quinta-feira, março 31, 2011

Um dia...

Um dia vais perceber... que percebeste tarde!

sábado, março 26, 2011

Miúda gira

Tu és das poucas pessoas, uma de duas ou três, que sem eu querer sair do meu esconderijo consegue empurrar-me para fora de casa em apenas dois segundos. Lembro-me que ao princípio sentia-me um estranho, pois não te conhecia assim à tanto tempo, mas conforme a nossa cumplicidade aumentou maior era o meu bem estar ao aceitar um novo desafio teu.

Hoje agradeço-te do fundo do coração pela pessoa fantástica, cheia de energia e divertida que és, uma mulher com um coração enorme e, tudo bem, és gira e boa, como dizem lá pelo norte. E sim, ficas a matar com esse cabelo preto, uma verdadeira femme fatale! Tudo bem, ri-te lá...

Olho para o nosso passado recente e lembro-me das nossas lutas pessoais. Jamais pensei que este nosso relacionamento pudesse ter crescido tão depressa e, talvez por isso, que no outro dia, quando descemos até Lisboa, e percorremos ruelas atrás de ruelas, apreciámos o quanto é bom estarmos um com o outro, como vivemos tudo espontaneamente, como do nada decidi convidar-te para jantar com as estrelas do rock, como ao sair porta fora demos com um tipo que nos perguntava por "haxe" e repetia "queres haxe?" e só da segunda vez percebemos o que ele queria e delicadamente declinámos. Seguimos Chiado acima até ao Bairro Alto, fazia muito tempo desde que cada um de nós lá passou à noite e, mesmo sendo dia de semana, ver que aqui e ali o lugar ainda tinha um coração a bater, pessoas na rua a cantar, a rirem-se, a conversar, sempre de copo na mão ora pois, enfim, foi como uma noite perfeita depois de um dia de trabalho.

Claro que melhor ainda é poder ver-te agora todos os dias, e é bom poder partilhar tanto contigo sem a necessidade de estar ao telefone e em lugares tão distantes, afinal o Algarve é para passar férias, ponto final!

És extraordinária!

quinta-feira, março 24, 2011

Um novo despertar

Todas as manhãs, ao despertar do estado de vigília, dou por mim a bater à tua porta e, conforme ela abre, ao ver-te, corro ao teu encontro, sem formar qualquer palavra mato saudades nos teus lábios, ali, onde os olhos não precisam ver, aperto-te num abraço interminável, o tempo pára, o silêncio toma conta do mundo e devagar os nosso actos acabam por falar mesmo, perdemo-nos no momento... Respiro fundo e reparo que estou ali deitado, sozinho, deixando a minha imaginação enganar-me. Apesar de tudo o sentimento de puro êxtase enche o coração, a luz forte atravessa as brechas da janela, um novo dia radiante começa, esperançoso, a soma disso tudo não me deixa abalar pela realidade de alguns factos cruéis.

Curioso verificar que a preguiça de outros dias ao acordar é agora história do passado, como se não pudesse perder tempo com os sonhos e tivesse pressa de começar a vive-los, até porque a estrada da vida cada vez mais vai encurtando, mas não penso muito nisso, sei que no fim da estrada lá estarás, e por isso dia após dia continuo a correr confiante desejando conseguir-te alcançar. 

Temo que se o contrário acontecesse, o mais provável seria perderes-me para sempre, porque por mais que me procurasses, as sombras da vida acabariam por levar a melhor, a esperança já mais não o seria, os dias negros e chuvosos tomavam o lugar do sol, as lamentações atiradas à rua em desespero...

Nunca duvides, és tu e somente tu que alegras os meus dias, que me faz sorrir, lembrar como é bom viver enamorado, como é bom parar para amar. Nem preciso de ter uma foto tua à mão, pois a tua memória é bem forte e presente e, como te dizia em tom de brincadeira, mas ao mesmo tempo como crença da certeza do meu amor, se num ano consegui finalmente lacrar uma carta, cheia de paixão, intensa e selvagem, imagina o que poderei alcançar em dez anos...

quarta-feira, março 23, 2011

Pablo Neruda disse um dia, "morre lentamente quem não troca o certo pelo incerto em busca de um sonho", nunca antes fez tanto sentido lembrar-me destas suas palavras...

