O Natal terminou mas o Pai Natal não passou por minha casa, até porque estive a trabalhar e não ter chaminé para ele entrar! O Natal para mim já teve outra magia, já foi mais especial, contudo cresci e essa magia dissipou-se, só para voltar quando uma nova alma vier ao mundo em minha casa. Preferi este ano passar o fim-de-semana a trabalhar e assim juntar-me à boa disposição dos meus colegas, os quais também abdicaram um pouco da família para só à noite voltarem ao lar. Algo que aquece bastante o meu coração foi este ano não nos massacrarem com a saga do Sózinho em Casa na televisão, acho que pela primeira vez em muitos anos!
Se alguém lembrar-se de eu no passado recente ter ficado extasiado por nunca mais ter que me preocupar com os meus sisos, pois bem que me enganei, então não é que um bocado do dente ou mesmo do osso rompeu a pouca pele que o cobria e bem afiado começou a massacrar a minha língua! Pois é, e sendo fim-de-semana natalício ninguém me podia acudir, hoje segunda-feira, dada a ponte feita por alguns, o meu caro dentista encontrava-se fechado, só mesmo a senhora da limpeza é que lá pôs os pés, entrentanto anda aqui o jovem aflito, com uma espécie de lança afiada na boca que me impossibilita, quase totalmente, de comer. Tenho esperança que amanhã irá estar tudo resolvido e poderei deliciar-me com uma enorme pizza, saborosa e crocante, para matar a fome que me vem atormentando até agora!
À uma semana atrás tive o jantar de Natal de amigos meus, mantendo o que já se tornou tradição, cabia a cada um inventar um presente para posterior sorteio entre todos. Mal soube que a tradição seguia este ano andei a pensar no que poderia fazer, e graças à internet, finalmente encontrei uma ideia que até calhava com as obras que decorrem aqui na rua, um pisa-papéis feito com uma pedra da calçada, pintando como fosse uma casa. Como o meu tempo livre ultimamente não tem sido muito foi mesmo no própio dia que a fiz, não antes de ter ido trabalhar, era sábado, ir buscar a minha menina que chegava de combóio, passar pela Praça do Comércio para apanhar o Rui, ir ao supermercado comprar guaches e pincéis e ir para casa construir prenda. Fui tudo num contra-relógio para que às 20horas estivéssemos em casa do Carlos e da Anita. Prenda feita, sacos com comida e bebidas e pessoal no carro faltava apanhar uma pessoa, a Manuela! Lá fomos até Benfica e fizémo-nos à A5 até casa do casalinho Disney!
Entre algumas caras conhecidas e outras nem tantas, o jantar foi super bem disposto, uma mesa recheada de comida e bebidas, boa e divertida conversa, uma músiquita de natal ao fundo e por fim a troca de prendas. A mim calhou-me a prenda feita pelo Rui, ou seja, uma vaquita feita de uma embalagem de leite e pintada, até nem lhe faltou a teta feita com um preservativo. A minha prenda foi calhar à Manuela que com uma felicidade facial disse somente que era mesmo aquilo que precisava, ao que eu fiquei admirado mas no entanto aliviado...
Estando cá a minha menina nos dias que se seguiram foi tempo de aproveitar ao máximo o que podíamos, um pouco como fazemos todas as vezes que estamos juntos, e até fiquei com a ideia que não era suposto separarmo-nos mais uma vez, isto porque quando chegámos à estação não havia bilhete algum para o combóio, ao que lhe perguntei porque não ficava cá mais um dia, só que já era tarde na semana e o Natal estava à porta, por isso optámos por comprar um bilhete num expresso e ela seguir de autocarro.
Antes que termine o testamento, nesse mesmo dia em que a minha doce Mel voltou a casa, fiquei a saber que ía continuar a trabalhar mais um ano no mesmo sítio, o que é uma alegria para mim, quer a nível económico quer a nível pessoal! Embora ache que o desejo tenha sido bom, o modo como foi comunicado a mim e à minha colega a notícia não foi a melhor, afinal acho que hoje em dia não se brinca com as pessoas, ainda por cima quando não temos uma relação assim tão chegada. O que se passou é que fomos chamados ao gabinete do chefe do nosso chefe directo e o mesmo teve a lata de inventar uma conversa séria em como perguntáva-nos quando dias de folga e férias tínhamos em atraso porque a administração tinha-se reunido e por votação tinha decidido que ía rescindir contrato, por isso lamentava.... (silêncio...) e que ficávamos mais um ano na empresa! Ao que a minha colega virou-se e emocionada com toda aquela cena tinha começado a chorar. Eu como nada naquela empresa me surpreende estava calmo como uma pedra.
Agora falta a passagem de ano, e ao contrário de anos passados, este ano será tudo expontaneo, será no próprio dia que decidirei, mais a minha menina, onde o passar, como e porquê... mas de certo vai ser um momento para recordar, um momento kodak, quiçá... mas que incluirá fogo de artíficio, muita alegria e.... um pedido?...