domingo, julho 04, 2010

Falling Slowly

Hoje as palavras ganham vida na pauta de um video...



I don’t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can’t react
And games that never amount
To more than they’re meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You’ve made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can’t go back
Moods that take me and erase me
And I’m painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It’s time that you won

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You’ve made it now
Falling slowly sing your melody
I’ll sing along

sábado, julho 03, 2010

Procurei-te

Talvez deva culpar a estrela ardente no céu reflectindo sobre o vidro, talvez os meus próprios olhos cegos pelo coração se perdessem, certo é que percorri todas as janelas que pude encontrar em busca do brilho do teu olhar, todas elas pareciam brincar ao jogo do esconde, ocultando tudo e todos que se encontravam cobertos por detrás das mesmas, foi tempo perdido, cabisbaixo voltei costas a cada uma e no escuro permaneci o resto do dia, lembrei-me que não costumas passar por onde as redes se cruzam, mas quando procuramos alguém que nos é querido nenhum esforço é em vão, assim percorri esses trilhos, dando de caras com os rostos que me pouco diziam neste dia, face atrás de face o tempo dissipou-se e não te encontrei. As memórias do dia anterior, essas estavam bem vivas dentro de mim, abracei-me a elas esquecendo naquele preciso momento a tua dolorosa ausência.

quinta-feira, julho 01, 2010

O sol ainda brilha alto

As boas surpresas quando chegam são sempre bem recebidas, sei que não tocam à porta e fazem-se convidadas, entram e sentam-se como se da sua casa tratasse. Não dou qualquer importância à intrusão e recebo-a de braços abertos, nessa surpresa encontro boas e coloridas palavras que simplesmente eram inimagináveis segundos antes, uma inocente saudação é o suficiente para suster a minha respiração, recuperando-a somente para devolver a admiração.

Por vezes dou por mim confuso a ler nas entrelinhas da vida, tentando traduzir significados que me parecem ocultos, tentando decifrar enigmas que somente colocam mais e mais questões, no fim são raras as ocasiões onde deslumbro uma solução concreta e verdadeira. Oiço as palavras escritas e as que se expõe revelam possíveis desejos, essas, como chocolate desfazendo-se na boca, animam-me e dão-me forças para sobreviver a uma dia, até ali, cinzento.

O glorioso sol ergue-se assim no longínquo horizonte, brilhando bem alto, espalhando a sua alegria sobre a minha alma, hoje, quase como excepção, encontro tudo o que a nostálgica lua teima em me esconder, sigo em frente com um sorriso apaixonado por um caminho coberto por um denso nevoeiro, percorro-o sem medo, abraçado à esperança, protegendo-a como minha filha fosse.

A delicada flor

Após uma noite atribulada, já fora de horas, onde no meio de uma batalha de almofadas mil e uma desculpas e acusações foram feitas e sentidas, a pacífica manhã trouxe uma realidade diferente de todas as outras vividas à muito tempo, desta vez a vontade de desistir, mesmo que fatídica para a razão, não era mais forte do que a vontade de descobrir e aprender mais, de te ler e cuidadosamente virar uma nova página todos os dias, sei que tenho de fazer isso, eu quero fazer isso e, vou fazer isso mas, devagar, como se de uma flor selvagem se tratasse, rara, delicada e sensível.

*hugs*

I love my Cookie, thank you for spoiling me yesterday night. :)

...

Tenho estado a olhar para uma página em branco e simplesmente vou deixá-la assim pois hoje só a iria tratar mal e amarrotar, o tempo será o meu biografo, hoje desisto de ti mergulhado em gotas limpas por uma língua áspera com a promessa que amanhã voltarei a procurar-te e conhecer-te um pouco mais...

Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las
no meu coração.
Rabindranath Tagore

segunda-feira, junho 28, 2010

O silêncio do desejo

Esta página branca não sabe ao certo como ser preenchida, agora perante o teu olhar ela enrola-se em si mesma, tímida, procurando como tornar as mais redondas palavras em linha contínuas, mais explícitas, querendo demonstrar o tamanho de um sentimento que num só livro não caberia, muito mais numa mera pobre página branca.

Caminha sobre essas linhas, e mesmo que tenhas receio em segui-las até ao fim segura firme a minha mão, volta de novo ao aveludado chão, sabendo que as mais doces palavras, revestidas em ouro, não vestem pele de cordeiro, são verdadeiras e para serem entendidas tal e qual como nasceram.

Nunca temas o meu silêncio, pois o meu silêncio sempre significará um beijo roubado ou um olhar apaixonado parados no tempo, um silêncio em busca da realidade de todos esses sonhos, esperando ansioso pela liberdade, ainda, fechada a sete chaves que não me deixa aproximar e saborear um novo doce.

sexta-feira, junho 25, 2010

Bem-vinda!

A tinta agora já visível aos teus olhos irá revelar todas as palavras mudas que ainda não pudeste descobrir, poderás encontrar respostas a questões presas no tempo, contudo não esperes ouvir aqui o que se esconde por detrás de duas portas, as mesmas que anseiam por ver a chave que sagradamente esconde a palavra mais bela alguma vez escutada.

segunda-feira, junho 21, 2010

E vai uma dentada?