domingo, março 20, 2011

Ainda sob o efeito da lua deste sábado


No tocar peligro de muerte
Oh! no tocar
las tibias y la calavera hacen dudar
me hacen ir mas alla, verte correr
verte pedirme mas.
y si volviera a nacer repetiria
y si volviera te daria mas calor.
Me quemas con la punta de tus dedos.
Tus manos hacen llagas en mi piel.
Me abraso con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves.
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy.
Ya sabes que me entra a la primera.
Ahora ya sale algo mejor
!Y que calor! me gusta tu infierno.
!Oh! que calor
echa mas leña al fuego que es abrasador.
Ahora esta dentro de mi.
Me hace sudar
Me hace volver a ti.
Y si volviera a nacer repetiria.
Y si volviera pediria mas calor.
Me quemas con la punta de tus dedos.
Tus manos hacen llagas en mi piel.
Me quemas con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves.
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy
Ya sabes que me entra a la primera
ahora me sale algo mejor.
Me haces tanto bien.(3x)
na na na na na (3x)
Enseñame a bajar tu cremallera
ya sabes donde voy.
Ya sabes que he pasado la frontera
arrancando algun boton.
Que tu ya sabes que te pido mas madera
y tu pides mas nivel.
Ya sabes como mantener mi hoguera
Ya sabes como sabe ya mi piel.
Que tu me quemas con la punta de tus dedos.
tus manos en mi piel.
Me quemo con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy.
Ya sabes que me entra a la primera.
ahora ya sale algo mejor.
Me haces tanto bien.(4x)
na na na na na (7x)

domingo, março 06, 2011

Esta noite, sabendo que estava nos teus pensamentos, desejava poder procurar-te e fugir contigo, para longe de tudo e todos, onde as estrelas brilham mais forte e o grilos cantam só para nós, ali, naquela doce noite, passear de mão dada, e acabar a dançar sob o luar de uma noite de verão...

sexta-feira, março 04, 2011

Abaixo o racionalismo!

Como posso aconselhar outros a serem menos racionais e seguirem o seu coração quando, eu mesmo, penso demais em vez de beijar os lábios que procuram o comforto de uma nova almofada, a entrega absoluta, a paixão fervorosa?! Não posso, não serei mais racional, irei falar menos, irie mostrar e demonstrar como o meu coração realmente ama.

terça-feira, março 01, 2011

Por uma noite?

Esta passada sexta-feira senti toda a beleza da Primavera na voz dela, todo o seu encanto deixou-me a flutuar em pleno sonho acordado, finalmente parte do que sempre desejei realizou-se. Capaz de senti-la tão perto, embora só a sua voz me alcançasse, capaz de deleitar-me com o seu aroma, embora só a memória me lembrasse dele, capaz de tracejar cada centímetro do seu corpo, embora só a minha mente o conseguisse ver.

Nunca antes me senti tão perto de ti, nem mesmo quando outrora almoçámos juntos, e num estado de perfeito êxtase vivi um fim-de-semana sem conseguir pensar noutro qualquer assunto. Foi acordar sábado, sabendo que nem o mais perfeito sonho poderia contar tal história como a da noite que ali tinha terminado, sentir a tua energia a percorrer o meu corpo, o bater do coração que parecia ser o teu encostado ao meu, procurando ser um só. Foi depois chegar a domingo e saber de véspera que um sorriso iluminava o teu dia, saber o que era sentir de novo a paixão intensa, de te sentires viva e desejada, que depois da loucura de um momento não sabias mais o que era certo ou errado, embora sabendo lá dentro que isso não era o mais importante. Alimentando-me da tua felicidade ganhei uma nova vida, novas esperanças. Uma chama que nunca deixou de queimar arde agora mais forte que nunca, consumindo todos os medos e receios que um dia foram reais.

Quero bater à tua porta, quero invadir o teu lar e encontrar-te, satisfazer os meus olhos com a tua imagem, quero chegar perto de ti, parar para te sentir a respirar cada vez mais ofegante na incerteza do momento, quero sentir o desejo ardente nos teus lábios, no desespero desse desejo torná-lo real, dizer que te amo com um beijo forçado, ouvir a brisa do silêncio da tua casa conforme os tecidos que nos mantêm um do outro cobrem o chão e, bem, deixar que os nossos corações controlem as nossas acções, que se amem, suavemente, ao som de uma valsa que teima em querer acelerar o passo e, por uma noite, deixarmos os complexos de lado e sermos só nós...


E não, não quero que seja só por uma noite, mas espero que tenha sido a primeira noite de muitas outras que serão vividas...

terça-feira, dezembro 28, 2010

Blog em hibernação até à chegada de uma nova Primavera, ou por aí perto...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Se um susto apanhaste, perdoa-me se te assustei assim tanto, então espero ter assustado a tua razão para bem longe, pois quase poderia adivinhar que o coração não se assustou e até palpitou mais depressa, num misto de felicidade e receio, ao se rever nas minhas palavras...

domingo, dezembro 19, 2010

Hoje sinto falta do teu sorriso e da ternura de um abraço teu....

terça-feira, dezembro 14, 2010

Hoje, deito sobre a cama na esperança de ver a tua estrela passar pela minha janela. 

