sábado, dezembro 31, 2005

Era uma vez 2005...

Final do ano, dia de balanço, ou assim dizem, claro que quem faz balanços normalmente são as empresas à procura de lucros ou algo que façam feliz os seus donos e/ou administradores. O mero mortal como eu limita-se a recordar os dias mais pesados e os dias em que simplesmente estava nas núvens.
Acho que este ano começou bem profissionalmente, afinal é sempre mais que satisfatório, nos dias cinzentos que correm, renovarem um contrato de trabalho por mais um ano, logo aí esquecemos o penoso caminho que seria procurar um emprego nas ruelas apertadas do mercado de trabalho.
Não me recordo muito bem como o ano sentimental começou, lembro-me de uma paixão que encheu o meu coração, apesar de não correspondida, lembro-me que dei o primeio meio passo, dada a timidez notória, um mimo oferecido por volta do dia em que celebra, ou nem tanto, a audásia do bispo Valentim, bispo esse que contra ordens imperialistas continuava a juntar jovens casais para a vida. Recordo-me do sorriso nervoso dela, o franzir dos olhos, os momentos embaraçosos e outros tantos divertidos, muito conversámos, lembro-me ainda no ano passado quando na véspera de natal saímos para tomar um café, ali em Linda-a-Velha, e simplesmente conversámos e conversámos.
O fracasso desta aventura, se assim puder classificá-lo, fez, sem esperar, nascer uma aventura maior, a confidente virou namorada naquele noite de 16 Abril, já contei a história aqui no blog e basta navegar nele para a descobrir. Acho mesmo que poderia definir o dia 16 como sendo o 1 de Janeiro de 2005 para mim, comecei uma vida nova, desejada à muito, e talvez por ser inesperada é que é tão apreciada. Foi verão todo o ano, o odor da pele emana amor, os lábios húmidos, o doce toque dos dedos percorriam o corpo todo. A herdade em que ficámos nas férias era divinal, a semana aí passada foi melhor que qualquer outra possível e imaginária, as viagens Lisboa-Braga-Lisboa ficaram cada vez mais curtas e os laços deram mais nós. Hoje a passagem será passada a dois como nos outros anos, a diferença é que não será o meu mano ao meu lado quando o primeiro foguete rebentar mas sim a Mel a sorrir perante o extâse luminoso dos foguetes.
Foram celebrados aniversários, uns mais que os outros, penso que o mais original de todos foi mesmo o da Anita, para os lados de Sintra, numa mata, com muitos amigos e familiares, onde reinou a boa disposição e os variados jogos tradicionais.
Voltando ao emprego, fiz o meu primeiro exterior, logo em grande já que o trabalho foi no Estádio Alvalade XXI para o jogo Sporting-Benfica! Mais recentemente fui escolhido para ir até Portalegre por 4 dias para fazer uma prova de todo o terreno, a prova Portalegre 500 Anta da Serra. Não só me diverti como também aprendi muito e no final algo que poderá ser muito importante a nível profissional, mesmo tendo o azar de ter ficado a uns 10 km de chegar com a carrinha inteira à base.
Não me recordo de grandes tragédias a nível pessoal, sempre fui uma pessoa optimista, talvez por isso o saldo na minha balança seja positivo e por isso poder usufruir do último dia do ano com um sorriso na minha face.
Resta-me desejar a todos vós uma boa entrada em 2006, com tudo o que desejarem! :)

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Sinto-me magoado, traído e surpreso... Quero acabar com tudo o que sementei e ao mesmo tempo não quero perder o que cresceu tão vividamente. Dou um murro na parede, não dói-me mas acalma a raiva. Não quero deitar fora o que é mais importante para mim mas exijo castigo, bem, castigo talvez seja uma palavra forte demais, mas é o desassossego que a expele cá para fora. Por causa de ciúmes? Confesso que sim! Estou agitado, nervoso. Sempre desejei dos outros o mesmo que os outros desejam de mim, sabendo que o cumpro quero que o cumpram, não mando em ninguém nem posso controlar ninguém, mas dói quando actos são praticados e no entanto palavras de afecto e devoção não são declamadas. Vivo de incertezas que confundem-me cada vez mais e deixam-me a imaginar cenários que causararão certamente apertos no coração e profunda tristeza. Sinto-me de luto como se tivesse perdido alguém que conhecia, mas como poderei estar de luto quando fui, inconscientemente, iludido por mim mesmo e pela minha racionalidade cega, não conheço-a como imaginei... Espero ao lado do telefone mal a porta de casa se abra, mas ele não parece tocar, eu sei que ele não vai tocar, como é que eu sei isso? Gostava que ele tocasse, talvez saiba que não vai acontecer porque tal como sei que as palavras não serão faladas o coração não sente da mesma forma. Algum dia sentirá? Ou estou enganado? Só tu me poderás responder...

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Ora estremece para aqui ora estremece para acolá!

Não sei quantos de vós estavam à pouco acordados, são cerca das 5:27 da manhã e já senti dois sismos. Estava eu em maratona a ver a série 24 em frente ao PC quando senti a minha cadeira estremer muito pouco, era cerca das 4:30am, ainda pensei que estivesse a adormecer e por isso não liguei muito e sentei-me mais direito. Da segunda vez foi mais forte, aí até reparei no candeeiro da minha mesa de cabeceira a estremecer e veio logo à cabeça a ideia de ser um sismo. Já não sentia um desde pequenino e mesmo nessa altura não dei muito por ele...

Graças à Era tecnológica em que vivemos, e estando eu ligado ao IRC, perguntei online se alguém também o tinha sentido, houve quem me perguntasse, no gozo, se não tinha fumado algo e estava a alucinar, mas depois, noutros canais, houve também relatos da mesma sensação de sismo, motivo logo de conversa acesa.

Ainda procurei algum site que me pudesse dar uma informação mais fidedigna e exacta, cheguei mesmo a ligar a rádio e mudar para a Sic Notícias mas nada... A certa altura alguém colocou num canal do IRC um link para o Instituto de Meteorologia e fiquei, até à hora em que escrevo, a saber que foi um sismo de magnitude 4.4 em Montemor-o-Novo no distrito de Évora, o que ainda fica um bocado longe do zona de Lisboa, como qualquer um pode verificar pela foto do mesmo site. O local está assinalado com uma bola vermelha, dado ter sido sentido, sendo o local preciso a bola maior dado a magnitude do sismo.




Já foi uma noite diferente do normal, diria mesmo animada, e agora só espero que já não haja mais nenhum por hoje, até porque a hora já é tardia e amanhã é mais um dia de trabalho aqui para este jovem!

Antes que me esqueça, para depois não me acusarem de não ter divulgado o site donde retirei as fotos e para os mais preguiçosos não o terem de procurar, aqui fica o endereço: http://web.meteo.pt/pt/sismologia/sismObservGeral.jsp

Boa noite! :)

terça-feira, dezembro 27, 2005

E eis que volto do dentista! Aweeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! Estou livre da dor que me vinha atormentando nos últimos dias, afinal de contas era um bocado de dente que tinha ficado agarrado e que afiado vinha massacrando a minha língua. Demorou menos tempo do que a viagem até Almada, bastou pouco menos de 5 minutos para explicar o que sentia até à pinça do médico retirar o pequeno diabo da boca. Foi um verdadeiro alívio!!!

Claro que mal cheguei a casa liguei o forno e agora aguardo pelo fim da cozedura da magéstica pizza que lá se esconde no escuro do forno. Vou comer! hehehe....

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Era uma vez o Natal... Era...