No final de uma semana o destino da vida percorre melhor o trilho de barriga cheia, assim, separados por um pequeno campo de batalhas com espigões e serrilhas embebidos em sangue tinto, duas personagens irão proclamar paz, plantando flores que brotarão de um possível amor, brindarão a um futuro mais colorido e solarengo. Na troca de palavras espontâneas irão traduzir o que a alma sente, finalmente longe de todos, em segredo, revelando quem verdadeiramente são e o que os seus desejos, à procura de uma realidade, à tanto buscam...

sexta-feira, junho 18, 2010

Apetece-me desenhar ideias neste pedaço de papel mas, hoje não arrisco... deito-me abraçado a uma fotografia para a acordar a escrever cartas de amor.

terça-feira, junho 15, 2010

Sorrir

Se a doçura de uma palavra tua sabe a mil sorrisos, quero ver-te sorrir sempre!

sábado, junho 12, 2010

Desejos

O telefone ali deitado sobre a mesa de cabeceira revela vontade de ligar duas pessoas, silencioso fica ali a mirar-me, como que convidando-me a acariciá-lo ao digitar um nome da lista de almas presas dentro de si, porém a razão evita qualquer contacto já que o coração cega toda e qualquer certeza, o desejo contudo é grande, a vontade de abrir novas portas é ambição sua, talvez dar tempo ao tempo seja por agora o melhor conselho que se possa dar a um coração ansioso. Já dizia Shakespeare que «Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.»

quinta-feira, junho 10, 2010

Veludo negro

Dizem por aí que quando se menos espera... BAM! Acontece! Ora não é essa bem a realidade actual mas, quando alguns sinais aparecem penso que é o nosso dever de ao menos explorá-los!

Se existe algo que detesto é quando alguém nos tenta impingir o que quer que seja, e quando alguém que conhecemos acha que se deve intrometer na nossa vida proferindo afirmações e juízos de valor, então aí as coisas por vezes podem azedar... Penso não estar só quando afirmo isto, contudo, e é mesmo raro eu confessar tal coisa, existem situações que acabam por se revelar uma agradável surpresa, e repito, mesmo que raramente goste de confessar...

Sempre que o seu nome foi mencionado bateu num muralha impenetrável, muralha essa que rejeitou qualquer interesse ou curiosidade em saber mais, muitas foram as tentativas de trazer esse assunto à mesa e algumas as mensagens provocatórias recebidas, mas o resultado foi sempre o mesmo, de forma fria dizer que não e pedir para que essas provocações parassem. Ora isso não aconteceu, felizmente, talvez esta seja das raras vezes que dou o braço a torcer, e sei que provavelmente neste momento os lábios de uma certa pessoa sorriam. Nos últimos dias essa enorme muralha começou a abrir frestas e do outro lado um rapaz meio tímido encostou um olho junto a uma dessas falhas e curioso espreitou para descobrir que afinal sempre existe alguém do lado oposto que aos poucos e poucos se revela.

De tudo o que tenho descoberto só poderia apontar um simples aspecto que me fez torcer o nariz, mas nem isso me fez esmorecer porque do outro lado da balança existe alguém que tem um coração do tamanho do mundo, uma pessoa que recebe com o maior sorriso do mundo os amigos, alguém que não receia de algum modo mostrar os sentimentos, uma pessoa que com esforço e sacrifício consegue alcançar objectivos traçados e sabe o que quer para si mesmo, dotada de uma personalidade bastante sensual, cabelos de veludo negro e um brilho nos olhos, ela conseguiu impressionar-me quando partilhámos aquela noite mais do que uma simples refeição, recordo-me de um momento particular, onde a brisa arrastada pela chuva foi ouvinte secreta da troca de inocentes palavras, palavras essa que acabaram por revelar curiosidades idênticas, naquela noite acabei por ter olhos só para ela, sempre tentando disfarçar quando o olhar era devolvido, um pouco como tentasse ler um livro que tinha sido colocado à minha frente num língua desconhecida, como que após cada página virada os caracteres começassem a fazer sentido e a leitura se tornasse apetecível e atraente.

Porém houve algo que fez suster a minha respiração, de novo, o facto de existir uma barreira retratada de forma inesperada perante os meus olhos, ali especados a tentar decifrar as diferentes tonalidades no visor, fez-me questionar tudo o que até ali tinha sido sussurrado perto do ouvido, ali ao meu lado alguém lia isso nos meus olhos, ou pelos menos assim pensei, daí que no dia seguinte ter percebido a preocupação na voz da amizade, assegurando-me de que tudo o que tinha percepcionado até aí estava distorcido, senti-me enganado mas ao mesmo tempo esperançado com a certeza dos caminhos percorridos separarem duas almas, para que uma talvez encontrasse a sua verdadeira alma gémea.

