sábado, dezembro 31, 2005
Era uma vez 2005...
sexta-feira, dezembro 30, 2005
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Ora estremece para aqui ora estremece para acolá!
Graças à Era tecnológica em que vivemos, e estando eu ligado ao IRC, perguntei online se alguém também o tinha sentido, houve quem me perguntasse, no gozo, se não tinha fumado algo e estava a alucinar, mas depois, noutros canais, houve também relatos da mesma sensação de sismo, motivo logo de conversa acesa.
Ainda procurei algum site que me pudesse dar uma informação mais fidedigna e exacta, cheguei mesmo a ligar a rádio e mudar para a Sic Notícias mas nada... A certa altura alguém colocou num canal do IRC um link para o Instituto de Meteorologia e fiquei, até à hora em que escrevo, a saber que foi um sismo de magnitude 4.4 em Montemor-o-Novo no distrito de Évora, o que ainda fica um bocado longe do zona de Lisboa, como qualquer um pode verificar pela foto do mesmo site. O local está assinalado com uma bola vermelha, dado ter sido sentido, sendo o local preciso a bola maior dado a magnitude do sismo.


Já foi uma noite diferente do normal, diria mesmo animada, e agora só espero que já não haja mais nenhum por hoje, até porque a hora já é tardia e amanhã é mais um dia de trabalho aqui para este jovem!
Antes que me esqueça, para depois não me acusarem de não ter divulgado o site donde retirei as fotos e para os mais preguiçosos não o terem de procurar, aqui fica o endereço: http://web.meteo.pt/pt/sismologia/sismObservGeral.jsp
Boa noite! :)
terça-feira, dezembro 27, 2005
Claro que mal cheguei a casa liguei o forno e agora aguardo pelo fim da cozedura da magéstica pizza que lá se esconde no escuro do forno. Vou comer! hehehe....
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Era uma vez o Natal... Era...
quarta-feira, novembro 30, 2005
Dia do Aderente
De resto é tudo prendinhas para oferecer à familia, namorada e alguns amigos próximos, de resto a não ser que algo encha-me o meu olhar não devo comprar mais nada do que um ou outro DVD e também alguns DVD's virgens para brincar ao piratas...
Precisava de comprar um router wireless mas não sei qual escolher, já que não tive tempo de andar a pesquisar na net, até porque estou a considerar mudar para a Clix 16mb no próximo ano porque o Sapo 4mb+, para além de ser caro, começa a não chegar a nível de velocidade embora o ponto forte seja o tráfego ilimitado nacional, algo que o Clix não consegue oferecer, e claro por isso mesmo paga-se...
Estava a pensar acordar mais cedo e ir lá antes de ir para o emprego mas felizmente o meu chefe mudou-me o horário e assim sendo vou à tarde mal saia do bules, portanto contem comigo lá para as 19:30 na Fnac do Colombo!
E viva o belo do subsídio de Natal!!!!
sexta-feira, novembro 25, 2005
Fantasias de Natal
Oh quem não se lembra do tão adorado anúncio dos chocolates Regina do avô e do neto e as doce fantasias de natal! O diálogo era o seguinte:

- E depois?
- Depois, estava o peixinho, veio o gato, e comeu-o!
- ...
- Mas veio o cão, e o gato teve de se esconder!
- ...
- Depois veio o coelhinho...
- Nã nã, o coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo.
quinta-feira, novembro 24, 2005
O rolo agarrado aos dentes!
segunda-feira, novembro 21, 2005
Acima da média
| This Is My Life, Rated | |
| Life: | |
| Mind: | |
| Body: | |
| Spirit: | |
| Friends/Family: | |
| Love: | |
| Finance: | |
| Take the Rate My Life Quiz | |
quinta-feira, novembro 10, 2005
I need a break...
Será karma ou será que ando a ver e a acreditar demais na série televisiva My Name Is Earl e por isso ando a entrar em paranóia?! Mas também não teria, acho eu, motivo algum para receber "troco" quando todos os dias tento ser uma pessoa positiva e disposta a ajudar.
Talvez tenha chegado a uma altura em que seja preciso dizer chega, a loja está fechada, com excepção para a minha menina bonita, que estará a passar, provavelmente, pelos piores dias da sua vida e eu não estou lá para a apoiar, até porque todos os telefonemas que faço todos os dias da semana são insuficientes para compensar a minha dolorosa ausência.
Acabo por andar cansado, apesar de talvez não dar a entender isso, contudo continuo a tentar responder a tudo e todos, quer seja um convite para um café quer seja um DVD ou até mesmo prolongar o meu dia de trabalho, é algo que está na minha natureza, chamem-lhe solidariedade, altruísmo, simpatia, o que quiserem.
