Entre muitos e divertidos assuntos calhou falar da internet e os blogs que por aí vão nascendo, e constatei um facto, um tanto ou quanto engraçado, de que a maior parte dos meus amigos que lêem o que para aqui gatafunho, acabam por nunca comentar por escrito, feito misterioso e talvez contagiosamente transmissível, mas sim pessoalmente, quer por telefone quer quando me encontram. Ora dizia eu à Katy que sem dúvida não percebia porquê, seria por verem que poucos ou nenhuns comentam e por isso recearem o vazio de palavras que daí advêm, ou seria por simplesmente por preguiça ou não quererem acusar a sua passagem por aqui, ora não encontrei uma resposta à minha questão.
Não posso queixar-me muito, já que existe um feedback verbal, mas às vezes gasto um pouco do meu tempo livre a pensar se existirá assim tanto interesse em partilhar letras e palavras com amigos e desconhecidos. Afinal prezo tanto a privacidade mas às vezes deixo as pessoas entrar sem dar por isso, afinal o livro está mais aberto do que eu pensava e, se calhar, até não seja mau de todo, no entanto não sei, por vezes os comentários deixados por vós levam-me a que os releia vezes sem conta, procurando entre letras algo mais, talvez um sentimento, mas quem sabe... bem, é melhor parar os dedos sobre este assunto antes que comece a divagar sobre um precipício.
Falando agora de uma pessoa que verdadeiramente me interessa, e que é já parte importantíssima da minha vida, do meu dia-a-dia, a minha doce Mel. Daqui a uma horas vai ter o seu primeiro teste de matemática deste importante ano. Quero que saibas, apesar de ser tradição desejar todas aquelas asneiras para dar sorte, que desejo que o dia te sorria, que percebas que o importante não é o que alguém te atribui, neste caso a nota. mas sim o esforço que colocaste no estudo, quero que saibas, perante todos, que estou bastante orgulhoso de ti pela tarefa que continuas a levar por adiante, que os dias longos até ao final do ano lectivo poderão ser os últimos dias longos da tua vida, que depois de ultrapassados poderemos dar a mão sem olharmos para o dia que é ou as horas que restam para ele adormecer.
Penso que saibas, embora goste de sublinhar as vezes necessárias, que te amo sem fronteiras e estarei sempre por perto sempre que precises, e mesmo estando fisicamente longe, que saibas que isso nunca me há-de impedir de dar-te todo o meu apoio e confiar em ti, porque sei que és a pessoa por quem o meu coração um dia desejou bater e bater e bater...









