terça-feira, abril 12, 2005

Tenho saudades do beijo que nunca me deste, do teu apertado abraço invisivel, do teu piscar de olho por detrás dos teus óculos de sol, da tua voz silenciosa, do teu sorriso escondido, enfim... tenho saudades tuas...

A menina perdida em si mesmo (Parte 2)

Ía já a hora avançada da noite quando a mensagem da menina chega ao seu destino, passam meros segundos até o seu telefone tocar em resposta ao seu apelo. As vozes começam por trocar pequenos e doces olás envergonhados, para de seguida viverem um pouco da vida da outra pessoa. Duas pessoas totalmente diferentes numa troca de sons enigmáticos, ao mesmo tempo que trocam sentimentos acabam por criarem uma ligação pessoal que poderá dar frutos com o fluir do tempo.
As doces palavras só caminham para um lado, nunca regressavam como agradecimento mas sim como palavras adulteradas e sem jeito, sem dúvida que o embaraço era grande mas lá no fundo a sensação era agradável.
Quando finalmente os telefones repousam o rapaz não deixa de pensar como é possível a amizade estar presa por valores materias como o dinheiro, porque motivo paga-se para sermos amigos, ou seja, a única maneira de sentirem o outro, através do abrir e fechar dos lábios, é pagando para telefonar. Já não bastava a cruel distância e agora valores materiais. Mas atenção, não seria isso com certeza que iria impedir o tocar do telefone sempre que desejasse sentir-se perto dela ou ela dele... muito menos vozes que se faziam soar de bem longe e que poderiam ser mal interpretadas.
(Continua...)

segunda-feira, abril 11, 2005

Já não era sem tempo!

Finalmente a semana acabou, já não via o fim da estrada, pensava que ía continuar sem encontrar o meu porto de abrigo, onde podia, merecidamente, repousar.
Foi sem a menor das dúvidas uma das semanas mais cansativas que já tive nos últimos anos, principalmente porque a nível de trabalho foi um excesso de esforço e as horas extras não ajudaram nada. Mas tenho de confessar que o motivo principal foi mesmo uma amiga que me manteve, por minha vontade, acordado até altas horas e depois isso reflectiu-se no estado de espirito durante as horas de trabalho.
Não comecem já a pensar nisto e naquilo porque nada do que se passou foi contra a minha vontade, eu é que quis fazer as chamadas que fiz, conversar com quem conversei, abusar do meu modesto corpo em prol da minha felicidade e da insanidade saudável que vou vivendo nos últimos dias.
Passei a semana a pensar muito em antecipar uma viagem que estava marcada, mas a dois dias de se realizar recebi uma noticia que me entristeceu bastante, até porque não imagino que alguém possa inventar tal coisa sobre algo que pode ser grave, ainda por cima quem me conhece sabe muito bem que uma vez que me mentem dão-se mal comigo, não há nada pior que alguém me mentir, o que não é o caso é claro. Nem sei porque me veio isto à cabeça, talvez um momento de lucidez máxima ou simples alucinação!? Enfim... acima de tudo queria muito fazer uma surpresa e fazer alguém feliz, não condeno ninguém porque sinceramente são coisas que acontecem e não controlamos a maior parte dos acontecimentos.
No final de contas, este domingo que passou, não só serviu como despedida da azáfama do emprego, pelo menos por dois dias de folga, mas também acho que serviu como um prémio pela dura semana. Ora pude regressar ao estádio mais bonito de Portugal e quem sabe da Europa, tudo bem que me acusem de clubismo, mas não me importo, pelo menos hoje, mas como dizia, pude finalmente voltar ao futebol e ainda por cima assistir a um vitória bastante importante para o meu Sporting. Ah mas não foi só isso, já nem sabia o que era um cachorro quente (com tudo, como costumo pedir) acompanhado por uma gelada coca-cola, seguido de umas queijadas de Sintra para adocicar o estomâgo.
Pode ter sido uma semana infernal, mas ou estou enganado ou a que irá começar vai ser uma semana memorável! Ansioso por vivê-la...
Já agora, para quem me costuma perguntar sobre o que escrevo no blog, em relação ao tema anterior, A menina perdida em si mesmo, espero arranjar um tempo mais calmo para continuar a escrever, algo que embora não pareça, penso não ser o meu melhor dom!
Aproveito também que gostava de ver algum feedback por parte de vocês.