Felizmente ao deitar consigo esquecer tudo isto, dentro do possível, e dormir até ser dia de novo e, espero eu, que neste fim-de-semana a minha menina possa vir ter comigo, dado a impossibilidade de eu lá ir, para deixar para trás uma par de semanas bastante tensas e preenchidas por stress emocional. Se isso foi impossível, terei que deslocar-me até sua casa para ter uma conversinha com os seus pais, conversa que talvez já devesse ter tido à uns tempos mas evitada a pedido da Mel, porque nada do que fazem hoje é positivo para o futuro da minha menina, como pessoa e como profissional.
Finalmente acho que consegui por em ordem a burocracia para poder ficar em repouso durante uns dias após a cirurgia aos dentes do siso e assim ver-me livre para sempre desta chatice, que poderia já ter ficado resolvida à uns anitos se tivesse sido menos preguiçoso.
Ontem houve uma reunião da Direcção de Informação com a redacção e entre alguns assuntos tratados falou-se da minha situação e da Vanessa, visto estarmos prestes a terminar contrato em Janeiro e estarmos sem conhecimento da posição da administração. Só poderia vir da menina Guida esta pequena atenção, ou não fosse ela umas das pessoas que mais se importa com o tratamento que nos dão, será uma Robin dos Bosques dos tempos modero?! hehehe
Amanhã é um dia novo, mais um dia para despertar para o mundo e tentar progredir na vida e fazer mais um laço à volta de um problema e arrumá-lo para sempre na prateleira.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Os "franceses" na era dos ingleses
Eu achei bastante piada à seguinte anedota que encontrei por acaso:
Na sua recente visita aos Estados Unidos, Mário Soares e sua esposa, hospedaram-se num luxuoso Hotel. Cerca das 17h00, Mario Soares agarra no telefone, chama o serviço de quartos e diz:
- TU TI TU TU TU TU
A recepcionista não compreende o que quer dizer Mário Soares e crendo que se tratava de uma mensagem cifrada, avisa imediatamente o FBI. Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI e postos ao corrente, e não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.
Os serviços secretos mandam mais dois agentes ao hotel e começam a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado. Entretanto, Mário Soares, volta telefonar e recepcionista, agentes do FBI e da CIA ouvem Mário Soares repetir:
- TU TI TU TU TU TU
Desesperados os agentes resolvem chamar o tradutor oficial da embaixada dos Estados Unidos em Portugal. Um caça supersónico do Pentágono recolhe imediatamente, no aeroporto de Figo Maduro, o respectivo tradutor que é conduzido sem mais demoras aos Estados Unidos. Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de Mário Soares e descobre o mistério.
O ex-presidente Português e actual candidato tinha querido dizer:
"Two tea to 222"
Consigo perfeitamente imaginar a cena, é de chorar a rir com toda a situação ridícula, quer pelo lado americano, que me toca mais, quer pelo lado do vôvô Soares. Descobri que a anedota também tem a sua versão espanhola mas acho que acenta que nem uma luva ao Mário Soares.
quinta-feira, novembro 03, 2005
Entre muitos e divertidos assuntos calhou falar da internet e os blogs que por aí vão nascendo, e constatei um facto, um tanto ou quanto engraçado, de que a maior parte dos meus amigos que lêem o que para aqui gatafunho, acabam por nunca comentar por escrito, feito misterioso e talvez contagiosamente transmissível, mas sim pessoalmente, quer por telefone quer quando me encontram. Ora dizia eu à Katy que sem dúvida não percebia porquê, seria por verem que poucos ou nenhuns comentam e por isso recearem o vazio de palavras que daí advêm, ou seria por simplesmente por preguiça ou não quererem acusar a sua passagem por aqui, ora não encontrei uma resposta à minha questão.
Não posso queixar-me muito, já que existe um feedback verbal, mas às vezes gasto um pouco do meu tempo livre a pensar se existirá assim tanto interesse em partilhar letras e palavras com amigos e desconhecidos. Afinal prezo tanto a privacidade mas às vezes deixo as pessoas entrar sem dar por isso, afinal o livro está mais aberto do que eu pensava e, se calhar, até não seja mau de todo, no entanto não sei, por vezes os comentários deixados por vós levam-me a que os releia vezes sem conta, procurando entre letras algo mais, talvez um sentimento, mas quem sabe... bem, é melhor parar os dedos sobre este assunto antes que comece a divagar sobre um precipício.
