terça-feira, dezembro 28, 2010

Blog em hibernação até à chegada de uma nova Primavera, ou por aí perto...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Se um susto apanhaste, perdoa-me se te assustei assim tanto, então espero ter assustado a tua razão para bem longe, pois quase poderia adivinhar que o coração não se assustou e até palpitou mais depressa, num misto de felicidade e receio, ao se rever nas minhas palavras...

domingo, dezembro 19, 2010

Hoje sinto falta do teu sorriso e da ternura de um abraço teu....

terça-feira, dezembro 14, 2010

Hoje, deito sobre a cama na esperança de ver a tua estrela passar pela minha janela. 

Apago cada uma das luzes, pois não quero perder o esplendor do seu brilhar no manto negro.

Na sua cadência vou sussurrar um desejo para o dia que há-de chegar...



domingo, dezembro 12, 2010

Lia as tuas palavras nesta passada senta-feira e sentia que apenas agora começava a conhecer-te, após tantos almoços combinados e momentos partilhados só agora começava a conhecer a verdadeira mulher por quem o meu coração já à muito se tinham enamorado. Nessas mesmas palavras encontrei resposta a uma muito importante pergunta, nunca antes feitas por mim em voz alta mas, que preenchia a mente sempre que a visitavas.

Essas palavras fizeram-me sorrir, ganhar forças e esperança, porque foi nelas em que me revi, como eu sou, como te vejo, como te desejo, como te sonho e tudo de maravilhoso que me ocorre sempre que me lembro de ti, por mais longe que estejas.

Foi aí que me apercebi o que mais queria para terminar este ano da melhor maneira, exactamente o mesmo que procuras, bem, dispenso flores, e nem é por mim, é pelos dois bichanos que se passeiam cá por casa, só posso imaginar o que fariam depois de tal bonito gesto. Ai se isso acontecesse, seria a mais pura magia do Natal a encher um coração que luta por se manter quente, isto até que um par de mãos femininas o aqueça e se apaixone por ele.

Sinto-me um perigo desde esse dia, no bom sentido, pelo menos aos meus olhos, com um certo pingo de receio confesso, pois tenho perfeita noção de que é feito a minha história mais recente, digamos os últimos cinco anos, e quanto mais me sentir assim maior será esta vontade de atravessar a linha limite, mais vou querer dar um passo em frente, caindo na dolorosa incerteza dos meus actos, porém esperançoso de que uma nova semente seja semeada e que mais tarde todos vejam a mais bonita flor crescer...
Hoje e agora, neste preciso momento que se recusa parar no tempo, fugia para longe daqui e levava-te comigo até Londres! Só voltava para o ano...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Ando longe aqui da esquina da vida, a família cresceu e a minha adorada Cookie tem um novo amigo para partilhar inúmeros momentos de alegria. Hei-de transcrever as palavras que tenho deixado no Facebook, certo é que foram dias agitados, alguns desesperantes, mas agora tudo acalmou e já consigo parar para admirar o nascer de uma nova etapa na vida.

Hoje tive um dos despertares mais memoráveis da minha vida, os dois felinos decidiram vir-me dar um bom dia, cheio de ronrom alegre e pequenas lambidelas, ainda de olhos fechados conseguia encontrá-los e oferecer uns mimos, senti-me a despertar de um dos mais belos sonhos, que nem manhã de Primavera!

sexta-feira, novembro 26, 2010

नमस्ते [namasté]

Namasté minha querida.

Certamente poderás estar pensar que estou em falta, pois o hábito cria nas pessoas expectativas sobre situações já tornadas rotinas, e não estarás enganada, já andava a algum tempo para te escrever e contar como vivi o nosso reencontro. Acredito que já estejas a esboçar um pequeno sorriso só por esse facto, já a saborear as palavras que ainda não conheces.

É curioso, mas não sei muito bem como descrever tudo o que se passou, pois olho para esse dia e tenho a noção de que não tinha consciência alguma do que fazia ou dizia, como não estivesse dono de mim. Ainda quis acusar o nervosismo e levá-lo a tribunal, contudo seria fútil, pois deixei-o em casa nesse dia, talvez o meu contentamento tenha levado a melhor, e quase como uma criança, sem noção dos seus actos, me deixei levar por ti.