O Natal terminou mas o Pai Natal não passou por minha casa, até porque estive a trabalhar e não ter chaminé para ele entrar! O Natal para mim já teve outra magia, já foi mais especial, contudo cresci e essa magia dissipou-se, só para voltar quando uma nova alma vier ao mundo em minha casa. Preferi este ano passar o fim-de-semana a trabalhar e assim juntar-me à boa disposição dos meus colegas, os quais também abdicaram um pouco da família para só à noite voltarem ao lar. Algo que aquece bastante o meu coração foi este ano não nos massacrarem com a saga do Sózinho em Casa na televisão, acho que pela primeira vez em muitos anos!
Se alguém lembrar-se de eu no passado recente ter ficado extasiado por nunca mais ter que me preocupar com os meus sisos, pois bem que me enganei, então não é que um bocado do dente ou mesmo do osso rompeu a pouca pele que o cobria e bem afiado começou a massacrar a minha língua! Pois é, e sendo fim-de-semana natalício ninguém me podia acudir, hoje segunda-feira, dada a ponte feita por alguns, o meu caro dentista encontrava-se fechado, só mesmo a senhora da limpeza é que lá pôs os pés, entrentanto anda aqui o jovem aflito, com uma espécie de lança afiada na boca que me impossibilita, quase totalmente, de comer. Tenho esperança que amanhã irá estar tudo resolvido e poderei deliciar-me com uma enorme pizza, saborosa e crocante, para matar a fome que me vem atormentando até agora!
À uma semana atrás tive o jantar de Natal de amigos meus, mantendo o que já se tornou tradição, cabia a cada um inventar um presente para posterior sorteio entre todos. Mal soube que a tradição seguia este ano andei a pensar no que poderia fazer, e graças à internet, finalmente encontrei uma ideia que até calhava com as obras que decorrem aqui na rua, um pisa-papéis feito com uma pedra da calçada, pintando como fosse uma casa. Como o meu tempo livre ultimamente não tem sido muito foi mesmo no própio dia que a fiz, não antes de ter ido trabalhar, era sábado, ir buscar a minha menina que chegava de combóio, passar pela Praça do Comércio para apanhar o Rui, ir ao supermercado comprar guaches e pincéis e ir para casa construir prenda. Fui tudo num contra-relógio para que às 20horas estivéssemos em casa do Carlos e da Anita. Prenda feita, sacos com comida e bebidas e pessoal no carro faltava apanhar uma pessoa, a Manuela! Lá fomos até Benfica e fizémo-nos à A5 até casa do casalinho Disney!
Entre algumas caras conhecidas e outras nem tantas, o jantar foi super bem disposto, uma mesa recheada de comida e bebidas, boa e divertida conversa, uma músiquita de natal ao fundo e por fim a troca de prendas. A mim calhou-me a prenda feita pelo Rui, ou seja, uma vaquita feita de uma embalagem de leite e pintada, até nem lhe faltou a teta feita com um preservativo. A minha prenda foi calhar à Manuela que com uma felicidade facial disse somente que era mesmo aquilo que precisava, ao que eu fiquei admirado mas no entanto aliviado...
Estando cá a minha menina nos dias que se seguiram foi tempo de aproveitar ao máximo o que podíamos, um pouco como fazemos todas as vezes que estamos juntos, e até fiquei com a ideia que não era suposto separarmo-nos mais uma vez, isto porque quando chegámos à estação não havia bilhete algum para o combóio, ao que lhe perguntei porque não ficava cá mais um dia, só que já era tarde na semana e o Natal estava à porta, por isso optámos por comprar um bilhete num expresso e ela seguir de autocarro.
Antes que termine o testamento, nesse mesmo dia em que a minha doce Mel voltou a casa, fiquei a saber que ía continuar a trabalhar mais um ano no mesmo sítio, o que é uma alegria para mim, quer a nível económico quer a nível pessoal! Embora ache que o desejo tenha sido bom, o modo como foi comunicado a mim e à minha colega a notícia não foi a melhor, afinal acho que hoje em dia não se brinca com as pessoas, ainda por cima quando não temos uma relação assim tão chegada. O que se passou é que fomos chamados ao gabinete do chefe do nosso chefe directo e o mesmo teve a lata de inventar uma conversa séria em como perguntáva-nos quando dias de folga e férias tínhamos em atraso porque a administração tinha-se reunido e por votação tinha decidido que ía rescindir contrato, por isso lamentava.... (silêncio...) e que ficávamos mais um ano na empresa! Ao que a minha colega virou-se e emocionada com toda aquela cena tinha começado a chorar. Eu como nada naquela empresa me surpreende estava calmo como uma pedra.
Agora falta a passagem de ano, e ao contrário de anos passados, este ano será tudo expontaneo, será no próprio dia que decidirei, mais a minha menina, onde o passar, como e porquê... mas de certo vai ser um momento para recordar, um momento kodak, quiçá... mas que incluirá fogo de artíficio, muita alegria e.... um pedido?...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Dia do Aderente

É hoje, já tenho a minha listinha de coisas a espreitar e comprar embora ainda esteja indeciso de qual telemóvel comprar, a escolha pende entre o meu preferido desde à muito tempo, o nokia 6600, que embora já não seja novo ainda é muito actual e completo, ou, desde à umas horas atrás, o nokia 6230i, telemóvel com que o meu irmão apareceu hoje em casa e fisicamente mais parecido com o nokia 6100 que anda no meu bolso e já com as últimas funcionalidades da moda...

De resto é tudo prendinhas para oferecer à familia, namorada e alguns amigos próximos, de resto a não ser que algo encha-me o meu olhar não devo comprar mais nada do que um ou outro DVD e também alguns DVD's virgens para brincar ao piratas...

Precisava de comprar um router wireless mas não sei qual escolher, já que não tive tempo de andar a pesquisar na net, até porque estou a considerar mudar para a Clix 16mb no próximo ano porque o Sapo 4mb+, para além de ser caro, começa a não chegar a nível de velocidade embora o ponto forte seja o tráfego ilimitado nacional, algo que o Clix não consegue oferecer, e claro por isso mesmo paga-se...

Estava a pensar acordar mais cedo e ir lá antes de ir para o emprego mas felizmente o meu chefe mudou-me o horário e assim sendo vou à tarde mal saia do bules, portanto contem comigo lá para as 19:30 na Fnac do Colombo!

E viva o belo do subsídio de Natal!!!!

sexta-feira, novembro 25, 2005

Fantasias de Natal

Começar a fazer a lista dos visados neste Natal para poder aviar algumas ofertas no próximo dia 30, no dia do aderente na Fnac e assim aproveitar os 10% de desconto em tudo, nesta altura de carteira magras é de aproveitar!
Quem bom foi ser criança e não ter de preocupar-me com tal tarefa e poder ficar somente encantado com os anúncios de brinquedos e chocolates que passavam na televisão. Claro que hoje não é como outrora, mas gosto de relembrar alguns anúncios que acabam por trazer um maior espirito natalício aos meus dias.

Oh quem não se lembra do tão adorado anúncio dos chocolates Regina do avô e do neto e as doce fantasias de natal! O diálogo era o seguinte:

- E depois?
- Depois, estava o peixinho, veio o gato, e comeu-o!
- ...
- Mas veio o cão, e o gato teve de se esconder!
- ...
- Depois veio o coelhinho...
- Nã nã, o coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo.

Acho que da história toda da publicidade desta época natalícia, este é o anúncio mais divertido e ao mesmo tempo mais querido que alguma vez foi feito, e com certeza quem ande na casa dos vinte para cima se há-de lembrar.
Mas este ano já tenho ideia do que oferecer à maioria, acima de tudo não posso esquecer de mandar postais para quase todos, algo que já não faço à muito e curiosamente é algo que gosto de receber todos os anos, portanto este ano não à desculpas e agenda com esta tarefa!
Já fui convidado para um jantar de Natal em casa de amigos e se for como em anos anteriores terei de meter mãos à obra para criar literalmente um presente para troca, a ver o que vai acontecer...
Este ano vai ser de trabalho no dia de Natal porque optei por passar o ano novo com a minha querida metade bracarense, planos para o ano novo ainda não existem, pelo menos planos concretos porque ideias não faltam mas ainda têm que ser pensadas durante mais um pouco, pelo menos até o ordenado chegar bem como o subsídio de natal, uma coisa é certa, a passagem vai ser memorável!

quinta-feira, novembro 24, 2005

O rolo agarrado aos dentes!

Como já estava previsto a algum tempo, acabou mesmo por acontecer, hora de arrancar os últimos sisos que sobravam, porque não faz falta a ninguém, no longíquo espaço da minha boca. Eis que começou a grande aventura!
Grande aventura pois descobri que um jovem aos 26 anos e a trabalhar, antes mesmo de arrancar os sisos, tem de passar por uma burocracia e chatices de tal tamanho que quase me leva a questionar se vale mesmo a pena.
Tudo começa quando sentimos que os sisos iniciam o processo de chatear o seu hoste, depois marcamos uma radigrafica panoramíca para se ter a certeza do posicionamento dos sisos com o cuidado de não calhar dentro do horário laboral.
Depois desta simples tarefa marca-se o dia da estracção tendo outra vez cuidado para o dia em que se marca, como o mais provável é calhar num dia de trabalho a preocupação passa agora para se conseguir que o médico de familia/caixa passe a baixa para se poder justificar a falta ao emprego, como os serviços de saúde são fantásticos em Portugal, não foi surpresa ao saber que uma consulta era possível para muito depois da data de intervenção, restou-me dirigir aos clinicos da minha empresa, ao menos já é muito bom que existam, e tentar obter uma baixa. Uma semana antes da intervenção desloquei-me ao local e entre dúvidas de quem estava ao balcão lá consegui falar com a médica e serviço naquele dia que depois de uma breve explicação do que se íria passar aconselhou-me a passar dia 23, um dia depois da operação, nos clinicos e entregar a justificação do médico dentista. Como já não me chegasse a árdua tarefa de arrancar os dentes, tive que entre um estado de fraqueza deslocar-me aos clinicos e qual foi a minha surpresa, mais uma vez, descobrir que ninguém sabia o que eu ali fazia. Consegui falar com a Enfermeira pois o Sr. Doutor estava ocupado ao telefone, consegui com que ela ficasse com os dados e o atestado e para mim o caso baixa terminou. Ficou por resolver a parte financeira já que felizmente a empresa tem um plafond e assim sendo tomava nas suas mãos 40% do custo da intervenção.
Curiosamente no dia da operação, quando cheguei a casa li com cuidados o folheto que trouxe com as instruções pós-cirurgia onde entre vários parágrafos dizia "Remova a compressa após 1/2 a 1 hora", o tempo passou e pedi ajuda à minha mãe visto estar com a face totalmente adormecida não conseguir perceber se tinha ou não compressa. Telefonou-se para o dentista e prontamente disseram que não tinham colocado compressa alguma, portanto nenhuma preocupação levantou-me.
No dia a seguir, após uma noite surpreendentemente bem dormida, estranhei a parte superior estar mais enchada que a parte inferior do maxilar visto que durante a operação tinha sido a parte inferior a mais chata de resolver. Continuei a aplicar gelo como deve ser.
Finalmente consegui comer algo mais quente que gelado e bochechar a boca. Fiquei um bocado ancioso em relaçao a bochechar porque esperava ver sangue coado a sair da boca e assim aliviar o maxilar superior. Bochechei e pouco sangue saiu, voltei para o descanso da minha querida cama e já noite dentro, a alguns minutos atrás para ser mais preciso, dei comigo na casa-de-banho a tentar abrir a boca perante um espelho para perceber o porquê de tanto incómodo no maxilar superior e qual foi a minha terrível descoberta quando puxei com um dedo a boca para o lado de modo a ver melhor a parte posterior, tinha um rolo de algodão que os dentistas usam para afastar os dentes da boca, tentei tirar mas o algodão era manteiga para os meus dedos, assim com a ajuda da minha mãe e uma pinça consegui retirar o maldito rolo que ali morava à dia e meio, deveras assustador mas também aliviante já que a boca conseguiu finalmente relaxar. Isto nunca me tinha acontecido desde que me lembro de ir ao dentista, e são exemplos destes que me fazem lembrar os bisturis deixados nos corpos das pessoas entre outro utensílios!
Suspiro de alívio no fim por jamais ter que voltar a pensar nos dentes do siso e assim poder sorrir sem preocupações para a vida.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Acima da média

