quinta-feira, maio 19, 2005

Para atravessar o deserto do mundo contigo

O poema que se segue foi dedicado à menina do meu coração e à minha pessoa pela Sara, umas das amigas da minha Deusa, amiga essa que ainda estou para conhecer in real life, como agora é hábito dizer.

O poema foi escrito pela grande poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen e desde já agradeço à Sara por me ter apresentado a tais palavras sentidas. Aqui fica então:

Para atravessar o deserto do mundo contigo

Para atravessar o deserto do mundo contigo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo

Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.

Adorei quando o li, mas no entanto salvaguardo-me, pois acho que cada um deve sentir o poema e por isso acho que não devo comentar pois estaría a ser um manipulador de mentes.

terça-feira, maio 17, 2005

Sábado, dia 16

Vi o sol brilhar no teu rosto e apaixonei-me, brinquei contigo e acariciei-te como flor frágil acabada de colher. Um dia em cheio foi com certeza, o teu perfume intoxicou o meu coração e fiquei viciado em ti, não te conseguia largar e queria-te mais e mais perto, queria sentir-te e cheirar-te, queria ouvir-te contar histórias à lua e ali ficar para sempre, olhando-te e amando-te.

300, 600, 900 km, farei o que for preciso para chegar perto do teu coração e tomar conta dele, ensinar a amar, ensinar a ser amado e aprender com ele, pois preciso de ti tal como o teu coração anseia por mim, vejo-o a chamar por mim e quero socorrer-te, mas o tempo afasta-nos e arrásta-nos para longe um do outro. Por mais que lutemos contra ele só perdemos forças para voltar a encontrá-las no abraço um do outro.

16=1+6=7, número mágico que me fizeste apaixonar e cair nas graças de uma Deusa, protege o nosso amor e faz dele o teu objecto de afeição, que dê frutos doces e maduros, que floreça na próxima Primavera mais forte e belo. Guarda-o com todo o carinho e que as suas raízes percorram os campos férteis e cresça dia após dia.

quinta-feira, maio 12, 2005

Já cá canta!

Dia 10 de Maio, 8:47, hora de chegada à surpreendente e extensa fila para comprar os bilhetes dourados para a grande final da Taça Uefa, onde o meu Sporting vai defrontrar o CSKA Moscovo dia 18 do presente mês. A espera foi penosa e só no final do dia as maselas mostram-se, dois braços com belas queimaduras, um nariz vermelho como se tivesse bebido e uma pequena marca dividia a minhas vermelhas bochechas dos olhos brancos tapados outrora pelos óculos de sol.
Tudo isto é de certa forma suportável quando por volta das 16:20 pude segurar, de mão bem apertada, os preciosos bilhetes, apeteceu-me dar um salto mas fiquei-me por um imediato telefonema ao meu irmão para contar o feito do momento.
Sim, é verdade, o futebol tem destas coisas, deixa uma pessoa fora de si e quando jamais passaria oito horas à espera de alguém, salvo excepções, ali estive eu pelo meu Sporting à espera.
O que salvou a maior parte do dia foi o convívio que se estabeleceu com as pessoas que se encontravam, quer à frente quer atrás, na fila. Ora falava-se do mais óbvio, futebol, ora falava-se, num modo mais desesperante mas também divertido, da fila enorme e de como a mesma não dava sinal de sequer avançar 2 metros!
Foi um dia diferente sem dúvida mas recompensante se olharmos para o objectivo concretizado, e nem todas as vozes que me dizem que sou maluco fazem demover-me dos meus ideias, mas ao menos sei que não estou sózinho e sorrio.

