sábado, julho 24, 2010

Adoro a tua companhia!

Não será o maldito cansaço após uma longa semana de trabalho que colocará uma fita adesiva sobre a felicidade, ali estampada nos lábios da voz secreta que sempre sussurra perto dos meus ouvidos, declamando doces palavras, nem sempre racionais, mas sentidas. A alegria que inunda a minha alma daria para alimentar a alma da viúva mais triste do mundo, é como que um despertar para uma vida nova, rompendo um casulo que cada vez mais era pequeno para me manter impacientemente pensativo, mas não é mero acaso tal ventura, a perfeita musa, ausente por causa incontrolável até ali, regressou, mais bela do que as suas lembranças o faziam crer, um sorriso angelical e completo, sem necessidade de soprar qualquer vocábulo para o conquistar, rendido às evidências o seu mundo abranda, o rapaz, sem ela perceber, começa a fotografar todos os detalhes que preenchem aquele momento, visto o final ter hora marcada, a incerteza de a ter de novo tão perto é preocupante, o calendário anuncia as viagens que se avizinham, no seu egoísmo teme por esse tempo ser longo demais, quase como uma droga que o alimenta, a sua distância significa somente uma dolorosa espera para que a possa reencontrar. Porém hoje é dia de celebração, cada vez mais a razão dá certezas ao paciente coração, sabe que tudo faz cada vez mais sentido, contudo tem de esperar tranquilamente até o desejo de ambos ser o mesmo...

Penso que no final desta palavras o cansaço seja demais para tudo que foi dito fazer sentido, a felicidade demais para conseguir dizer tudo o quanto me enche a alma e me deixa feliz!

sexta-feira, julho 16, 2010

Quem espera...

...sempre alcança, lá diz o ditado, e hoje, mesmo que tenha alcançado só um pouco do todo, já foi o suficiente para acalmar a dita espera desesperante, relembrando os lábios como é saboroso sorrir, tendo somente como justificação as mais banais palavras, palavras essas sussurradas por uma pessoa carinhosa e amável, tal como o significado do seu nome a descreve...

sexta-feira, julho 09, 2010

A angústia da saudade

A triste ausência das palavras nesta pauta da vida não significa que a afeição se extinguiu, o oposto é sim verdade, porém a angústia da saudade alimenta-se de todo vocábulo que gostava de empregar neste lugar distante de ti. Os segundos que se beijam em minutos, que por sua vez se amam durante horas dando à luz dias seguidos sem a tua presença deixam-me ofegante, sem saber mais raciocinar, esboçando ideias confusas que levariam a mais inocente criatura à total alienação mental. Vou parar agora, não quero esbanjar mais as letras que formam palavras sentidas, sei que endereçadas a ti sempre irão ter maior importância, transportando dentro de si a mais pura das alegrias.

quarta-feira, julho 07, 2010

Estágios

Bendita a hora do descanso do herói, quando o mundo pára em respeito à escuridão, onde o silêncio é lei talhada em tábuas de pedra. Por vezes, o herói depara-se com batalhas onde não as esperava encontrar, por vezes essas batalhas são mais difíceis de combater pois o inimigo é invisível, nessa noite, tal como nas anteriores, a luta por um respirar mais fresco desgasta o protagonista, deixando-o de rastos, somente cedendo terreno perante o cansaço, rendendo-se perante tal temperaturas.

A noite assim acaba por o envolver se ele ter noção disso, a fina folha protectora que cobre o seu corpo pouco consegue fazer perante as investidas da criatura da noite, salta sobre ela, agitando o leito com toda a sua agilidade, o homem permanece ali imóvel até os dentes afiados serem sentidos, meio desperto tenta gentilmente convidar o felino a afastar-se, sacudindo uma mão na sua direcção, contudo isso não é o suficiente, mal o seu corpo se estende de novo sobre a cama dá-se um novo ataque, a criatura que se escondeu do mundo e se entregou ao sono durante o reinado da luz agora desejava divertir-se, de um lado para o outro continuou a massacrar o descanso do herói. Só com o raiar da vida é que o homem conseguiu abraçar o desejado repouso, as criaturas nas noites receosas pelo iluminar do céu abrandavam o seu ritmo, limitando-se a alimentar-se e procurar a ternura de um qualquer lugar onde poder cerrar as suas gemas amarelas.

terça-feira, julho 06, 2010

Fora de horas

Debaixo de um manto que arde forte a respiração sufoca, vários são os que arriscam a sua própria vida, obrigados a isso, porém ninguém me vai encontrar fora de portas enquanto o fogo não for extinto, hoje mais que nunca sinto saudades do disco de prata que bem alto ilumina a misteriosa noite, será fora de horas então que rumarei ao novo porto de abrigo.

segunda-feira, julho 05, 2010

Acudam-me!