This Is My Life, Rated
Life:
7.4
Mind:
6
Body:
7.3
Spirit:
7.1
Friends/Family:
5.9
Love:
6.9
Finance:
7.7
Take the Rate My Life Quiz


Andei a fazer um dos muitos teste que para aí existem na net e este pareceu-me interessante, não só pelo resultado mas também por alguém um dia ter pensado que podemos avaliar a nossa vida e classificá-la de certa maneira.
Depois de responder a duas páginas de perguntas obtive este resultado: 7,4 Nada mau!
O mais interessante é quando comparei com a média das pessoas que fizeram até à altura o teste, cerca de 22,500 pessoas, pude verificar que somente no campo "mind" é que não supero a média. Claro que isto não é nenhuma corrida para ver quem é melhor mas não deixa de ser algo que nos anima e enche o ego. Às vezes também é preciso!
O que estranhei é que no campo "love" o mundo anda pobre segundo as estatíticas, estando mesmo abaixo dos 5 pontos e sendo os homens mais infelizes do que as mulheres, e onde os mais jovens vivem os seus dias mais tristes à procura da sua alma gémea. Daí estar mais que radiante com o meu resultado!
Mas certa forma fico triste porque só vem confirmar mais aquela ideia geral de que o mundo cada vez mais está a apodrecer, até porque somos a alma do planeta e se nós não estamos bem isso irá reflectir-se em tudo o que nos rodeia. No entanto não posso deixar de pensar o quanto sou sortudo por ter encontrado alguém que pela primeira vez, e última espero eu, posso dizer que é com quero partilhar a minha vida até ao fim.

quinta-feira, novembro 10, 2005

I need a break...

Preciso de descansar, preciso de descansar a mente de tantos assuntos que a atormentam e tiram tempo de repouso, a minha menina não está nada bem e precisa de mim, depois existem pedidos de amigos e colegas que acabam por ser adiados ou esquecidos. Claro, não nos esqueçamos daquela situação anual, de ficar até ao último dia a pensar se vão renovar o meu contrato ou colocarem-me nos quadros da empresa ou se vou desta para melhor. Por fim temos aqueles pequenos pormenores que transformam-se em gigantes pormenores, então não é que tinha de calhar nesta altura a minha operação aos últimos dois sisos! Hellooooo, I need a break!

Será karma ou será que ando a ver e a acreditar demais na série televisiva My Name Is Earl e por isso ando a entrar em paranóia?! Mas também não teria, acho eu, motivo algum para receber "troco" quando todos os dias tento ser uma pessoa positiva e disposta a ajudar.

Talvez tenha chegado a uma altura em que seja preciso dizer chega, a loja está fechada, com excepção para a minha menina bonita, que estará a passar, provavelmente, pelos piores dias da sua vida e eu não estou lá para a apoiar, até porque todos os telefonemas que faço todos os dias da semana são insuficientes para compensar a minha dolorosa ausência.

Acabo por andar cansado, apesar de talvez não dar a entender isso, contudo continuo a tentar responder a tudo e todos, quer seja um convite para um café quer seja um DVD ou até mesmo prolongar o meu dia de trabalho, é algo que está na minha natureza, chamem-lhe solidariedade, altruísmo, simpatia, o que quiserem.

Felizmente ao deitar consigo esquecer tudo isto, dentro do possível, e dormir até ser dia de novo e, espero eu, que neste fim-de-semana a minha menina possa vir ter comigo, dado a impossibilidade de eu lá ir, para deixar para trás uma par de semanas bastante tensas e preenchidas por stress emocional. Se isso foi impossível, terei que deslocar-me até sua casa para ter uma conversinha com os seus pais, conversa que talvez já devesse ter tido à uns tempos mas evitada a pedido da Mel, porque nada do que fazem hoje é positivo para o futuro da minha menina, como pessoa e como profissional.

Finalmente acho que consegui por em ordem a burocracia para poder ficar em repouso durante uns dias após a cirurgia aos dentes do siso e assim ver-me livre para sempre desta chatice, que poderia já ter ficado resolvida à uns anitos se tivesse sido menos preguiçoso.

Ontem houve uma reunião da Direcção de Informação com a redacção e entre alguns assuntos tratados falou-se da minha situação e da Vanessa, visto estarmos prestes a terminar contrato em Janeiro e estarmos sem conhecimento da posição da administração. Só poderia vir da menina Guida esta pequena atenção, ou não fosse ela umas das pessoas que mais se importa com o tratamento que nos dão, será uma Robin dos Bosques dos tempos modero?! hehehe

Amanhã é um dia novo, mais um dia para despertar para o mundo e tentar progredir na vida e fazer mais um laço à volta de um problema e arrumá-lo para sempre na prateleira.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Os "franceses" na era dos ingleses

Com os dois avôs tão queridos de Portugal a concorrem para o Lar de Idosos que será inaugurado no Palácio de Belém a partir das próximas eleições presidenciais não é de admirar que comecem a andar na boca do povo pequenas piadas sobre toda esta atenção mediata que têm tido, sendo ambos os principais candidatos que a principio quiseram deixar de lado o Manuel Alegre e o Franscico Louçã.

Eu achei bastante piada à seguinte anedota que encontrei por acaso:

Na sua recente visita aos Estados Unidos, Mário Soares e sua esposa, hospedaram-se num luxuoso Hotel. Cerca das 17h00, Mario Soares agarra no telefone, chama o serviço de quartos e diz:

- TU TI TU TU TU TU

A recepcionista não compreende o que quer dizer Mário Soares e crendo que se tratava de uma mensagem cifrada, avisa imediatamente o FBI. Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI e postos ao corrente, e não conseguindo decifrar a mensagem, decidem chamar a CIA.

Os serviços secretos mandam mais dois agentes ao hotel e começam a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado. Entretanto, Mário Soares, volta telefonar e recepcionista, agentes do FBI e da CIA ouvem Mário Soares repetir:

- TU TI TU TU TU TU

Desesperados os agentes resolvem chamar o tradutor oficial da embaixada dos Estados Unidos em Portugal. Um caça supersónico do Pentágono recolhe imediatamente, no aeroporto de Figo Maduro, o respectivo tradutor que é conduzido sem mais demoras aos Estados Unidos. Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de Mário Soares e descobre o mistério.

O ex-presidente Português e actual candidato tinha querido dizer:

"Two tea to 222"


Consigo perfeitamente imaginar a cena, é de chorar a rir com toda a situação ridícula, quer pelo lado americano, que me toca mais, quer pelo lado do vôvô Soares. Descobri que a anedota também tem a sua versão espanhola mas acho que acenta que nem uma luva ao Mário Soares.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Na passada segunda-feira, dia especial para quase todos, fazia um ano e nove meses que os pombinhos Sandra e Hugo renasceram num só ser, nuestra Manuelita despedia-se do seu quinto andar que tantas histórias teria para contar, dos Estados Unidos veio o Halloween, que pouco ou nada quis do jantar, tivémos também a presença do senhor Ricardo Bravo, que chegou da concorrência e por fim a convidada especial, a amiga da Manuela, a Katy.

Entre muitos e divertidos assuntos calhou falar da internet e os blogs que por aí vão nascendo, e constatei um facto, um tanto ou quanto engraçado, de que a maior parte dos meus amigos que lêem o que para aqui gatafunho, acabam por nunca comentar por escrito, feito misterioso e talvez contagiosamente transmissível, mas sim pessoalmente, quer por telefone quer quando me encontram. Ora dizia eu à Katy que sem dúvida não percebia porquê, seria por verem que poucos ou nenhuns comentam e por isso recearem o vazio de palavras que daí advêm, ou seria por simplesmente por preguiça ou não quererem acusar a sua passagem por aqui, ora não encontrei uma resposta à minha questão.

Não posso queixar-me muito, já que existe um feedback verbal, mas às vezes gasto um pouco do meu tempo livre a pensar se existirá assim tanto interesse em partilhar letras e palavras com amigos e desconhecidos. Afinal prezo tanto a privacidade mas às vezes deixo as pessoas entrar sem dar por isso, afinal o livro está mais aberto do que eu pensava e, se calhar, até não seja mau de todo, no entanto não sei, por vezes os comentários deixados por vós levam-me a que os releia vezes sem conta, procurando entre letras algo mais, talvez um sentimento, mas quem sabe... bem, é melhor parar os dedos sobre este assunto antes que comece a divagar sobre um precipício.

Falando agora de uma pessoa que verdadeiramente me interessa, e que é já parte importantíssima da minha vida, do meu dia-a-dia, a minha doce Mel. Daqui a uma horas vai ter o seu primeiro teste de matemática deste importante ano. Quero que saibas, apesar de ser tradição desejar todas aquelas asneiras para dar sorte, que desejo que o dia te sorria, que percebas que o importante não é o que alguém te atribui, neste caso a nota. mas sim o esforço que colocaste no estudo, quero que saibas, perante todos, que estou bastante orgulhoso de ti pela tarefa que continuas a levar por adiante, que os dias longos até ao final do ano lectivo poderão ser os últimos dias longos da tua vida, que depois de ultrapassados poderemos dar a mão sem olharmos para o dia que é ou as horas que restam para ele adormecer.

