Ainda montámos, cada um, uma peça e depois, acompanhados pelo nosso coordenador, lá nos dirigimos ao gabinete de vossa excelência, pelo caminho o nosso coordenador contou-nos que as notícias não eram boas visto que a resposta para integração nos quadros seria negativa. Lá entrámos no gabinete do M.C. e num tom muito baixo e lento contou-nos como todo o processo se desenrolou, dando-nos para a mão a proposta que tinham enviados para os recursos humanos a pedir para sermos integrados e o motivo para a integração. Depois de lermos o documento explicou-nos que tinha sido recusado, visto aos olhos da administração não fazer sentido integrar duas pessoas quando o projecto a iniciar em 2007 prevê o desaparecimento de duas salas de edição, colocar jornalistas a montar peças entre outros aspectos.
O mais engraçado foi a conversa que se seguiu, onde o M.C. falou de um suposto complot entre jornalista e editores, visando prejudicar o projecto em via de ser aplicado, ou seja, ambos estes sectores teriam planeado algo para com que os jornalistas não montassem peças, permanecendo do lado dos editores. Ora esta atitude não teria agradado ao pai do projecto, o L.M., que ao mesmo tempo seria a pessoa que aprovaria a nossa integração, o que não aconteceu, fazendo com que nós dois, eu a e minha colega, fossemos o elo mais fraco e logo aí o alvo a abater, um pouco como prova de força de quem tem realmente o poder, enfim, é triste!
Contudo, uma nova proposta foi elaborada com base num pequeno artigo no código do trabalho, que permite um novo contrato excepcional por um período não inferior a um ano e não superior a três anos, esperemos pela resposta para o ano, já que o L.M. foi de férias e não pode ser incomodado... os pobres é que sofrem!
A conversa terminou com desabafos de parte a parte, tendo falado sobre os timings de renovação de contratos serem sempre maus, na altura de estágio na empresa acabámos por sair visto a política ter mudado com a entrada de novas chefias, desta vez um novo projecto põe em causa a nossa continuidade.
Com o fim da "reunião" a notícia rapidamente espalhou-se pela redacção e sem darmos por isso um baixo assinado foi redigido e de mão em mão muitas foram as pessoas solidárias connosco, sabendo da importância que temos, quer como bons profissionais quer como ser humanos.
Hoje, se nada mudar, será o meu último dia de trabalho, não será um dia fácil certamente mas acho que ao saber que um grande número de pessoas me acarinham faz-me ter esperanças no futuro, que quem sabe não passará por uma visita a um advogado especializado no código de trabalho...



