domingo, abril 03, 2005

A menina perdida em si mesmo

Depois da tempestade vem sempre a bonança, um rapaz andava abrigado da chuva para não se molhar mais do que era suportável, o sol já nascia no horizonte, o escuro céu começava a dar luz e cor à vida, tudo então pareceu de novo belo e perfumado. Quando mais esperava cair da cama, após uma dolorosa separação, o rapaz foi surpreendido pelo doce abraço dos lençóis de seda, onde encontrou quem menos esperava. O telefone tocou do outro lado e a sua voz fez-se ouvir, as palavras começaram a ligar as duas pessoas, apaixonaram-se tanto pelas letras que os minutos transformaram-se em horas e ninguém parecia conseguir calar os musculados lábios. Já se ouviam os primeiros surrurros do dia quando o silêncio ecoou no quarto. As palavras finalmente tinham decidido repousar e prometeram conversar no dia seguinte. Até ao final da semana as mesmas palavras trouxeram novidades, era visivel que estavam apaixonadas, todas as doces palavras sabiam bem embora a timidez e vergonha humana escondesse o belo rosto da rapariga.
Era perceptivel uma certeza, o rapaz estava apaixonado, chegou o mais perto dela e tentou mostrar o que o coração sentia, do outro lado o momento era embaraçante mas ao mesmo tempo delicioso perante a incerteza dos seus próprios sentimentos. Tudo isto era novo para ela, e perante a confusão na sua mente, fugiu, escondeu-se nos seus longos e delicados cabelos, onde o rapaz não podia chegar embora estivesse ao alcance de um olhar.
A conselheira noite não foi simpática para a doce rapariga e quando devia ter oferecido paz e sossego para que os conselhos fossem ouvidos, trouxe o sono incómodo, a incerteza e dúvida, afinal o que queria a rapariga da vida?, o que escondiam os seus sentimentos que recusavam revelar os seus desejos?... sem dúvida que estava perdida...
(Continua...)

sexta-feira, abril 01, 2005

Just to say I miss you like crazy...

quinta-feira, março 31, 2005

"You don't always need to be right", curioso porque não sabia como começar e no momento em que os meus dedos se aproximam do teclado, aparece na televisão o Bono dos U2 a cantar e fica-me naquele instante esta frase. Talvez porque na verdade não quero estar ceto, até espero que os meus erros possam ser remendados e espero que os meus pensamentos estejam enganados perante uma realidade distorcida da própria verdade.

Mas a única certeza é que ando amargurado e murcho, detesto os momentos em que a vida deixa o meu cérebro voltar a ligar-se ao coração e trazer-me recordações de situações que jamais poderão ter uma hipótese de acontecer.

Tantas são as coisas porque lutei e desejei e agora nenhuma delas tem sequer importância comparado com a cruel sensação de deixarmos uma pessoa... poderia contar agora alguns episódios que me aconteceram que me deviam ter feito sorrir mas não o fizeram... e pela impressão das pessoas que me rodeiam pareço andar um pouco mais agressivo, nem preciso de pensar duas vezes qual a razão porque a sei bem, também sei que as pessoas com que contacto todos os dias não desempenham papel algum nesta terrivel história em que me encontro mergulhado, nem sei onde consigo ir buscar um gesto amigo entre tanta tristeza, no entanto faço por não castigar as pessoas pelo meu sofrimento a que são alheias.

Enfim... vai-se sobrevivendo....

terça-feira, março 29, 2005

Ontem vivi o mais belo dia, senti-me deveras importante porque tive a honra de partilhar o meu dia com a pessoa mais importante na minha vida, a Sónia. Em dia de chuva, passeámo-nos pela Marginal de carro, fomos até ao Guincho admirar o poder do mar sobre as imoviveis rochas, saímos mesmo do carro para cheirar o mar bravo. Conversámos, rimos, brincámos, até mesmo ela 'revelou-se' um pouco mais... Adorei sentir que tinha a sua confiança, a sua amizade, é daqueles momentos que queremos eternizar para todo o sempre. Acho mesmo que para ser perfeito faltava somente ela deixa-me levá-la a jantar fora, o que não aconteceu, mas por outro lado acabámos por ir ao Belém Terrace beber um copo e conversar. Com o dia já bem escuro, ainda houve tempo para uma conversa à porta de casa mais escaldante, nada com conversas sobre o sexo para termos duas pessoas totalmente envergonhadas, embora que sem tabús. A certa altura dei pela minha mão passear-se pelos cabelos lindos dela, passeando-se levemente também pela sua doce face, não me reconheci, talvez o medo tinha desaparecido talvez estivesse a sonhar. Quando voltei a dar por mim já ela tinha saído do carro e caminhava para casa.
Hoje no entanto, esperava conhecer um amor de rapariga chamada Melissa, uma amiga irciana que andava à vários dias a anunciar que vinha desde Braga até Lisboa. Não vou esconder que não fiquei entusiasmado, porque fiquei mesmo, ainda por cima a calhar num dia em que estou de folga, podia dedicar-me a ela durante o tempo que cá tivesse. Até cheguei a contar a algumas pessoas dessa vinda, e qualquer uma delas dirá que viram um grande sorriso na minha cara. Foi então com muita pena que o primeiro contacto telefónico que tive com a Melissa ter sido para me dar a triste notícia que já não vinha por motivos que para agora não interessam. Assim espero conhecê-la ou nos meus anos, ou se eu for a Braga ou então no jantar de um canal de irc que está a ser combinado. Mas de uma coisa tenho a certeza, é uma bela e simpática rapariga sem dúvida!
Claro que com isto, e estando na altura do telefonema com a Sónia, ter logo proposto à Sónia aproveitarmos o dia e irmos passear, que se calhar no momento aceitou sem pensar muito, obviamente fiquei entusiasmado e por isso fui burro! Hoje ao tentar combinar as coisas com ela, ela não se mostrou tão entusiasmada com a saída, limitou-se a dizer que logo se vía, isto por volta das 13h... o tempo foi passando e nada da parte dela, ainda vi um filmezinho pois pensei que estivesse a dormitar para ganhar forças, mas pelas 17h, e depois de insistir, lá me disse que não queria sair, não se dignou sequer em ligar, uma fria sms confirmou os meus mais terriveis pensamentos. Acho que não pensei em mais nada naquele momento, deixei somente cair as lágrimas de tristeza e acabei por mim a questionar-me e a lamentar-me, porquê deixar-me à espera? porque não me disse logo? serei eu um monstro de sete cabeças ao ponto de recear responder? fiz alguma coisa de mal? não fui o suficientemente querido para com ela? será que não quero o melhor para ela? então porquê este afastamento?
A resposta que me vinha à cabeça era só uma, acabou!