Penso que saibas, embora goste de sublinhar as vezes necessárias, que te amo sem fronteiras e estarei sempre por perto sempre que precises, e mesmo estando fisicamente longe, que saibas que isso nunca me há-de impedir de dar-te todo o meu apoio e confiar em ti, porque sei que és a pessoa por quem o meu coração um dia desejou bater e bater e bater...

quinta-feira, outubro 27, 2005

19ª Baja Anta da Serra Portalegre 500


Para quem não está dentro do TT ou Todo o Terreno com certeza não sabe o que será a Baja Anta da Serra Portalegre 500. Posso dizer que decorreu entre os dias 21 e 23 de Outubro em Portalegre e a prova é conhecida por ser um aperitivo para o Dakar, pelo menos este ano é pois estão inscritas as equipas oficiais da Mitsubishi, Volkswagen e Nissan. Dakar esse que vai realizar-se no final deste ano de 2005, com o atractivo para Portugal pois os concorrentes vão partir de Lisboa e, pessoalmente, estou na esperança de poder fazer parte da equipa que vai estar a trabalhar para que o Dakar chegue a casa de todos.
Mas o que interessa por agora é a 19ª Baja Anta da Serra Portalegre 500, prova a que assisti, já que fui escolhido para fazer parte da equipa da RTP que foi cobrir o evento. Pela primeira vez pude presenciar em primeira mão tudo o que está por detrás das grandes transmissões televisivas e aumentar os meus conhecimentos profissionais.
Claro que nem tudo é trabalho e por isso o divertimento também foi muito entre as pessoas, bons e longos jantares, brincadeiras e partidas, até mesmo durante a altura de stress com material que tinha de estar pronto para emissão o bom humor foi imperador!
Sendo o meu primeiro exterior a sério, já que tinha feito um exterior do último Sporting-Benfica, fui alvo de praxes por partes dos meus colegas mais próximos, não pensem que tem alguma coisa a haver com as praxes das diversas universidades mas sim praxes relacionadas com o trabalho, mais do tipo de partidas nas quais caí, é claro.
Nos intervalos deu para tirar umas fotos da competição e também de um concorrente original. E porquê original, ora na competição de motos houve quem se tivesse lembrado de levar a bordo a sua "companheira", companheira que era nem mais nem menos uma boneca insuflável. Só mesmo vendo para acreditar!
Ao voltar para Lisboa até o carro da empresa me pregou uma partida, a menos de 25km's de chegar à RTP o carro não aguentou, a correia soltou-se e fico presa e tive de parar na estação de serviço de Alcochete e pedir um reboque, acabei por terminar o dia mais tarde do que pensava mas olhando para trás, tudo o que aprendi fez com que valesse a pena todas as brincadeiras, contratempos, etc...
Uma ideia que me surgiu foi começar a coleccionar credenciais para mais tarde recordar. ^_^

domingo, outubro 09, 2005

Elogio ao Amor

Sem comentários... :) Leiam que vale a pena e se quiserem guardem para ler mais tarde, as vezes necessárias....
« Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.

Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.

Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.

O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.

Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado.

Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.

Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha é uma convivência assassina.

O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.

Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.

O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.

A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. »


by Miguel Esteves Cardoso in Expresso

O regresso...

O blog esteve parado mas a vida continuou a ser vivida, agora com um tempinho é hora para um flashback e fazer um apanhado do que aconteceu.
Estive recentemente de férias mas um dia antes de entrar em férias tive a oportunidade para me estrear num exterior, isto é, tive a oportunidade profissional de sair do meu local habitual de trabalho e ir fazer um trabalho no exterior para a empresa. Não poderia ter sido melhor escolhido pois tive o grande prazer de ir trabalhar para a bancada de imprensa do grande estádio Alvalade XXI.
Confesso que o nervosismo foi crescendo desde que o meu chefe me transmitiu tal ordem para me deslocar para um exterior, mas ao mesmo tempo percebi que sou de confiança, até porque o jogo era importante, um Sporting vs Benfica, e ao saber isso também me senti orgulhoso.
Apesar de ser no final de uma semana de sete dias de trabalho, de ser após o meu horário normal, ou seja, em horas extraordinárias, a emoção tomou conta de mim e a racionalidades dos meus actos denunciavam o nervosismo de não querer falhar ou esquecer-me do que quer que fosse.
Não vale a pena pormenorizar o acontecimento mas somente dizer que profissionalmente cresci bastante e fiquei a conhecer uma parte que desconhecia deste meio que é a comunicação social.
No final do dia, por volta da uma da manhã, após material arrumado rumei a casa para umas merecidas férias a meu ver, mas o que mais me ocupava a mente naquele instante era a oportunidade para passar uns dias com o meu amor.
Finalmente dei por mim em Braga com a minha menina e no fim-de-semana que era suposto dar-se a mudança de casa, infelizmente, não se deu, assim sendo os planos de ficar a semana inteira sairam como um tiro pela culatra e segunda estava de novo por Lisboa para meu pesar.
Duas semanas passadas, e com a minha menina já a viver na sua nova casa, regressei para perto dela e ao mesmo tempo dei-me a conhecer aos seus pais, que com certeza deverão ter um certo interesse em perceber que tipo de pessoa sou e afastar a possibilidade que sou mais um daqueles tipos de homens que se aproveita de uma rapariga e depois parte para outra.
O convívio foi bom, sei que de futuro dar-me-ei melhor com o pai do que com a mãe, não que tenha tido algum problema mas é mais a acessibilidade que uma pessoa sente ter e também o modo da pessoa ser.
Acho que não vale a pena dizer que qualquer minuto que tive com a minha menina foi aproveitado por ambos e também que finalmente tive a oportunidade de conhecer uma amiga muito especial da Mel, a sua Sara. Simpatiquissima e muito bem humorada, sempre com um sorriso à espreita, acho que seria assim que a descreveria...
Antes de voltar para a minha rotina em Lisboa, ainda tive o prazer de levar, todo orgulhoso, a minha menina à escola por duas vezes, e ao mesmo tempo prolongar a minha estadia por mais dois dias. Digo orgulhoso porque senti-me mesmo como um namorado que olha pela sua menina e quer que ela se sinta especial e, é nestes pequenos gestos que nos sentimos vivos e importantes, modéstia à parte...
E chegamos ao dia de hoje, apesar de ser domingo é dia de trabalho e ao mesmo tempo dia de eleições autárquicas, sinceramente política não me diz nada nem vejo o dia quando o fará, o que gosto neste dia é o movimento que a redacção ganha e ao mesmo tempo a oportunidade de estar com colegas que já não via à muito, mais porque são do Porto e não daqui de Lisboa.

terça-feira, agosto 30, 2005

O denso nevoeiro fez-me lembrar D. Sebastião a partir sem data para regressar, foi assim que comecei a viagem de regresso a casa, contudo o manto branco parecia ter sido enviado por ti e pelo teu coração saudoso que se recusava deixar-me partir. Ainda pensei voltar atrás e deixar de ser teimoso e deixar-me levar pela orelha para tua casa e esperar pelo sol do dia seguinte. Mas dada a aventura ser grande e ansear por um lençóis familiares continuei a avançar até que finalmente após 250km o manto ter-se dissipado e desistido de me castigar, talvez por sentimentos injustos que me perseguiram num momento recente e nos trouxeram pequenos dissabores e angústias.
O amor prevalecerá no final, alguém o disse, acredito que seja uma grande verdade e talvez por ser um sonhador queira acreditar que vale a pena superar todas as dificuldades e barreiras que travem a nossa felicidade. As tuas lágrimas alimentam a minha paixão por ti e assim regas o meu pomar de confiança e amor que também precisam do teu sorriso solarengo para crescer e ser próspero...

domingo, agosto 28, 2005

Apetecia-me matar alguém, o coração está acelerado e não tem hora para abrandar, os cabelos esticados de raiva mas os olhos choram de tristeza, tinha a mão estendida, como sempre está, mas viraste-te para outro lado, porquê?! Estive alguma vez longe demais para ajudar?!

Nem um zumbido ouvi, o silêncio tornou-se pesado demais, o coração acelarado estava agora cansado e arrastava-se por um beco escuro e húmido, afinal o que é que ele significa para ti? Mais uma almofada para espetares pequenos mas dolorosos alfinetes? Penso onde poderei ter cometido um erro, o que terei feito para acomodar esses sangrentos alfinetes.

Apesar de tudo o coração não perdeu o motivo porque continua a bater, tu, mas serás que desejas continuar a vê-lo bater por ti quando me torno invisel para ti, trocado por um braço que se estende de outro lado qualquer e que outrora te deixou amargurada, não percebo o que se passa ou o que queres de mim... apercebes-te disso? Fala comigo...

sexta-feira, agosto 19, 2005

Vertigo Tour T +5 days...

Sim o blog anda parado, sim é tempo de actualizá-lo!

Depois deste pequeno desabafo em tom autoritário e revoltado, comigo isto é, dizer que os U2 já cá passaram e depois de alguns acontecimentos na minha vida, arranjei um tempinho para passar por cá.