Apago cada uma das luzes, pois não quero perder o esplendor do seu brilhar no manto negro.

Na sua cadência vou sussurrar um desejo para o dia que há-de chegar...



domingo, dezembro 12, 2010

Lia as tuas palavras nesta passada senta-feira e sentia que apenas agora começava a conhecer-te, após tantos almoços combinados e momentos partilhados só agora começava a conhecer a verdadeira mulher por quem o meu coração já à muito se tinham enamorado. Nessas mesmas palavras encontrei resposta a uma muito importante pergunta, nunca antes feitas por mim em voz alta mas, que preenchia a mente sempre que a visitavas.

Essas palavras fizeram-me sorrir, ganhar forças e esperança, porque foi nelas em que me revi, como eu sou, como te vejo, como te desejo, como te sonho e tudo de maravilhoso que me ocorre sempre que me lembro de ti, por mais longe que estejas.

Foi aí que me apercebi o que mais queria para terminar este ano da melhor maneira, exactamente o mesmo que procuras, bem, dispenso flores, e nem é por mim, é pelos dois bichanos que se passeiam cá por casa, só posso imaginar o que fariam depois de tal bonito gesto. Ai se isso acontecesse, seria a mais pura magia do Natal a encher um coração que luta por se manter quente, isto até que um par de mãos femininas o aqueça e se apaixone por ele.

Sinto-me um perigo desde esse dia, no bom sentido, pelo menos aos meus olhos, com um certo pingo de receio confesso, pois tenho perfeita noção de que é feito a minha história mais recente, digamos os últimos cinco anos, e quanto mais me sentir assim maior será esta vontade de atravessar a linha limite, mais vou querer dar um passo em frente, caindo na dolorosa incerteza dos meus actos, porém esperançoso de que uma nova semente seja semeada e que mais tarde todos vejam a mais bonita flor crescer...
Hoje e agora, neste preciso momento que se recusa parar no tempo, fugia para longe daqui e levava-te comigo até Londres! Só voltava para o ano...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Ando longe aqui da esquina da vida, a família cresceu e a minha adorada Cookie tem um novo amigo para partilhar inúmeros momentos de alegria. Hei-de transcrever as palavras que tenho deixado no Facebook, certo é que foram dias agitados, alguns desesperantes, mas agora tudo acalmou e já consigo parar para admirar o nascer de uma nova etapa na vida.

Hoje tive um dos despertares mais memoráveis da minha vida, os dois felinos decidiram vir-me dar um bom dia, cheio de ronrom alegre e pequenas lambidelas, ainda de olhos fechados conseguia encontrá-los e oferecer uns mimos, senti-me a despertar de um dos mais belos sonhos, que nem manhã de Primavera!

sexta-feira, novembro 26, 2010

नमस्ते [namasté]

Namasté minha querida.

Certamente poderás estar pensar que estou em falta, pois o hábito cria nas pessoas expectativas sobre situações já tornadas rotinas, e não estarás enganada, já andava a algum tempo para te escrever e contar como vivi o nosso reencontro. Acredito que já estejas a esboçar um pequeno sorriso só por esse facto, já a saborear as palavras que ainda não conheces.

É curioso, mas não sei muito bem como descrever tudo o que se passou, pois olho para esse dia e tenho a noção de que não tinha consciência alguma do que fazia ou dizia, como não estivesse dono de mim. Ainda quis acusar o nervosismo e levá-lo a tribunal, contudo seria fútil, pois deixei-o em casa nesse dia, talvez o meu contentamento tenha levado a melhor, e quase como uma criança, sem noção dos seus actos, me deixei levar por ti.

Enquanto esperava por ti, abrigado da bênção de S. Pedro, desesperava por não ver a hora de te rever, procurando em cada carro que passava a cor do teu, tentando perceber quem conduzia, irritado, confesso, por o senhor da loja do lado ter metido conversa comigo, sei lá sobre o quê, quando o que queria é que me deixasse em paz para ter a certeza que não ias longe demais. Hoje lembro-me que mal me despedi do caro senhor quando corri para abrir a porta, e um pouco como um filme de Hollywood, entrar dentro do carro e sentir uma alegria tremenda de te encontrar, como se que de repente o mundo todo coubesse dentro daquele espaço confinado, protegido pela chuva dispersa.

Das poucas coisas que imaginei, e que mais tarde partilhei contigo, é que agora sabendo a localização do meu esconderijo ficas automaticamente convidada para bateres à porta, sem necessidade alguma de justificações, somente a vontade de lá estares, nem que por breves momentos...