sábado, março 26, 2005

Hoje não me apetece escrever, somente dislumbrar cada gota de água que cai sobre o meu parapeito, sonhar com a minha menina Sónia, matando as imensas saudades que tenho dela, reparando que ao fundo soa uma música...

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.

(Elba Ramalho)

quarta-feira, março 23, 2005

Ovo da Páscoa derretido...

Eu ofereci a mim mesmo um pequeno grande ovo da Páscoa antecipado, algo que já pensava em concretizar à muito tempo viu finalmente a luz, num dia de folga andei a passear de stand em stand e finalmente comprei um carrinho novo. Mas a felicidade só veio ao de cima passado cerca duas semanas, após burocracia atrás de burocracia, quando finalmente fui levantar o carro ao stand.

O cheiro a novo era fabuloso, parecia um drogado a tomar a sua dose diária após uma prolongada noite de desespero. A sério, passado esse estado parecia então uma autêntica criança, numa noite de natal, a admirar e a brincar com aquele presente especial desejado à muito. Ainda é maior a felicidade e até o orgulho porque não pedi dinheiro a ninguém, e foi tudo derivado a alguns anos de trabalho e algumas horas extras. Assim já não vão poder dizer que chego atrasado ao emprego, visto que desde que mudámos para os limites de Lisboa, que aventurar-me nos transportes públicos é um desafio muito grande e toma-me muito tempo.

À parte deste materialismo, as coisas continuam na mesma, eu correndo atrás de um sonho, tropeçando vezes sem conta sem nunca consegui-lo agarrar, mais porque nestas coisas não sou eu que controlo o destino. Mas os sentimentos teimam em não mudar, estou sem dúvida apaixonado, à espera do beijo dos olhos dela, e com isto tudo acabo por cair na poça da tristeza quando tenho momentos de lucidez que me puxam para a cruel e crú realidade. Mas devo ser um homem com um coração muito grande porque a esperança nela e no futuro é enorme e recusa-se a morrer numa rua qualquer da amargura, digo rua qualquer porque não só existe uma mas muitas mais já que as nossas sociedades fizeram o 'favor' de as criar.

O que me apetecia mesmo era viajar, gostava de pegar no carro e partir à descoberta, sem grande destino planeado, mas não iria querer sem a sua companhia, gostava que, como costumo dizer, a minha menina fosse comigo, e apesar ser um pouco egoísta ao ponto de dizer isto, acho que também lhe faria bem sair de Lisboa e esquecer o passado.

terça-feira, março 15, 2005

Nem sei porque estou a escrever quando realmente não me apetece dizer nada, somente olhar lá para fora e procurá-la no meio de todas aquelas pessoas estranhas que deambulam de um lado para o outro, daqui de cima parecem insignificante mas certamente têm para onde regressar, eu por outro lado não me consigo libertar de esta prisão em que me fechei.

Esta prisão torna-se insuportável porque fico sem noticias dela e desespero, oiço com atenção os passos de alguém a aproximar-se e desejo que sejam os dela, mas depois não reconheço o andar e volto para o meu canto triste, sento-me no chão como se voltasse à segurança da barriga da mãe...