Ora vejamos o que se tem passado, hum.... como bom chefe que tenho, e sabendo que fui o primeiro do meu sector no meu emprego a conseguir bilhete, num momento de inspiração, só pode, colocou-me a trabalhar precisamente no dia do concerto no Estádio de Alvalade! Obviamente fiquei mais que irritado e lá tive que recorrer à minha diplomacia, para com os meus colegas, de modo a trocar o meu horário para esse fim-de-semana. Consegui é claro mas não evitei oito dias contínuos de trabalho, num período em que muitos colegas meus estão de férias e portanto o trabalho ser mais do que habitual...

Mas esse mal foi rapidamente superado pois sabia que aquela menina bonita que acelera o meu coração estava para chegar naquele penúltimo dia de trabalho daquela semana. Finalmente pôde vir visitar o modesto local onde costumo trabalhar e ao mesmo tempo conhecer pessoas que só conhecia de conversas telefónicas ou história contadas, assim como algumas caras conhecidas.

Tenho que confessar, parecia uma menina de 5 anos muito surpresa mas ao mesmo tempo muito envergonhada quando a abordavam ou pediam para deixar cair a formalidade das palavras e passar a tratar as pessoas por tu, muito por causa do à vontade que se vive no emprego e quase no considerarmos familia um dos outros. Normalmente até dizemos que uma das qualidades precisas para trabalhar nesta famosa casa é ser maluco da cabeça (no bom sentido!), porque de outro modo o stress do trabalho acaba com uma pessoa.

Mas voltando ao assunto que já parecia fugir, as minhas folgas foi deliciosas, como sempre são, pois pude estar com a minha querida namorada e fugir da realidade árdua da rotina casa-trabalho-casa. Aproveitámos um dos dias solarengos para passearmos pelo jardim zoológico, quase como um safari citadino selvagem, e basicamente divertimo-nos um pouco, contribuirmos para essa grande instituição e visitarmos alguns vizinhos de outrora dos nossos antepassados.

Como em qualquer visita que fazes aqui a este paciente enamorado, não seria justo se não relaxacemos na simples esplanada do Belem Terrace e nos deliciácemos com aqueles batidos de morango de deixar água na boca a qualquer um.

Até que o dia 14 chegou e toda a tua ansiedade que já se vinha a acumular durante as últimas semanas quase que rebentou e reclamavas na brincadeira por um calmante. Com algun esforço consegui arrancar-te da cama para te levar ao encontro do teu Deus Bono que a alguns pouco quilómetros dali seria honrado com a Ordem da Liberdade, ao que parece o filho do Presidente não tinha bilhete para o concerto e pediu ao pai para arranjar um esquema qualquer, mas fora de brincadeiras qualquer um, hoje em dia, é candidato a ser recebido pelo Presidente da República, já que áté certos jornalistas, que prefiro manter no anonimato, recebem condecorações por supostos feitos...

Antes que fuja do assunto mais uma vez, volto a Belém onde esperámos pela caravana vinda de Figo Maduro e que transportava Bono e a sua banda até ao Palácio de Belém. Enquanto esperávamos a multidão ia-se juntado e os turistas mais curiosos paravam para perguntar o que se passava, foi aí que percebi finalmene porque motivo ninguém (os espanhóis) percebia o que dizia quando referia a palavra "U2" em inglês até que um casal exclamou um grande "AH!" e diseram prontamente "U2" (ú dós). Pois é, para eles até o nome da manda é dito na língua espanhola, a partir daí sempre que nos perguntavam dizíamos prontamente "ú dós" e logo percebiam a excitação das pessoas.

A banda lá chegou, o delírio foi total, a polícia viu-se aflita para conter tanto ânimo e foi levanda na onda da multidão para o meio da rua. O tempo passou, cada segundo parecia eterno até que finalmente deu-se a saída da caravana e as máquinas de filmar e fotografar capturaram esse momento e de lá de dentro do carro que transportava o Bono saiu um braço e acenou à multidão. De novo o delírio geral... mas tudo acaba depois de uns minutos e é tempo de ver o que se fotografou e filmou. Histerias à parte voltámos a casa para descansar um pouco e partimos para o tão esperado concerto...

Estacionámos o carro, dirigimo-nos para o estádio, entrámos e quando tudo parecia correr bem, a fã não encontrou uma t-shirt de recordação da passagem dos U2 por Portugal, tudo o que sobrava eram XL e por isso foram 2 pins que serviram, por assim dizer, de consolo a uma tristonha fã, cheguei mesmo a oferecer a minha nova t-shirt da tour '05, mas nem isso te animou...

Claro que sobre o concerto não é preciso dizer muito, visualmente atractivo e bem construído, em relação ao som aí é que ficou algo a desejar pois vir dar concertos em cima da hora dá para estas coisas, o som não ficou totalmente percetivel e quando o Bono não cantava mas falava, tudo o que se percebia era palavras soltas um pouco distorcidas, já para não falar que a sonoridade dos instrumentos também ficou além do excelente. Mas valeu pelo espectáculo como um todo e foi uma noite muito bem passada.

Era suposto a minha menina partir do dia a seguir só que alguém lá em cima tinha uma surpresa para nós, então não é que a maioria das pessoas preferiu viajar de tarde depois do concerto, por essa razão o comboio estava esgotado e assim, para nosso contentamento é claro, a viagem ficou marcada para o dia seguinte, que por acaso até era dia do nosso aniversário, e mesmo sendo um dia especial para nós não evitámos corrermos para apanhar o comboio!

Sem dúvida 4 dias que viraram 5 e que me fizeram muito bem depois de andar a arrastar-me no meio de tanto trabalho e que acima de tudo afastámos a saudade por mais uma semanas.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Vertigo Tour T -11 days...


"All Because Of You"

I was born a child of grace
Nothing else about the place
Everything was ugly but your beautiful face
And it left me no illusion

I saw you in the curve of the moon
In the shadow cast across my room
You heard me in my tune
When I just heard confusion

All because of you
All because of you
All because of you
I am... I am

I like the sound of my own voice
I didn't give anyone else a choice
An intellectual tortoise
Racing with your bullet train

Some people get squashed crossing the tracks
Some people got high rises on their backs
I'm not broke but you can see the cracks
You can make me perfect again

All because of you
All because of you
All because of you
I am... I am

I'm alive
I'm being born
I just arrived, I'm at the door
Of the place I started out from
And I want back inside

All because of you
All because of you
All because of you
I am

by U2

All because of you, Mel...

segunda-feira, julho 25, 2005

Ando sem escrever pois a saudade atormenta a minha mente e não me deixa pensar sequer direito, um nevoeiro misterioso afasta-te de mim e, sempre que as saudades apertam mais, lembro-me das tuas lágrimas que tentavas esconder aquando da partida e aí sei o quanto me amas e sofres também com a distância.
Sinto-me a flutuar ao mergulhar nos teus olhos verdes, sinto-me feliz perto deles, anseio que cada piscar de olhos seja mais rápido para não os perder de vista, talvez por isso também adormeça antes de ti para sonhar com eles e acorde primeiro para os ver a despertar muito timidamente.
Hoje em dia já se tornou muito estranho virar-me ao acordar e não encontrá-los, adormecidos quase que por magia, resta-me memórias que uma camera fotográfica outrora guardou e esperar por amanhã para os voltar a adorar.

quinta-feira, julho 14, 2005

As cidades afastaram-nos e fomos puxados, um para cada lado, como se de um elástico nos tratassemos, no entanto reencontramo-nos diariamente em carne e osso num mundo virtual, ouvimos a voz um do outro eletrificada e admiramos a face distorcida por entre estranhas cores, só que existe uma coisa que se mantém fiel, as emoções! Elas não diferem da realidade, pois cá dentro a sensação é a mesma, faz-nos sentir bem e relembrar-nos porque somos felizes.

A distância é assim encurtada, mas... recebo uma mensagem tua, a distância aumentou de repente, logo quando chegar a casa, por mais que espere, não vais estar lá, valores materiais impedem ver e ouvir-te. A saudade aperta...

domingo, julho 10, 2005

Nuestra casita


Foi a nossa primeira casa, um local de abrigo, de descanso, de paz e descobertas. Descobrimos verdades e outras mais obscuras, purificámos os nossos corpos, fizémos juras de amor, mantivémos uma luz de presença bem forte para nos abrigarmos dos seres perversos da noite mas no final tivémos que a deixar.
Hoje restam boas e divertidas lembranças dessa semana, descobri a enfermeira que escondias dentro de ti e que me curou de todos os males, ofereci-te doces beijos em troca e da essência da bergamota perfumei o teu corpo.
Antes do anoitecer quis roubar um pouco do sol para podermos partilhar sempre que quissémos, o cansaço da noite instalou-se e adormeceste sem dar conta, as tuas vestes brancas enganaram os meus olhos e em ti vim um anjo a repousar, deitei-me ao teu lado e roubei o sono dos teus lábios e adormeci.

quarta-feira, julho 06, 2005

Duas semanas

Duas semanas evaporam-se tão depressa como uma onda rebenta em terra, e embora a tristeza se apodere de mim, uma outra parte recorda todos os pormenores, todos os locais, todas as respirações e aventuras vividas.