Enquanto esperava por ti, abrigado da bênção de S. Pedro, desesperava por não ver a hora de te rever, procurando em cada carro que passava a cor do teu, tentando perceber quem conduzia, irritado, confesso, por o senhor da loja do lado ter metido conversa comigo, sei lá sobre o quê, quando o que queria é que me deixasse em paz para ter a certeza que não ias longe demais. Hoje lembro-me que mal me despedi do caro senhor quando corri para abrir a porta, e um pouco como um filme de Hollywood, entrar dentro do carro e sentir uma alegria tremenda de te encontrar, como se que de repente o mundo todo coubesse dentro daquele espaço confinado, protegido pela chuva dispersa.

Das poucas coisas que imaginei, e que mais tarde partilhei contigo, é que agora sabendo a localização do meu esconderijo ficas automaticamente convidada para bateres à porta, sem necessidade alguma de justificações, somente a vontade de lá estares, nem que por breves momentos...

Foi por demais agradável a descoberta de novos sabores na melhor das companhias, embora um pouco assustado com a imagem que possa ter ficado do animal devorador em que me transformei, pelo menos naquele dia. Hoje rio-me desse pequeno pormenor, embora meio embaraçado por tal atitude, certo que não constará do manual da boa etiqueta.

Agora não percebo porque ainda avisas que vais fumar, confesso que adoro esse teu modo de ser, provavelmente preocupado com o que eu poderia pensar, vendo nisso uma necessidade de te justificares, ou de certa forma desculpares-te. E mesmo tu sabendo que jamais poderia proibir-te de tal acto viciante e necessário de satisfazer lá continuas, de forma adorável, a chamar à minha atenção para o facto.

Adoro partilhar todos aqueles minutos que passo contigo, minutos que depressa se transformam em horas, sem nos apercebermos como eles acabam a certa altura por reduzir e colocar um ponto final a todos aqueles momentos de partilha e felicidade. Essa ventura fica gravada na memória e, sempre que te sinto longe, faço play, recordando-me dessas ocasiões, mergulhando nesse mar tranquilo e ali permanecer a flutuar, calmo e pacífico, sem qualquer problema a atormentar a mente, enamorado por um quase sonho.

Segura esta carta entre as tuas delicadas mãos como o meu profundo agradecimento por todos as sextas-feira que marcámos no calendário, por todos os motivos de contentamento vividos e, diria até, por todos os outros que hão-de ser experienciados. Que rude sabor esta última palavra parece ter, não é? Quando o seu significado é bem mais doce.

Fica esta carta lacrada com um beijo de amizade.

Pedro

quinta-feira, novembro 18, 2010

Pequenas diferenças

Apercebi-me ontem, ao falar com uma desconhecida, que pequenos detalhes realmente fazem toda a diferença! Conversava ao telefone com uma rapariga da associação SOS Animal, após a troca de alguns emails, para a possível adopção de um gatinho e, no final da chamada, notei o prazer e o modo de estar na vida da pessoas que têm um amigo de sete patas em casa, a paixão por quem depende de nós, por quem preenche a nossa vida, a vontade de querer ajudar, senti uma alegria crescente a trepar pelo meu corpo até ao canto do meu olho e, num sentimento misto de alegria e tristeza, um sorriso não deixou uma lágrima derramar...

Ainda não aprendi, e dificilmente acontecerá, a lidar com elogios, caio numa timidez que já pensava ter perdido, por isso as suas últimas palavras deixaram-me engasgado em palavras soltas, de certa forma orgulhoso, mas sem saber agradecer pois sempre fui assim e nunca, de forma alguma, cresci para ser melhor que o próximo.

domingo, novembro 14, 2010

Eu sei juntar letras, logo sou escritor!

Começo a pensar que o cúmulo da escrita é um poeta, ou um típico escritor, sentado na esplanada de café, assimilando tudo o que rodeia, encontrando inspiração para um futuro livro, enquanto o mundo inteiro pensa saber escrever e lança livros a torto e a direito, fazendo disso um grande acontecimento, senão vejamos o que se passou esta semana com repórteres de imagem das três estações portuguesas. 