Uma pessoa passa dia após dia, em casa ou no trabalho, curioso, que nem um gato, a pensar bela e se está feliz, se está bem, em que pensa e quando mostro interesse em saber, ataca-me com se fosse um intruso quando na realidade quero saber do seu bem estar, mas não só, gosto de ouvi-la contar como correu o dia que termina, e mesmo que tenha sido mau, confortá-la com um sorriso amigo. Tudo bem que existam coisas por demais pessoais, eu percebo, mas fugir sem nada dizer? procurar no silêncio o que me receia contar? acho que já tinha chegado a um nível de confiança onde o medo receia o próprio sentimento e a segurança de contar seja reconfortante e que quer esteja feliz ou não, que partilhe isso com o seu amigo.

Mas já que um amigo não pode ser confidente, espero que o silêncio se torne impossivel ao ponto de gritar bem alto tudo o que acumula lá dentro, sim, ando um pouco revoltado porque ao querer o melhor para ela, sou posto de lado depois de ter estado tão próximo, e tudo porque amo-te, sim é verdade, nunca o neguei e não me farto de o repetir, embora possa exagerar mas não evitar, o facto de me manteres na sombra deixa-me mais preocupado com o teu bem estar, por mais que digas que está tudo bem, que até pode estar e fico contente por assim ser, mas não quero que venhas ter comigo quando te sentires em baixo mas quando também estiveres feliz! Magoar-me? Mais tarde ou mais cedo todos nós nos magoamos, cabe-nos aprender com isso, embora eu nesse aspecto seja muito teimoso. Ainda estou para aprender que ao gostarmos de uma pessoa podemos acabar infelizes porque acham que o amor que procuram afinal é venenoso vindo de certas pessoas.

Sem querer ja falei mais do que queria, embora não quisesse falar de todo...

domingo, março 06, 2005

Fui buscar a felicidade à outra banda...

Sinto-me feliz, sinto-me bem disposto, como que pudesse sorrir perante o panorama mais desolador que pudesse encontrar, enfim, flutuo por aquele momento em que tudo é belo, delicioso e calmo.

Após grande insistência de uma menina muito engraçada, aceitei sair com ela embora a paciência e vontade fossem pouca, queria que ela se divertisse porque bem merece e precisa, pois ficar fechada em casa é quase como viver numa jaula, e não lhe desejo isso. Por isso aceitei e em boa hora o fiz porque fez-me bem! Fui até à outra margem, ao Festival de Música Moderna Corroios 2005, assistir com a minha menina, salvo seja, e mais um amigo dela, ao concerto de Ashfield principalmente. Fui buscá-la depois de estar pronta, por causa daquelas coisas que dizem fazer as mulheres mais bonitas quando na realidade já o são, e atrevessámos a ponte, passando por diversas rotundas lá chegámos ao local, fomos tomar uma café, ver os últimos minutos do jogo do porto que passava na televisão e esperar pelo amigo dela.

Dirigimo-nos ao pavilhão, que era mesmo ao lado, e pagos os 2€ de entrada sentámo-nos numa mesa cá atrás. Ainda assistimos ao concerto de 1 das 3 bandas a concurso e posteriormente aos Ashfields. Dada a hora teimar em avançar despedimo-nos do amigo e voltámos. Mas alta podia ir a hora, só que ainda deu para o que os brasileiros chamam de pate papo. Foi bom conversar com ela, soube-me bem, mas ainda soube-me melhor vê-la sorrir e divertir-se. Pelo menos acho que se divertiu. Ah e fiquei a saber mais um segredinho, está descansada que há-de ir comigo para a campa...

Portanto hoje deito-me feliz da vida não pelo pouco que durou mas pelo muito que vivi!

sábado, março 05, 2005

Parar e pensar...

Caí na tristeza do meu coração ao ouvir do lábios dela que dessa água não beberei, que não irei à fonte sagrada buscar felicidade, pelo menos num futuro próximo. Mas um coisa é certa, não a abandonarei como fiz outrora a outra pessoa, pois sei que ao abandoná-la não estarei a ser o que sempre quis ser (inconscientemente) para ela, um protector e exagerando um pouco, o seu salvador. Portanto não a vou deixar só porque não estaria ser quem eu fui desde o inicio, seu amigo, e acima de tudo estaria a ser egoísta, qualidade/defeito que não faz parte de mim, serei assim o melhor amigo que ela poderá ter, mas para isso não me feches a porta da tua vida porque do lado de fora nada sou.

Esta semana, finalmente, fui à procura de automóvel novo porque a minha vida agitada assim reclamava que fosse, assim, e por mais que fosse divertido (que não era) acabou quando numa bela terça-feira de folga disse para um vendedor que podia iniciar o processo da aquisição do meu próximo carro, um belo de um seat ibiza 1.2 fresc. Ainda estive para escolher a minha cor predilecta, o preto, mas bastava o minimo risco para ficar tudo estragado, verde escuro era opção mas a disponibilidade ditou que fosse azul escuro ou azul aniversário como lhe chamam. Agora o tempo de espera é que é angustiante... viva a burocracia toda!