Falando agora de uma pessoa que verdadeiramente me interessa, e que é já parte importantíssima da minha vida, do meu dia-a-dia, a minha doce Mel. Daqui a uma horas vai ter o seu primeiro teste de matemática deste importante ano. Quero que saibas, apesar de ser tradição desejar todas aquelas asneiras para dar sorte, que desejo que o dia te sorria, que percebas que o importante não é o que alguém te atribui, neste caso a nota. mas sim o esforço que colocaste no estudo, quero que saibas, perante todos, que estou bastante orgulhoso de ti pela tarefa que continuas a levar por adiante, que os dias longos até ao final do ano lectivo poderão ser os últimos dias longos da tua vida, que depois de ultrapassados poderemos dar a mão sem olharmos para o dia que é ou as horas que restam para ele adormecer.
Penso que saibas, embora goste de sublinhar as vezes necessárias, que te amo sem fronteiras e estarei sempre por perto sempre que precises, e mesmo estando fisicamente longe, que saibas que isso nunca me há-de impedir de dar-te todo o meu apoio e confiar em ti, porque sei que és a pessoa por quem o meu coração um dia desejou bater e bater e bater...
quinta-feira, outubro 27, 2005
19ª Baja Anta da Serra Portalegre 500
Para quem não está dentro do TT ou Todo o Terreno com certeza não sabe o que será a Baja Anta da Serra Portalegre 500. Posso dizer que decorreu entre os dias 21 e 23 de Outubro em Portalegre e a prova é conhecida por ser um aperitivo para o Dakar, pelo menos este ano é pois estão inscritas as equipas oficiais da Mitsubishi, Volkswagen e Nissan. Dakar esse que vai realizar-se no final deste ano de 2005, com o atractivo para Portugal pois os concorrentes vão partir de Lisboa e, pessoalmente, estou na esperança de poder fazer parte da equipa que vai estar a trabalhar para que o Dakar chegue a casa de todos.

domingo, outubro 09, 2005
Elogio ao Amor
Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito.
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
by Miguel Esteves Cardoso in Expresso
O regresso...
terça-feira, agosto 30, 2005
domingo, agosto 28, 2005
Nem um zumbido ouvi, o silêncio tornou-se pesado demais, o coração acelarado estava agora cansado e arrastava-se por um beco escuro e húmido, afinal o que é que ele significa para ti? Mais uma almofada para espetares pequenos mas dolorosos alfinetes? Penso onde poderei ter cometido um erro, o que terei feito para acomodar esses sangrentos alfinetes.
Apesar de tudo o coração não perdeu o motivo porque continua a bater, tu, mas serás que desejas continuar a vê-lo bater por ti quando me torno invisel para ti, trocado por um braço que se estende de outro lado qualquer e que outrora te deixou amargurada, não percebo o que se passa ou o que queres de mim... apercebes-te disso? Fala comigo...
sexta-feira, agosto 19, 2005
Vertigo Tour T +5 days...
Depois deste pequeno desabafo em tom autoritário e revoltado, comigo isto é, dizer que os U2 já cá passaram e depois de alguns acontecimentos na minha vida, arranjei um tempinho para passar por cá.
Ora vejamos o que se tem passado, hum.... como bom chefe que tenho, e sabendo que fui o primeiro do meu sector no meu emprego a conseguir bilhete, num momento de inspiração, só pode, colocou-me a trabalhar precisamente no dia do concerto no Estádio de Alvalade! Obviamente fiquei mais que irritado e lá tive que recorrer à minha diplomacia, para com os meus colegas, de modo a trocar o meu horário para esse fim-de-semana. Consegui é claro mas não evitei oito dias contínuos de trabalho, num período em que muitos colegas meus estão de férias e portanto o trabalho ser mais do que habitual...
Mas esse mal foi rapidamente superado pois sabia que aquela menina bonita que acelera o meu coração estava para chegar naquele penúltimo dia de trabalho daquela semana. Finalmente pôde vir visitar o modesto local onde costumo trabalhar e ao mesmo tempo conhecer pessoas que só conhecia de conversas telefónicas ou história contadas, assim como algumas caras conhecidas.
Tenho que confessar, parecia uma menina de 5 anos muito surpresa mas ao mesmo tempo muito envergonhada quando a abordavam ou pediam para deixar cair a formalidade das palavras e passar a tratar as pessoas por tu, muito por causa do à vontade que se vive no emprego e quase no considerarmos familia um dos outros. Normalmente até dizemos que uma das qualidades precisas para trabalhar nesta famosa casa é ser maluco da cabeça (no bom sentido!), porque de outro modo o stress do trabalho acaba com uma pessoa.
