terça-feira, abril 12, 2005
A menina perdida em si mesmo (Parte 2)
segunda-feira, abril 11, 2005
Já não era sem tempo!
domingo, abril 03, 2005
A menina perdida em si mesmo
quinta-feira, março 31, 2005
Mas a única certeza é que ando amargurado e murcho, detesto os momentos em que a vida deixa o meu cérebro voltar a ligar-se ao coração e trazer-me recordações de situações que jamais poderão ter uma hipótese de acontecer.
Tantas são as coisas porque lutei e desejei e agora nenhuma delas tem sequer importância comparado com a cruel sensação de deixarmos uma pessoa... poderia contar agora alguns episódios que me aconteceram que me deviam ter feito sorrir mas não o fizeram... e pela impressão das pessoas que me rodeiam pareço andar um pouco mais agressivo, nem preciso de pensar duas vezes qual a razão porque a sei bem, também sei que as pessoas com que contacto todos os dias não desempenham papel algum nesta terrivel história em que me encontro mergulhado, nem sei onde consigo ir buscar um gesto amigo entre tanta tristeza, no entanto faço por não castigar as pessoas pelo meu sofrimento a que são alheias.
Enfim... vai-se sobrevivendo....
terça-feira, março 29, 2005
sábado, março 26, 2005
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.
(Elba Ramalho)
quarta-feira, março 23, 2005
Ovo da Páscoa derretido...
O cheiro a novo era fabuloso, parecia um drogado a tomar a sua dose diária após uma prolongada noite de desespero. A sério, passado esse estado parecia então uma autêntica criança, numa noite de natal, a admirar e a brincar com aquele presente especial desejado à muito. Ainda é maior a felicidade e até o orgulho porque não pedi dinheiro a ninguém, e foi tudo derivado a alguns anos de trabalho e algumas horas extras. Assim já não vão poder dizer que chego atrasado ao emprego, visto que desde que mudámos para os limites de Lisboa, que aventurar-me nos transportes públicos é um desafio muito grande e toma-me muito tempo.
À parte deste materialismo, as coisas continuam na mesma, eu correndo atrás de um sonho, tropeçando vezes sem conta sem nunca consegui-lo agarrar, mais porque nestas coisas não sou eu que controlo o destino. Mas os sentimentos teimam em não mudar, estou sem dúvida apaixonado, à espera do beijo dos olhos dela, e com isto tudo acabo por cair na poça da tristeza quando tenho momentos de lucidez que me puxam para a cruel e crú realidade. Mas devo ser um homem com um coração muito grande porque a esperança nela e no futuro é enorme e recusa-se a morrer numa rua qualquer da amargura, digo rua qualquer porque não só existe uma mas muitas mais já que as nossas sociedades fizeram o 'favor' de as criar.
O que me apetecia mesmo era viajar, gostava de pegar no carro e partir à descoberta, sem grande destino planeado, mas não iria querer sem a sua companhia, gostava que, como costumo dizer, a minha menina fosse comigo, e apesar ser um pouco egoísta ao ponto de dizer isto, acho que também lhe faria bem sair de Lisboa e esquecer o passado.
terça-feira, março 15, 2005
Esta prisão torna-se insuportável porque fico sem noticias dela e desespero, oiço com atenção os passos de alguém a aproximar-se e desejo que sejam os dela, mas depois não reconheço o andar e volto para o meu canto triste, sento-me no chão como se voltasse à segurança da barriga da mãe...
Uma pessoa passa dia após dia, em casa ou no trabalho, curioso, que nem um gato, a pensar bela e se está feliz, se está bem, em que pensa e quando mostro interesse em saber, ataca-me com se fosse um intruso quando na realidade quero saber do seu bem estar, mas não só, gosto de ouvi-la contar como correu o dia que termina, e mesmo que tenha sido mau, confortá-la com um sorriso amigo. Tudo bem que existam coisas por demais pessoais, eu percebo, mas fugir sem nada dizer? procurar no silêncio o que me receia contar? acho que já tinha chegado a um nível de confiança onde o medo receia o próprio sentimento e a segurança de contar seja reconfortante e que quer esteja feliz ou não, que partilhe isso com o seu amigo.
Mas já que um amigo não pode ser confidente, espero que o silêncio se torne impossivel ao ponto de gritar bem alto tudo o que acumula lá dentro, sim, ando um pouco revoltado porque ao querer o melhor para ela, sou posto de lado depois de ter estado tão próximo, e tudo porque amo-te, sim é verdade, nunca o neguei e não me farto de o repetir, embora possa exagerar mas não evitar, o facto de me manteres na sombra deixa-me mais preocupado com o teu bem estar, por mais que digas que está tudo bem, que até pode estar e fico contente por assim ser, mas não quero que venhas ter comigo quando te sentires em baixo mas quando também estiveres feliz! Magoar-me? Mais tarde ou mais cedo todos nós nos magoamos, cabe-nos aprender com isso, embora eu nesse aspecto seja muito teimoso. Ainda estou para aprender que ao gostarmos de uma pessoa podemos acabar infelizes porque acham que o amor que procuram afinal é venenoso vindo de certas pessoas.
Sem querer ja falei mais do que queria, embora não quisesse falar de todo...
domingo, março 06, 2005
Fui buscar a felicidade à outra banda...
Após grande insistência de uma menina muito engraçada, aceitei sair com ela embora a paciência e vontade fossem pouca, queria que ela se divertisse porque bem merece e precisa, pois ficar fechada em casa é quase como viver numa jaula, e não lhe desejo isso. Por isso aceitei e em boa hora o fiz porque fez-me bem! Fui até à outra margem, ao Festival de Música Moderna Corroios 2005, assistir com a minha menina, salvo seja, e mais um amigo dela, ao concerto de Ashfield principalmente. Fui buscá-la depois de estar pronta, por causa daquelas coisas que dizem fazer as mulheres mais bonitas quando na realidade já o são, e atrevessámos a ponte, passando por diversas rotundas lá chegámos ao local, fomos tomar uma café, ver os últimos minutos do jogo do porto que passava na televisão e esperar pelo amigo dela.
Dirigimo-nos ao pavilhão, que era mesmo ao lado, e pagos os 2€ de entrada sentámo-nos numa mesa cá atrás. Ainda assistimos ao concerto de 1 das 3 bandas a concurso e posteriormente aos Ashfields. Dada a hora teimar em avançar despedimo-nos do amigo e voltámos. Mas alta podia ir a hora, só que ainda deu para o que os brasileiros chamam de pate papo. Foi bom conversar com ela, soube-me bem, mas ainda soube-me melhor vê-la sorrir e divertir-se. Pelo menos acho que se divertiu. Ah e fiquei a saber mais um segredinho, está descansada que há-de ir comigo para a campa...
Portanto hoje deito-me feliz da vida não pelo pouco que durou mas pelo muito que vivi!
sábado, março 05, 2005
Parar e pensar...
Esta semana, finalmente, fui à procura de automóvel novo porque a minha vida agitada assim reclamava que fosse, assim, e por mais que fosse divertido (que não era) acabou quando numa bela terça-feira de folga disse para um vendedor que podia iniciar o processo da aquisição do meu próximo carro, um belo de um seat ibiza 1.2 fresc. Ainda estive para escolher a minha cor predilecta, o preto, mas bastava o minimo risco para ficar tudo estragado, verde escuro era opção mas a disponibilidade ditou que fosse azul escuro ou azul aniversário como lhe chamam. Agora o tempo de espera é que é angustiante... viva a burocracia toda!
Para a minha querida amiga Vanessa só umas palavras, tu melhor que eu sabes que estás apaixonada por ele, se não percebeste és tu que desesperas escondida por um telefonema dele e não ele, és tu que dás saltos de alegria quando sabes que vais estar com ele e por aí fora, agora que as coisas deram para o torto, já que assim me pareceu, ele preocupado consigo mesmo, está a tentar salvar-se não tendo um gesto de carinho para contigo. Dizias que não te querias agarrar a ninguém mas afinal és prisioneira do teu próprio amor. Independentemente do que acontecer, já sabes que estou por perto! ;)
domingo, fevereiro 20, 2005
como se de caçador me tratasse
buscando presa fácil
para minha satisfação.
Quem te roubou de mim,
Quem te prendeu na torre mais alta,
onde as núvens choram
e o ar é rarefeito?
Sinto-me ignorante
Pois não sei o que se passa
nesse teu pequeno mundo,
querendo ajudar-te empurras-me para longe
Sinto-me como pedaço de tecido
sujo, roto, estragado
deitado para o chão
como se não fosse importante
Dizes que procuras descanso
de uma semana movimentada,
mas o teu silêncio diz outra coisa
porque algo se passa...
Quem és tu?
Onde escondeste a minha menina?
Porque foges?
Porque não me levas contigo?
O meu coração bate por ti
Deseja cuidar de ti
Que temes? de quem foges?
Deixa-me ser a tua luz na escuridão...
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Sorry mas não estou lá muito bem...
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Voando nas asas do tempo

Parece que só faltava eu ficar doente lá por casa, pois este fim-de-semana lá entrou porta dentro, sem pedir autorização, o maldito virus que por aí anda a atormentar a vida de muitas e boas pessoas...
Em véspera do dia dos namorados, esse maldito vírus não seria o que me ía impedir de ir comprar um mimo para uma menina muito especial. Posso ter saído de casa com 37º de febre e ter chegado com 38º mas a missão foi cumprida!