Duas semanas que poderiam preencher um livro de milhares de páginas mas muitas dessas páginas certamente estariam vedadas ao leitor mais curioso, mais por serem momentos inteiramente intensos e pessoais, e portanto podendo ser somente vividos e posteriormente recordados pelas duas almas que os tornaram realidade, que sussuraram um "sim" que abriu portas a outro nível de intimidade, ofertas de amor, pequenos sopros arrepiados...
Novos sabores descobriste, novos locais com paisagens dislumbrantes aprendeste a partilhar, lembro-me da tua expressão de puro êxtase a deliciar-te com a descoberta das temperadas pita shoarma de que tanto tinhas ouvido falar, acho que foi dos pratos, que provaste, que mais te marcou pelo sabor forte e único. Porém foi à beira Tejo que descobriste o local ideal para um final de tarde bem passado, com o horizonte e uma marina em fundo da esplanada do Belém Terrace.
Finalmente visitaste o Eusébio e a Amália, a principio não os reconhecestes mas depois a alegria floreou perante tais criaturas, claro que o Oceanário tinha muito mais para oferecer e por isso continuámos o nosso mergulho à procura das restantes espécies, escapámos aos voos rasantes de algumas aves e, no meu caso, fui afundado numa multidão de pequenas pessoas (also known as... crianças) ao tentar fotografar uns pequenos clones do tão famoso Nemo.
A cereja em cima do bolo foi sem dúvida a semanita que estava reservada no Baixo Alentejo, num sitio, que apesar de não ter sido fácil encontrar, algo paradisiaco e longe de interferências externas, trouxe a calma que nos faltava. Acordar ao teu lado não foi novidade para mim, partilhar um pequeno-almoço trouxe de volta recordações de uma refeição matinal tomada ao teu lado em Braga, mas houve algo que foi bastante importante para mim, o facto de teres ganho confiança em mim e teres deixado para trás alguns receios e embaraços, permitiu que pudéssemos apreciar mais o nosso amor e fortalecer os laços que nos unem.
Duas semanas únicas na minha vida, na nossa vida, os aspectos positivos trituraram por completo os negativos, até porque os negativos perdem-se no esquecimento. Mas o mais importante foi ter podido oferecer umas férias mais que atrasadas à minha menina e fazê-la feliz!

segunda-feira, junho 13, 2005

Esta noite a cama tremia de frio e anseava pelo teu calor, as almofadas aconchegavam-se uma na outra à procura dos teus suaves cabelos, as minhas mãos procuravam o teu doce corpo, a cama era grande demais para mim, virava-me para a direita e não estavas lá, virava-me para o outro lado e não te encontrava, só mesmo o cansaço interrompeu a minha busca no vale dos lençóis.

Acordei para te dar os bons dias, aproximei-me de ti para te beijar mas não te vía, como foi possível o fim-de-semana ter passado tão depressa? Como foi possível deixar-te embarcar no comboio e fugires de mim? Porque abandonei o abraço que nos mantia unidos? Tenho saudades tuas...

domingo, junho 12, 2005

Notaram alguma coisa nova na página?... Não?... Hum... Ainda não deve ter carregado.... Contem até 10.... hum... ainda nada? Não procurem mais, se ainda não descobriram é porque não têm o som ligado.

A música que está a tocar é de uma das minhas bandas favoritas, os Within Temptation e o tema chama-se Memories.

Memories

In this world you tried
not leaving me alone behind.
There’s no other way.
I prayed to the gods let him stay.
The memories ease the pain inside,
now I know why.

Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.

Made me promise I’d try
to find my way back in this life.
I hope there is a way
to give me a sign you’re ok.
Reminds me again it’s worth it all
so I can go on.

Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.

Together in all these memories
I see your smile.
All the memories I hold dear.
Darling, you know I will love you
until the end of time.

Chorus:
All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you here.
All of my memories keep you near.
Your silent whispers, silent tears.

All of my memories....



Uma versão aportuguesada da música, mas nada como em inglês, língua mais doce...

Memórias

Neste mundo tentaste
não me deixar para trás só.
Não há outro modo.
Eu rezei aos deuses para deixarem-no ficar.
As memórias aliviam a dor interna,
agora eu sei porquê.

Refrão:
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Fizeste prometer-me que eu tentaria
encontrar o meu caminho de volta nesta vida.
Eu espero encontrar um modo
para dar-me um sinal que estás bem.
Recordo-me novamente isto é o valor de tudo
então eu posso continuar em frente.

Refrão:
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Juntos em todas estas memórias
eu vejo o teu sorriso.
Todas as memórias eu guardei bem.
Meu amor, sabes que irei amar-te até o fim dos tempos.

Refrão:
Todas as minha memórias mantém-te próxima.
Nos momentos silenciosos imagino-te aqui.
Todas as minhas memórias mantém-te próxima.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Todas as minhas memórias...


Quanto muito surge-vos uma questão, porque carga d'água foi esta a escolha do Pedro!? Numa palavra respondo-vos logo: Mel.
Para além de adorar a música dos Within Temptation, esta música em especial saltou à vista e faz-me recordar certas acontecimentos que têm vindo a passar-se à quase dois meses, e depois de este fim-de-semana tórrido e turístico, a dor da partida é grande e o tempo inimigo do coração.
Falar do fim-de-semana? Hum... acho que ainda está para chegar o blog com bolinha vermelha, mas vendo bem a coisa foi 50% turístico 50% tórrido e o resto fica entre mim e a minha menina...

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua


Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, junho 07, 2005

Tsssss.....

Ahhhh... tssssss.... é nestas alturas, a estas horas da madrugada, por mais incrivel que pareça, que me apetece algo bem fresquinho porque o calor não dá tréguas ao corpo suado, ainda nem sequer estamos no verão e já o calor aperta até temperaturas, apelidadas por muitos como, estúpidas.

Destesto o calor, analisando os prós e contras só tem uma vantagem, andar com roupas mais leves, porque de resto não sou uma pessoa que tolera o calor, seria normal agora ir deitar-me, bem enroscadinho nos meus lençóis e edredon, mas com estas temperaturas até parece que estou a deitar-me em cima de uma cama de brasas. Uma pessoa só acaba por adormecer quando o cansaço é maior que o calor sentido.

Só mesmo indo à janela é que consigo encontrar uma pequena brisa fresca que mais parece fugir da vaga de calor que quer conquistar tudo e todos! Isto de noite é claro, porque de dia é para esquecer.

"Porra que calor!!!" é o que apetece dizer, mas nem isso assusta a vaga de calor que veio para ficar... e lá vou eu buscar um iogurte bem fresquinho para arrefecer os ânimos...

segunda-feira, junho 06, 2005

Onde ir?

Faltam duas semanas e a indecisão ainda paira no ar, que caminho seguir e por onde ir, mas depois penso, não será mais interessante ir de olhos vendados, pé ante pé, à descoberta de pequeno recantos portugueses? Tudo bem que vai contra a minha maneira de ser porque gosto de ter tudo planeado mas acho que ando mais propenso para a aventura e estou a mudar a maneira de ver as coisas.
Ando ansioso para estar contigo, fugir de tudo e todos durante duas curtas semanas e mostrar-te o mundo e vivê-lo contigo, desligar o telemóvel e apreciar o pôr-do-sol abraçado a ti, acordar com o som das ondas a bater e ver o sol crescer, crescer e crescer para te dar um bom dia amor depois de uma noite estrelada de paixão, quero que essas duas curtas semanas sejam eternas, no fim não interessa onde iremos estar, desde que estejamos felizes.

domingo, junho 05, 2005

Procuro-te entre a multidão

Procuro-te entre a multidão, rostos desconhecidos escondem outros tantos rostos desconhecidos, pessoas que passam a correr e empurram-me, desvio o olhar para o encontrar no segundo seguinte, passo por uma carruagem, entro saio, entro saio, passo para a carruagem seguinte, entro saio, entro saio, não te encontro, desço as escadas, procuro-te perto das bilheteiras mas não estás lá, subo o elevador, procuro-te entre os pilares que escondem pessoas, grupos de amigos, familiares, turistas, estranhos mas não te dislumbro, onde estás? onde te escondes? perdeste-te? as pernas já ficaram para trás do cansaço mas mesmo assim avanço, para onde não sei, mas tenho de te encontrar... vieste?

quinta-feira, junho 02, 2005

Calor humano-animal

Faz lembrar alguém não faz?!

terça-feira, maio 31, 2005

Fim-de-semana acidentado

3 semanas tinham finalmente passado e naquela sexta-feira à noite, véspera de mais um sábado que prometia ser delicioso, aquela notícia fez o mundo desabar, mesmo que por algumas horas, como depois viemos a descobrir, e a distância não me permitiu dar-te um abraço de conforto, entre tanta impotência restava-me somente ver-te por uma pequena janela bem lá ao longe e imaginar-me ao teu lado, fazendo sentires-te mais segura e menos só.

Bem cedo, ao mesmo tempo que o sol também acordava, estava a caminho do teu coração, e a meio da minha jornada recebi finalmente a boa nova, o que só por si tornou a longa caminhada mais fácil e, já perto de ti, o dia sorriu e convidei-te para irmos passear até a um ponto das minhas origens e visitar uma pessoa bastante especial.

Após a surpresa da nossa visita, deliciámo-nos nos 3 Pipos e descansámos da longa distância que separava o nosso ponto de partida ao de chegada. Foi engraçado receber o telefonema de uma preocupada pessoa que convidáva-nos para uma sobremesa mais caseira. De estomâgo cheio, passeámo-nos pela rústica casa e fugimos para a varanda, longe dos olhos mais conservadores, para trocarmos uns abraços de saudades e beijos de amor.