terça-feira, maio 10, 2005

Felicidade que enches o meu coração

Os meus niveis de felicidades estão a bater bem alto no gráfico, parece que de um momento para o outro, quando menos esperava ora pois, alguém decidiu abrir uma caixa parecida com a de Pandora, mas com conteúdo diferente, e de certa forma sinto-me um pouco recompensado depois de uns anos menos alegres.
Depois de passar um fim-de-semana no paraíso com a minha Deusa, segui caminho para o Porto e durante uma curta semana, estive a trabalhar por lá desde as matinais 11 horas até à mudança de dia. Foi engraçado conhecer novos ares e novas pessoas, matar umas curiosidades e ganhar experiência profissional. Mas o melhor de tudo foi sentir que estava tão perto dela que quase podia saborear o seu perfume ao virar da esquina, e mal chegou a sexta-feira não podia partir para casa sem convidá-la para jantar, assim o fiz e quando esperava meter-me ao caminho lá pelas 23 horas, o tempo passou, passou, passou e quando olhei para o relógio escondido, dei comigo a pensar, seriam mesmo 3 horas da manhã!?
Após uma insistência de uns telefonemas, lá abandonei o calor dos braços da minha menina e pus-me a caminho. Embora cansado tentei manter-me acordado, mas como o sono teimava em aparecer lá parei para descansar os olhos. Não dei pelo tempo passar e quando despertei já passava um quarto das seis horas da manhã e o dia já começava a acordar, continuei o caminho com o sol a nascer no meu retrovisor, maravilhoso, pena não poder parar para tirar uma fotografia pois é daquelas ocasiões que sonhamos um dia fotografar.
Era cerca das oito e vinte quando finalmente pude entrar no meu quarto e literalmente mergulhar dentro da minha cama e apagar a luz dos meus olhos até ter que despertar para continuar por um fim-de-semana a dentro de trabalho.
Durante este calmo fim-de-semana no emprego tive a felicidade do clube rival ter perdido, e o clube nortenho ter empatado para hoje o meu clube do coração ter-me dado uma alegria enorme ao colocar-se na primeira posição do campeonato.
Aconteceu tanta coisa numa semana que o meu coração está tão cheio desde que me lembro sonhar com dias como estes!

quinta-feira, maio 05, 2005

Nos teus braços



Sou doido por ti, não existe como negá-lo, pois as acções (irracionais) falam por si mesmo, e se por acaso alguém tiver que ser acusado, então que acusem o meu coração pois só ele pode responder por tais acções... apaixonadas.

As tuas reacções são um mixo de prazer e embaraço, gostas do que sentes mas achas estranho as situações em que te encontras, foges e escondes-te de ti mesma, sem compreenderes que és linda e não deves ocultar no escuro da noite, a tua perfeição perante os meus olhos.

A noite foge depressa, malditas horas que nos mantém afastados um do outro, o que nos obriga a regressar ao mundo e, posteriormente, a falar de despedidas, nem que seja só até amanhã.

As nossas necessidades são diferentes, como já me disseste, e talvez por isso ainda durmas quando eu já desperto espero por ti à tua porta. O entrar e sair de pessoas faz com que eu seja um estranho naquele lugar, e existe até quem questione o que ali faço.

Partimos para terras altas e verdejantes, sem saber o que encontrar e deixamo-nos perder pelo que vamos descobrindo. Sem sabermos damos com a história do país, perdida no tempo, e estamos mais próximos da mãe natureza. Após uma estrada demasiado acidentada damos com um pequeno paraíso na serra, parece que chove mas no final de contas é só a serra que chora. Ninguém sabe se de tristeza ou de tremenda alegria mas o espectáculo é encantador, apetece chegar mais perto mas as rochas tratam de proteger esse local sagrado e transformam assim o caminho irregular e de difícil acesso.

Lembras-te dos cavalos que se passeavam pela estrada no sentido contrário? Quem mais para nos fazer parar e deixar-nos boquiabertos a observá-los, as crias são quem mais chamavam à atenção e conforme passavam por nós pareciam obervar-nos da primeira vez com olhos desconfiados mas depois viravam a face para o outro lado como se ganhassem confiança em nós ou então desinteressavam-se...

Subimos tanto que quando demos por nós reparámos que estávamos em Espanha e embora lá dentro o sentimento fosse de seguir em frente, o carro virou para trás e regressámos.

Passeámo-nos no dia seguinte por terras do galo mais conhecido de Portugal e como seria de esperar, já que onde vamos damos com um acontecimento qualquer, havia festa, cabeçudos passeavam-se pela rua ao som de tambores, a feira estava instalada no parque da cidade e o sol lá bem alto estava radioso.

Visitámos uma das tuas terras favoritas e pelo resto do dia fizemos dela nossa casa, passeámos pela cidade e por voltas do almoço ainda procurámos o tal restaurante de que falavas tanto mas, dado estar fechado, seguimos de volta os nossos passos e deliciámo-nos com uma pizza num restaurante que fizeste questão de te lembrares para mais tarde voltares com os teus pais.