14 de Fevereiro, dia dos namorados, segunda-feira de trabalho e eu com febre, será que tenho alguém lá em cima contra mim?! Ganhei força, senti que nada naquele dia me podia afastar da minha menina, assim fui trabalhar com mente em que mal saísse ía estar com ela. O dia passou dolorosamente devagar, mas tudo isso para ser premiado mais tarde.
Quando a vi aproximar de mim o coração começou a acelarar, quase que parecia o coração de um cavalo a bater conforme corre mais e mais nas pradarias... Entre pequenos "flirts" amigáveis, entre pequenos embaraços e aqueles estranhos e incómodos silêncios, os olhares pareciam querer dizer o que da boca teimava não sair.
Ao mesmo tempo que anceava por uma resposta a uma pergunta que pensava ter sido feita, apercebi-me que a resposta já tinha sido dada...
Linda, sei que precisas de recuperar muito do que perdeste, e depois das meias linhas que disseste e deixaste por dizer, esperar não será fardo para mim pois quando se espera para ser feliz, todo o tempo do mundo é insignificante quando depois temos uma eternidade para viver dessa felicidade.
O teu olhar ontem foi, como costumam dizer os meus compatriotas, "priceless" e senti-me tão feliz por ter ver sorrir e ainda mais por teres corado... hihihi... mas fiquei a questionar-me se aquele abraço e aquele baixar de fronteiras quando me permitiste que te desse a mão significava uma esperança para além da amizade, o que me ficou na cabeça foi aquele beijo que parecia ter alvo certeiro não fosse eu num momento óbvio de pura loucura ter-me desviado, será que alucinei!? Depois fiquei com a ideia que cometi o maior erro da minha vida.
Puderá ser lugar comum dizer o que vou dizer, mas preocupa-te primeiro com os teus estudos e fazeres renascer em ti o que perdeste por causa de outros, pois sabes que estarei sempre por perto, mal tu queiras transformar um talvez num sim, já que me negaste o não.
Adoro-te! Um beijo com muito amor...
sábado, fevereiro 12, 2005
Ready... set.... greve!

A RTP vai entrar em greve!!! Estaria tudo bem por mim se não lá trabalhasse, mas como trabalho.... enfim.... antevejo umas semanas desgastadoras porque de todos os que lutam por um Acordo de Empresa justo eu sou um mero contratado, ora por ter esse estatuto se aderisse à greve o mais certo seria vir fazer greve para a rua, ou seja, era despedido. Estou solidário com os meus colegas e de todos os sectores tenho orgulho de dizer que o meu é o mais forte quando problemas se atravessam à nossa frente. Mas como dizia, as próximas semanas vão ser penosas, com a entrada na greve de oito salas (no meu sector)a trabalharem ao mesmo tempo, passam a estar funcionais duas, ocupadas por mim e mais uma colega minha (os eternos contratados), claro que é mais que evidente que se oito pessoas já dão dificilmente conta do serviço então dois vêem-se aflitos, por isso de duas uma, ou a greve é bem sucedida e todos páram de trabalhar nas horas estipuladas e o volume de trabalho diminui para o nosso bem (meu e da minha colega)ou então o excesso de trabalho no final do dia vai dar cabo de nós, porque apesar de tudo sinto-me entre a espada e a parede, quero mostrar trabalho como é normal mas ao mesmo tempo compreendo o motivo de luta e quero ajudar.
O que me preocupa por um lado é o excesso de hora que posso vir ter de fazer, uma vez que a chefe do meu chefe pode pressioná-lo para que nos meta a fazer 12 horas por dia, embora pagas não deixa de ser um peso grande de suportar. Nada que se compare com as horas que foram feitas durante outros períodos de intenso trabalho como foram os casos do Euro2004 e/ou Jogos Olímpicos. Para além do tempo laboral que prevejo ter de fazer, também existe a possibilidade de trabalhar em folgas, mas nesse caso posso semi-negociar para que ao menos tire frutos de uma situação que me podia ser prejudicial.
Agora não percebo como é que uma administração de uma Empresa, que tem saída praticamente marcada, tenta a ferro e fogo dar cabo das carreiras profissionais, as tabelas de remunerações, os direitos de autor, os horários e períodos de descanso, os seguros de reforma e as deslocações em serviço, porque só pode ser isso que querem com uma acordo como o que foi apresentado. A arrogância do senhor Almerindo Marques é que ainda é pior que o próprio acordo, não vejo o dia para que saia dali de uma vez por todas!
Mas no fim é esperar para ver o que acontece porque existe sempre uns que dizem que fazem greve mas depois andam por lá a ajudar no que for preciso...
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Carta...
Não será por acaso que te tenhas apercebido o quanto eu presto atenção em ti, afinal de contas sabem quem sou, que penso e que sinto. No entanto não consigo esconder o fascínio que o teu olhar misterioso e profundo exerce em mim.
Essas duas pequenas mas lindas pérolas tornam-te ainda mais encantadora, e por isso, olhar sempre para ti torna-se impossivel para mim. Que poder escondes por detrás deles? Pois na sua escuridão consigo aperceber-me de uma luz que brilha neles...
Tenho vontade de te falar deles, mas fico na dúvida sempre que páro para imaginar a tua reacção, ainda por cima se revelasse o meu secreto desejo de olhar nos teus olhos lindos cada vez mais de perto.
Não sei se sabes mas não posso negar que desde que te conheci que dediquei-te uma especial atenção, com o passar do tempo as tuas melhores qualidades descobri, tal delicadeza encontrei por detrás dessa máscara, boa vontade e simpatia também, por fim descobri que tudo isto estava envolto numa capa de inequivoca beleza.
Já não sei quantos foram, mas nos momentos em que fico embaraçado, dou comigo em estranhos pensamentos que só me levam a ti, independentemente de onde estiver.
Conheces a minha história pois sou um livro aberto, estou apaixonado por ti, e por mais que tenha alguma vez tentado negar esse amor, não queria sentir-me capaz de alimentar este sentimento de afecto mais profundo que a nossa amizade. Descobri um resíduo de amor que julgava perdido, esse pequeno bocado que descobriu em ti, na tua alegria, beleza e doçura, um lugar onde posso ser feliz e fazer-te feliz.
O resto já tu conheces, andas sempre no meu pensamento, queria dar-te tudo o que tenho para oferecer, mimos, beijos (nos momentos mais felizes e também no menos), abraços, aquecer-te quando sentires frio, estar lá sempre que precisares de mim.
Uma orquidea que tanto gostas e um beijo, não um qualquer mas um daqueles muitos especiais como só tu mereces.
Love U

Mudança de endereço...
Como o sapo não tem ferramentas de migração lá recorri aos copy/pastes que tanto dão jeito, consegui manter datas e horas menos comentários... mas o que interessa é que ainda cá estou para o que der e vier... muito apaixonado de momento!
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Desespero... loucura... sanidade... sonhos... não sei...

Cruéis palavras que enchem o meu coração, tornam o fardo pesado demais para este fraco animal continuar, a dor transportada numa lágrima faz acreditar que a esperança esmorece, parecendo transportar um pedaço de amor perdido em cada frágil lágrima. Com todo o cuidado pego em cada gota e estimo-as até ao dia seguinte, de luz brilhante espera-se, libertá-las no vento da esperança para que mais um dia esteja ao meu alcance, para que possa lutar mais uma vez por ela, para acreditar nela e em nós.
Mas não consigo aliviar a dor desta balança pecadora e destruidora de pessoas, existe quem diga que é enriquecedora e cofre de um doce cheiro de flores numa tarde primaveril, mas porque é que as palavras pesam tanto e conseguem com que, como do céu cinzento num dia triste o mundo chore, as pequenas gotas do meu coração escorram, cada vez mais e mais e mais, avançando com uma força destruidora, sem quererem ou tentarem parar, em direcção à boca que anseia por sorrir mas que fechada sofre evitando deixar entrar gotas ácidas de tristeza.
O negro das trevas tomou conta da noite, escura por natureza, e como uma criança inocente que não tem noção das consequências, transformei-me em lobo perdido da sua própria vida, uivando para encontrar pelo que anseio, mas que sei que pode ser o meu passaporte para a estrada da solidão.
Vejo a sua voz feminina tentar apaziguar o meu sofrimento, porque falas quando a realidade das tuas palavras me magoam de tal maneira que quero desaparecer, que quero ensurdecer para que o sonho não morra mas, não consigo fugir, quero-te ouvir, não consigo mover-me embora tente escapar, quero falar contigo mas o que a boca quer dizer os dedos não deixam escrever, sinto-me impotente perante a minha pessoa. Ajuda-me. Não! Eu quero ajudar, eu posso ajudar, mas a quem é que eu estou a tentar enganar, não me posso iludir, não posso continuar a viver na minha doce utopia.
Apesar da insuportável dor causada, não propositadamente acredito, desejo que a avaliação da rapariga dos doces cabelos d'oiro seja um sucesso, pois apesar de todas as contrariedades, de todo o peso acumulado, de todos os sentimentos aprisionados neste vulcão preste a rebentar, desejo que tudo corra bem, pois a sua felicidade será parte da minha...
sexta-feira, janeiro 28, 2005
Vale a pena!?

De que vale?
De que vale um amor tão intenso se não é correspondido? De que vale sofrer assim por ti, se nem te apercebes do que se passa comigo?
De que vale chorar? Escrever para ti? Não lês o que escrevo, não corres a enxugar as minhas lágrimas...