Antes de regressarmos ainda deu tempo para conhecer algumas das histórias que uma mente jovem e um corpo cansado guardam para sempre, mas o melhor foi ver o brilho emotivo nos olhos de uma pessoa de 94 anos, porque mesmo depois de viver tanto ainda se consegue emocionar perante um casal de namorados.
Foram cerca de 700km de boa disposição e aventura e o melhor ainda estava para acontecer, o dia a raiar e poder ver-te abrir os olhos pela primeira vez, podemos ter ficado cheios de jeitos, mas foi algo muito especial.
Quando supostamente deveria estar a dormir em Lisboa, estava a tomar pequeno-almoço com a minha mais-que-tudo num café em Braga, e já que o dia ainda mal tinha acordado tínhamos todo o tempo do mundo para fazer o que bem entendessemos, a primeira coisa que me veio à cabeça foi o que me tinhas sugerido no dia anterior... Melgaço! E assim lá fomos, e acho que foi, como se costuma dizer, a cereja no bolo após um fim-de-semana diferente de todos os outros que passámos, e pela primeira vez senti que me deixaste entrar na tua vida e nas tuas origens, e de tudo o que vimos e visitámos em Melgaço e arredores, o que me tocou mais fores teres cumprido parte de uma promessa que fizeste a alguém que te é muito querido e chegado. A outra parte da promessa poderás cumprir quando quiseres, já que é só me dizeres onde e quando que mostraremos o quanto é importante honrarmos o desejo de uma pessoa especial.
Almocinho rápido e o inevitável regresso a Lisboa, e foi uma surpresa tamanha ter recebido o teu "assustado" telefonema, quase como que tivessemos regressado à noite de sexta-feira. Mas desta vez pareceu ser um caso mais sério e por isso não consegui tirar da cabeça a preocupação pelo teu bem estar e pela resolução do caso. A minha preocupação era tal que as pessoas que estavam comigo sentiram isso e tentaram analisar as coisas comigo, não só por curiosidade mas também por mim e por ti.
Quando menos esperava, as noticias chegaram e não eram animadoras, no entanto não se verificaram os nossos piores medos, o que por si só já é o suficiente para respirarmos bem fundo de alívio, e o mais estranho foi ter estado ao telefone e tudo parecer bem, acho que ninguém estava à espera, eu pelo menos não estava...
O fim-de-semana a acabar e logo no dia a seguir fiquei boquiaberto, feliz e ri-me quando entre acidentes atrás de acidentes de percurso surge, provavelmente a notícia mais surpreendente, afinal a pessoa que parecia estar no escuro no meio da nossa relação já me tinha visto à um bom tempo e tinha-se mantido silenciosa, curiosamente a altura para a revelação não seria a melhor mas dado que a boa nova veio a público, e como nenhum de nós, especialmente tu, estava à espera, a alegria foi mais radiante que o próprio sol que nasce todos os dias.
Porém, olho cuidadosamente para trás e reparo em certas coincidências, aconteceu uma tragédia para logo a seguir acontecer magia, espero que coincidências destas não voltem a acontecer porque não quero ser feliz à custa da infelicidade de outros, ainda por cima quando me são chegados.
Uma coisa tenho a certeza, o nosso amor continua a crescer e por isso estou feliz.
PS - Não coloquei foto alguma porque estou proíbido por uma certa pessoa... hihihi...

quarta-feira, maio 25, 2005

Deixa-me dar-te a mão


Luto por ti, acredito em ti e por isso detesto ver-te a atender o telemóvel e chateares-te quando um beijo é interrompido pelo imperialismo familiar que te ordena que faças isto ou aquilo, fazendo com que o calor de um abraço arrefeça terrivelmente e que a tua expressão morra para a alegria.

Fico revoltado quando tento ajudar mas dizes que não precisas pois tens as rédeas nas mãos, mas os dias passam e nada muda, tiveste medo da primeira vez revelares o segredo, mesmo assim foste em frente e viste que nenhum mal resultou da sua revelação.

Estou fora de mim pois o salto que falta dar é demasiado longo para ti, e mesmo dando balanço, e por mais que corras, quando chegas à beira páras, adias o salto e o tempo passa, as tentativas ficam por aí até te lembrares, ou seres lembrada, de tentares de novo. Mais uma vez dás balanço e corres, corres, corres e quando penso que vais dar o salto... páras! Ofereci-te a minha mão para não teres de saltar sózinha, para não teres de enfrentar o desconhecido e não receares o que advir dele, qual a minha surpresa quando largas a minha mão e achas que tem de conseguir concretizá-lo sózinha, não tens e não quero assim o seja, por isso hei-de oferecer a minha mão as vezes que forem precisas até perceberes que tens deste lado alguém que se preocupa e quer ajudar, pois se num beijo nos tornámos um, um salto havemos de dar como um só!

Sabes que me exalto com as injustiças cometidas, por vezes posso não ser a melhor pessoa quando luto, sem parecer, pelo teu bem estar, mas sei como te sentes quando olhas dolorosamente para o visor e pedes o meu silêncio e quanto me custa acordares para a cruel realidade e abandonares um sonho teu...

sábado, maio 21, 2005

O cansaço de uma semana de trabalho começa a manifestar-se por estas alturas, e quando finalmente chego a casa e páro para a vida, mergulho num poço de nostalgia e lembro-me como tudo começou, passados alguns segundos dou por mim a ver um filme mudo, não a preto e branco mas a cores, dos primeiros momentos com ela.

6 e 6

Quando nos interessamos por alguém,
nunca sabemos no que vai dar.
Laçamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso,
e muitas vezes nem queremos saber quanto deram.

É sempre um mistério,
porque a sorte também manda na vida,
manda mais do que queríamos,
e menos do que gostávamos.

Os dados caíram quando te dirigiste a mim,
ouvi a tua voz quando começámos a conversar,
percebi que os dados estavam lançados.

E tu gostas da minha alegria de viver,
do meu sarcasmo cirúrgico,
de dizer sempre tudo o que penso,
sinto e quero,
mesmo quando não estás preparada para ouvir.
Eu gosto de te conhecer, de te perceber,
porque és diferente das outras mulheres.

E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento,
achei que me ias ajudar a limpar a tristeza,
que a tua presença quase imperceptível na minha vida ,
seria como um bálsamo,
uma música perfeita e harmonisa,
um dia ao sol, ou uma noite em branco,
daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas,
e que vale mesmo a pena estar vivo,
só para as saborear.

E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompido,
digo-te agora e sem rodeios,
vem rir do Mundo e adormecer nos meus braços,
abrir o teu coração e sonhar acordada,
vem ter comigo hoje,
porque eu quero lançar outra vez os dados,
e aposto que vai dar 6 e 6 outra vez,
porque os dados nunca se enganaram e,
a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade.

by LikeaTattoo

Dei com as palavras de outro por acaso, fiz delas as minhas pois a mente esgotada de criatividade não aguenta mais o esforço, porém o coração continua a sentir, mas hoje caminha só...

quinta-feira, maio 19, 2005

Para atravessar o deserto do mundo contigo

O poema que se segue foi dedicado à menina do meu coração e à minha pessoa pela Sara, umas das amigas da minha Deusa, amiga essa que ainda estou para conhecer in real life, como agora é hábito dizer.

O poema foi escrito pela grande poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen e desde já agradeço à Sara por me ter apresentado a tais palavras sentidas. Aqui fica então:

Para atravessar o deserto do mundo contigo

Para atravessar o deserto do mundo contigo
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo

Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.

Adorei quando o li, mas no entanto salvaguardo-me, pois acho que cada um deve sentir o poema e por isso acho que não devo comentar pois estaría a ser um manipulador de mentes.

terça-feira, maio 17, 2005

Sábado, dia 16

Vi o sol brilhar no teu rosto e apaixonei-me, brinquei contigo e acariciei-te como flor frágil acabada de colher. Um dia em cheio foi com certeza, o teu perfume intoxicou o meu coração e fiquei viciado em ti, não te conseguia largar e queria-te mais e mais perto, queria sentir-te e cheirar-te, queria ouvir-te contar histórias à lua e ali ficar para sempre, olhando-te e amando-te.

300, 600, 900 km, farei o que for preciso para chegar perto do teu coração e tomar conta dele, ensinar a amar, ensinar a ser amado e aprender com ele, pois preciso de ti tal como o teu coração anseia por mim, vejo-o a chamar por mim e quero socorrer-te, mas o tempo afasta-nos e arrásta-nos para longe um do outro. Por mais que lutemos contra ele só perdemos forças para voltar a encontrá-las no abraço um do outro.

16=1+6=7, número mágico que me fizeste apaixonar e cair nas graças de uma Deusa, protege o nosso amor e faz dele o teu objecto de afeição, que dê frutos doces e maduros, que floreça na próxima Primavera mais forte e belo. Guarda-o com todo o carinho e que as suas raízes percorram os campos férteis e cresça dia após dia.

quinta-feira, maio 12, 2005

Já cá canta!