Provavelmente foi o dia mais calmo de todo o fim-de-semana, o que soube bem tenho que confessar, e dediquei-me a ajudar-te com o que precisavas, foi um bocado difícil porque não paravas de brincar. Depois do trabalho feito, vimos o autocarro da equipa da tua cidade passar e decidimos regressar ao nosso porto de abrigo.

Como existe um sítio onde já temos lugar privado, dirigimo-nos para lá e, como todos os dias acontece, ficámos por ali a enamorarmo-nos até ser hora de regressar. Agora à que admitir que o futebol faz milagres e em caso de vitória então, enfim, sem palavras...

A parte pior foi saber que te tinha de deixar, o meu coração encheu-se de tamanha tristeza que os olhos ficam mais carregados e pesados com lágrimas que os rodeavam, quase que me queria agarrar aquele momento e não largá-lo mais! Nesse instante foste mais doce que o próprio mel, mais era impossível, mas não conseguia conter tamanha tristeza pois a felicidade transbordada neste passado fim-de-semana era tal que tudo era mais sentido.

A noite passou dificilmente e ao abrir a janela até senti que o tempo estava solidário com a nossa temporária separação, as nuvens tinham-se juntado como num velório, para chorarem pela partida de um entrequerido.

Queria ver-te de novo uma vez mais antes de partir para terras azuis e, por isso, qualquer outra solução para devolver-te as chaves não era viável senão em pessoa, assim dirigi-me, embora ainda muito cedo, para a tua escola, onde escrevi para passar o tempo enquanto imaginava-te por detrás de uma janela de uma sala de aula.

Muito fica por contar, mas essas lembranças são só nossas e connosco ficam guardadas, no nosso coração, para todo o sempre e não têm lugar aqui ou noutro mundo escrito, falado ou pensado.

Acho que o fim-de-semana serviu principalmente para reforçarmos o amor que temos um pelo o outro e quanto tudo isto é mágico.

quinta-feira, abril 28, 2005

Obrigado



O nosso amor é louco, penso que não exista melhor expressão para caracterizá-lo, talvez a distância contribua para o acumular de uma semana de saudades, que posteriormente são saciadas de forma explosiva, ao ponto de nos deixarmos levar pelos beijos mais intensos e apaixonados.

Quero fazer-te feliz, quero que cada dia que passes comigo seja único e mágico, que sintas que as horas evaporam, que os minutos se transformem em mimos e os segundos em beijos dados.

Deste-me a maior prenda naquele dia especial, e mesmo sendo dois dias depois da data marcada no calendário, quero que saibas que esta segunda-feira o coração bateu mais forte desde que te conheci, acelarado pelos teus doces e prolongados beijos, através dos quais sucavas um pouco da minha vida para devolveres no instante seguinte com outro beijo.

A fome era grande, não aquela que alimenta o estomâgo mas sim a que enche o coração, lá do alto, unidos num abraço, apreciavámos a brisa que naquele dia transportava o silêncio e a paz para junto de nós e do silêncio sussurrávamos ao ouvido um do outro, longe da curiosidade passageira, que queríamos ser como duas pedras, erguidas no meio daquela história toda, juntas para sempre num eterno abraço amoroso.

Partilhamos de um segredo, a loucura dá para isto, o sangue fervoroso deixa o racionalismo de parte e no fim amamo-nos. Peço-te desculpa, mesmo sabendo que não seria necessário, pois ambos somos dois incuráveis amantes, mas também te agradeço por tudo o que me deste nesse dia especial, mais do que o anterior menos que o próximo... Obrigado.

quarta-feira, abril 20, 2005

Sinto a tua falta...


O dia soube a verdadeiro mel, do mais doce que existe, não me apetecia descolar do teu abraço quente e sentido. Escondes-te da objectiva que não faz juz à tua saborosa beleza, escondes-te até não conseguires resistir mais à sua atracção. Entregas-te bem devagarinho e aprendes a saborear cada segundo guardado na memória para todo o sempre. Não sabes ainda, mas o desejo de sentir-te de novo e embalar-te nos meus braços supera qualquer outro pensamento que tente ocupar a minha mente, e até a onda do tempo nos afastar de novo, até o sol voltar a sorrir-nos e a lua abrigar-nos na segurança da noite, vou sentir muito a tua falta...

segunda-feira, abril 18, 2005

A menina perdida em si mesmo (final do principio)