Mas voltando ao assunto que já parecia fugir, as minhas folgas foi deliciosas, como sempre são, pois pude estar com a minha querida namorada e fugir da realidade árdua da rotina casa-trabalho-casa. Aproveitámos um dos dias solarengos para passearmos pelo jardim zoológico, quase como um safari citadino selvagem, e basicamente divertimo-nos um pouco, contribuirmos para essa grande instituição e visitarmos alguns vizinhos de outrora dos nossos antepassados.
Como em qualquer visita que fazes aqui a este paciente enamorado, não seria justo se não relaxacemos na simples esplanada do Belem Terrace e nos deliciácemos com aqueles batidos de morango de deixar água na boca a qualquer um.
Até que o dia 14 chegou e toda a tua ansiedade que já se vinha a acumular durante as últimas semanas quase que rebentou e reclamavas na brincadeira por um calmante. Com algun esforço consegui arrancar-te da cama para te levar ao encontro do teu Deus Bono que a alguns pouco quilómetros dali seria honrado com a Ordem da Liberdade, ao que parece o filho do Presidente não tinha bilhete para o concerto e pediu ao pai para arranjar um esquema qualquer, mas fora de brincadeiras qualquer um, hoje em dia, é candidato a ser recebido pelo Presidente da República, já que áté certos jornalistas, que prefiro manter no anonimato, recebem condecorações por supostos feitos...
Antes que fuja do assunto mais uma vez, volto a Belém onde esperámos pela caravana vinda de Figo Maduro e que transportava Bono e a sua banda até ao Palácio de Belém. Enquanto esperávamos a multidão ia-se juntado e os turistas mais curiosos paravam para perguntar o que se passava, foi aí que percebi finalmene porque motivo ninguém (os espanhóis) percebia o que dizia quando referia a palavra "U2" em inglês até que um casal exclamou um grande "AH!" e diseram prontamente "U2" (ú dós). Pois é, para eles até o nome da manda é dito na língua espanhola, a partir daí sempre que nos perguntavam dizíamos prontamente "ú dós" e logo percebiam a excitação das pessoas.
A banda lá chegou, o delírio foi total, a polícia viu-se aflita para conter tanto ânimo e foi levanda na onda da multidão para o meio da rua. O tempo passou, cada segundo parecia eterno até que finalmente deu-se a saída da caravana e as máquinas de filmar e fotografar capturaram esse momento e de lá de dentro do carro que transportava o Bono saiu um braço e acenou à multidão. De novo o delírio geral... mas tudo acaba depois de uns minutos e é tempo de ver o que se fotografou e filmou. Histerias à parte voltámos a casa para descansar um pouco e partimos para o tão esperado concerto...
Estacionámos o carro, dirigimo-nos para o estádio, entrámos e quando tudo parecia correr bem, a fã não encontrou uma t-shirt de recordação da passagem dos U2 por Portugal, tudo o que sobrava eram XL e por isso foram 2 pins que serviram, por assim dizer, de consolo a uma tristonha fã, cheguei mesmo a oferecer a minha nova t-shirt da tour '05, mas nem isso te animou...
Claro que sobre o concerto não é preciso dizer muito, visualmente atractivo e bem construído, em relação ao som aí é que ficou algo a desejar pois vir dar concertos em cima da hora dá para estas coisas, o som não ficou totalmente percetivel e quando o Bono não cantava mas falava, tudo o que se percebia era palavras soltas um pouco distorcidas, já para não falar que a sonoridade dos instrumentos também ficou além do excelente. Mas valeu pelo espectáculo como um todo e foi uma noite muito bem passada.
Era suposto a minha menina partir do dia a seguir só que alguém lá em cima tinha uma surpresa para nós, então não é que a maioria das pessoas preferiu viajar de tarde depois do concerto, por essa razão o comboio estava esgotado e assim, para nosso contentamento é claro, a viagem ficou marcada para o dia seguinte, que por acaso até era dia do nosso aniversário, e mesmo sendo um dia especial para nós não evitámos corrermos para apanhar o comboio!
Sem dúvida 4 dias que viraram 5 e que me fizeram muito bem depois de andar a arrastar-me no meio de tanto trabalho e que acima de tudo afastámos a saudade por mais uma semanas.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Vertigo Tour T -11 days...