Amo-te mais do que a mim mesma, a cada sinal de carinho teu eu derreto-me e deixo começar tudo outra vez, mesmo sabendo que provavelmente é tudo em vão... Mesmo sabendo que me irei magoar, uma e outra vez, até descobrir a saída deste ciclo vicioso, ou até que tu descubras a entrada...
(30/10/2004)
by Drops
Acho no mínimo curioso como todas as pessoas dizem que somos todos diferentes, só que nessas alturas vejo que afinal por mais diferentes que possamos ser, os nossos sentimentos são os mesmos, a nossa maneira de ver as coisas é que determina como racionalizamos tudo e como lidamos com os acontecimentos.
Cada um tem a sua maneia de se expressar, ora os nossos dedos flutuam sobre areia branca, marcando-a de negro com aquele pensamento que parece querer fugir mas que insistimos em preservar, ora através do nosso rosto, uma sobrancelha que treme, um olho que fecha ou uma boca seca que receia pedir por um pouco de atenção e libertar de uma prisão árida aquele desejo de partilhar uma emoção.
Fico boquiaberto quando alguém que não conheço de nenhum lado parece roubar-me a alma e traduzi-la em palavras escritas como a Drops fez. Li o que ela escreveu e pensei como era possível alguém encontrar-se no mesmo estado de espiríto que eu, com a única diferença que conseguia transformar em pequenas e sofridas palavras, o que uma pessoa normalmente procura, e só fica mais revoltada por não possuir, quiçá, o dom.
Não sei responder às suas perguntas pois são as mesmas que faço a mim mesmo, para além de desejar que a minha rapariga dos cabelos d'oiro, compreenda o sonho acordado que quero viver, mas que não parece preocupar-se em perceber porque ajo da maneira que ajo e porque motivo não páro quando um calmo e penetencioso 'Não!' é o que obtenho pelo o meu coração querer partilhar tudo com ela e mimá-la com todo o amor que tenho para oferecer...
É mais do que normal questionar-me como é possível o coração ter ainda forças para amar alguém quando já sobreviveu tantas batalhas, onde saiu de rastos, mas que ainda acredita, talvez numa utopia, que chegará o dia onde sairá não triunfante mas feliz, dele nascerão os frutos que depois até ao final das nossas vidas serão alvo de toda a nossa atenção e que será a nossa forma de partimos para o incerto, conscientes de que vamos felizes mas acima de tudo que podemos partir em paz pois o nosso amor venceu fronteiras e espalhámos o que de melhor vive em nós, para que as próximas gerações possam acreditar por tudo que lutamos afinal vale a pena...
Não procuro que os meus sentimentos ganhem espaço numa folha branca mas que ganhem vida e cheguem a quem procuro e desejo. Não quero dizer um amo-te mas sim senti-lo e fazê-lo sentir-se nos lábios dela, que as mãos geladas da solidão ganhem cor e companheiro, que um abraço de duas pessoas as transfome numa só para sempre.
terça-feira, janeiro 25, 2005
Tempo traiçoeiro que me corróis e me roubas de mim mesmo.

Já nem tinha noção o quanto o tempo me roubou da minha vida e por isso mesmo não tinha consciência que o blog já andava nú pelas ruas da amargura.
Olhando para trás, vejo que passei uma grande noite no concerto dos The Corrs, não só pela banda mas acima de tudo porque estava acompanhado pela dona do meu coração, mais perfeito... bem... podia ser sempre mas se não aconteceu foi porque a altura certa ainda estava para chegar, e nem certas expectativas frustadas me tiraram a felicidade que invadia o meu coração. Talvez pelos meus olhos terem ficados hipnotizados, brilhando perante a felicidade daquela rapariga, que me sorria despreocupada, que em qualquer outro dia da semana estaria em pânico com um local alagado de pessoas.
Deambulando entre casa - trabalho, trabalho - casa, não tardou muito para o Natal chegar com uma véspera que foi mais doce que o próprio dia, guloso por excelência, e nada como um dia de sol primaveril de inverno para passar, por muito breves que fossem, um momento num esplanada improvisada com o sorriso, quiçá envergonhado quiçá nervoso, daquela pessoa de cabelos da cor do sol. Troca de palavras que chegavam para passar os dias com um coração repleto daqueles pequenos momentos que o fariam continuar a bater.
Não tarda é casa - trabalho, trabalho - casa mais uma vez, num constante círculo vicioso, mas... há algo que quebra por uma dia a rotina, este ano a passagem de ano trazia um convite para uma noite festejada em casa de uma amiga, muita conversa, risos e um jantar para acompanhar. Então por um dia só, a rotina que implicava ir de casa para o trabalho era interrompida, uma casa ali em Lisboa esperava por mim, e nem mesmo a noite avançada tirava o ânimo naquela casa bem disposta, onde três amigos partilhavam os seus últimos minutos de um ano que morria conforme o relógio corroía o tempo que não teimava em parar.
Jantar perto da meia noite era algo que à muito não fazia, mas lá surgiu o tempo malvado a impor-se, parecia que dizia "Parem, está na hora, parem, é altura de me celebrarem pois já não volto mais a este momento!" Lá interrompemos o jantar em passo acelerado ultimando os últimos pormenores, onde estavam as passas, o dinheiro e o champagne?... o silêncio era quebrado pela televisão que anunciava o ano novo, passas praticamente engolidas e champagne para ajudar a escorregar após um brinde. Mas o que escondiam os desejos de cada um, acho que desde à muito que não desejava algo que não me fosse destinado, aquela luz solarenga que iluminava o meu coração dorido tinha a minha atenção total, o desejo de ver aquela luz brilhar mais do que nunca era mais importante para mim que qualquer outro tipo ou motivo de felicidade. A noite foi avançando ao som das imagens de um DVD que passava como programa de festa da anfitriã, as cincos horas significavam que o sol brilhava naquela noite escura, espalhando calor pelos vastos campos daquele motor orgânico que precisava de energia para continuar a bater alegremente.
O tempo voltou a intrometer-se e o relógio mandava que o dia estivesse encerrado para sempre nas nossas memórias, parecia que já ouvia ao longe a rotina chamar-me, podia ter ficado presa naquele ano, no entanto por mais um ano estava prometido que faria parte do meu dia-a-dia.
Até ao dia em que escrevo, o ano não me destinou o que não quero desejar mas pelo que suspiro diariamente, os dias criam oportunidades mas o receio apodera-se de mim e a mente fica turva de tanta indecisão, dando origem à revolta dentro de mim e torna penoso aqueles momentos que poderiam ser de celebração e exaltação, será que fujo de uma possível felicidade ou será que o respeito é mais forte do que o bater do coração?!...
Ah, já me ía esquecendo, Tabby, esse amor de gato que passeou-se pelo meu colo e por quem me apaixonei desde o momento que ouvi falar dele, mas também pudera, a dona do gato já me tinha arrebatado por completo à mais tempo do que realmente tenho noção. Mas não quero olhar para trás pois ela está bem lá à frente, sózinha, procurando sem saber um porto de abrigo mas com medo de escolher um. Um beijo especial para a Sónia (desejo-te tudo do melhor porque quer queiras quer não, mereces!) e também para a Angela, que por vezes me atura e da última vez que falei com ela não estava nos seus melhores dias.
domingo, novembro 14, 2004
Finalmente em Lisboa!

Não sei onde andei nos últimos tempos, talvez afogado em trabalho, de tal modo que só soube esta semana que passou que os The Corrs vinham actuar no Pavilhão Atlântico em Lisboa após terem passado por Braga, tão londe de minha casa e num dia impróprio para viajar até lá cima... Ora se perdesse este concerto com certeza que não me perdoar à minha pessoa, tal como não nunca me perdoei de não ter assistido a um concerto de Queen com o Freddie, embora nesse caso fosse diferente pois não dependia de mim mas sim da minha idade na altura e posteriormente da tragédia.
Mas para mim o momento é de felicidade pois, FINALMENTE, vou poder assistir a um dos concertos por que esperei desde que me lembro de ir para o emprego a ouvir todos os dias os álbuns dos The Corrs, nada melhor para chegar bem disposto ao local de trabalho e para tornar a viagem de casa ao emprego mais tolerável, uma vez que ir de autocarro e metro pode ser uma experiência muito aborrecedora!
Claro que mesmo que não tivesse companhia para ir ao concerto jamais iria deixar de ir porque nunca se sabe quando a oportunidade torna a aparecer, mas como tenho ainda melhor, e que bela companhia é, com certeza que vai ser muito bom e divertido, a expectativa é muito grande e com certeza que o coração vai batendo mais forte conforme os dias viram horas, as horas minutos e os minutos segundos. Prevê-se casa cheia e ainda bem pois sala cheia com todas as pessoas a cantar tem resultados arrepiantes, claro que no bom sentido da palavra.
De tudo isto só lamento uma coisa, o facto de ser um concerto sentado não permite o que todos querem fazer, ou seja, a maior parte das pessoas certamente que gostariam de dançar ao som da música dos The Corrs e embora se possam levantar sempre se arriscam a levar com um 'Vamos a sentar! Estou a tentar ver!' de pessoas que possivelmente de arrongância não estarão assim tão inocentes!
Outra noticia relativa ao concerto é que a Caroline Corr, a baterista, não acompanha a banda pois teve uma bébé à pouco tempo e por isso tem que se dedicar às tarefas maternas, e por isso, só mesmo por isso, estás perdoada! hehehe...