Não sigas por nenhum caminho se não souberes aonde vai dar, disse uma vez Mariano Aguiló, e o mesmo pensou o modesto rapaz quando numa sexta-feira tardia viajava para perto da felicidade, mesmo não sabendo que um pequeno mas forte íman o puxava inconscientemente nessa direcção. Foi engraçado que ao chegar a um local de repouso, conseguiu sentir a voz da rapariga mais perto do seu ouvido pela primeira vez, a ansiedade do rapaz roubava-lhe o sono e a rapariga tímida sentia-se mais confiante que nunca, parecia que tinham trocado de lugar por momentos.
O dia pelo qual o rapaz ansiava e pelo qual exclamou durante semanas tinha chegado, o despertar foi madrugador, sentia-se cheio de energia apesar de não ser tradição conhecer tal pequena e, quiçá, mágica hora representada pelo 7. Retomou o longo caminho, sem saber muito bem o que ía encontrar, mas o suave e aquecido sol acalmaram-no e a pressa de chegar desapareceu e trouxe paz à estrada percorrida.
Não sabia se era obra do destino mas o facto de poder estar na companhia da rapariga sem a sua melhor amiga tornava-se suspeito mas ao mesmo tempo uma oportunidade servida numa travessa do mais belo ouro jamais visto.
A menina que se dizia timida e pouco faladora revelou ser uma pessoa bem disposta e com lingua para a conversa. Claro que dependia sempre do assunto, porque o rapaz provocador e curioso, ao puxar pelas respostas da menina, provocava com que um tom rosado preenchesse a sua doce face, ou como ela dizia, zona de guerra....
Um passeio pelos altos jardins da cidade, trocas de palavras, de sorrisos, de olhares encheram a o final de manhã até o pecado da gula atacar os seus estomâgos, assim desceram até à China e partilharem uma refeição da mesma bandeja. Após isso, o destino ainda reservava uma das melhores supresas...
Ambos caminhavam pelos mais variados recantos da cidade e não terá sido por acaso que deram com um casamento a sair da igreja principal, sentaram-se a admirar a festa que já fugia para o copo de água e ainda conseguiram assistir à fotografia, mais que tradicional, de família. A empatia entre ambos aumentava, só que o nervosismo pairava no ar, chegou aquela altura em que não sabiam onde ir nem o que fazer, o silêncio tornava-se incomodativo. Assim voltaram a subir a serra, mas só que desta vez subiram até ao topo, após algumas brincadeiras o rapaz colocou os seus braços à volta dela e prendeu-a à felicidade, cabia a ela agora aceitá-la, o que da primeira vez nunca é fácil, mas com muito amor, carinho e paciência tudo é conquistado.
Embora não soubesse como estar e o que dizer, a menina começou por ficar prisioneira do seu próprio corpo que não conseguia reagir perante um doce beijo da parte do rapaz, mas com o tempo e entre muitos mimos, um gota de coragem veio à superficie e finalmente os seus lábios responderam ao chamamento dos esfomeados lábios do rapaz.
A doce tarde virou noite, protegidos pela folhagem das árvores, permaneceram no calor do braços um do outro até a triste hora chorar que era altura de partir. A despedida foi rápida pois sabiam que o reencontro estava para breve, até porque não existia distância alguma que os pudesse mantê-los afastados.
Alguém disse um dia que a perfeição não é coisa pequena, mas está cheia de pequenas coisas, no final do dia o rapaz sentiu o mesmo.

domingo, abril 17, 2005

A walk to remember

16 Abril
Touro
You are driven now to express your innermost feelings, but may have a hard time working them up to the surface. With determination, you'll be able to disclose something you normally would keep to yourself. You've been worrying about it long enough. Sharing with friends can help you move on.
Aquário
It may be difficult to contain your enthusiasm today, for it all feels new. In fact, you can get yourself so excited that it's impossible to stay focused. Others may ask you to move quickly, and although you don't need time to decide what you want to do, you don't want the pressure from others. Don't overreact. Take a deep breath before you unconsciously push back too hard.
Amo-te... e tenho saudades tuas, em breve estarei de novo nos teus braços...

terça-feira, abril 12, 2005

Tenho saudades do beijo que nunca me deste, do teu apertado abraço invisivel, do teu piscar de olho por detrás dos teus óculos de sol, da tua voz silenciosa, do teu sorriso escondido, enfim... tenho saudades tuas...