"All Because Of You"
I was born a child of grace
Nothing else about the place
Everything was ugly but your beautiful face
And it left me no illusion
I saw you in the curve of the moon
In the shadow cast across my room
You heard me in my tune
When I just heard confusion
All because of you
All because of you
All because of you
I am... I am
I like the sound of my own voice
I didn't give anyone else a choice
An intellectual tortoise
Racing with your bullet train
Some people get squashed crossing the tracks
Some people got high rises on their backs
I'm not broke but you can see the cracks
You can make me perfect again
All because of you
All because of you
All because of you
I am... I am
I'm alive
I'm being born
I just arrived, I'm at the door
Of the place I started out from
And I want back inside
All because of you
All because of you
All because of you
I am
by U2
All because of you, Mel...
segunda-feira, julho 25, 2005
quinta-feira, julho 14, 2005
A distância é assim encurtada, mas... recebo uma mensagem tua, a distância aumentou de repente, logo quando chegar a casa, por mais que espere, não vais estar lá, valores materiais impedem ver e ouvir-te. A saudade aperta...
domingo, julho 10, 2005
Nuestra casita
Foi a nossa primeira casa, um local de abrigo, de descanso, de paz e descobertas. Descobrimos verdades e outras mais obscuras, purificámos os nossos corpos, fizémos juras de amor, mantivémos uma luz de presença bem forte para nos abrigarmos dos seres perversos da noite mas no final tivémos que a deixar.
quarta-feira, julho 06, 2005
Duas semanas
Duas semanas que poderiam preencher um livro de milhares de páginas mas muitas dessas páginas certamente estariam vedadas ao leitor mais curioso, mais por serem momentos inteiramente intensos e pessoais, e portanto podendo ser somente vividos e posteriormente recordados pelas duas almas que os tornaram realidade, que sussuraram um "sim" que abriu portas a outro nível de intimidade, ofertas de amor, pequenos sopros arrepiados...
segunda-feira, junho 13, 2005
Acordei para te dar os bons dias, aproximei-me de ti para te beijar mas não te vía, como foi possível o fim-de-semana ter passado tão depressa? Como foi possível deixar-te embarcar no comboio e fugires de mim? Porque abandonei o abraço que nos mantia unidos? Tenho saudades tuas...
domingo, junho 12, 2005
A música que está a tocar é de uma das minhas bandas favoritas, os Within Temptation e o tema chama-se Memories.
Memories
not leaving me alone behind.
There’s no other way.
I prayed to the gods let him stay.
The memories ease the pain inside,
now I know why.
Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.
Made me promise I’d try
to find my way back in this life.
I hope there is a way
to give me a sign you’re ok.
Reminds me again it’s worth it all
so I can go on.
Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.
Together in all these memories
I see your smile.
All the memories I hold dear.
Darling, you know I will love you
until the end of time.
Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.
All of my memories....
Uma versão aportuguesada da música, mas nada como em inglês, língua mais doce...
Memórias
Neste mundo tentaste
não me deixar para trás só.
Não há outro modo.
Eu rezei aos deuses para deixarem-no ficar.
As memórias aliviam a dor interna,
agora eu sei porquê.
Refrão:
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Fizeste prometer-me que eu tentaria
encontrar o meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero encontrar um modo
para dar-me um sinal que estás bem.
Recordo-me novamente isto é o valor de tudo
então eu posso continuar em frente.
Refrão:
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Juntos em todas estas memórias
eu vejo o teu sorriso.
Todas as memórias eu guardei bem.
Meu amor, sabes que irei amar-te até o fim dos tempos.
Refrão:
Todas as minha memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Todas as minhas memórias...
Ausência
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, junho 07, 2005
Tsssss.....
Ahhhh... tssssss.... é nestas alturas, a estas horas da madrugada, por mais incrivel que pareça, que me apetece algo bem fresquinho porque o calor não dá tréguas ao corpo suado, ainda nem sequer estamos no verão e já o calor aperta até temperaturas, apelidadas por muitos como, estúpidas.
Destesto o calor, analisando os prós e contras só tem uma vantagem, andar com roupas mais leves, porque de resto não sou uma pessoa que tolera o calor, seria normal agora ir deitar-me, bem enroscadinho nos meus lençóis e edredon, mas com estas temperaturas até parece que estou a deitar-me em cima de uma cama de brasas. Uma pessoa só acaba por adormecer quando o cansaço é maior que o calor sentido.
Só mesmo indo à janela é que consigo encontrar uma pequena brisa fresca que mais parece fugir da vaga de calor que quer conquistar tudo e todos! Isto de noite é claro, porque de dia é para esquecer.
"Porra que calor!!!" é o que apetece dizer, mas nem isso assusta a vaga de calor que veio para ficar... e lá vou eu buscar um iogurte bem fresquinho para arrefecer os ânimos...
segunda-feira, junho 06, 2005
Onde ir?