O que acontecerá de seguida, será que realizadores, produtores e assistentes também se vão dedicar à escrita, porque não editores a lançar um livro sobre os exteriores que tiveram durante a sua carreira, desde Timor à vizinha Espanha, de eventos desportivos, como um Mundial, até à guerra no continente Africano, certamente que muitas serão as histórias, claro nunca esquecendo de referir como são eles que fazem o milagre de trabalhar a deficiente imagem que alguns repórteres de imagem não conseguiram obter, talvez estivessem a pensar que história de vida  que irião partilhar no livro, esquecendo-se de que estavam a trabalhar. Seria interessante saber como alguns repórteres de imagem, ao cometerem erros que poderiam ser evitados, fizeram de uma simples frase um estilo de vida, "na edição eles arranjam".

Bem, sarcasmo à parte, e depois de ter visto o excesso de mediatização à volta deste último lançamento do livro pelos repórteres de imagem, é com alguma tristeza que muitos autores, verdadeiros escritores, não tenham a devida visibilidade, muitas vezes mais que merecida! Eu trocava trinta repórteres de imagem por um, e só um, poeta e o seu livro.

Sei que ali a minha adorada Carla Q. pode não apreciar lá muitas estas palavras, mas tinha de me livrar desta irritação que me atormentava...

quarta-feira, novembro 10, 2010

E que tal arranjar um amigo...

... para a Cookie? Pois é, não são muitos os dias que passam sem que pense nisto, e tendo conhecimento, através de vários grupos no Facebook, de casos urgentes de adopção de outros felinos, e o facto de acabar por me apaixonar por tantos rostos farfalhudos, que tendo perfeita noção que não me encontro numa situação monetária má, ou perto disso, saber que posso assegurar o bem estar de alguém que precisa de um lar e de amor. Ora ao mesmo tempo acabo por presentear a minha adorada Cookie com um amigo para as suas brincadeiras, e para me dar cabo da casa também, não esquecendo esse pequeno grande pormenor,  tudo para que todas as tristes manhãs, ou tardes, em que tranco a porta de casa, ela não fique sozinha, pacientemente esperando que o dono retorne a casa. 

Tenho perfeita noção do que posso vir a perder, todas as vezes que mal a porta se abra o contentamento  visível no seu comportamento hospitaleiro acabe, que deixe de se passear entre as minhas pernas, roçando nelas, de cauda flutuando bem alto, que pare de rebolar no chão à procura de mimos, que tudo isso possa acabar e me roube o sorriso que tanto preciso no fim de dia de trabalho.

Mas verdade seja dita, já faltou mais para o dia em que abra a porta e tenha dois à minha espera... ahahah!

Os meus caminhos da felicidade

Não é a primeira vez, e espero que não seja a última, que recebo um email deste género:

Partilho convosco o relatório diário de audiências que é elaborado pela Vera Roquette.
Vale a pena ler :-)

Muitos parabéns, de novo!

Fico muito muito satisfeito quando decidimos um tema fora da "agenda" e do menu habitual e conseguimos resultados destes. Mas isso só é possível porque toda a gente envolvida se excedeu! Muitos parabéns!


JAC

É bonito ler isto, e um tanto ou quanto irónico, porque numa política de que os "coitadinhos" é que vende e dá audiência, a escolha de um tema «fora da "agenda"» seja enaltecido para contentamento dos que estão no poder, que decidem, eles sim, a política da empresa...

Claro que muitos não tendo acesso ao relatório não sabem o que lá vem escrito, sendo assim, visto não ser segredo de Estado ou algo parecido, deixo aqui o excerto que interessa para o caso:

(...) o Linha da Frente (28,9%sh e 11,6%rat) alcança o share máximo da temporada e dá continuidade à liderança da RTP1 no período entre as 20:00hs e as 21:20hs (30,1%sh), mesmo com a presença do Primeiro-ministro no Especial Informação (26,9%sh e 10,8%rat) da TVI conduzido por Constança Cunha e Sá e Henrique Garcia a partir de São Bento (20:52hs-21:30hs). Recorde-se que a última entrevista de José Sócrates tinha sido dada à RTP1 no passado dia 18 de Maio deste ano, tendo alcançado registos mais expressivos (33,3%sh e 11,6%rat).(...)