E quando se quer uma coisa muito não se olha a custos e não me arrependo de dar o que dei para estar mais perto do palco quando a experiência é única na vida. Já não falta muito e os dias que faltam deveriam ser mais curtos para que a ansiedade fosse satisfeita o mais rápido possivel porque o coração aguenta mas só até certo ponto.... hum... ok... talvez esteja a exagerar um bocadito...
quinta-feira, novembro 04, 2004
Momentos parados no tempo

As pessoas passam uma vida inteira a precaver-se e a tentar evitar o inevitável, pois pensam que dessa maneira acabam por sofrer menos, vamos passo a passo, do mais fácil para o mais dificil, tentando que cada passo que as pessoas dão seja a solução para um problema.
A minha mãe chegou recentemente ao ponto em que teve de dar o último passo pois todos os outros tinham saído frustados pois não apresentaram solução possível para o problema, e como já tinha dito o sofrimento é terrível pois cada passo dado é menos um passo de esperança.
O problema neste caso é de saúde e por isso os pés a certa altura já não conseguem dar outro passo e arrastam-se pelas ruas da amargura e desespero. Felizmente a minha mãe conseguiu ser operada hoje, operação essa que era a única hipótese mas também a mais drástica, e correu tudo bem para meu contentamento. Nestas alturas dou-me por contente por ter trabalhado para além do horário e também em dias de folgas, pois assim pude tirar dois dias para dar atenção especial à minha mãe, até porque é nestas alturas, neste pequenos momento em que o tempo parece parar, como que o próprio tempo registasse na nossa mente um momento que com certeza nos recordaremos por muitos e longo anos, que mostramos o quanto precisamos e gostamos de uma pessoa, que nem sempre temos ou queremos ter tempo para dizer ou mostrar que estamos presentes, ou seja, sentimos uma necessidade incontrolável de estarmos com a nossa mãe, neste caso, e fazê-la sentir especial para além da própria definição da palavra.
Agora só quero ter de novo a minha mãe de volta casa, mais alegre e saudável, que a sua recuperação seja rápida e sem problemas... amanhã lá estarei para visitá-la!
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Mas esta semana que já vai a meio, ficou marcada por um acontecimento menos positivo, no passado domingo, dia de Halloween, dia em que ía para uma festa, soube através de uma colega minha que um companheiro de armas no emprego tinha falecido, o que para mim foi um choque pois habituamo-nos tanto às pessoas, mesmo aquelas com quem não nos identificamos tanto e até às vezes criticamos, que de um dia para o outro desaparecem se nos darmos conta, foi o que aconteceu, sabia e sabiam os meus outros colegas que a pessoa em questão não andava nos seus melhores dias, fugia ao trabalho, fumava bastante e bebia igualmente, passava noites em festas e parece que pouco descansava...
Nas últimas semanas esteve de baixa e ninguém deu por conta, pois é normal não nos encontrarmos no emprego visto não só trabalharmos em turnos como metemos folgas e/ou férias, daí os dias passarem normalmente sem grande alarido... quando o telefone toca a pessoa fica sem saber o que dizer, quase como se fosse suposto responder a tal afirmação, simplesmente temos noção de uma quantidade de imagens a passarem pela nossa mente que só pára quando a outra da pessoa continua a falar do outro lado da linha.
Como sou dos mais novos do departamento, ficaram os mais velhos e mais chegados encarregues de ir ao velório e ao funeral, porque apesar dos dois dias serem domingo e segunda (feriado) são dias de trabalho na nossa profissão, e assim cobrimos os horários uns dos outros para que no funeral estivéssemos representados, quer departamento quer amigos!
Não deixa de ser muito estranho nunca mais vermos uma pessoa mas, temos de ver e tentar compreender que não nos podemos deixar prender por estes acontecimentos, temos sim de seguirmos com a nossa vida em frente, agradecendo todo o legado que foi deixado pelas pessoas que já partiram!
Um abraço para o Chico!
quarta-feira, outubro 27, 2004
Máscaras com nome...
Eu sou frequente utilizador de fóruns, e nos últimos 2 anos também mais do IRC, e conforme os dias sem transformam em meses e esses meses em anos, as pessoas vão conhecendo outras que dos fóruns passam para o MSN, onde a possibilidade de ter uma conversa mais real e assim darem-se a conhecer melhor. Chega a uma altura que as cumplicidades começam a ser mais intensas e as pessoas começam a convidar para jantares, saídas e por aí fora.
Recentemente, mais especificamente na última sexta, tive o prazer de conhecer mais umas pessoas que só conhecia de fotos e conversas cibernautas. É engraçado que as pessoas nunca são o que nós pensamos que fossem e um sentimento de estranheza toma conta desses encontro, a principio o espanto anima logo uma primeira conversa e não tarda muito para as conversas se transformarem em debate divertidos entre as pessoas. Isto leva-me a pensar que depende do querer das pessoas para fazer novos amigos, algo que não é muito natural pois na rua quando passamos pelas mais diversas pessoas (quem sabe se não é uma das pessoas com quem falamos online) o mais que fazemos é estabelecer um contacto visual, nem uma palavra...
Daí ser quase uma aventura, mas também uma curiosidade, estabelecer este contacto mais humano com os nicks, nicks esses com quem, diariamente, convivemos, conversamos, partilhamos e brincamos.
Fiquei espantado com as pessoas que encontrei, umas mais que outras, mas fiquei feliz por as ter conhecido, fisicamente podiam não ser quem esperava mas em tudo o resto, personalidade e cara do nick estavam lá!
Para a PiNi, darksideoftheMooN [não sabia que andavas por aqui ;) ], gosma e fil beijos e abraços. =) beach, a ti já te conhecia! :P
Confianças...
O que aconteceu desta vez não foi nada que se calhar merecesse tal destaque, mas falo disto porque quando falamos de confiar em alguém estamos a falar de nós, da nossa pessoa, dos nossos valores.
Deve ser defeito, com certeza, da minha pessoa de confiar nas pessoas, apelidadas de amigas, e acreditar que cumpram com o que dizem ou comprometem-se, nem é preciso que esteja algo em jogo, até porque não maior parte dos casos não está, mas são os pequenos pormenores dentro de uma relação de amizade que doem mais. Deve ser muito dificil para as pessoas compreenderem que uma amigo jamais ficará zangado ou chateado se a outra pessoa lhe disser o que vai na alma e não arranjar uma desculpa, o que não acontece no dia-a-dia, será medo de magoar o amigo, sinceramente acho que dói mais estar a inventar uma desculpa quando esse mentiroso, palavra talvez forte demais, é logo denunciado pelos os seus actos posteriores.
Exemplificando com um caso bastante simples, pode acontecer uma pessoa combinar algo com outra, ora chegada a data do acontecimento, se uma delas não estiver com disposição para ir sair a um cinema, café, seja o que for, o mais acertado seria esse amigo que não lhe apetecia, porque talvez não estivesse na disposição, dizer que não lhe apetecia que ficava para outro dia, agora o que acontece na realidade, na maior parte dos casos, é arranjarem uma desculpa do género, afinal amanhã tenho de me levantar mais cedo e/ou é muito tarde. Ora se as pessoas são amigas é normal que conheçam mais ou menos a rotina uma da outra, tudo bem que por vezes nos desviamos dessa rotina, no entanto o coxo acaba sempre por escapar mais depressa que o mentiroso, é por isso que eu sei, experiência própria, que só se magoam os amigos com tais invenções.
Claro que conforme conhecemos as pessoas melhores sabemos que nem sempre podemos criar expectativas porque a confiança depositada na pessoa é tal que deixamo-nos envolver pela nossa ingenuidade infinita, ingenuidade essa que depois causa-nos dor cá dentro, talvez por castigo por se calhar nos recusarmos a aprender e talvez a depender demasiado de certas pessoas.
Pessoalmente fico pior que estragado quando alguém, que até me é querida, diz uma coisa, repete-a vezes sem conta e no final... puffff... nada! Sem dúvida que será defeito meu acreditar e deposiar tamanha confiança nas pessoas, talvez nunca deixarei de ser assim, até porque penso que só estaria a prejudicar futura amizades, quem sabe se de pessoas que merecem toda a minha confiança.
quarta-feira, setembro 29, 2004
Estado de espírito

Uma pessoa como eu, que cai quase sempre no erro, ou talvez não, de criar certas expectativas consegue cair na mesma poça vezes sem conta quando começamos a acreditar que existe ali uma possibilidade de amar e ser amado. algo que traga ao de cima tudo de melhor que temos para oferecer. Já pensei, serei eu masoquista? penso que não, embora não afaste o sofrimento que reaparece nestas alturas, talvez por fazer sentir-me que sou humano e frágil, que não posso (ou não deva) controlar as emoções, pois acho que elas são para ser vividas, quer sejam boas, como desejamos, quer sejam más, como tentamos esquecê-las...
Começo a pensar que hoje em dia já não existe lugar na sociedade para um cavalheiro, uma amigo, uma pessoa decente, até porque o que chama mais à atenção de qualquer rapariga é o rapaz com o titulo 'bad boy', por assim dizer, não os condeno nem os invejo, porque gosto muito de quem eu sou, agora o que acontece é que tenho tendência para fazer com que as raparigas vejam-me como grande amigo (o que é excelente) mas não como namorado, o que será que ando a fazer mal, até porque não me vejo como sendo assim tão mau... enfim... não percebo... mas isto sou eu numa de introspecção de viciado no amor em recuperação!