domingo, junho 05, 2005
Procuro-te entre a multidão

Procuro-te entre a multidão, rostos desconhecidos escondem outros tantos rostos desconhecidos, pessoas que passam a correr e empurram-me, desvio o olhar para o encontrar no segundo seguinte, passo por uma carruagem, entro saio, entro saio, passo para a carruagem seguinte, entro saio, entro saio, não te encontro, desço as escadas, procuro-te perto das bilheteiras mas não estás lá, subo o elevador, procuro-te entre os pilares que escondem pessoas, grupos de amigos, familiares, turistas, estranhos mas não te dislumbro, onde estás? onde te escondes? perdeste-te? as pernas já ficaram para trás do cansaço mas mesmo assim avanço, para onde não sei, mas tenho de te encontrar... vieste?
quinta-feira, junho 02, 2005
terça-feira, maio 31, 2005
Fim-de-semana acidentado
Bem cedo, ao mesmo tempo que o sol também acordava, estava a caminho do teu coração, e a meio da minha jornada recebi finalmente a boa nova, o que só por si tornou a longa caminhada mais fácil e, já perto de ti, o dia sorriu e convidei-te para irmos passear até a um ponto das minhas origens e visitar uma pessoa bastante especial.
Após a surpresa da nossa visita, deliciámo-nos nos 3 Pipos e descansámos da longa distância que separava o nosso ponto de partida ao de chegada. Foi engraçado receber o telefonema de uma preocupada pessoa que convidáva-nos para uma sobremesa mais caseira. De estomâgo cheio, passeámo-nos pela rústica casa e fugimos para a varanda, longe dos olhos mais conservadores, para trocarmos uns abraços de saudades e beijos de amor.
Antes de regressarmos ainda deu tempo para conhecer algumas das histórias que uma mente jovem e um corpo cansado guardam para sempre, mas o melhor foi ver o brilho emotivo nos olhos de uma pessoa de 94 anos, porque mesmo depois de viver tanto ainda se consegue emocionar perante um casal de namorados.
quarta-feira, maio 25, 2005
Deixa-me dar-te a mão

Luto por ti, acredito em ti e por isso detesto ver-te a atender o telemóvel e chateares-te quando um beijo é interrompido pelo imperialismo familiar que te ordena que faças isto ou aquilo, fazendo com que o calor de um abraço arrefeça terrivelmente e que a tua expressão morra para a alegria.
Fico revoltado quando tento ajudar mas dizes que não precisas pois tens as rédeas nas mãos, mas os dias passam e nada muda, tiveste medo da primeira vez revelares o segredo, mesmo assim foste em frente e viste que nenhum mal resultou da sua revelação.
Estou fora de mim pois o salto que falta dar é demasiado longo para ti, e mesmo dando balanço, e por mais que corras, quando chegas à beira páras, adias o salto e o tempo passa, as tentativas ficam por aí até te lembrares, ou seres lembrada, de tentares de novo. Mais uma vez dás balanço e corres, corres, corres e quando penso que vais dar o salto... páras! Ofereci-te a minha mão para não teres de saltar sózinha, para não teres de enfrentar o desconhecido e não receares o que advir dele, qual a minha surpresa quando largas a minha mão e achas que tem de conseguir concretizá-lo sózinha, não tens e não quero assim o seja, por isso hei-de oferecer a minha mão as vezes que forem precisas até perceberes que tens deste lado alguém que se preocupa e quer ajudar, pois se num beijo nos tornámos um, um salto havemos de dar como um só!
Sabes que me exalto com as injustiças cometidas, por vezes posso não ser a melhor pessoa quando luto, sem parecer, pelo teu bem estar, mas sei como te sentes quando olhas dolorosamente para o visor e pedes o meu silêncio e quanto me custa acordares para a cruel realidade e abandonares um sonho teu...
sábado, maio 21, 2005
6 e 6
Quando nos interessamos por alguém,
nunca sabemos no que vai dar.
Laçamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso,
e muitas vezes nem queremos saber quanto deram.
É sempre um mistério,
porque a sorte também manda na vida,
manda mais do que queríamos,
e menos do que gostávamos.
Os dados caíram quando te dirigiste a mim,
ouvi a tua voz quando começámos a conversar,
percebi que os dados estavam lançados.
E tu gostas da minha alegria de viver,
do meu sarcasmo cirúrgico,
de dizer sempre tudo o que penso,
sinto e quero,
mesmo quando não estás preparada para ouvir.
Eu gosto de te conhecer, de te perceber,
porque és diferente das outras mulheres.