A menina perdida em si mesmo (Parte 2)

Ía já a hora avançada da noite quando a mensagem da menina chega ao seu destino, passam meros segundos até o seu telefone tocar em resposta ao seu apelo. As vozes começam por trocar pequenos e doces olás envergonhados, para de seguida viverem um pouco da vida da outra pessoa. Duas pessoas totalmente diferentes numa troca de sons enigmáticos, ao mesmo tempo que trocam sentimentos acabam por criarem uma ligação pessoal que poderá dar frutos com o fluir do tempo.
As doces palavras só caminham para um lado, nunca regressavam como agradecimento mas sim como palavras adulteradas e sem jeito, sem dúvida que o embaraço era grande mas lá no fundo a sensação era agradável.
Quando finalmente os telefones repousam o rapaz não deixa de pensar como é possível a amizade estar presa por valores materias como o dinheiro, porque motivo paga-se para sermos amigos, ou seja, a única maneira de sentirem o outro, através do abrir e fechar dos lábios, é pagando para telefonar. Já não bastava a cruel distância e agora valores materiais. Mas atenção, não seria isso com certeza que iria impedir o tocar do telefone sempre que desejasse sentir-se perto dela ou ela dele... muito menos vozes que se faziam soar de bem longe e que poderiam ser mal interpretadas.
(Continua...)

segunda-feira, abril 11, 2005

Já não era sem tempo!

Finalmente a semana acabou, já não via o fim da estrada, pensava que ía continuar sem encontrar o meu porto de abrigo, onde podia, merecidamente, repousar.
Foi sem a menor das dúvidas uma das semanas mais cansativas que já tive nos últimos anos, principalmente porque a nível de trabalho foi um excesso de esforço e as horas extras não ajudaram nada. Mas tenho de confessar que o motivo principal foi mesmo uma amiga que me manteve, por minha vontade, acordado até altas horas e depois isso reflectiu-se no estado de espirito durante as horas de trabalho.
Não comecem já a pensar nisto e naquilo porque nada do que se passou foi contra a minha vontade, eu é que quis fazer as chamadas que fiz, conversar com quem conversei, abusar do meu modesto corpo em prol da minha felicidade e da insanidade saudável que vou vivendo nos últimos dias.
Passei a semana a pensar muito em antecipar uma viagem que estava marcada, mas a dois dias de se realizar recebi uma noticia que me entristeceu bastante, até porque não imagino que alguém possa inventar tal coisa sobre algo que pode ser grave, ainda por cima quem me conhece sabe muito bem que uma vez que me mentem dão-se mal comigo, não há nada pior que alguém me mentir, o que não é o caso é claro. Nem sei porque me veio isto à cabeça, talvez um momento de lucidez máxima ou simples alucinação!? Enfim... acima de tudo queria muito fazer uma surpresa e fazer alguém feliz, não condeno ninguém porque sinceramente são coisas que acontecem e não controlamos a maior parte dos acontecimentos.
No final de contas, este domingo que passou, não só serviu como despedida da azáfama do emprego, pelo menos por dois dias de folga, mas também acho que serviu como um prémio pela dura semana. Ora pude regressar ao estádio mais bonito de Portugal e quem sabe da Europa, tudo bem que me acusem de clubismo, mas não me importo, pelo menos hoje, mas como dizia, pude finalmente voltar ao futebol e ainda por cima assistir a um vitória bastante importante para o meu Sporting. Ah mas não foi só isso, já nem sabia o que era um cachorro quente (com tudo, como costumo pedir) acompanhado por uma gelada coca-cola, seguido de umas queijadas de Sintra para adocicar o estomâgo.
Pode ter sido uma semana infernal, mas ou estou enganado ou a que irá começar vai ser uma semana memorável! Ansioso por vivê-la...
Já agora, para quem me costuma perguntar sobre o que escrevo no blog, em relação ao tema anterior, A menina perdida em si mesmo, espero arranjar um tempo mais calmo para continuar a escrever, algo que embora não pareça, penso não ser o meu melhor dom!
Aproveito também que gostava de ver algum feedback por parte de vocês.