A única coisa que tenho como adquirido é que não ando feliz da vida como gostaria, não quero que tudo seja perfeito, só peço e até me dispunha a trocar (se fosse possivel) tudo por aquele momento que sei que me fará feliz, e digo isto sendo eu um touro materialista, como qualquer bom touro... hehehe...
Curioso (até irritante a certo ponto) é depois ver amigos que não desejam constituir familia de momento e verem-se quase obrigados a faze-lo quando existem outras pessoas, como eu, que gostariam e sentem-se até preparadas para tal responsabilidade, acho que o mundo anda do avesso e não existe ninguém para o colocar de novo do lado certo... a esperança continua cá dentro do coração, agora o coração é que precisa ser remendado com muito amor e carinho. Mas voltamos àquela premissa que quem espera não encontra, quem não espera é encontrado... enfim, a vida é uma devoradora de sentimentos!
quinta-feira, setembro 16, 2004
Dia de jogo

Já à algum tempo que não conseguia ir a um jogo pois para meu azar os dias de jogos calhavam sempre em dias de trabalho, impossibilitando a minha deslocação ao estádio, o que desta vez aconteceu é que pedi ao meu chefe uma folga de compensação, entre muitas que tenho para gozar, para ir ao jogo, claro que não me justifiquei por ser naquele momento ou porque motivo, mas também não foi preciso muito para o meu chefe perceber o motivo do meu pedido.
Assim logo à noite vou retirar o meu 'equipamento' do armário e vesti-lo com saudade e orgulho, chegar ao estádio e tirar o pó à minha cadeirinha para poder viver e respirar futebol e muita boa disposição, ver parceiros de bancada, gritar, cantar, aplaudir, chorar se for caso disso, enfim um misto de sensações que fazem bem ao espirito, existe mesmo quem diga que o futebol é bom para combater o stress porque deitamos tudo cá para fora, uma ideia com a qual estou totalmente de acordo, porque quer se ganhe ou não, à saída parece que saímos de uma sessão de terapia, mais descansados e felizes de contentamento ou numa felicidade descontente.
Claro que dava jeito que o Sporting ganhasse para deslocar-se até Viena mais descansado, embora com precaução pois não seria a primeira vez que era surpreendido!
Outro motivo porque gosto tanto de ir ao estádio é porque aproveito para cometer um pecado, o da gula, nada como ir ao futebol e aproveitar para comer um cachorro quente acompanhado de uma cola, terminando numas deliciosas queijadas... só de falar abre o apetite!
Uma pessoa que vá ao futebol parece que viaja no tempo por hora e meia, nessa hora e meia esquece-se todos os problemas pessoais, quando entramos pelos portas do estádio é como se deixassemos a pessoa que lá fora somos para simplesmente nos divertimos e é disso que vou à procura!
sábado, setembro 11, 2004
Sempre presente...

The Wake Up Call
The worlds’ rotation never paused
The second hands ticked on...
Such overwhelming pain was caused
The innocent ...now gone
Our children made their way to school
The restaurants served up food
While vehicles filled up with fuel
That moment... life was good
Then in one second time stood still
From clouds that moved apart
Determined “Evil”, came to kill
And stab US in the heart
AMERICA stood froze in time
With horror in our eyes
As Phase-One of this “Evil” crime
Broke through our peaceful skies
Before events had yet sunk in
A second hit we took
An awful act of purest sin
As “WORLD TRADE CENTER” shook
Americans ran for their life
Through flames and flying glass
Reality cut like a knife
As children, sat in class
While massive frenzy ran a muck
From sea to shining sea
Our nations’ capital was struck
This “Evil” now hit three !
As victims fell the public cried
Life as WE knew had changed
As... thousands in those moments died
By people SO DERANGED !
How PUREST HATE can overcome
Consuming every thought
That now has left this country numb
WE LIVED IN PEACE we thought?
The fourth attack of “SCHEDULED DEATH”
Was stopped while “Dead” on course
As HEROES fought till’ their last breath
They died ... to stop this FORCE
As current terror grips our land and ...
Fear of what’s ahead
Each moment feels like slipping sand
At such impending dread
But; as this WORLD prepares for WAR
WE ALL SHOULD LOOK WITHIN
Did “We” allow GOD in “Our” door ?
Or choose to live in SIN ?
OUR LORD AND SAVIOR gave HIS SON
As WE TOO, soon may do
But JESUS died for everyone
ALL OUT OF LOVE FOR YOU
As GOD looks down on all this HATE
HE cannot help but frown
A peaceful world HE did create
HIS children let HIM down
But... GOD won’t harbor any grudge
HE loves US one and all
I think... sometimes... WE NEED A NUDGE
THIS IS... THE WAKE UP CALL
by: Jody Harmon
Não sou grande crente de Deus, mas acredito que forças misteriosas percorrem todos os cantos da Terra, mas às vezes, em desespero, acabamos por achar conforto nalgumas religiões, onde nos podemos juntar com um só propósito.
Não me apetece falar muito sobre o assunto porque é algo que hoje em dia ainda me causa grande impressão, não só por ter sido no meu país, ao qual me sinto muito ligado e orgulhoso, apesar de factores que me ultrapassam (Bush e afins...), mas causa grande impacto porque tive a terrível infelicidade de presenciar o acontecimento em directo e de me sentir tão longe que me sentia impotente mas não só, tenho um familiar que trabalha na America Airlines, para quem liguei logo quando despertei do trauma para ficar mais descansado no meio daquela tragédia.
Pegando nestas últimas palavras acho que não existe mais nada a dizer senão reflectirmos nas acções de cada um e termos consciência como o mundo está doente sem solução à vista senão fizermos nada... nem que seja falarmos.
sábado, setembro 04, 2004
Dois meses passaram...

Já a algum tempo não ponho os pés por aqui, pudera o Euro 2004 e os Jogos Olímpicos a isso obrigaram, uma vez que as horas de trabalho foram superiores a dias normais e os dias de trabalho sobrepuseram folgas para gozar.
Mas agora que tudo acabou posso dizer que o saldo é positivo uma vez que a experiência é fabulosa e o tempo gasto transforma-se no aprofundamento de amizades no local de trabalho, em alturas de stress a nossa maneira de estar e de comportamento fazem a diferença e no final do dia as pessoas juntam-se todas ao jantar para não só fazer o balanço do dia mas também para nos divertimos com as peripécias de mais um dia de trabalho.
Acho que tudo isto veio na altura certa porque finalmente decidi que no outro campo, o do amor, o tempo tinha chegado para avançar de vez da fronteira onde habitava e de onde me recusava mover. Vi que após um longos 10 anos de esperança e até mesmo de dor mas também de alegria, a pessoa dona do meu coração era uma ilusão, assim já acordado para a realidade afastei-me da pessoa para não só salvar a amizade mas também para me auto-curar, com tanto trabalho o processo tornou-se menos penoso, não digo que esteja curado mas estou certamente no bom caminho, acho até mesmo que neste últimos dois meses, mais ou menos, avancei mais do que nos demais anos que já passaram! O sinal que precisava recebi-o num jantar onde com a minha melhor amiga e deusa do meu coração, no dislumbre de felicidade, e por entre um sorriso de orelha a orelha conta-me que aceito o pedido de namoro de um rapaz, claro que tentei reagir bem enquanto que por dentro a amargura apoderava-se de mim, mais uma vez falámos horas e horas de nós e da nossa relação, foi aí que de uma vez por todas tive a perfeita noção de onde estava, era preciso recuperar do sono hipnótico que dormia à anos e seguir em frente, fi-lo.
Entretanto também aconteceu que de um pequeno conhecimento da internet, mais precisamente do irc e posteriormente do msn, nasceu uma amizade que cresce cada vez mais conforme as noites transformam-se em dias e os dias em noites. Claro que a certa altura o conhecimento cibernauta torna-se insuficiente, assim sendo combina-se um café e finalmente conhecemos a pessoa, logo vemos se as pessoas clicam uma com a outra, de outra forma a internet era só uma ilusão transformada em conto de fadas, mas no meu caso tornámo-nos bons amigos e mesmo sabendo que não nos vemos muito, falamos todos os dias e vivemos a história da vida um do outro através de uma simples conversas de dedos na internet.
No fim de tudo os últimos dois meses deram uma cambalhota na minha vida, acho que para melhor, e neste momento, mesmo não tendo o que trocava por tudo que tenho na vida, um amor no meu coração, a felicidade de saber que no emprego tudo corre bem e as amizades vão nascendo de simples conversas, fazem de mim uma pessoa que cada vez mais cresce optimista que nem tudo está perdido neste mundo já condenado à destruição de valores, crenças e acima de tudo de respeito quer pelo o nosso planeta quer pela vida do outro...
sábado, junho 19, 2004
Cofre fechado ou aberto?

DESNUDANDO A ALMA
A você confiei a minha alma ,
como se ela fosse um cofre aberto,
expondo minhas relíquias,
meus medos, meus segredos...
A você confiei minha esperança,
acreditando que há almas cintilantes
cuja luz irradiante nos abençoa
e nos empresta brilhos ...
A você entreguei um diadema de estrelas,
colhidas no céu da minha estima,
um colar de rosas pequeninas,
flores cultivadas nos jardins do bem querer...
A você conferi asas,
peroladas asas transparentes,
na intenção dos teus mais belos vôos
além de mim ...