E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento,
achei que me ias ajudar a limpar a tristeza,
que a tua presença quase imperceptível na minha vida ,
seria como um bálsamo,
uma música perfeita e harmonisa,
um dia ao sol, ou uma noite em branco,
daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas,
e que vale mesmo a pena estar vivo,
só para as saborear.
E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompido,
digo-te agora e sem rodeios,
vem rir do Mundo e adormecer nos meus braços,
abrir o teu coração e sonhar acordada,
vem ter comigo hoje,
porque eu quero lançar outra vez os dados,
e aposto que vai dar 6 e 6 outra vez,
porque os dados nunca se enganaram e,
a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade.
by LikeaTattoo
Dei com as palavras de outro por acaso, fiz delas as minhas pois a mente esgotada de criatividade não aguenta mais o esforço, porém o coração continua a sentir, mas hoje caminha só...
quinta-feira, maio 19, 2005
Para atravessar o deserto do mundo contigo
O poema foi escrito pela grande poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen e desde já agradeço à Sara por me ter apresentado a tais palavras sentidas. Aqui fica então:
Para atravessar o deserto do mundo contigo
Para atravessar o deserto do mundo contigo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.
Adorei quando o li, mas no entanto salvaguardo-me, pois acho que cada um deve sentir o poema e por isso acho que não devo comentar pois estaría a ser um manipulador de mentes.
terça-feira, maio 17, 2005
Sábado, dia 16
300, 600, 900 km, farei o que for preciso para chegar perto do teu coração e tomar conta dele, ensinar a amar, ensinar a ser amado e aprender com ele, pois preciso de ti tal como o teu coração anseia por mim, vejo-o a chamar por mim e quero socorrer-te, mas o tempo afasta-nos e arrásta-nos para longe um do outro. Por mais que lutemos contra ele só perdemos forças para voltar a encontrá-las no abraço um do outro.
16=1+6=7, número mágico que me fizeste apaixonar e cair nas graças de uma Deusa, protege o nosso amor e faz dele o teu objecto de afeição, que dê frutos doces e maduros, que floreça na próxima Primavera mais forte e belo. Guarda-o com todo o carinho e que as suas raízes percorram os campos férteis e cresça dia após dia.
quinta-feira, maio 12, 2005
Já cá canta!

terça-feira, maio 10, 2005
Felicidade que enches o meu coração
quinta-feira, maio 05, 2005
Nos teus braços

Sou doido por ti, não existe como negá-lo, pois as acções (irracionais) falam por si mesmo, e se por acaso alguém tiver que ser acusado, então que acusem o meu coração pois só ele pode responder por tais acções... apaixonadas.
As tuas reacções são um mixo de prazer e embaraço, gostas do que sentes mas achas estranho as situações em que te encontras, foges e escondes-te de ti mesma, sem compreenderes que és linda e não deves ocultar no escuro da noite, a tua perfeição perante os meus olhos.
A noite foge depressa, malditas horas que nos mantém afastados um do outro, o que nos obriga a regressar ao mundo e, posteriormente, a falar de despedidas, nem que seja só até amanhã.
As nossas necessidades são diferentes, como já me disseste, e talvez por isso ainda durmas quando eu já desperto espero por ti à tua porta. O entrar e sair de pessoas faz com que eu seja um estranho naquele lugar, e existe até quem questione o que ali faço.
Partimos para terras altas e verdejantes, sem saber o que encontrar e deixamo-nos perder pelo que vamos descobrindo. Sem sabermos damos com a história do país, perdida no tempo, e estamos mais próximos da mãe natureza. Após uma estrada demasiado acidentada damos com um pequeno paraíso na serra, parece que chove mas no final de contas é só a serra que chora. Ninguém sabe se de tristeza ou de tremenda alegria mas o espectáculo é encantador, apetece chegar mais perto mas as rochas tratam de proteger esse local sagrado e transformam assim o caminho irregular e de difícil acesso.
Lembras-te dos cavalos que se passeavam pela estrada no sentido contrário? Quem mais para nos fazer parar e deixar-nos boquiabertos a observá-los, as crias são quem mais chamavam à atenção e conforme passavam por nós pareciam obervar-nos da primeira vez com olhos desconfiados mas depois viravam a face para o outro lado como se ganhassem confiança em nós ou então desinteressavam-se...
Subimos tanto que quando demos por nós reparámos que estávamos em Espanha e embora lá dentro o sentimento fosse de seguir em frente, o carro virou para trás e regressámos.