domingo, abril 03, 2005

A menina perdida em si mesmo

Depois da tempestade vem sempre a bonança, um rapaz andava abrigado da chuva para não se molhar mais do que era suportável, o sol já nascia no horizonte, o escuro céu começava a dar luz e cor à vida, tudo então pareceu de novo belo e perfumado. Quando mais esperava cair da cama, após uma dolorosa separação, o rapaz foi surpreendido pelo doce abraço dos lençóis de seda, onde encontrou quem menos esperava. O telefone tocou do outro lado e a sua voz fez-se ouvir, as palavras começaram a ligar as duas pessoas, apaixonaram-se tanto pelas letras que os minutos transformaram-se em horas e ninguém parecia conseguir calar os musculados lábios. Já se ouviam os primeiros surrurros do dia quando o silêncio ecoou no quarto. As palavras finalmente tinham decidido repousar e prometeram conversar no dia seguinte. Até ao final da semana as mesmas palavras trouxeram novidades, era visivel que estavam apaixonadas, todas as doces palavras sabiam bem embora a timidez e vergonha humana escondesse o belo rosto da rapariga.
Era perceptivel uma certeza, o rapaz estava apaixonado, chegou o mais perto dela e tentou mostrar o que o coração sentia, do outro lado o momento era embaraçante mas ao mesmo tempo delicioso perante a incerteza dos seus próprios sentimentos. Tudo isto era novo para ela, e perante a confusão na sua mente, fugiu, escondeu-se nos seus longos e delicados cabelos, onde o rapaz não podia chegar embora estivesse ao alcance de um olhar.
A conselheira noite não foi simpática para a doce rapariga e quando devia ter oferecido paz e sossego para que os conselhos fossem ouvidos, trouxe o sono incómodo, a incerteza e dúvida, afinal o que queria a rapariga da vida?, o que escondiam os seus sentimentos que recusavam revelar os seus desejos?... sem dúvida que estava perdida...
(Continua...)

sexta-feira, abril 01, 2005

Just to say I miss you like crazy...

quinta-feira, março 31, 2005

"You don't always need to be right", curioso porque não sabia como começar e no momento em que os meus dedos se aproximam do teclado, aparece na televisão o Bono dos U2 a cantar e fica-me naquele instante esta frase. Talvez porque na verdade não quero estar ceto, até espero que os meus erros possam ser remendados e espero que os meus pensamentos estejam enganados perante uma realidade distorcida da própria verdade.

Mas a única certeza é que ando amargurado e murcho, detesto os momentos em que a vida deixa o meu cérebro voltar a ligar-se ao coração e trazer-me recordações de situações que jamais poderão ter uma hipótese de acontecer.

Tantas são as coisas porque lutei e desejei e agora nenhuma delas tem sequer importância comparado com a cruel sensação de deixarmos uma pessoa... poderia contar agora alguns episódios que me aconteceram que me deviam ter feito sorrir mas não o fizeram... e pela impressão das pessoas que me rodeiam pareço andar um pouco mais agressivo, nem preciso de pensar duas vezes qual a razão porque a sei bem, também sei que as pessoas com que contacto todos os dias não desempenham papel algum nesta terrivel história em que me encontro mergulhado, nem sei onde consigo ir buscar um gesto amigo entre tanta tristeza, no entanto faço por não castigar as pessoas pelo meu sofrimento a que são alheias.

Enfim... vai-se sobrevivendo....