Enfim,
eu sei que és alguém de mil talentos,
que seguirás incólume nos ventos,
que alcançarás um outro azul,
outro infinito ...
Mas , mesmo assim,
embora tu mereças,
não há de haver alguém que te ofereça,
carinho igual ao meu, que é tão bonito.
by Melliss @ http://www.anna.paes.nom.br/apagar_estrelas.htm
Soube esta semana, graças a um simples panfleto que retirei da caixa do correio, daqueles que publicitam sessões de exorcismo e afins, onde se realçava uma expressão 'Tem o cofre aberto?', ora sem conhecimento do significado perguntei à minha mãe, ao que ela me explicou que ter o coração aberto é estar desprotegido de alguém que nos queira fazer mal e tirar proveito de nós.
O mais interessante foi que aprendi algo mais sobre a minha pessoa naquele instante porque logo de seguida a minha mãe contou-me que no passado uma senhora da Trafaria, já de certa idade (que já não se encontra hoje entre nós), me tinha visto e tinha-lhe dito que eu, seu filho, tinha o coração fechado, ou seja, estava protegido do mal, quer seja como alvo de desejos maus quer fosse da maior parte das coisas más. Ora não mostrei o meu contentamento com um sorriso mas cá dentro foi como me tivessem dado naquele momento a melhor noticia desde que me lembro quem sou...
É engraçado que muitas coisas que ficam guardadas no passado, somente com um simples click são relembradas e conseguem-nos surpreender sempre, e aí começo a pensar a quantidade de curiosidades e conhecimentos que se perdem para o tempo, o que deixamos para trás que pode mudar a nossa vida.
Pelos menos esta semana já valeu por muitas outras juntas! :)
quarta-feira, junho 09, 2004
Dualidade de sentimentos
Estive recentemente fora de Lisboa para um fim de semana passado com amigos, fui até Vizela (perto de Guimarães) e durante esse fim de semana vi coisas que me fizeram rir e divertir-me mas também que me puseram a pensar. Uma dessas coisas foi o facto de muitos jovens com cerca de 22 anos começarem a casar e a constituir familia... quando voltei a Lisboa tive por momentos perfeita noção de que estava agarrado a uma pessoa que não me permitia que olhasse em frente e seguisse com a minha vida, visto estar preso por corrente aparentemente inquebráveis... Falei com ela e tomei uma decisão que era tudo menos o que eu queria, o melhor mesmo era afastarmo-nos de modo a que me conseguisse concentrar na minha vida e realizar os meus sonhos... claro que conhecendo-a como conheço não fiquei admirado a uma indiferença perante a minha atitude, respeitando-a somente.
Pois posso dizer que os dias que se seguiram foram os piores da minha vida, de verdadeira amargura até, nunca me senti tão triste como nesses dias, e vendo que no final da semana não podia aguentar tal aprisionamento, tal isolamento entrei em contacto com ela e esta semana já falámos, mais uma vez, sobre o assunto ficando uma solução final para uma próxima vez, que na minha modesta opinião nunca terá solução definitiva.
A amizade nunca esteve em questão e por isso nunca chegámos a uma discussão séria pois entendemo-nos sempre e nunca será afectada, mas sei que sempre vou sentir este carinho, este amor por ela, independentemente de um dia mais tarde, que é o mais provável, casar-me com outra mulher. Sei que nunca será fácil aceitar isto como um caso ultrapassado mas não existe dia que não passe que não gostava de me ter enamorado por ela... até porque não é penoso para mim mas também para ela!
Muitos me criticam por não pôr de lado o que sinto por ela, dizem que ando a perder o meu tempo, ando a sonhar, ando a auto-destrui-me até... mas se é a minha vida não terei o dever, apesar de toda esta atenção por partes dos meus amigos, de fazer o que bem entender, até porque tenho bem noção das consequências mas não vou começar a negar sentimentos sentidos, passo a redondância, e iludir-me...
terça-feira, maio 25, 2004
Normatividade, normal ou (a) normal
Deixo-vos hoje um texto escrito por uma convidada, uma amiga:
«Como aluna de psicologia, área criminal e do comportamento desviante, aprendi que psicose carcerária, era referido a reculsos que descompensam perante a situação em si. Será que podemos falar de psicose carcerária quando nos sentimos presos dentro de nós mesmos? Ou será simplesmente referido como uma depressão, seja ela qual for, faça sua excelência o favor de consultar o DSM IV, e escolha à vontade, é para o menino e para a menina!
Todos nós temos os nossos dias, uns bons, uns maus, outros nem sim nem sopas... pode ser isso considerado perturbações de humor???
E sentir um aperto no coração... uma pontada nas costas... hipocondríacos???
Nunca se sentiram desconfortáveis dentro de um elevador ou numa sala pequena? Fará isso de nós todos uns Claustrofóbicos???
Tenho a certeza que todos praguejamos, chamamos filho da p***, ao gajo que nos ultrapassa a 120km/h numa localidade, e que dizemos cab*** do professor, que nos chumba pla 5ª vez, nunca esquecendo o paneleiro do café que nos enganou no troco... seremos todos exemplos de coprolália???
Bem e que raio é a normalidade??? O que é para mim normal, será normal para o gajo que vai ao meu lado no autocarro????
Dito isto, acho que estou a atravessar uma crise da adolescência....mas já não sou adolescente... podia ser de meia idade, mas ainda não cheguei lá...
Ok...estou a sofrer uma psicose carcerária neuronal... no entanto os meus amigos são como eu... tudo "passado dos cornos".
O que me leva a crer, que o DSM (biblía de patologias) foi baseado nos meus amigos!!! Nunca em mim, claro!!! EU FAÇO PARTE DA POPULAÇÃO NORMATIVA!!!»
by @ngel
terça-feira, maio 18, 2004
2 dias...
2 dias podem parecer uma eternidade quando temos um amigo longe... anseiamos pelo seu rápido regresso pois a partir do momento em que sabemos que está de partida a saudade começa a apertar cá dentro. Claro que não falo de um amigo qualquer mas sim de uma pessoa especial e que significa muito para mim, a minha querida e melhor amiga. Infelizmente as condições que a vida nos impõe como o emprego e outros factores deixam-nos pouco tempo para partilharmos momentos com quem amamos, por isso lembrei-me de enviar uma mensagem de boa viagem e que a sua curta viagem de reencontro consigo própria fosse um sucesso e que voltasse feliz, pois a viagem não é uma viagem banal.
Para minha felicidade no final do dia recebi a chamada que não esperava e ainda a consegui ver porque ela veio ter comigo e fomos passear um pouco e conversámos e conversámos e conversámos. A noite estava fantástica, parecia simplesmente verão, e é nestas alturas que parece que as coisas se tornam mais intensas, os sentidos mais sensiveis, as palavras mais importante, talvez seja do calor... cof cof...
Mas não podia ter tido um final de dia melhor do que o que tive, ainda por cima no estado em que ando, um estado de tristeza feliz, isto é, ando triste com algumas coisas mas ando bem disposto, uma mistura de sentimentos, onde os apertos são aliviados com pequenos momentos do dia-a-dia.
Este dois dias vão-me parecer uma eternidade, bem, já parecem, parece que até as batidas do coração diminuiram e que o tempo quase que pára quando queremos que ele avance mais depressa...
Acima de tudo espero que ela encontre tudo o que busca e que volta mais feliz, porque não existe mais nada na vida que desejo, que seja feliz e que consiga deixar o negativismo de lado e aproveite tudo o que tem vindo deixar passar ao lado, até porque o merece.
Beijocas para a minha doçura... *****
sábado, maio 01, 2004
Sinais...
Não sei se acreditam muito em sinais mas eu acredito, acredito que quando estamos em diferentes fases estamos mais sensiveis a receber certos sinais, bem, insconscientemente estamos predispostos a aceitá-los e a deduzir que significam algo para nós. Não sei porque isso acontece, só acho que é propositado como que se algo nos empurrasse para tomar medidas em que somente sonhamos e tenhamos aquela 'coragem' para tomá-las, como que estivessemos a receber uma confirmação de que podemos seguir em frente, que é seguro e que iremos ser bem sucedidos.
Mas porque digo isto? Conforme vamos crescendo vamos tendo novos objectivos que queremos atingir, e quando esses objectivos estão prestes a serem atingidos parece que algo ou alguém, por sinais, tenta avisar ou confirmar que a concretização do objectivo encontra-se próximo.
Daí que quando nos sentimos preparados para atingi-los não é raro apercebemos de pequenos pormenores. Por exemplo, quando sentimos que estamos preparados para ter um filho começamos a reparar que o mundo está cheio de grávidas, quando pretendemos de uma vez por todas concretizar a nossa independência começamos a reparar que existem muitas casas à venda ou nos amigos que já têm as suas próprias casas.
Dou estes dois exemplos porque são exactamente o que me tem acontecido, com certeza que neste momento reparo nestas coisas por alguma razão, não acredito que seja só coincidência isto estar a acontecer, não neste preciso momento!
Ontem fui à inauguração da casa de um casal amigo, do mais querido que conheço, e ao ver toda aquela felicidade espelhada nos seus olhos não posso de deixar de imaginar a concretização de uns desejos recentes, bem, talvez não recentes mas que se intensificaram nos últimos meses. Estou convicto em concretizá-lo num futuro próximo, tenho noção que neste momento é impossível pois o ordenado que ganho ainda não é suficiente mas pelos sinais que tenho recebido creio que esse dia não estará muito longe... mas até lá parece que nos sentimos inconformados com a vida, como que estivessemos num estado de espírito esquesito, nem estamos felizes nem tristes simplesmente inconformados.