Ainda a propósito do recordista Linha da Frente, importa referir que o programa da estação pública contabiliza uma média 23,4%sh e 8,8%rat nas 27 emissões de 2010, sendo que das últimas 10 emissões, 6 posicionam-se acima da média. A reportagem desta noite, da responsabilidade da jornalista Rita Ramos desenha um percurso na procura da felicidade, reflectindo sobre o dinheiro, a família ou o sucesso profissional como forma de sermos felizes. Sublinhe-se que a reportagem conquista a suas parcelas de mercado “mais felizes” junto do público feminino (31%sh), nas idades 35/44 anos (34,7%sh), maiores de 64 anos (38,8%sh), na classe D (32,6%sh) e no Sul (41,8%sh).

É por demais agradável ver reconhecido o trabalho de equipa, por parte dos responsáveis da Direcção de Informação, mesmo que esse reconhecimento só seja concedido aquando do feedback positivo das audiências. Muitas são as vezes que um tema mais alternativo é abordado ou mesmo o modo como a reportagem é construída, consequentemente colhendo uma menor audiência, e pode ser mesmo a melhor reportagem de sempre que esse reconhecimento, por vezes, só chega de fora da RTP, quer seja via um concurso ou mesmo palavras amigas.

Ainda hoje, ao chegar à porta do prédio, ao qual chamo casa, tive a oportunidade de ser abordado por umas pessoas amigas que fizeram caso de comentar a reportagem transmitida, e melhor que qualquer número num gráfico de audiências, são as palavras do chamado "povo", que sem nada a ganhar, em guerras de bastidores, comenta de alta e boa voz o que realmente achou da reportagem.

Ao contrário de alguns, para mim, qualquer critica é sempre bem vinda, aprendemos com elas a não repetir erros, apuraram-se sensibilidades e aperfeiçoam-se técnicas. No fim de contas isso faz parte também do nosso trabalho, parte do ser humano que tenta ser melhor e mais feliz.

Lamento o meu coordenador não estar em Portugal para presenciar todo o feedback positivo, pois com certeza seria um embaraço para o mesmo, visto que a mais vista reportagem da série de programas já emitidos foi montada por um dos editores mais requisitados, com boa reputação, mas que se encontra no mais baixo nível na escala de progressão de carreira e salva-se com uma avaliação miserável de... bom. Lamento, igualmente, já ter passado quase um mês desde que comentei a avaliação apresentada pelo coordenador, de não ter tido a possibilidade de apresentar factos concretos como o desta última reportagem, para que a administração, que pouco ou nada sabe dos seus funcionários, pudesse avaliar melhor todas as palavras manchadas numa suposta avaliação justa.

Mas deixemos tristezas de lado, que pouco ou nada trazem de positivo à vida e, assim, aproveito para agradecer todas as criticas que chegaram até mim, valeram todas as palavras ditas e sentidas. Um sincero obrigado a todos!

sexta-feira, outubro 29, 2010

A correr, lá se passou Outubro

Outubro passou a correr, começando com duas semanas longe do local de trabalho para recuperar fôlego, de modo a resistir até final do ano e, também, para tomar conta da minha adorada gata, que finalmente foi esterilizada.

Foi uma semana conturbada e por demais emocional para mim, não me lembro de andar tão sensível como estive durante aquela semana, sempre o medo de algo correr mal com a minha menina... Somente o facto de a ter deixado no hospital veterinário para a operação foi como perdê-la durante aquelas horas, o caminho para casa, sem a Cookie ao meu lado, quase deixou as lágrimas que o coração derramava transparecer, um almoço rápido e mal comido, o corpo parecia rejeitar qualquer tipo de alimento, um expressão pesada enquanto o tempo não passava e as notícias teimando em demorar a chegar. Após algumas tentativas e adiamentos, lá consegui falar com o cirurgião que explicou que a Cookie estava bem, atordoada contudo, como seria de esperar, e que a operação tinha corrido bem. Mal desliguei o telefone saí porta fora, quase sentindo a Cookie a miar ao longe, desesperada por voltar ao seu lar, quando o desespero era todo meu para a voltar a ter nos meus braços. A hora e meia que ainda tive de esperar no hospital foi ainda pior, sem saber o porquê da demora já não tinha como estar, de repente, ao ver a transportadora ao longe, esbocei um sorriso e após explicação da médica fiquei a saber que o atraso se devia a uma urgência com um outro qualquer animal.