terça-feira, março 29, 2005

Ontem vivi o mais belo dia, senti-me deveras importante porque tive a honra de partilhar o meu dia com a pessoa mais importante na minha vida, a Sónia. Em dia de chuva, passeámo-nos pela Marginal de carro, fomos até ao Guincho admirar o poder do mar sobre as imoviveis rochas, saímos mesmo do carro para cheirar o mar bravo. Conversámos, rimos, brincámos, até mesmo ela 'revelou-se' um pouco mais... Adorei sentir que tinha a sua confiança, a sua amizade, é daqueles momentos que queremos eternizar para todo o sempre. Acho mesmo que para ser perfeito faltava somente ela deixa-me levá-la a jantar fora, o que não aconteceu, mas por outro lado acabámos por ir ao Belém Terrace beber um copo e conversar. Com o dia já bem escuro, ainda houve tempo para uma conversa à porta de casa mais escaldante, nada com conversas sobre o sexo para termos duas pessoas totalmente envergonhadas, embora que sem tabús. A certa altura dei pela minha mão passear-se pelos cabelos lindos dela, passeando-se levemente também pela sua doce face, não me reconheci, talvez o medo tinha desaparecido talvez estivesse a sonhar. Quando voltei a dar por mim já ela tinha saído do carro e caminhava para casa.
Hoje no entanto, esperava conhecer um amor de rapariga chamada Melissa, uma amiga irciana que andava à vários dias a anunciar que vinha desde Braga até Lisboa. Não vou esconder que não fiquei entusiasmado, porque fiquei mesmo, ainda por cima a calhar num dia em que estou de folga, podia dedicar-me a ela durante o tempo que cá tivesse. Até cheguei a contar a algumas pessoas dessa vinda, e qualquer uma delas dirá que viram um grande sorriso na minha cara. Foi então com muita pena que o primeiro contacto telefónico que tive com a Melissa ter sido para me dar a triste notícia que já não vinha por motivos que para agora não interessam. Assim espero conhecê-la ou nos meus anos, ou se eu for a Braga ou então no jantar de um canal de irc que está a ser combinado. Mas de uma coisa tenho a certeza, é uma bela e simpática rapariga sem dúvida!
Claro que com isto, e estando na altura do telefonema com a Sónia, ter logo proposto à Sónia aproveitarmos o dia e irmos passear, que se calhar no momento aceitou sem pensar muito, obviamente fiquei entusiasmado e por isso fui burro! Hoje ao tentar combinar as coisas com ela, ela não se mostrou tão entusiasmada com a saída, limitou-se a dizer que logo se vía, isto por volta das 13h... o tempo foi passando e nada da parte dela, ainda vi um filmezinho pois pensei que estivesse a dormitar para ganhar forças, mas pelas 17h, e depois de insistir, lá me disse que não queria sair, não se dignou sequer em ligar, uma fria sms confirmou os meus mais terriveis pensamentos. Acho que não pensei em mais nada naquele momento, deixei somente cair as lágrimas de tristeza e acabei por mim a questionar-me e a lamentar-me, porquê deixar-me à espera? porque não me disse logo? serei eu um monstro de sete cabeças ao ponto de recear responder? fiz alguma coisa de mal? não fui o suficientemente querido para com ela? será que não quero o melhor para ela? então porquê este afastamento?
A resposta que me vinha à cabeça era só uma, acabou!

sábado, março 26, 2005

Hoje não me apetece escrever, somente dislumbrar cada gota de água que cai sobre o meu parapeito, sonhar com a minha menina Sónia, matando as imensas saudades que tenho dela, reparando que ao fundo soa uma música...

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.

(Elba Ramalho)

quarta-feira, março 23, 2005

Ovo da Páscoa derretido...

Eu ofereci a mim mesmo um pequeno grande ovo da Páscoa antecipado, algo que já pensava em concretizar à muito tempo viu finalmente a luz, num dia de folga andei a passear de stand em stand e finalmente comprei um carrinho novo. Mas a felicidade só veio ao de cima passado cerca duas semanas, após burocracia atrás de burocracia, quando finalmente fui levantar o carro ao stand.

O cheiro a novo era fabuloso, parecia um drogado a tomar a sua dose diária após uma prolongada noite de desespero. A sério, passado esse estado parecia então uma autêntica criança, numa noite de natal, a admirar e a brincar com aquele presente especial desejado à muito. Ainda é maior a felicidade e até o orgulho porque não pedi dinheiro a ninguém, e foi tudo derivado a alguns anos de trabalho e algumas horas extras. Assim já não vão poder dizer que chego atrasado ao emprego, visto que desde que mudámos para os limites de Lisboa, que aventurar-me nos transportes públicos é um desafio muito grande e toma-me muito tempo.

À parte deste materialismo, as coisas continuam na mesma, eu correndo atrás de um sonho, tropeçando vezes sem conta sem nunca consegui-lo agarrar, mais porque nestas coisas não sou eu que controlo o destino. Mas os sentimentos teimam em não mudar, estou sem dúvida apaixonado, à espera do beijo dos olhos dela, e com isto tudo acabo por cair na poça da tristeza quando tenho momentos de lucidez que me puxam para a cruel e crú realidade. Mas devo ser um homem com um coração muito grande porque a esperança nela e no futuro é enorme e recusa-se a morrer numa rua qualquer da amargura, digo rua qualquer porque não só existe uma mas muitas mais já que as nossas sociedades fizeram o 'favor' de as criar.