Agora estou a receber um sinal, mas um sinal diferente, o relógio já avisa que a hora de ir trabalhar se aproxima, dia do trabalhador não significa descanso para todos! ;)
sexta-feira, abril 30, 2004
Gatos...
Como é possível viver sem um gato? Eis uma pergunta que deixei completamente de fazer a mim próprio há já alguns anos, de tal modo a resposta é evidente. Por que razão, com efeito, se privar de uma presença enriquecedora, tão equilibrante e tão estimulante? E se você ainda não está convencido disso é porque o gato ganha em ser conhecido e porque permanece, em relação ao outro rei dos animais de companhia - o cão -, prisioneiro de um certo número de ideias preconcebidas. Com certeza já ouviu dizer pelo menos umas cem vezes que o gato é egoísta, que não se liga às pessoas, que é hipócrita e sei lá que mais!
(...)
Quem adopta um gato endossa uma grande responsabilidade. Enorme, mesmo, se reflectirmos um pouco sobre o assunto. trata-se de um contrato que pode durar de quinze a vinte anos. Que mulher ou que homem se comprometeria, desde o primeiro encontro, a viver tanto tempo com o objecto do seu amor, sem jamais mudar de opinião? O mesmo é dizer que não se deixa entrar um gato em casa por capricho, sob pena de se fazerem vários infelizes - a começar pelo gato. Ninguém, exceptuando o acaso ou o destino - seja qual for o nome que quiserem dar a isso. E, quanto a mim, a intuição diz-me que as minhas relações com a raça felina permanecerão sempre sob o signo do mistério.
in Palavra de gato, Pergaminho
Eu sou um fã tresloucado por gatos, no bom sentido é claro, onde quer que esteja um eu estou lá! Bem... é quase isso, se a vida fosse diferente com certeza que teria a minha casa cheio de gatos e gatinhos. Talvez seja o animal com que mais me identifico no panorama doméstico, calmo, inteligente, independente, confiante, brincalhão e fiel.
Lembro-me de um dia ter ido a casa de uma amiga minha após uma saída à noite com os amigos, e ao entrarmos já sabia de antecendência que ela tinha um gato, foi o tempo de entrarmos na sala e sentarmo-nos para quase que entrar num jogo telepático com o gato, não faltou muito para o ter ao meu colo e nesse instante tudo o resto é história, desligo da conversa que tinha até ao momento com os meus amigos e entro num estado hipnótico onde só vejo o gato, nem sei porquê mas sinto-me muito bem com eles, o silêncio, o olhar, o caminhar e roçar nas pessoas e objectos, a cauda erguida... tudo! Podia estar um dia inteiro a brincar com eles que não me cansava e para isso não existe melhor sítio do que o Jardim de Oeiras, onde à já alguns anos está um programa a funcionar que recolhe gatos abandonados e que vivem dentro do jardim, onde em retribuição pela comida e abrigo, mantém o jardim 'free from rats', por assim dizer. Ora durante o dia andam à solta pelo jardim e qualquer pessoa pode chegar ao pé deles e brincar com eles, conviver com eles ou só admirá-los... simplesmente genial.
Os gatos de certa forma sempre tiveram na minha vida, quer através de familiares quer através de amigos quer mesmo através dos gatos que percorrem as nossas ruas. Já não sei o número de vezes que estive à janela à noite e na rua, entre os automóveis estacionados e a lua vigilante, lá vai aparecendo um timido gato que anda na sua vida, sempre fugindo a olhares mais curiosos, pata ante pata, sem miar sequer, eu como girassol virado para o sol não desviava o meu olhar de todos os movimentos feito pelo gato, mesmo até quando passava por debaixo de uma carro permanecia atento para ver onde iria espreitar a cabeça do gato.
Mas páro sempre quando vejo um, é raro não comentar com alguém nesses momentos e dizer com entusiasmo 'Olha um gato!', nem sempre as pessoas percebem esta minha euforia, mas não faz mal, talvez não seja para ser, porque é algo que é importante para mim, e tal como acontece com todas as pessoas quando algo de inesperado e bom acontece também eu gosto de fazer transparecer todo esse meu entusiasmo.
Acredito que a cumplicidade com estes lindos e simpáticos amigos acompanhar-me-á para toda a vida e quando tiver o meu espacinho, entenda-se casa própria, lá encontrarei essa tal companhia para a vida.
Mas falo de gatos infelizmente por ter tido uma notícia de a morte de um desses amigos. Soube ontem que o gato de uma amiga minha tinha morrido, já não aguentava mais o tempo que passava vivo em sofrimento e decidiu avançar para a próxima fase de vida... é sempre triste e quem gostas de gatos não deixa de se sentir tremendamente infeliz e um tanto ou quanto revoltado com a vida, vá-se lá perceber porquê.
Para a _^Lobinha^_ todo o meu carinho e apoio nesta fase menos boa da vida... Beijinhos menina ************** Sabes que se tivesse neste momento a possibilidade oferecia-te um gatinho acabado de nascer... :)
Já agora, recomendo o livro 'Palavra de gato', da Pergaminho, para os admiradores de gatos que gostariam de saber mais sobre eles, de uma forma divertida e quem sabe se finalmente percebam o que eles queriam dizer com aquele olhar ou gesto... falado na primeira pessoa... pelos gatos! ;)
domingo, abril 18, 2004
Hoje nada me pode deitar abaixo!...
Hoje acordei de um sonho que parece quase que estava no paraíso, aquele tipo de sonho que quando acordamos saímos de um estado de êxtase para somente sorrir e suspirar por aquilo que desejamos da vida, digo isto dentro de um contexto de realização pessoal. A partir desse momento tudo 'cai' bem, nem mesmo um dia chuvoso, como o de hoje, consegue pôr-me num estado depressivo. Talvez por estar a entrar num período da minha vida onde procure criar raízes para o futuro, comece a ter uma nova perspectiva da vida e por isso os sonhos comecem a tomar um novo rumo, uma nova forma, para além do tipo de sonho que vinha tendo para a idade em que me encontro, porque acredito que a idade influencia muito a maneira do nosso subconsciente escolher o tema do sonho a ter.
Existe uma altura na nossa vida que queremos ter a nossa casa para depois de um dia de trabalho chegarmos, pousarmos as chaves em cima da mesa, atirar o caso no sofá e ouvir o silêncio que paira no ar. Não falo de independência pois isso já eu tenho, mas sim de ter necessidade de sentir-me num lugar só meu... bem... só meu não, também da minha parceira, e mesmo sabendo que a vida está dificil a nível monetário para todas as pessoas, o sentimento de trazer uma nova alma ao mundo é enorme, creio que durante este e o próximo ano tudo isso irá estar decidido, até lá vou sonhando... mas vejo no meu futuro 1 menino e 2 meninas...
Curioso é ver que quando começamos a sentir isso começamos também a reparar em pequenos pormenores que até à data eram invisiveis ao nosso olhar, tal como ver mais mulheres grávidas, mais bébés, parece mesmo que até aquele momento víviamos num outro mundo, onde nada disso estava presente... enfim... estranho mas no bom sentido! Parece que de repente alguém acende a luz e que o sol começa a brilhar sobre nós e aí vemos como a vida é bela.
quinta-feira, abril 15, 2004
Fake People!!!
Cada vez mais me passo com o número crescente de pessoas que por aí deambulam nesses caminhos a que chamam falsidade. De certa forma tenho pena que assim seja porque deixamos e entregamos parte de nós a outros, para no final devolverem-nos na moeda da falsidade, mentiras e orgulho...
Porque têm as pessoas tanto medo de admitirem o que são?, claro que têm tudo a perder (ou talvez não...), mas já o tinham quando decidiram tomar esse trajecto na vida, pois se acreditassem um pouco mais nelas e nos outros, então talvez pudessem deixar cair essa máscara quando estão rodeadas por pessoas que as amam e só desejam tudo de bom.
Mas não!!! E mesmo confrontadas com as mentiras e tudo o que advém delas continuam a negar, porque quando lhes é pedida, como forma de ilibá-las, uma prova ou lhes é pedido para fazerem algo para limparem o nome... recusam-se! Claro que assim nem é preciso ir mais além, pois ao tomarem essa atitude, e mesmo que continuem a afirmar inocência, só estão a dar razão a quem se calhar não gostava de a ter.
Isto tudo porque vivi recentemente uma situação parecida, uma pessoa que tinha conhecido à pouco tempo transformou-se nesse pequeno período numa pessoa especial, e naquela altura em que pensamos já confiar na pessoa ouvimos outras a sussurar, claro que nada de bom, e perante a falta de conhecimento confrontamos a pessoa em causa, não porque a queremos atacar mas sim ver tudo esclarecido... mas para quê!? Para vermos essa pessoas negar e não fazer nada para limpar o nome, e mesmo que a quisesse ajudar, essa ajuda cai no passeio pois somos recebidos com 3 pedras na mão... consciência limpa... acho que muitos não sabem o que quer dizer...
segunda-feira, abril 12, 2004
Belém...
Eis a foto de que falava em Belém... tirei-a numa das minhas saídas para fotografar o pôr-do-sol e como ele pode tornar a vida e tudo o que nos rodeia muito mais bonito. Espero que o dia esteja tão ou mais belo no dia do concerto... :)
quinta-feira, abril 08, 2004
Já tenho os bilhetes! (quase...)