Um olá sentido ofereci à minha pequena Cookie e coloquei-a no carro, de volta a casa. Para quem já andou com a Cookie de carro, sabe que ela detesta e não pára de miar, pois desta vez mal deixou um miar fugir, e os que escapavam desoladores. Já em casa deixei-a sair da transportadora, e com olhos mal abertos arrastou-se pela casa, mal me deixando tocar, com um rugido fraco mostrando a confusão da anestesia,  rejeitando-me, algo que mais uma vez deixou-me de coração partido quando mimos era a única coisa que queria partilhar. Acabou por adormecer encostada a uma porta, já com uma patinha dentro da coleira, em forma de funil, que tentava tirar. Deixei-a em paz, só o facto de a ter em casa e entregue ao meu cuidado era o suficiente para aliviar o peso que aterrorizava o coração.

Não foi fácil manter o colar em volta do seu pescoço e, por isso, não foi de estranhar que no dia seguinte já não o tivesse, tentei que andasse sem ele, sempre atento às suas lambidelas em torno do penso. Sem grande sucesso, o penso começou a descolar, mas qualquer tentativa de voltar a colocar a coleira, resultava sempre nas minhas mãos decoradas por feridas sangrentas. Daí a dois dias estava de volta ao hospital para trocar o penso e verificar como estava a sarar, não foi de admirar que o médico me desse nas orelhas pois a coleira tinha ficado em casa e, coração mole como sou, expliquei como custava vê-la cabisbaixa, mas insistindo o médico disse que era fundamental a Cookie usá-la. Custou tanto à Cookie essa viagem ao hospital que ao retirar o cobertor de dentro da transportadora, já em casa, vê-lo manchado por urina.

Nessa noite, com a ajuda de uma amiga, tentámos, sem sucesso algum, colocar a coleira de volta ou mesmo tentar cobrir o penso de modo a que não o lambesse. Já o dia ía longo e desistimos. No dia seguinte, já de luvas da loiça a proteger as minhas mãos, insisti e consegui colocar a coleira. Meio resignada não restou grande solução senão aceitar a coleira, ainda acabou por cair uns dias depois, mas já sem grande luta não reclamou quando a voltei a colocar.

Com jantar marcado com amigos nessa semana, jantar esse porque aguardava já a algum tempo, não consegui arranjar coragem para abandonar a Cookie naquela noite, não como ela estava, e assim por casa fiquei, sempre melancólico, sempre a desejar que a Cookie soubesse como me sentia naquele momento, como que num fatalismo português percebesse a dor que seria se alguma coisa lhe acontecesse.

Com este final de férias atribulado voltei ao trabalho, já com reportagem especial agendada, a minha primeira reacção foi respirar fundo, já imaginando que seria mais um tema depressivo, a última coisa de que precisava após as férias. Foi só mesmo segunda-feira que descobri, para meu contentamento, que não havia motivos para pensar no pior, afinal a temática era a felicidade e, aí, achei curioso ter sido o escolhido, talvez tenha sido o meu sorriso "BD", como a Sara o gosta de classificar, talvez a minha boa disposição diária, que tenha pesado na escolha para editar a tal reportagem.

Hoje, após duas semanas a editá-la, posso confessar que foi uma viagem tranquila, e até animada, cheia de trabalho, que o diga a minha tendinite, mas que finalmente chega ao fim e nada melhor do que ver um fim de semana à porta, com dia extra de descanso na segunda feira, visto não ter sido convocado para trabalhar nesse feriado.