O que me apetecia mesmo era viajar, gostava de pegar no carro e partir à descoberta, sem grande destino planeado, mas não iria querer sem a sua companhia, gostava que, como costumo dizer, a minha menina fosse comigo, e apesar ser um pouco egoísta ao ponto de dizer isto, acho que também lhe faria bem sair de Lisboa e esquecer o passado.

terça-feira, março 15, 2005

Nem sei porque estou a escrever quando realmente não me apetece dizer nada, somente olhar lá para fora e procurá-la no meio de todas aquelas pessoas estranhas que deambulam de um lado para o outro, daqui de cima parecem insignificante mas certamente têm para onde regressar, eu por outro lado não me consigo libertar de esta prisão em que me fechei.

Esta prisão torna-se insuportável porque fico sem noticias dela e desespero, oiço com atenção os passos de alguém a aproximar-se e desejo que sejam os dela, mas depois não reconheço o andar e volto para o meu canto triste, sento-me no chão como se voltasse à segurança da barriga da mãe...

Uma pessoa passa dia após dia, em casa ou no trabalho, curioso, que nem um gato, a pensar bela e se está feliz, se está bem, em que pensa e quando mostro interesse em saber, ataca-me com se fosse um intruso quando na realidade quero saber do seu bem estar, mas não só, gosto de ouvi-la contar como correu o dia que termina, e mesmo que tenha sido mau, confortá-la com um sorriso amigo. Tudo bem que existam coisas por demais pessoais, eu percebo, mas fugir sem nada dizer? procurar no silêncio o que me receia contar? acho que já tinha chegado a um nível de confiança onde o medo receia o próprio sentimento e a segurança de contar seja reconfortante e que quer esteja feliz ou não, que partilhe isso com o seu amigo.

Mas já que um amigo não pode ser confidente, espero que o silêncio se torne impossivel ao ponto de gritar bem alto tudo o que acumula lá dentro, sim, ando um pouco revoltado porque ao querer o melhor para ela, sou posto de lado depois de ter estado tão próximo, e tudo porque amo-te, sim é verdade, nunca o neguei e não me farto de o repetir, embora possa exagerar mas não evitar, o facto de me manteres na sombra deixa-me mais preocupado com o teu bem estar, por mais que digas que está tudo bem, que até pode estar e fico contente por assim ser, mas não quero que venhas ter comigo quando te sentires em baixo mas quando também estiveres feliz! Magoar-me? Mais tarde ou mais cedo todos nós nos magoamos, cabe-nos aprender com isso, embora eu nesse aspecto seja muito teimoso. Ainda estou para aprender que ao gostarmos de uma pessoa podemos acabar infelizes porque acham que o amor que procuram afinal é venenoso vindo de certas pessoas.

Sem querer ja falei mais do que queria, embora não quisesse falar de todo...

domingo, março 06, 2005

Fui buscar a felicidade à outra banda...

Sinto-me feliz, sinto-me bem disposto, como que pudesse sorrir perante o panorama mais desolador que pudesse encontrar, enfim, flutuo por aquele momento em que tudo é belo, delicioso e calmo.

Após grande insistência de uma menina muito engraçada, aceitei sair com ela embora a paciência e vontade fossem pouca, queria que ela se divertisse porque bem merece e precisa, pois ficar fechada em casa é quase como viver numa jaula, e não lhe desejo isso. Por isso aceitei e em boa hora o fiz porque fez-me bem! Fui até à outra margem, ao Festival de Música Moderna Corroios 2005, assistir com a minha menina, salvo seja, e mais um amigo dela, ao concerto de Ashfield principalmente. Fui buscá-la depois de estar pronta, por causa daquelas coisas que dizem fazer as mulheres mais bonitas quando na realidade já o são, e atrevessámos a ponte, passando por diversas rotundas lá chegámos ao local, fomos tomar uma café, ver os últimos minutos do jogo do porto que passava na televisão e esperar pelo amigo dela.

Dirigimo-nos ao pavilhão, que era mesmo ao lado, e pagos os 2€ de entrada sentámo-nos numa mesa cá atrás. Ainda assistimos ao concerto de 1 das 3 bandas a concurso e posteriormente aos Ashfields. Dada a hora teimar em avançar despedimo-nos do amigo e voltámos. Mas alta podia ir a hora, só que ainda deu para o que os brasileiros chamam de pate papo. Foi bom conversar com ela, soube-me bem, mas ainda soube-me melhor vê-la sorrir e divertir-se. Pelo menos acho que se divertiu. Ah e fiquei a saber mais um segredinho, está descansada que há-de ir comigo para a campa...

Portanto hoje deito-me feliz da vida não pelo pouco que durou mas pelo muito que vivi!