Para a minha querida amiga Vanessa só umas palavras, tu melhor que eu sabes que estás apaixonada por ele, se não percebeste és tu que desesperas escondida por um telefonema dele e não ele, és tu que dás saltos de alegria quando sabes que vais estar com ele e por aí fora, agora que as coisas deram para o torto, já que assim me pareceu, ele preocupado consigo mesmo, está a tentar salvar-se não tendo um gesto de carinho para contigo. Dizias que não te querias agarrar a ninguém mas afinal és prisioneira do teu próprio amor. Independentemente do que acontecer, já sabes que estou por perto! ;)

domingo, fevereiro 20, 2005

Porque foges de mim,
como se de caçador me tratasse
buscando presa fácil
para minha satisfação.

Quem te roubou de mim,
Quem te prendeu na torre mais alta,
onde as núvens choram
e o ar é rarefeito?

Sinto-me ignorante
Pois não sei o que se passa
nesse teu pequeno mundo,
querendo ajudar-te empurras-me para longe

Sinto-me como pedaço de tecido
sujo, roto, estragado
deitado para o chão
como se não fosse importante

Dizes que procuras descanso
de uma semana movimentada,
mas o teu silêncio diz outra coisa
porque algo se passa...

Quem és tu?
Onde escondeste a minha menina?
Porque foges?
Porque não me levas contigo?

O meu coração bate por ti
Deseja cuidar de ti
Que temes? de quem foges?
Deixa-me ser a tua luz na escuridão...

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Sorry mas não estou lá muito bem...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Voando nas asas do tempo



Parece que só faltava eu ficar doente lá por casa, pois este fim-de-semana lá entrou porta dentro, sem pedir autorização, o maldito virus que por aí anda a atormentar a vida de muitas e boas pessoas...

Em véspera do dia dos namorados, esse maldito vírus não seria o que me ía impedir de ir comprar um mimo para uma menina muito especial. Posso ter saído de casa com 37º de febre e ter chegado com 38º mas a missão foi cumprida!

14 de Fevereiro, dia dos namorados, segunda-feira de trabalho e eu com febre, será que tenho alguém lá em cima contra mim?! Ganhei força, senti que nada naquele dia me podia afastar da minha menina, assim fui trabalhar com mente em que mal saísse ía estar com ela. O dia passou dolorosamente devagar, mas tudo isso para ser premiado mais tarde.

Quando a vi aproximar de mim o coração começou a acelarar, quase que parecia o coração de um cavalo a bater conforme corre mais e mais nas pradarias... Entre pequenos "flirts" amigáveis, entre pequenos embaraços e aqueles estranhos e incómodos silêncios, os olhares pareciam querer dizer o que da boca teimava não sair.

Ao mesmo tempo que anceava por uma resposta a uma pergunta que pensava ter sido feita, apercebi-me que a resposta já tinha sido dada...

Linda, sei que precisas de recuperar muito do que perdeste, e depois das meias linhas que disseste e deixaste por dizer, esperar não será fardo para mim pois quando se espera para ser feliz, todo o tempo do mundo é insignificante quando depois temos uma eternidade para viver dessa felicidade.

O teu olhar ontem foi, como costumam dizer os meus compatriotas, "priceless" e senti-me tão feliz por ter ver sorrir e ainda mais por teres corado... hihihi... mas fiquei a questionar-me se aquele abraço e aquele baixar de fronteiras quando me permitiste que te desse a mão significava uma esperança para além da amizade, o que me ficou na cabeça foi aquele beijo que parecia ter alvo certeiro não fosse eu num momento óbvio de pura loucura ter-me desviado, será que alucinei!? Depois fiquei com a ideia que cometi o maior erro da minha vida.

Puderá ser lugar comum dizer o que vou dizer, mas preocupa-te primeiro com os teus estudos e fazeres renascer em ti o que perdeste por causa de outros, pois sabes que estarei sempre por perto, mal tu queiras transformar um talvez num sim, já que me negaste o não.

Adoro-te! Um beijo com muito amor...

sábado, fevereiro 12, 2005

Ready... set.... greve!