Mas voltando atrás, a esse primeiro dia de trabalho, foi o único dia em que abandonei a minha Cookie à solidão da casa, arrastando o colar por onde quer que andasse, contudo já mais espevita e, no dia seguinte, terça-feira,  lá estava ela no hospital para retirar o que sobrava do penso, um médico bem sorridente com a sua recuperação. Um pedido final, por parte dele, que no local da operação a Cookie levasse um pouco de creme todos os dias, para ajudar às comichões do pêlo a crescer. Penso que foi aí que um enorme peso desapareceu das minhas costas, e com pouco tempo para sorrisos e festa, deixei a Cookie em casa e dirigi-me para o trabalho, tendo avisado previamente que chegaria hora e meia mais tarde. E agora que penso nisso tenho de enviar um mail para o chefe para que não me descontem essa hora. Não me posso esquecer!

Foi um mês estranho, começou bem animado, cheio de nostalgia e reencontros, um mês de sofrimento por aqueles que nos fazem sorrir todos os dias, um mês cheio de trabalho, chegar a casa exausto mas, tal e qual como nos tempos de escola, com trabalhos de casa, pesquisar sons e bandas sonoras, um mês propício a esquecer aquela pessoa que preenchia o espaço em branco no coração, mês propício a isso embora difícil de querer acreditar que tudo tivesse terminado, mas talvez por reavaliar decisões passadas coloque várias questões em relação ao futuro, que rumo tomar, que caminhos atravessar...

Enfim, um mês que termina, o Outono está aí e só me apetece sair para fotografar a beleza desta estação, de dizer adeus ao sol enquanto adormece no mar, de sentir o cheiro da terra com as primeiras chuvas, saborear as primeiras castanhas assadas, com uma noz de manteiga em cima, de estar no calor da minha casa, ver a chuva bater na janela, atraindo a curiosidade da Cookie e, bem, imaginar um beijo apaixonado daquela rapariga que um dia há-de bater à porta e pedir para entrar...

domingo, outubro 03, 2010

Outubro não poderia ter começado de melhor forma, primeiro dia cheio de significado e concretização de desejos, logo seguido por um novo dia que terminou em beleza! Que assim continue ao longo do mês e que mais e melhores dias possam chegar...

sábado, setembro 25, 2010

Não sei como cheguei, mais uma vez, ao ponto de me deixar embalar pelo coração mas, acabou! Chega! Pára aqui tudo! 

Chegou a altura de ser frio comigo mesmo, é a única solução para acalmar todos os sentimentos que hoje me atormentam. Chegou a altura de ser frio e realista, não mais nem menos do que isso, frio e realista e, colocar um ponto final nesta história. Chega de telefonemas, de almoços, de divertidas provocações, de palavras bondosas e sentidas. Antes que seja internado de emergência com um coração partido, extermino assim toda e qualquer esperança que ainda sobreviva e... renasço.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Hoje era um excelente dia para estar a trabalhar, não estaria a pensar no que não devo ou quero!

Quem os quer?

Daqui a uma semana estarei a entrar em férias, tinha planos para passar um fim-de-semana em Coimbra mas à muito que isso está posto de parte, o motivo de lá estar seria o concerto dos U2 mas, sem companhia alguma para partilhar esse fim-de-semana, que deveria ser especial, e agora também sem grande motivação, prefiro "oferecer" (vender) os bilhetes dourados. Assim, se alguém tiver interessado que me diga algo durante este fim-de-semana (pode ser via facebook) porque a partir de segunda-feira talvez siga o exemplo de outra pessoa e os doe à União Zoófila, que fará o favor de os leiloar em proveito da associação.

Os bilhetes são para a exclusiva Red Zone, a zona bem perto do palco, bem pertinho da banda, vendo-os por 250 euros (valem 260 euros)...

quinta-feira, setembro 23, 2010

Hoje despertei, no silêncio da casa, com um sorriso espelhado por entre os lábios, a Cookie deitada ao meu lado, enroscada como se do frio inexistente fugisse, que ao aperceber-se dos meus olhos a abrir, começou a ronronar à procura de mimos. Foi nesse pequeno paraíso que lembrei-me da data em que me encontrava, depois de uma bela e longa espreguiçadela, e já com a mão roída pela minha adorada gata, procurei pelas horas do dia, pois não me podia atrasar, mil e umas coisas para me manter ocupado até ao momento exacto chegar. Um pitada de ansiedade e comecei a tratar da minha, chegar atrasado ao emprego ainda vá que não vá mas a um jantar como este significa para mim, jamais! Ok, ok, pode parecer divertido ver desta perspectiva mas é assim com as prioridades, umas são sempre mais importantes que outras, daí, bem, se chamar prioridades... duh!