Dia 10 de Maio, 8:47, hora de chegada à surpreendente e extensa fila para comprar os bilhetes dourados para a grande final da Taça Uefa, onde o meu Sporting vai defrontrar o CSKA Moscovo dia 18 do presente mês. A espera foi penosa e só no final do dia as maselas mostram-se, dois braços com belas queimaduras, um nariz vermelho como se tivesse bebido e uma pequena marca dividia a minhas vermelhas bochechas dos olhos brancos tapados outrora pelos óculos de sol.
Tudo isto é de certa forma suportável quando por volta das 16:20 pude segurar, de mão bem apertada, os preciosos bilhetes, apeteceu-me dar um salto mas fiquei-me por um imediato telefonema ao meu irmão para contar o feito do momento.
Sim, é verdade, o futebol tem destas coisas, deixa uma pessoa fora de si e quando jamais passaria oito horas à espera de alguém, salvo excepções, ali estive eu pelo meu Sporting à espera.
O que salvou a maior parte do dia foi o convívio que se estabeleceu com as pessoas que se encontravam, quer à frente quer atrás, na fila. Ora falava-se do mais óbvio, futebol, ora falava-se, num modo mais desesperante mas também divertido, da fila enorme e de como a mesma não dava sinal de sequer avançar 2 metros!
Foi um dia diferente sem dúvida mas recompensante se olharmos para o objectivo concretizado, e nem todas as vozes que me dizem que sou maluco fazem demover-me dos meus ideias, mas ao menos sei que não estou sózinho e sorrio.

terça-feira, maio 10, 2005

Felicidade que enches o meu coração

Os meus niveis de felicidades estão a bater bem alto no gráfico, parece que de um momento para o outro, quando menos esperava ora pois, alguém decidiu abrir uma caixa parecida com a de Pandora, mas com conteúdo diferente, e de certa forma sinto-me um pouco recompensado depois de uns anos menos alegres.
Depois de passar um fim-de-semana no paraíso com a minha Deusa, segui caminho para o Porto e durante uma curta semana, estive a trabalhar por lá desde as matinais 11 horas até à mudança de dia. Foi engraçado conhecer novos ares e novas pessoas, matar umas curiosidades e ganhar experiência profissional. Mas o melhor de tudo foi sentir que estava tão perto dela que quase podia saborear o seu perfume ao virar da esquina, e mal chegou a sexta-feira não podia partir para casa sem convidá-la para jantar, assim o fiz e quando esperava meter-me ao caminho lá pelas 23 horas, o tempo passou, passou, passou e quando olhei para o relógio escondido, dei comigo a pensar, seriam mesmo 3 horas da manhã!?
Após uma insistência de uns telefonemas, lá abandonei o calor dos braços da minha menina e pus-me a caminho. Embora cansado tentei manter-me acordado, mas como o sono teimava em aparecer lá parei para descansar os olhos. Não dei pelo tempo passar e quando despertei já passava um quarto das seis horas da manhã e o dia já começava a acordar, continuei o caminho com o sol a nascer no meu retrovisor, maravilhoso, pena não poder parar para tirar uma fotografia pois é daquelas ocasiões que sonhamos um dia fotografar.
Era cerca das oito e vinte quando finalmente pude entrar no meu quarto e literalmente mergulhar dentro da minha cama e apagar a luz dos meus olhos até ter que despertar para continuar por um fim-de-semana a dentro de trabalho.
Durante este calmo fim-de-semana no emprego tive a felicidade do clube rival ter perdido, e o clube nortenho ter empatado para hoje o meu clube do coração ter-me dado uma alegria enorme ao colocar-se na primeira posição do campeonato.
Aconteceu tanta coisa numa semana que o meu coração está tão cheio desde que me lembro sonhar com dias como estes!

quinta-feira, maio 05, 2005

Nos teus braços



Sou doido por ti, não existe como negá-lo, pois as acções (irracionais) falam por si mesmo, e se por acaso alguém tiver que ser acusado, então que acusem o meu coração pois só ele pode responder por tais acções... apaixonadas.

As tuas reacções são um mixo de prazer e embaraço, gostas do que sentes mas achas estranho as situações em que te encontras, foges e escondes-te de ti mesma, sem compreenderes que és linda e não deves ocultar no escuro da noite, a tua perfeição perante os meus olhos.

A noite foge depressa, malditas horas que nos mantém afastados um do outro, o que nos obriga a regressar ao mundo e, posteriormente, a falar de despedidas, nem que seja só até amanhã.

As nossas necessidades são diferentes, como já me disseste, e talvez por isso ainda durmas quando eu já desperto espero por ti à tua porta. O entrar e sair de pessoas faz com que eu seja um estranho naquele lugar, e existe até quem questione o que ali faço.

Partimos para terras altas e verdejantes, sem saber o que encontrar e deixamo-nos perder pelo que vamos descobrindo. Sem sabermos damos com a história do país, perdida no tempo, e estamos mais próximos da mãe natureza. Após uma estrada demasiado acidentada damos com um pequeno paraíso na serra, parece que chove mas no final de contas é só a serra que chora. Ninguém sabe se de tristeza ou de tremenda alegria mas o espectáculo é encantador, apetece chegar mais perto mas as rochas tratam de proteger esse local sagrado e transformam assim o caminho irregular e de difícil acesso.

Lembras-te dos cavalos que se passeavam pela estrada no sentido contrário? Quem mais para nos fazer parar e deixar-nos boquiabertos a observá-los, as crias são quem mais chamavam à atenção e conforme passavam por nós pareciam obervar-nos da primeira vez com olhos desconfiados mas depois viravam a face para o outro lado como se ganhassem confiança em nós ou então desinteressavam-se...

Subimos tanto que quando demos por nós reparámos que estávamos em Espanha e embora lá dentro o sentimento fosse de seguir em frente, o carro virou para trás e regressámos.

Passeámo-nos no dia seguinte por terras do galo mais conhecido de Portugal e como seria de esperar, já que onde vamos damos com um acontecimento qualquer, havia festa, cabeçudos passeavam-se pela rua ao som de tambores, a feira estava instalada no parque da cidade e o sol lá bem alto estava radioso.

Visitámos uma das tuas terras favoritas e pelo resto do dia fizemos dela nossa casa, passeámos pela cidade e por voltas do almoço ainda procurámos o tal restaurante de que falavas tanto mas, dado estar fechado, seguimos de volta os nossos passos e deliciámo-nos com uma pizza num restaurante que fizeste questão de te lembrares para mais tarde voltares com os teus pais.

Provavelmente foi o dia mais calmo de todo o fim-de-semana, o que soube bem tenho que confessar, e dediquei-me a ajudar-te com o que precisavas, foi um bocado difícil porque não paravas de brincar. Depois do trabalho feito, vimos o autocarro da equipa da tua cidade passar e decidimos regressar ao nosso porto de abrigo.

Como existe um sítio onde já temos lugar privado, dirigimo-nos para lá e, como todos os dias acontece, ficámos por ali a enamorarmo-nos até ser hora de regressar. Agora à que admitir que o futebol faz milagres e em caso de vitória então, enfim, sem palavras...

A parte pior foi saber que te tinha de deixar, o meu coração encheu-se de tamanha tristeza que os olhos ficam mais carregados e pesados com lágrimas que os rodeavam, quase que me queria agarrar aquele momento e não largá-lo mais! Nesse instante foste mais doce que o próprio mel, mais era impossível, mas não conseguia conter tamanha tristeza pois a felicidade transbordada neste passado fim-de-semana era tal que tudo era mais sentido.

A noite passou dificilmente e ao abrir a janela até senti que o tempo estava solidário com a nossa temporária separação, as nuvens tinham-se juntado como num velório, para chorarem pela partida de um entrequerido.

Queria ver-te de novo uma vez mais antes de partir para terras azuis e, por isso, qualquer outra solução para devolver-te as chaves não era viável senão em pessoa, assim dirigi-me, embora ainda muito cedo, para a tua escola, onde escrevi para passar o tempo enquanto imaginava-te por detrás de uma janela de uma sala de aula.

Muito fica por contar, mas essas lembranças são só nossas e connosco ficam guardadas, no nosso coração, para todo o sempre e não têm lugar aqui ou noutro mundo escrito, falado ou pensado.

Acho que o fim-de-semana serviu principalmente para reforçarmos o amor que temos um pelo o outro e quanto tudo isto é mágico.

quinta-feira, abril 28, 2005

Obrigado



O nosso amor é louco, penso que não exista melhor expressão para caracterizá-lo, talvez a distância contribua para o acumular de uma semana de saudades, que posteriormente são saciadas de forma explosiva, ao ponto de nos deixarmos levar pelos beijos mais intensos e apaixonados.

Quero fazer-te feliz, quero que cada dia que passes comigo seja único e mágico, que sintas que as horas evaporam, que os minutos se transformem em mimos e os segundos em beijos dados.

Deste-me a maior prenda naquele dia especial, e mesmo sendo dois dias depois da data marcada no calendário, quero que saibas que esta segunda-feira o coração bateu mais forte desde que te conheci, acelarado pelos teus doces e prolongados beijos, através dos quais sucavas um pouco da minha vida para devolveres no instante seguinte com outro beijo.

A fome era grande, não aquela que alimenta o estomâgo mas sim a que enche o coração, lá do alto, unidos num abraço, apreciavámos a brisa que naquele dia transportava o silêncio e a paz para junto de nós e do silêncio sussurrávamos ao ouvido um do outro, longe da curiosidade passageira, que queríamos ser como duas pedras, erguidas no meio daquela história toda, juntas para sempre num eterno abraço amoroso.

Partilhamos de um segredo, a loucura dá para isto, o sangue fervoroso deixa o racionalismo de parte e no fim amamo-nos. Peço-te desculpa, mesmo sabendo que não seria necessário, pois ambos somos dois incuráveis amantes, mas também te agradeço por tudo o que me deste nesse dia especial, mais do que o anterior menos que o próximo... Obrigado.

quarta-feira, abril 20, 2005

Sinto a tua falta...


O dia soube a verdadeiro mel, do mais doce que existe, não me apetecia descolar do teu abraço quente e sentido. Escondes-te da objectiva que não faz juz à tua saborosa beleza, escondes-te até não conseguires resistir mais à sua atracção. Entregas-te bem devagarinho e aprendes a saborear cada segundo guardado na memória para todo o sempre. Não sabes ainda, mas o desejo de sentir-te de novo e embalar-te nos meus braços supera qualquer outro pensamento que tente ocupar a minha mente, e até a onda do tempo nos afastar de novo, até o sol voltar a sorrir-nos e a lua abrigar-nos na segurança da noite, vou sentir muito a tua falta...