Hoje não sei o que pensar, sinto-me um pouco perdido embora o coração saiba o que quer cegamente, só sei que naquele dia o ar pareceu mais fácil de respirar, como que percorresse um enorme campo mágico, onde o sol brilhava amenamente, onde o silêncio bailava por entre as árvores e a alta vegetação cantava, um sentido de paz e alegria, um sentimento de pertencer, a vontade de semear uma árvore e vê-la crescer numa harmonia deslumbrante. Quero passear por aí, quero seguir esse trajecto, quero descobrir, porém não vou correr, quero ir com calma, quero ouvir todos os detalhes, quero lembrar aquele sorriso ternurento que me faz agora sonhar, quero...

Novo porto seguro

Ali, perto onde o homem ganha o seu pão diário, fica a morada do jovem que inicia uma nova etapa desta vida misteriosa que nos presenteia com algo novo todos os dias, ali rodeado do sexo oposto protegido apenas por uma companhia felina, essa sim a sua verdadeira paixão, terá agora de se comportar como um felino preguiçoso para passar ao ataque.

Após a correria frenética ao longo das últimas semanas o conforto de um novo porto seguro é agora absoluto, faltando apenas uns mimos aqui e ali, em breve, o jovem poderá despertar para um novo dia, esperançoso de que boas novas virão e de que o tímido sol que agora se esconde por detrás da violentas nuvens cinzentas possa brilhar mais que nunca.

Não serão muitos os dias até que a porta do seu esconderijo seja aberta a pessoas chegadas que com ele celebrarão o novo caminho percorrido marcado por desejos, comandado por um futuro ainda utópico.

segunda-feira, maio 03, 2010

Vou!

Vou virar a última página e fechar o livro pois a tua felicidade é maior que a minha saudade...

segunda-feira, abril 26, 2010

Last night...

In your words I find a safe haven, a place where all is sweet and peaceful, in your arms I find the comfort of belonging, the wish to never let go, to hold on tight, interlacing my fingers with yours a sacred bond is proclaimed, like two trees growing side by side as their roots intertwine in harmony, flowers blooming on branches colorfully as Spring arrives to shine down on their lives. The future is now brighter, filled with birds singing about love, chasing dreams floating in the wind, wishing that days will run faster to find the gentle moon waiting on lovers, there in the sky sharing its light with all the stars in that big dark blanket, just waiting, waiting to warm the lover's heart where each little corner holds a sweet memory of the day before, still there is space for more, much more, so much more that the craving could drive one mad, hungry to fill it with love, the only love that matters.... hers!

sexta-feira, abril 23, 2010

Inesperado!

É sem dúvida surpreendente que sem nos darmos conta, e quase a desistir de tudo, que do nada, ao som de um breve toque de alarme, uma janela aparece e alguém semi desinteressado congratula-nos pelo look do nosso avatar e pergunta pela loja dos objectos usados pelo mesmo. A princípio tudo é inocente mas a partir daí as palavras multiplicam-se e transformam meros minutos em horas, sem nos darmos conta uma nova amizade nasce passadas 6 horas, totalmente inesperado!

quarta-feira, abril 21, 2010

Olhares distantes

Por vezes paro. Paro sem dar conta e quase que como em velocidade lenta começo a entrar numa espécie de transe, os olhos perdendo-se no meio do horizonte, a respiração tornando-se mais evidente, o silêncio absorve todo e qual som em redor e a sua imagem começa a conquistar a minha mente, ali, parado, os segundos passam mais depressa sem dar conta do caminho que percorreram. Num tom meio triste a imagem dela traz-me saudades, saudades de a ver sorrir, do modo como revela o seu rosto com uma mão que esconde o cabelo por detrás de uma orelha, da sua timidez perante um beijo fortuito em público.

segunda-feira, abril 19, 2010

Amigos e colegas de outrora

Bendito Facebook! De outra maneira não seria possível ter encontrado o rasto de pessoas perdidas no tempo, colegas e amigos de escola, desde o início da infância até ao secundário, e foi quase tudo tão simples...

Da minha infância, tirando uma ou outra pessoa de quem me lembrava, foi através da criação,de um grupo de ex-alunos para a escola onde andei que rapidamente o número de pessoas que faziam parte dele aumentou, aí tudo começou, desde relembrar histórias interessantes de situações de todo o tipo até fotografias que já nem nos lembrávamos que existiam, rapidamente essas pessoas tornaram-se "amigas" no Facebook, do grupo da infância ainda não somos suficientes para fazer uma reunião mesmo a valer, agora da turma do 9º ano, aí sim! Já se fala de um jantar um dia destes, agora é tempo de trocar contactos e reunir o máximo de pessoas, houve uma fotografia que foi partilhada e praticamente ninguém se lembra de a ter tirado, bizarro no mínimo, engraçado é ver como as pessoas mudaram ao longo dos anos, com a minha excepção, todos dizem que estou igual, que pouco mudei, talvez, não sei...

Férias!

Finalmente de férias! Esquecer que o emprego existe, que os colegas existem, filas de trânsito, horários para cumprir e tudo o mais associado a essa vida malvada!