No inferno citadino a brisa suave não respira, cruel o calor empurra os transeuntes de um lado para o outro, que nem morto-vivos procurando por algo que os satisfaça, a estrela atroz queima qualquer nuvem que se aproxime, pois hoje o dia a ela pertence, quente e insuportável busca iluminar todas as sombras onde o mero mortal se esconde, implacável não dá tréguas!

Três colunas de CDs entram no meu carro juntamente com mais um carregamento de roupas a caminho do novo porto de abrigo, nem o ar condicionado durante a viagem torna o percurso mais fácil, ao chegar só mesmo o conforto fresco de entrar dentro de quatro portas serve como prémio. O rosto avermelhado revela o esforço daquela última meia hora, nada como o liquido incolor vertido por uma torneira para arrefecer e acalmar a face cansada, por fim são horas de rejubilar com uma refeição para retemperar forças, o dia ainda vai a meio e rapidamente será altura de percorrer mais e mais corredores de objectos de todo os tamanhos e feitios, são as últimas necessidades para o começo de uma nova aventura.

O dia depois de domingo

No levantar madrugador da estrela escaldante desejos sentem a vontade de serem concretizados, tal como os sonhos pretendem ver a vasta luz da realidade. Outrora o simples rapaz, na sua modesta casa, esperaria ansioso pelo carteiro chegar, trazendo boas novas a um coração apaixonado, hoje, sozinho, desdobra uma folha fria e intangível, à procura daquelas palavras às quais já se habituou a ouvir, sempre as dela, como pequenos e inocentes sussurros de quem, na sua timidez, recita palavras divinais, sempre acompanhadas por um belo sorriso, escondendo nas entrelinhas uma paixão crescente embora vacilante. A incerteza dessa paixão só poderá ser comparável à incerteza de o rapaz saber que a poderá escutar no dia que agora desperta...

domingo, julho 04, 2010

Falling Slowly

Hoje as palavras ganham vida na pauta de um video...



I don’t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can’t react
And games that never amount
To more than they’re meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You’ve made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can’t go back
Moods that take me and erase me
And I’m painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It’s time that you won

Take this sinking boat and point it home
We’ve still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You’ve made it now
Falling slowly sing your melody
I’ll sing along

sábado, julho 03, 2010

Procurei-te

Talvez deva culpar a estrela ardente no céu reflectindo sobre o vidro, talvez os meus próprios olhos cegos pelo coração se perdessem, certo é que percorri todas as janelas que pude encontrar em busca do brilho do teu olhar, todas elas pareciam brincar ao jogo do esconde, ocultando tudo e todos que se encontravam cobertos por detrás das mesmas, foi tempo perdido, cabisbaixo voltei costas a cada uma e no escuro permaneci o resto do dia, lembrei-me que não costumas passar por onde as redes se cruzam, mas quando procuramos alguém que nos é querido nenhum esforço é em vão, assim percorri esses trilhos, dando de caras com os rostos que me pouco diziam neste dia, face atrás de face o tempo dissipou-se e não te encontrei. As memórias do dia anterior, essas estavam bem vivas dentro de mim, abracei-me a elas esquecendo naquele preciso momento a tua dolorosa ausência.

quinta-feira, julho 01, 2010

O sol ainda brilha alto

As boas surpresas quando chegam são sempre bem recebidas, sei que não tocam à porta e fazem-se convidadas, entram e sentam-se como se da sua casa tratasse. Não dou qualquer importância à intrusão e recebo-a de braços abertos, nessa surpresa encontro boas e coloridas palavras que simplesmente eram inimagináveis segundos antes, uma inocente saudação é o suficiente para suster a minha respiração, recuperando-a somente para devolver a admiração.