A RTP vai entrar em greve!!! Estaria tudo bem por mim se não lá trabalhasse, mas como trabalho.... enfim.... antevejo umas semanas desgastadoras porque de todos os que lutam por um Acordo de Empresa justo eu sou um mero contratado, ora por ter esse estatuto se aderisse à greve o mais certo seria vir fazer greve para a rua, ou seja, era despedido. Estou solidário com os meus colegas e de todos os sectores tenho orgulho de dizer que o meu é o mais forte quando problemas se atravessam à nossa frente. Mas como dizia, as próximas semanas vão ser penosas, com a entrada na greve de oito salas (no meu sector)a trabalharem ao mesmo tempo, passam a estar funcionais duas, ocupadas por mim e mais uma colega minha (os eternos contratados), claro que é mais que evidente que se oito pessoas já dão dificilmente conta do serviço então dois vêem-se aflitos, por isso de duas uma, ou a greve é bem sucedida e todos páram de trabalhar nas horas estipuladas e o volume de trabalho diminui para o nosso bem (meu e da minha colega)ou então o excesso de trabalho no final do dia vai dar cabo de nós, porque apesar de tudo sinto-me entre a espada e a parede, quero mostrar trabalho como é normal mas ao mesmo tempo compreendo o motivo de luta e quero ajudar.

O que me preocupa por um lado é o excesso de hora que posso vir ter de fazer, uma vez que a chefe do meu chefe pode pressioná-lo para que nos meta a fazer 12 horas por dia, embora pagas não deixa de ser um peso grande de suportar. Nada que se compare com as horas que foram feitas durante outros períodos de intenso trabalho como foram os casos do Euro2004 e/ou Jogos Olímpicos. Para além do tempo laboral que prevejo ter de fazer, também existe a possibilidade de trabalhar em folgas, mas nesse caso posso semi-negociar para que ao menos tire frutos de uma situação que me podia ser prejudicial.

Agora não percebo como é que uma administração de uma Empresa, que tem saída praticamente marcada, tenta a ferro e fogo dar cabo das carreiras profissionais, as tabelas de remunerações, os direitos de autor, os horários e períodos de descanso, os seguros de reforma e as deslocações em serviço, porque só pode ser isso que querem com uma acordo como o que foi apresentado. A arrogância do senhor Almerindo Marques é que ainda é pior que o próprio acordo, não vejo o dia para que saia dali de uma vez por todas!

Mas no fim é esperar para ver o que acontece porque existe sempre uns que dizem que fazem greve mas depois andam por lá a ajudar no que for preciso...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Carta...

Querida Sónia,

Não será por acaso que te tenhas apercebido o quanto eu presto atenção em ti, afinal de contas sabem quem sou, que penso e que sinto. No entanto não consigo esconder o fascínio que o teu olhar misterioso e profundo exerce em mim.

Essas duas pequenas mas lindas pérolas tornam-te ainda mais encantadora, e por isso, olhar sempre para ti torna-se impossivel para mim. Que poder escondes por detrás deles? Pois na sua escuridão consigo aperceber-me de uma luz que brilha neles...

Tenho vontade de te falar deles, mas fico na dúvida sempre que páro para imaginar a tua reacção, ainda por cima se revelasse o meu secreto desejo de olhar nos teus olhos lindos cada vez mais de perto.

Não sei se sabes mas não posso negar que desde que te conheci que dediquei-te uma especial atenção, com o passar do tempo as tuas melhores qualidades descobri, tal delicadeza encontrei por detrás dessa máscara, boa vontade e simpatia também, por fim descobri que tudo isto estava envolto numa capa de inequivoca beleza.

Já não sei quantos foram, mas nos momentos em que fico embaraçado, dou comigo em estranhos pensamentos que só me levam a ti, independentemente de onde estiver.

Conheces a minha história pois sou um livro aberto, estou apaixonado por ti, e por mais que tenha alguma vez tentado negar esse amor, não queria sentir-me capaz de alimentar este sentimento de afecto mais profundo que a nossa amizade. Descobri um resíduo de amor que julgava perdido, esse pequeno bocado que descobriu em ti, na tua alegria, beleza e doçura, um lugar onde posso ser feliz e fazer-te feliz.

O resto já tu conheces, andas sempre no meu pensamento, queria dar-te tudo o que tenho para oferecer, mimos, beijos (nos momentos mais felizes e também no menos), abraços, aquecer-te quando sentires frio, estar lá sempre que precisares de mim.

Uma orquidea que tanto gostas e um beijo, não um qualquer mas um daqueles muitos especiais como só tu mereces.

Love U


Mudança de endereço...

Acho que precisava de mudar de sítio o blog e por isso mudei para aqui, espero que para melhor!

Como o sapo não tem ferramentas de migração lá recorri aos copy/pastes que tanto dão jeito, consegui manter datas e horas menos comentários... mas o que interessa é que ainda cá estou para o que der e vier... muito apaixonado de momento!

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Desespero... loucura... sanidade... sonhos... não sei...

Sorrow01.jpg

Cruéis palavras que enchem o meu coração, tornam o fardo pesado demais para este fraco animal continuar, a dor transportada numa lágrima faz acreditar que a esperança esmorece, parecendo transportar um pedaço de amor perdido em cada frágil lágrima. Com todo o cuidado pego em cada gota e estimo-as até ao dia seguinte, de luz brilhante espera-se, libertá-las no vento da esperança para que mais um dia esteja ao meu alcance, para que possa lutar mais uma vez por ela, para acreditar nela e em nós.