Ora os bilhetes já foram postos à venda na segunda-feira passada, ainda tentei comprá-los na Fnac, mas parece que lá não serão vendidos... como tenho uma vida profissional que me ocupa o dia inteiro, restou-me pesquisar na net um sítio onde pudesse comprá-los, encontrei e já os comprei... só falta mesmo sentir na minha mão o 'convite' da Dido para estar com ela, num final de tarde que imagino que deverá estar lindo, com o pôr do sol aquecendo a Torre de Belém... Por acaso lembro-me agora de uma foto que tirei de Belém mas como estou no emprego ponho-a online mais logo.
Mas estou muito feliz por finalmente poder assistir a um concerto de uma menina de quem sou fã.
Mas à mais... não comprei um mas dois bilhetes, não poderia perder esta oportunidade para ir acompanhado, como namorada nem vê-la quem pessoa mais indicada do que a minha melhor amiga! Ora nem mais, já que não vivemos um sem o outro e como já passamos por namorados (o que achamos hilariante, pelo menos ela...) vamos juntos. Também não é o primeiro a que vamos juntos, já tínhamos ido ver os Evanescence ao Coliseu, mas isso é outra história para contar noutro dia... mas como dizia, quem puder leve a sua cara metade aproveite esta oportunidade porque vale a pena, claro para quem goste do género.
segunda-feira, abril 05, 2004
Memórias de outrora...
Quando o tempo nos permite pensar e recordar, tenho tendência para apanhar do meu armário todas as emoções escondidas em cada postal, em cada carta, até mesmo bilhetes de autocarro escritos, em cada mensagem escrita que fui guardando ao longo dos anos.
Não vou dizer que existem palavras escritas mais importante que outras pois todas são especiais e todas dedicadas a um momento na minha vida, do meu crescimento, e onde me revejo com velhos amigos, a maior parte que desapareceram da minha vida pelas mais variadas razãoes mas que permanecem vivos nas minhas memórias.
Tenho aqui um bilhete de autocarro que diz:
"26/06/97
To dear (Patient) Peter who has been a dear to me «australian girl» (maybe next year Texan Girl) a great kiss from me and Tufa's too and see you next year. Love Micas"
Um papel manuscrito diz:
"A humanidade parece esquecer
O sentido da palavra ajudar
Vivemos num mundo de egoísmo
Movido pelo cinismo
Onde está a palavra amor
Porquê só sofrimento e dor
É necessário a mão dar
Há tanta gente a precisar
De carinho, um gesto de solidariedade
Basta um gesto de caridade
E e fosse muitos a fazê-lo podemos salvar a humanidade
Criança de Angola
Criança que choras
Criança que esperas
E desesperas
Pois não tens o que comer
E só tens o que temer
Os teus pais a guerra levou
E em ti uma mina deixou
O sofrimento
A tua vida é um tormento
E tu pensas afinal que criança sou?
Pois já não sei sorrir?
Afinal que criança sou?
Que ando a fuigr
Mas que saída vou encontrar
Se no meu país é a guerra que está a governar
Navio, navio do amor
Navio que embarcaste
E deixaste a dor
Quanto desespero se instalou
Qauntas tempestades surgiram
Quantos ventos arrasaram
Quantas pessoas choraram
Navio destruidor
Navio do amor."
A minha 'mana' Cláudia ofereceu-me um poema que lhe é muito querido pois tem raízes em África, hoje as suas memórias são também as minhas, como é bom partilhar e recordar momentos chaves da nossa vida, não interessa se são bons ou menos bons, o que interessa é que os partilhamos com que nos ama e nos deseja bem, assim tornamo-nos como que uma pessoa que suporta a saudade de uma maneira menos pesada.
Mas os que chamam mais ao sentimento são aqueles recadinhos da namorada, todos os jogos de palavras, todas as atenções...
"Há uma altura na vida de cada um que se descobre o amor. Nós temos a tendência para só nos apercebemos dessa altura quando estamos longe de alguém que queremos, amamos e desejamos. Eu comecei a descobrir o verdadeiro amor quando te conheci.
Dizem que os opostos se atraem, e nós somos a prova disso, somos o oposto um do outro e por isso completamo-nos. Juntos tornamo-nos num ser perfeito, que raramente é conseguido. Este ser é tudo e nada ao mesmo tempo. É um ser extremamente paradoxal, mas paradoxalmente completo.
Tu completaste-me, sem ti fico vazia. As estrelas ficam sem brilho, e perdem todo o seu encanto, um encanto que só tu lhe dás! Tu e só tu!
Eu amo-te Pedro e disso tu nunca duvides, sim porque as pessoas têm tendência para duvidar uma das outras, mas eu não dúvido de ti e espero que tu também não duvides de mim!
Muitos beijinhos desta que te ama
Anabela"
Uns bilhete da AVM - Auto Viação Melgaço. Lda Melgaço que num verso não é mais do que um bilhete comum de autocarro, com o seu preço e data, mas quando o viro encontro mais uma recordação...
"Pedro, Pedrocas, Pedrinho, amor, querida paixão.
Eis um bilhete de autocarro, cá da Stª Terrinha (home of the Pimbas). Sim, aqui nesta zona onde se reuniram os Pimbas num só sítio, é incrível.
A sério, tu devias estar aqui, passar-te-ias. Todos os dias sinto a tua falta, especialmente quando olho para o céu vejo as estrelas. Lembro-me sempre daquela noite quando vimos a estrela cadente. Lembro-me sempre daquela estrela a cair e ponho-me a imaginar o que estarás a pensar neste momento. Estou num café na villa, a minha tia foi ao cabeleireiro e eu fiquei na esplanada a beber uma pepsi porque eles não têm coca-cola, e apeteceu-me escrever-te. Mas como não tinha papel decidi usar as costas dos bilhetes de autocarro que estava a guardar para dar à Susana para a sua colecção, mas paciência, tu és mais importante do que ela (não lhe digas nada!) Bem, é sábado, e segunda-feira já me vou embora, e ainda bem! Se ficasse aqui mais tempo, morria de pasmo, pois isto até é fixe, mas era só se estivesse acompanhada de alguém como tu, porque caso contrário, que SECA!!!! Bem! Não recebi a tua carta mas a minha tia vai-me mandar para Lisboa logo que aqui chegue, se é que algum dia chegará...
Bem agora vou-me despedir, pois estou a ficar sem bilhetes e não tenho outro papel onde escrever, no entanto era capaz de escrever um testamento, estou muito inspirada. Bem agora tenho de ir, porque o papel está-se a acabar!
Muitos beijinhos e abraços de uma rapariga que é doidinha por ti
Anabela
PS - Sabes uma coisa? Eu Amo-te!!!
PS2 - Mas isso já sabias!"
Como é bom recordar... poderia continuar a noite toda aqui a partilhar doces sentimentos, pois o meu coração não tem espaço para memórias mais negras, mas a hora aperta e amanhã é dia de trabalho... boas noites a todos! :)
domingo, abril 04, 2004
Uns dizem amor outros dizem amor...
É impressionante como amar alguém nos deixa de tal maneira que mesmo que não nos tratem da melhor maneira não nos importamos porque vemos o/a nosso/a parceira/o como sendo alguém que jamais se comportaria assim, aí somos controlados pela pessoa amada como nos tratassemos de animais de estimação...
Tenho pena em presenciar certos acontecimento deste género, quando uma pessoa diz o que a outra pode fazer ou não... o que transforma uma relação numa mentira pois a pessoa controlada, por assim dizer, acaba por fazer o que quer e esconder esses factos da pessoa amada de modo a evitar uma discussão. Claro que só acordamos desse sonho/pesadelo quando nos dão uma valente bofetada e 'obrigam-nos' a acordar para a vida e para o que nos estavam a fazer.
Claro que amar é sempre bom e quem não gosta de se sentir enamorado/a, mas por vezes o modo como se ama dá um novo sentido à palavra e diria até mesmo que insulta o sentido verdadeiro da palavra 'amor', ninguém que ama verdadeiramente o outro merece ser tratada como se de um objecto se tratasse, existe quem esteja nessa posição e isso revolta-me! Sofremos por amor e por amar mas ninguém merece amar e ser usado/a... todos estamos desprotegidos e pode acontecer a qualquer, só espero que as pessoas não acordem demasiado tarde....
sexta-feira, abril 02, 2004
A doença portuguesa...
Falo disto porque recentemente mudei de local de trabalho e após a inauguração ainda existem obras por serem completadas, mas o que é mais incrível é que as máquinas e trabalhadores das obras vão desaparecendo, ficando os últimos pormenores à espera, se calhar, de um próximo aniversário da empresa para serem realizados.
Mas sei muito bem que não é excepção à regra pois existem muitos mais exemplos pelo país fora... concerteza será doença portuguesa bastante contagiosa, poderia chamar preguicite aguda mas penso que o caso seja mais grave. Seria um caso bastante interessante para cientistas da vida investigaram, sei que as soluções são facilmente encontradas nas palavras que transformam a nossa voz, mas essa voz é como um motor que insiste em não funcionar pois não estão oleadas e assim vivemos todos os dias perante uma doença que teima não desaparecer mas sim agravar-se de dia para dia.
quinta-feira, abril 01, 2004
Olá!
Portanto olá a todos e até já...