Por vezes dou por mim confuso a ler nas entrelinhas da vida, tentando traduzir significados que me parecem ocultos, tentando decifrar enigmas que somente colocam mais e mais questões, no fim são raras as ocasiões onde deslumbro uma solução concreta e verdadeira. Oiço as palavras escritas e as que se expõe revelam possíveis desejos, essas, como chocolate desfazendo-se na boca, animam-me e dão-me forças para sobreviver a uma dia, até ali, cinzento.

O glorioso sol ergue-se assim no longínquo horizonte, brilhando bem alto, espalhando a sua alegria sobre a minha alma, hoje, quase como excepção, encontro tudo o que a nostálgica lua teima em me esconder, sigo em frente com um sorriso apaixonado por um caminho coberto por um denso nevoeiro, percorro-o sem medo, abraçado à esperança, protegendo-a como minha filha fosse.

A delicada flor

Após uma noite atribulada, já fora de horas, onde no meio de uma batalha de almofadas mil e uma desculpas e acusações foram feitas e sentidas, a pacífica manhã trouxe uma realidade diferente de todas as outras vividas à muito tempo, desta vez a vontade de desistir, mesmo que fatídica para a razão, não era mais forte do que a vontade de descobrir e aprender mais, de te ler e cuidadosamente virar uma nova página todos os dias, sei que tenho de fazer isso, eu quero fazer isso e, vou fazer isso mas, devagar, como se de uma flor selvagem se tratasse, rara, delicada e sensível.

*hugs*

I love my Cookie, thank you for spoiling me yesterday night. :)

...

Tenho estado a olhar para uma página em branco e simplesmente vou deixá-la assim pois hoje só a iria tratar mal e amarrotar, o tempo será o meu biografo, hoje desisto de ti mergulhado em gotas limpas por uma língua áspera com a promessa que amanhã voltarei a procurar-te e conhecer-te um pouco mais...

Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las
no meu coração.
Rabindranath Tagore

segunda-feira, junho 28, 2010

O silêncio do desejo

Esta página branca não sabe ao certo como ser preenchida, agora perante o teu olhar ela enrola-se em si mesma, tímida, procurando como tornar as mais redondas palavras em linha contínuas, mais explícitas, querendo demonstrar o tamanho de um sentimento que num só livro não caberia, muito mais numa mera pobre página branca.

Caminha sobre essas linhas, e mesmo que tenhas receio em segui-las até ao fim segura firme a minha mão, volta de novo ao aveludado chão, sabendo que as mais doces palavras, revestidas em ouro, não vestem pele de cordeiro, são verdadeiras e para serem entendidas tal e qual como nasceram.

Nunca temas o meu silêncio, pois o meu silêncio sempre significará um beijo roubado ou um olhar apaixonado parados no tempo, um silêncio em busca da realidade de todos esses sonhos, esperando ansioso pela liberdade, ainda, fechada a sete chaves que não me deixa aproximar e saborear um novo doce.

sexta-feira, junho 25, 2010

Bem-vinda!

A tinta agora já visível aos teus olhos irá revelar todas as palavras mudas que ainda não pudeste descobrir, poderás encontrar respostas a questões presas no tempo, contudo não esperes ouvir aqui o que se esconde por detrás de duas portas, as mesmas que anseiam por ver a chave que sagradamente esconde a palavra mais bela alguma vez escutada.

segunda-feira, junho 21, 2010

E vai uma dentada?

No final de uma semana o destino da vida percorre melhor o trilho de barriga cheia, assim, separados por um pequeno campo de batalhas com espigões e serrilhas embebidos em sangue tinto, duas personagens irão proclamar paz, plantando flores que brotarão de um possível amor, brindarão a um futuro mais colorido e solarengo. Na troca de palavras espontâneas irão traduzir o que a alma sente, finalmente longe de todos, em segredo, revelando quem verdadeiramente são e o que os seus desejos, à procura de uma realidade, à tanto buscam...

sexta-feira, junho 18, 2010

Apetece-me desenhar ideias neste pedaço de papel mas, hoje não arrisco... deito-me abraçado a uma fotografia para a acordar a escrever cartas de amor.

terça-feira, junho 15, 2010

Sorrir

Se a doçura de uma palavra tua sabe a mil sorrisos, quero ver-te sorrir sempre!

sábado, junho 12, 2010

Desejos

O telefone ali deitado sobre a mesa de cabeceira revela vontade de ligar duas pessoas, silencioso fica ali a mirar-me, como que convidando-me a acariciá-lo ao digitar um nome da lista de almas presas dentro de si, porém a razão evita qualquer contacto já que o coração cega toda e qualquer certeza, o desejo contudo é grande, a vontade de abrir novas portas é ambição sua, talvez dar tempo ao tempo seja por agora o melhor conselho que se possa dar a um coração ansioso. Já dizia Shakespeare que «Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.»

quinta-feira, junho 10, 2010

Veludo negro

Dizem por aí que quando se menos espera... BAM! Acontece! Ora não é essa bem a realidade actual mas, quando alguns sinais aparecem penso que é o nosso dever de ao menos explorá-los!