Mas não consigo aliviar a dor desta balança pecadora e destruidora de pessoas, existe quem diga que é enriquecedora e cofre de um doce cheiro de flores numa tarde primaveril, mas porque é que as palavras pesam tanto e conseguem com que, como do céu cinzento num dia triste o mundo chore, as pequenas gotas do meu coração escorram, cada vez mais e mais e mais, avançando com uma força destruidora, sem quererem ou tentarem parar, em direcção à boca que anseia por sorrir mas que fechada sofre evitando deixar entrar gotas ácidas de tristeza.

O negro das trevas tomou conta da noite, escura por natureza, e como uma criança inocente que não tem noção das consequências, transformei-me em lobo perdido da sua própria vida, uivando para encontrar pelo que anseio, mas que sei que pode ser o meu passaporte para a estrada da solidão.

Vejo a sua voz feminina tentar apaziguar o meu sofrimento, porque falas quando a realidade das tuas palavras me magoam de tal maneira que quero desaparecer, que quero ensurdecer para que o sonho não morra mas, não consigo fugir, quero-te ouvir, não consigo mover-me embora tente escapar, quero falar contigo mas o que a boca quer dizer os dedos não deixam escrever, sinto-me impotente perante a minha pessoa. Ajuda-me. Não! Eu quero ajudar, eu posso ajudar, mas a quem é que eu estou a tentar enganar, não me posso iludir, não posso continuar a viver na minha doce utopia.

Apesar da insuportável dor causada, não propositadamente acredito, desejo que a avaliação da rapariga dos doces cabelos d'oiro seja um sucesso, pois apesar de todas as contrariedades, de todo o peso acumulado, de todos os sentimentos aprisionados neste vulcão preste a rebentar, desejo que tudo corra bem, pois a sua felicidade será parte da minha...

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Vale a pena!?

Pensar.jpg



De que vale?

De que vale um amor tão intenso se não é correspondido? De que vale sofrer assim por ti, se nem te apercebes do que se passa comigo?

De que vale chorar? Escrever para ti? Não lês o que escrevo, não corres a enxugar as minhas lágrimas...

Amo-te mais do que a mim mesma, a cada sinal de carinho teu eu derreto-me e deixo começar tudo outra vez, mesmo sabendo que provavelmente é tudo em vão... Mesmo sabendo que me irei magoar, uma e outra vez, até descobrir a saída deste ciclo vicioso, ou até que tu descubras a entrada...

(30/10/2004)

by Drops


Acho no mínimo curioso como todas as pessoas dizem que somos todos diferentes, só que nessas alturas vejo que afinal por mais diferentes que possamos ser, os nossos sentimentos são os mesmos, a nossa maneira de ver as coisas é que determina como racionalizamos tudo e como lidamos com os acontecimentos.

Cada um tem a sua maneia de se expressar, ora os nossos dedos flutuam sobre areia branca, marcando-a de negro com aquele pensamento que parece querer fugir mas que insistimos em preservar, ora através do nosso rosto, uma sobrancelha que treme, um olho que fecha ou uma boca seca que receia pedir por um pouco de atenção e libertar de uma prisão árida aquele desejo de partilhar uma emoção.

Fico boquiaberto quando alguém que não conheço de nenhum lado parece roubar-me a alma e traduzi-la em palavras escritas como a Drops fez. Li o que ela escreveu e pensei como era possível alguém encontrar-se no mesmo estado de espiríto que eu, com a única diferença que conseguia transformar em pequenas e sofridas palavras, o que uma pessoa normalmente procura, e só fica mais revoltada por não possuir, quiçá, o dom.

Não sei responder às suas perguntas pois são as mesmas que faço a mim mesmo, para além de desejar que a minha rapariga dos cabelos d'oiro, compreenda o sonho acordado que quero viver, mas que não parece preocupar-se em perceber porque ajo da maneira que ajo e porque motivo não páro quando um calmo e penetencioso 'Não!' é o que obtenho pelo o meu coração querer partilhar tudo com ela e mimá-la com todo o amor que tenho para oferecer...

É mais do que normal questionar-me como é possível o coração ter ainda forças para amar alguém quando já sobreviveu tantas batalhas, onde saiu de rastos, mas que ainda acredita, talvez numa utopia, que chegará o dia onde sairá não triunfante mas feliz, dele nascerão os frutos que depois até ao final das nossas vidas serão alvo de toda a nossa atenção e que será a nossa forma de partimos para o incerto, conscientes de que vamos felizes mas acima de tudo que podemos partir em paz pois o nosso amor venceu fronteiras e espalhámos o que de melhor vive em nós, para que as próximas gerações possam acreditar por tudo que lutamos afinal vale a pena...