A barba de vagabundo que carregava foi caindo com cada passagem da lâmina, sempre debaixo do olhar atento da Cookie, que penso não ter qualquer noção do que o humano perante ela fazia, até acho que deve ter pensado "nos meus bigodes ninguém mexe!". Cada vez que a lâmina percorria a minha face sentia algo de estranho, mas não percebia, um pouco como daquelas vezes em que nos esquecemos de algo e não conseguimos lembrar o quê ao certo, mas tentar afastar esse sentimento perturbador, pois distracções não eram precisas naquele preciso momento, pois não queria marcar a face em tão importante dia revelou-se difícil, até que, nada sendo por acaso, iludido pela perfeição daquele dia corri, com meia cara preenchida por gel da barba, até à sala ao ouvir uma mensagem a chegar ao telemóvel, entre o desbloquear o telemóvel e o carregar da mensagem só desejava que fosse ela e, bem, acertei! O largo sorriso depressa virou cinzento como o dia lá fora. Boas notícias não eram e... bem... que mais dizer senão que ali mesmo morri! Tudo o que se passou a seguir não será televisionado, relatado ou lido...

quarta-feira, setembro 22, 2010

Uma vez que espreitas por esta janela adentro todos os dias, que nem pupila da professora lua, hoje deixo-te somente um pequeno beijo de conforto e esperança...

terça-feira, setembro 21, 2010

Nas páginas do destino uma combinação matemática é apresentada, algumas das parcelas são escolhidas sem motivo aparente, acabam por se distribuir ao logo da folha sem grande importância, umas somando a tantas outras, subtraindo a estação quente que agora parte mas multiplicando a lua que se erguerá cheia de influências imprevisíveis, todas estas probabilidades, divididas no fim por duas inconstantes partes, definirão o total desta questão, estranhamente, matemática.

Foi já a meio da tarde que me apercebi deste enigma, que me deixou acelerado mais do que o normal, logo ali comecei a fazer contas à vida, tamanha era essa excitação, tentando perceber se realmente tudo o que tinha sido previsto estava afinal para acontecer, quando já perdia a esperança de ver concretizadas tais adivinhações. Mesmo assim a incerteza do enigma ter um resultado positivo, um pouco como as expectativas também o são, deixa-me muitas reticências até o grande dia chegar, talvez não seja um dia  por assim além grandioso mas de banal pouco terá, sabendo que carrega nos seus ombros um número poderoso e, sabendo  que serão reveladas as consequências da equação acima referida, talvez não totalmente matemática, como antes tinha calculado.

Já ouvi dizer que não serei perdoado se no final desse dia não tiver roubado a timidez que se entre põe perante um beijo... bem, que dizer depois de isto? Sinceramente fico sem palavras, sem realmente saber como reagir senão esboçar um sorriso acanhado, mas secretamente grandioso dentro de mim, digno de exigir um suspiro profundo, dando espaço suficiente para começar a sonhar acordado, colocando essa possibilidade mas, não posso! Não posso deixar-me levar pelas nuvens dos sonhos, pois quanto mais subo mais me arrisco a cair em queda livre.

Sabendo que estas palavras vão chegar a determinado destino, não quero, de alguma forma, assustar ou intimidar, pois não ditei a equação, simplesmente transpus para papel, mesmo que virtual, tudo o que vejo a juntar-se ao virar da esquina. Vou tentar passar os próximos dias sem pensar para onde caminho inevitavelmente, pensamentos que estou certo não vão abandonar a minha mente, hoje mais que nunca controlada pelo coração, vou fingir que não tento resolver a equação que me deixa doido, vou  continuar a sorrir, porque mesmo sabendo que nunca fui bom a matemática, esta em especial, não será racional e por isso sem final certo.