Viver constantemente apaixonado não é modo de vida para qualquer uma pessoa. É certo que tem o seu lado positivo e apetecível, só que implica aceitar também o seu oposto, aprender a lidar com expectativas frustradas e sonhos não concretizados é tarefa dura. É capaz de ser um peso por demais incómodo, difícil de carregar em troca de momentos fugazes de plena satisfação. Embora seja tarefa dolorosa, a partir do momento em que a dor é aceite como um processo natural e evolutivo, é possível melhor adormecê-la e apreciar tudo o que de bom é-nos oferecido por esse estado quase enamorado.
Se uma pessoa é a faísca que precisamos para esboçar um sorriso, então não existe motivo algum para evitá-la ou auto-julgarmos-nos, com direito a pena de culpado. Se sentimos o acelerar do coração e a respiração ofegante sempre que falamos com ela e, até tropeçamos nervosamente nas palavras, então para quê ficar num canto sozinho, em silêncio e a suspirar?
Se uma pessoa é a faísca que precisamos para esboçar um sorriso, então não existe motivo algum para evitá-la ou auto-julgarmos-nos, com direito a pena de culpado. Se sentimos o acelerar do coração e a respiração ofegante sempre que falamos com ela e, até tropeçamos nervosamente nas palavras, então para quê ficar num canto sozinho, em silêncio e a suspirar?
É certo que apesar de sonhar com contos de fadas, são estas paixões que, por vezes difíceis de serem consideradas somente platónicas, fazem esquecer amarguras passadas e acreditar que novas e melhores portas se vão abrir. Já me ouvi dizer que tudo isto não passa de sentimentos passageiros, ou pelo menos gostaria de pensar que assim o é... O facto de não existir qualquer possibilidade de os sentimentos materializarem-se numa relação a dois, assegura que uma pessoa aceite dançar embora jamais tire os pés do chão e se deixe levar pela imaginação. É muito complicado moldar em palavras a confusão que atormenta a minha mente.
Às vezes gostaria de ser o espectador que vê tudo à distância e perceber se faço por cair no óbvio, de tanto beicinho que para ali deve morar. Tenho perfeita consciência que estou sempre disponível para lhe fazer companhia nas pausas do dia-a-dia, que estou sempre atento ao que a rodeia mas também que abuso das palavras e dificilmente consigo colocar um ponto final nelas! Um pouco como não a quisesse perder para o resto do dia. Depois, aquele momento em que a encruzilhada nos obriga a percorrer trilhos diferentes, oferecer um simples "até já" é penoso demais!
A real questão no meio de tudo isto é se é perceptível este comportamento alterado, a ela ou a quem nos observar de perto. Confesso o embaraço que sinto se assim o é perceptível, ao mesmo tempo que um rosado quente preenche a minha face e marca-o vincado. São estes momentos que me fazem pensar que ainda sou um jovem inconsciente, e até um pouco ingénuo, que se deixa levar pelo encanto de musas e paixões impossíveis.
Como se de um baralho de cartas se tratasse, nunca se sabe a carta que sairá, porém uma pessoa nunca perde a esperança que a carta certa seja revelada, tal como não perde a esperança que a paixão secreta seja de alguma forma descoberta e correspondida.
É tão bom viver neste estado apaixonado, poder chegar a casa e parar, e nesse instante visualizar o seu rosto, vê-la sorrir, ou utilizar aquela expressão que nos faz rir ou a outra que nos aquece o coração. Como que se admirássemos a lua lá no alto, deixamos a cabeça cair encostada na cadeira, a imaginação cega-nos e começamos a rever o filme do dia que ali caminhava para o seu término. É tudo tão sereno e maravilhoso. Pouco importa que aos poucos a ansiedade dê sinais de vida e logo voltamos à realidade, um semblante já não tão alegre pela sina da vida remeter-nos somente para a memória.
Procuramos tanto algo a que possamos chamar felicidade, só que nessa busca não nos apercebemos que já podemos ser felizes. Queremos tanto o que é impossível que não nos apercebemos o quanto alguma coisa pode ser possível. Eu, que gosto tanto de sonhar com aquele momentos perfeitos, não me apercebo que já ficaram para trás e que as correntes da memória só me impedem de avançar por que assim quero. Talvez, o melhor sonho da felicidade que procuramos é sem duvida viver um grande momento, junto da pessoa que sabe viver os pequenos instantes.
Às vezes gostaria de ser o espectador que vê tudo à distância e perceber se faço por cair no óbvio, de tanto beicinho que para ali deve morar. Tenho perfeita consciência que estou sempre disponível para lhe fazer companhia nas pausas do dia-a-dia, que estou sempre atento ao que a rodeia mas também que abuso das palavras e dificilmente consigo colocar um ponto final nelas! Um pouco como não a quisesse perder para o resto do dia. Depois, aquele momento em que a encruzilhada nos obriga a percorrer trilhos diferentes, oferecer um simples "até já" é penoso demais!
A real questão no meio de tudo isto é se é perceptível este comportamento alterado, a ela ou a quem nos observar de perto. Confesso o embaraço que sinto se assim o é perceptível, ao mesmo tempo que um rosado quente preenche a minha face e marca-o vincado. São estes momentos que me fazem pensar que ainda sou um jovem inconsciente, e até um pouco ingénuo, que se deixa levar pelo encanto de musas e paixões impossíveis.
Como se de um baralho de cartas se tratasse, nunca se sabe a carta que sairá, porém uma pessoa nunca perde a esperança que a carta certa seja revelada, tal como não perde a esperança que a paixão secreta seja de alguma forma descoberta e correspondida.
É tão bom viver neste estado apaixonado, poder chegar a casa e parar, e nesse instante visualizar o seu rosto, vê-la sorrir, ou utilizar aquela expressão que nos faz rir ou a outra que nos aquece o coração. Como que se admirássemos a lua lá no alto, deixamos a cabeça cair encostada na cadeira, a imaginação cega-nos e começamos a rever o filme do dia que ali caminhava para o seu término. É tudo tão sereno e maravilhoso. Pouco importa que aos poucos a ansiedade dê sinais de vida e logo voltamos à realidade, um semblante já não tão alegre pela sina da vida remeter-nos somente para a memória.
Procuramos tanto algo a que possamos chamar felicidade, só que nessa busca não nos apercebemos que já podemos ser felizes. Queremos tanto o que é impossível que não nos apercebemos o quanto alguma coisa pode ser possível. Eu, que gosto tanto de sonhar com aquele momentos perfeitos, não me apercebo que já ficaram para trás e que as correntes da memória só me impedem de avançar por que assim quero. Talvez, o melhor sonho da felicidade que procuramos é sem duvida viver um grande momento, junto da pessoa que sabe viver os pequenos instantes.
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