Passeámo-nos no dia seguinte por terras do galo mais conhecido de Portugal e como seria de esperar, já que onde vamos damos com um acontecimento qualquer, havia festa, cabeçudos passeavam-se pela rua ao som de tambores, a feira estava instalada no parque da cidade e o sol lá bem alto estava radioso.
Visitámos uma das tuas terras favoritas e pelo resto do dia fizemos dela nossa casa, passeámos pela cidade e por voltas do almoço ainda procurámos o tal restaurante de que falavas tanto mas, dado estar fechado, seguimos de volta os nossos passos e deliciámo-nos com uma pizza num restaurante que fizeste questão de te lembrares para mais tarde voltares com os teus pais.
Provavelmente foi o dia mais calmo de todo o fim-de-semana, o que soube bem tenho que confessar, e dediquei-me a ajudar-te com o que precisavas, foi um bocado difícil porque não paravas de brincar. Depois do trabalho feito, vimos o autocarro da equipa da tua cidade passar e decidimos regressar ao nosso porto de abrigo.
Como existe um sítio onde já temos lugar privado, dirigimo-nos para lá e, como todos os dias acontece, ficámos por ali a enamorarmo-nos até ser hora de regressar. Agora à que admitir que o futebol faz milagres e em caso de vitória então, enfim, sem palavras...
A parte pior foi saber que te tinha de deixar, o meu coração encheu-se de tamanha tristeza que os olhos ficam mais carregados e pesados com lágrimas que os rodeavam, quase que me queria agarrar aquele momento e não largá-lo mais! Nesse instante foste mais doce que o próprio mel, mais era impossível, mas não conseguia conter tamanha tristeza pois a felicidade transbordada neste passado fim-de-semana era tal que tudo era mais sentido.
A noite passou dificilmente e ao abrir a janela até senti que o tempo estava solidário com a nossa temporária separação, as nuvens tinham-se juntado como num velório, para chorarem pela partida de um entrequerido.
Queria ver-te de novo uma vez mais antes de partir para terras azuis e, por isso, qualquer outra solução para devolver-te as chaves não era viável senão em pessoa, assim dirigi-me, embora ainda muito cedo, para a tua escola, onde escrevi para passar o tempo enquanto imaginava-te por detrás de uma janela de uma sala de aula.
Muito fica por contar, mas essas lembranças são só nossas e connosco ficam guardadas, no nosso coração, para todo o sempre e não têm lugar aqui ou noutro mundo escrito, falado ou pensado.
Acho que o fim-de-semana serviu principalmente para reforçarmos o amor que temos um pelo o outro e quanto tudo isto é mágico.
quinta-feira, abril 28, 2005
Obrigado

Quero fazer-te feliz, quero que cada dia que passes comigo seja único e mágico, que sintas que as horas evaporam, que os minutos se transformem em mimos e os segundos em beijos dados.
Deste-me a maior prenda naquele dia especial, e mesmo sendo dois dias depois da data marcada no calendário, quero que saibas que esta segunda-feira o coração bateu mais forte desde que te conheci, acelarado pelos teus doces e prolongados beijos, através dos quais sucavas um pouco da minha vida para devolveres no instante seguinte com outro beijo.
A fome era grande, não aquela que alimenta o estomâgo mas sim a que enche o coração, lá do alto, unidos num abraço, apreciavámos a brisa que naquele dia transportava o silêncio e a paz para junto de nós e do silêncio sussurrávamos ao ouvido um do outro, longe da curiosidade passageira, que queríamos ser como duas pedras, erguidas no meio daquela história toda, juntas para sempre num eterno abraço amoroso.
Partilhamos de um segredo, a loucura dá para isto, o sangue fervoroso deixa o racionalismo de parte e no fim amamo-nos. Peço-te desculpa, mesmo sabendo que não seria necessário, pois ambos somos dois incuráveis amantes, mas também te agradeço por tudo o que me deste nesse dia especial, mais do que o anterior menos que o próximo... Obrigado.
quarta-feira, abril 20, 2005
Sinto a tua falta...

O dia soube a verdadeiro mel, do mais doce que existe, não me apetecia descolar do teu abraço quente e sentido. Escondes-te da objectiva que não faz juz à tua saborosa beleza, escondes-te até não conseguires resistir mais à sua atracção. Entregas-te bem devagarinho e aprendes a saborear cada segundo guardado na memória para todo o sempre. Não sabes ainda, mas o desejo de sentir-te de novo e embalar-te nos meus braços supera qualquer outro pensamento que tente ocupar a minha mente, e até a onda do tempo nos afastar de novo, até o sol voltar a sorrir-nos e a lua abrigar-nos na segurança da noite, vou sentir muito a tua falta...