Não procuro que os meus sentimentos ganhem espaço numa folha branca mas que ganhem vida e cheguem a quem procuro e desejo. Não quero dizer um amo-te mas sim senti-lo e fazê-lo sentir-se nos lábios dela, que as mãos geladas da solidão ganhem cor e companheiro, que um abraço de duas pessoas as transfome numa só para sempre.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Tempo traiçoeiro que me corróis e me roubas de mim mesmo.

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Já nem tinha noção o quanto o tempo me roubou da minha vida e por isso mesmo não tinha consciência que o blog já andava nú pelas ruas da amargura.

Olhando para trás, vejo que passei uma grande noite no concerto dos The Corrs, não só pela banda mas acima de tudo porque estava acompanhado pela dona do meu coração, mais perfeito... bem... podia ser sempre mas se não aconteceu foi porque a altura certa ainda estava para chegar, e nem certas expectativas frustadas me tiraram a felicidade que invadia o meu coração. Talvez pelos meus olhos terem ficados hipnotizados, brilhando perante a felicidade daquela rapariga, que me sorria despreocupada, que em qualquer outro dia da semana estaria em pânico com um local alagado de pessoas.

Deambulando entre casa - trabalho, trabalho - casa, não tardou muito para o Natal chegar com uma véspera que foi mais doce que o próprio dia, guloso por excelência, e nada como um dia de sol primaveril de inverno para passar, por muito breves que fossem, um momento num esplanada improvisada com o sorriso, quiçá envergonhado quiçá nervoso, daquela pessoa de cabelos da cor do sol. Troca de palavras que chegavam para passar os dias com um coração repleto daqueles pequenos momentos que o fariam continuar a bater.

Não tarda é casa - trabalho, trabalho - casa mais uma vez, num constante círculo vicioso, mas... há algo que quebra por uma dia a rotina, este ano a passagem de ano trazia um convite para uma noite festejada em casa de uma amiga, muita conversa, risos e um jantar para acompanhar. Então por um dia só, a rotina que implicava ir de casa para o trabalho era interrompida, uma casa ali em Lisboa esperava por mim, e nem mesmo a noite avançada tirava o ânimo naquela casa bem disposta, onde três amigos partilhavam os seus últimos minutos de um ano que morria conforme o relógio corroía o tempo que não teimava em parar.

Jantar perto da meia noite era algo que à muito não fazia, mas lá surgiu o tempo malvado a impor-se, parecia que dizia "Parem, está na hora, parem, é altura de me celebrarem pois já não volto mais a este momento!" Lá interrompemos o jantar em passo acelerado ultimando os últimos pormenores, onde estavam as passas, o dinheiro e o champagne?... o silêncio era quebrado pela televisão que anunciava o ano novo, passas praticamente engolidas e champagne para ajudar a escorregar após um brinde. Mas o que escondiam os desejos de cada um, acho que desde à muito que não desejava algo que não me fosse destinado, aquela luz solarenga que iluminava o meu coração dorido tinha a minha atenção total, o desejo de ver aquela luz brilhar mais do que nunca era mais importante para mim que qualquer outro tipo ou motivo de felicidade. A noite foi avançando ao som das imagens de um DVD que passava como programa de festa da anfitriã, as cincos horas significavam que o sol brilhava naquela noite escura, espalhando calor pelos vastos campos daquele motor orgânico que precisava de energia para continuar a bater alegremente.

O tempo voltou a intrometer-se e o relógio mandava que o dia estivesse encerrado para sempre nas nossas memórias, parecia que já ouvia ao longe a rotina chamar-me, podia ter ficado presa naquele ano, no entanto por mais um ano estava prometido que faria parte do meu dia-a-dia.

Até ao dia em que escrevo, o ano não me destinou o que não quero desejar mas pelo que suspiro diariamente, os dias criam oportunidades mas o receio apodera-se de mim e a mente fica turva de tanta indecisão, dando origem à revolta dentro de mim e torna penoso aqueles momentos que poderiam ser de celebração e exaltação, será que fujo de uma possível felicidade ou será que o respeito é mais forte do que o bater do coração?!...

Ah, já me ía esquecendo, Tabby, esse amor de gato que passeou-se pelo meu colo e por quem me apaixonei desde o momento que ouvi falar dele, mas também pudera, a dona do gato já me tinha arrebatado por completo à mais tempo do que realmente tenho noção. Mas não quero olhar para trás pois ela está bem lá à frente, sózinha, procurando sem saber um porto de abrigo mas com medo de escolher um. Um beijo especial para a Sónia (desejo-te tudo do melhor porque quer queiras quer não, mereces!) e também para a Angela, que por vezes me atura e da última vez que falei com ela não estava nos seus melhores dias.