Se existe algo que detesto é quando alguém nos tenta impingir o que quer que seja, e quando alguém que conhecemos acha que se deve intrometer na nossa vida proferindo afirmações e juízos de valor, então aí as coisas por vezes podem azedar... Penso não estar só quando afirmo isto, contudo, e é mesmo raro eu confessar tal coisa, existem situações que acabam por se revelar uma agradável surpresa, e repito, mesmo que raramente goste de confessar...

Sempre que o seu nome foi mencionado bateu num muralha impenetrável, muralha essa que rejeitou qualquer interesse ou curiosidade em saber mais, muitas foram as tentativas de trazer esse assunto à mesa e algumas as mensagens provocatórias recebidas, mas o resultado foi sempre o mesmo, de forma fria dizer que não e pedir para que essas provocações parassem. Ora isso não aconteceu, felizmente, talvez esta seja das raras vezes que dou o braço a torcer, e sei que provavelmente neste momento os lábios de uma certa pessoa sorriam. Nos últimos dias essa enorme muralha começou a abrir frestas e do outro lado um rapaz meio tímido encostou um olho junto a uma dessas falhas e curioso espreitou para descobrir que afinal sempre existe alguém do lado oposto que aos poucos e poucos se revela.

De tudo o que tenho descoberto só poderia apontar um simples aspecto que me fez torcer o nariz, mas nem isso me fez esmorecer porque do outro lado da balança existe alguém que tem um coração do tamanho do mundo, uma pessoa que recebe com o maior sorriso do mundo os amigos, alguém que não receia de algum modo mostrar os sentimentos, uma pessoa que com esforço e sacrifício consegue alcançar objectivos traçados e sabe o que quer para si mesmo, dotada de uma personalidade bastante sensual, cabelos de veludo negro e um brilho nos olhos, ela conseguiu impressionar-me quando partilhámos aquela noite mais do que uma simples refeição, recordo-me de um momento particular, onde a brisa arrastada pela chuva foi ouvinte secreta da troca de inocentes palavras, palavras essa que acabaram por revelar curiosidades idênticas, naquela noite acabei por ter olhos só para ela, sempre tentando disfarçar quando o olhar era devolvido, um pouco como tentasse ler um livro que tinha sido colocado à minha frente num língua desconhecida, como que após cada página virada os caracteres começassem a fazer sentido e a leitura se tornasse apetecível e atraente.

Porém houve algo que fez suster a minha respiração, de novo, o facto de existir uma barreira retratada de forma inesperada perante os meus olhos, ali especados a tentar decifrar as diferentes tonalidades no visor, fez-me questionar tudo o que até ali tinha sido sussurrado perto do ouvido, ali ao meu lado alguém lia isso nos meus olhos, ou pelos menos assim pensei, daí que no dia seguinte ter percebido a preocupação na voz da amizade, assegurando-me de que tudo o que tinha percepcionado até aí estava distorcido, senti-me enganado mas ao mesmo tempo esperançado com a certeza dos caminhos percorridos separarem duas almas, para que uma talvez encontrasse a sua verdadeira alma gémea.

Hoje não sei o que pensar, sinto-me um pouco perdido embora o coração saiba o que quer cegamente, só sei que naquele dia o ar pareceu mais fácil de respirar, como que percorresse um enorme campo mágico, onde o sol brilhava amenamente, onde o silêncio bailava por entre as árvores e a alta vegetação cantava, um sentido de paz e alegria, um sentimento de pertencer, a vontade de semear uma árvore e vê-la crescer numa harmonia deslumbrante. Quero passear por aí, quero seguir esse trajecto, quero descobrir, porém não vou correr, quero ir com calma, quero ouvir todos os detalhes, quero lembrar aquele sorriso ternurento que me faz agora sonhar, quero...