes últimos dias tenho viajado no tempo, em espécie de balanço, a tentar perceber se tenho motivos para sorrir ou para chorar. É uma viagem que faço na memória, uma viagem longa e difícil. 

O início do ano foi ingrato, com um arrastar de sentimentos que transbordaram do ano morto para este, carregado de dúvidas, de paixão, de saudades, de tristeza, de sentimentos inconstantes e revoltados. Podemos afastar-nos das pessoas mas é tão difícil apagá-las da nossa vida, ainda para mais quando sentimos que o ponto final ainda é uma virgula à espera de mais palavras e novas histórias. Foi um batalha cruel que só com ajuda indirecta foi ganha, ou assim quero acreditar, porque as dúvidas permanecem. 

Porém, a primavera ofereceu-me uma flor que trouxe de volta a alegria à minha vida. Senti-me de novo vivo e cheio de energia, capaz de lutar pela causa mais impossível, com a coragem de saltar da nuvem mais alta sem pára-quedas, sem medo para enfrentar a realidade. Ainda consigo recordar-me daquele dia em que o cansaço não foi entrave para a paixão sem limites, o susto que se seguiu e a nova história que se escreveu. Hoje, ainda lamento que o que a primavera ofereceu, aquela bela flor, tenha murchado e tivesse desaparecido. Não foi fácil, talvez por isso ainda me lembro, sem esforço algum, de todos aqueles dias em que a reguei com amor e carinho.

Conheço-me bem, sei que vivo constantemente enamorado por caminhares que nem sequer conheço ou, se o indício é certo a pequena obsessão é alimentada sempre que o olhar recai sobre ela. Neste preciso momento consigo mesmo visualizar a maneira com esboça um sorriso e, quase que sem dificuldade alguma, se questionado, sei afirmar se é sincero ou por conveniência. São pequenos sonhos que mantêm o coração a bater pelas melhores razões e iludido enquanto que o vazio não é devidamente acondicionado por motivos mais reais.

Já o verão transpirava a algum tempo quando descobri a salvação para o meu caseirismo compulsivo. Numa mistura de voluntariado com a paixão pela ficção científica conheci um grupo fabuloso de pessoas, as mesmas pessoas que me acolheram como parte de uma família mundial e ajudaram-me em todos os passos até finalmente ter um retorno gratificante a todos os níveis. Sem dúvida que esta pequena revolução nesta minha vida seja grande parte da minha alegria no ano que está para chegar.

Deste ano levo comigo uma lição para a vida. Cresci com os meus erros e as minhas escolhas. Só isso permite-me olhar para o futuro com uma grande esperança, acima de tudo com um sentimento de confiança que não era visível em mim faz uns bons cinco anos. Se os anos e os números não me atraiçoam, prevejo um ano cheio de camaradagem, mas mais do que isso, um ano em que o amor conquistará um lugar na minha vida. Mais que tudo que assim o seja.

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