Foi por demais agradável a descoberta de novos sabores na melhor das companhias, embora um pouco assustado com a imagem que possa ter ficado do animal devorador em que me transformei, pelo menos naquele dia. Hoje rio-me desse pequeno pormenor, embora meio embaraçado por tal atitude, certo que não constará do manual da boa etiqueta.

Agora não percebo porque ainda avisas que vais fumar, confesso que adoro esse teu modo de ser, provavelmente preocupado com o que eu poderia pensar, vendo nisso uma necessidade de te justificares, ou de certa forma desculpares-te. E mesmo tu sabendo que jamais poderia proibir-te de tal acto viciante e necessário de satisfazer lá continuas, de forma adorável, a chamar à minha atenção para o facto.

Adoro partilhar todos aqueles minutos que passo contigo, minutos que depressa se transformam em horas, sem nos apercebermos como eles acabam a certa altura por reduzir e colocar um ponto final a todos aqueles momentos de partilha e felicidade. Essa ventura fica gravada na memória e, sempre que te sinto longe, faço play, recordando-me dessas ocasiões, mergulhando nesse mar tranquilo e ali permanecer a flutuar, calmo e pacífico, sem qualquer problema a atormentar a mente, enamorado por um quase sonho.

Segura esta carta entre as tuas delicadas mãos como o meu profundo agradecimento por todos as sextas-feira que marcámos no calendário, por todos os motivos de contentamento vividos e, diria até, por todos os outros que hão-de ser experienciados. Que rude sabor esta última palavra parece ter, não é? Quando o seu significado é bem mais doce.

Fica esta carta lacrada com um beijo de amizade.

Pedro

quinta-feira, novembro 18, 2010

Pequenas diferenças

Apercebi-me ontem, ao falar com uma desconhecida, que pequenos detalhes realmente fazem toda a diferença! Conversava ao telefone com uma rapariga da associação SOS Animal, após a troca de alguns emails, para a possível adopção de um gatinho e, no final da chamada, notei o prazer e o modo de estar na vida da pessoas que têm um amigo de sete patas em casa, a paixão por quem depende de nós, por quem preenche a nossa vida, a vontade de querer ajudar, senti uma alegria crescente a trepar pelo meu corpo até ao canto do meu olho e, num sentimento misto de alegria e tristeza, um sorriso não deixou uma lágrima derramar...

Ainda não aprendi, e dificilmente acontecerá, a lidar com elogios, caio numa timidez que já pensava ter perdido, por isso as suas últimas palavras deixaram-me engasgado em palavras soltas, de certa forma orgulhoso, mas sem saber agradecer pois sempre fui assim e nunca, de forma alguma, cresci para ser melhor que o próximo.

domingo, novembro 14, 2010

Eu sei juntar letras, logo sou escritor!

Começo a pensar que o cúmulo da escrita é um poeta, ou um típico escritor, sentado na esplanada de café, assimilando tudo o que rodeia, encontrando inspiração para um futuro livro, enquanto o mundo inteiro pensa saber escrever e lança livros a torto e a direito, fazendo disso um grande acontecimento, senão vejamos o que se passou esta semana com repórteres de imagem das três estações portuguesas. 

O que acontecerá de seguida, será que realizadores, produtores e assistentes também se vão dedicar à escrita, porque não editores a lançar um livro sobre os exteriores que tiveram durante a sua carreira, desde Timor à vizinha Espanha, de eventos desportivos, como um Mundial, até à guerra no continente Africano, certamente que muitas serão as histórias, claro nunca esquecendo de referir como são eles que fazem o milagre de trabalhar a deficiente imagem que alguns repórteres de imagem não conseguiram obter, talvez estivessem a pensar que história de vida  que irião partilhar no livro, esquecendo-se de que estavam a trabalhar. Seria interessante saber como alguns repórteres de imagem, ao cometerem erros que poderiam ser evitados, fizeram de uma simples frase um estilo de vida, "na edição eles arranjam".

Bem, sarcasmo à parte, e depois de ter visto o excesso de mediatização à volta deste último lançamento do livro pelos repórteres de imagem, é com alguma tristeza que muitos autores, verdadeiros escritores, não tenham a devida visibilidade, muitas vezes mais que merecida! Eu trocava trinta repórteres de imagem por um, e só um, poeta e o seu livro.

Sei que ali a minha adorada Carla Q. pode não apreciar lá muitas estas palavras, mas tinha de me livrar desta irritação que me atormentava...

quarta-feira, novembro 10, 2010

E que tal arranjar um amigo...

... para a Cookie? Pois é, não são muitos os dias que passam sem que pense nisto, e tendo conhecimento, através de vários grupos no Facebook, de casos urgentes de adopção de outros felinos, e o facto de acabar por me apaixonar por tantos rostos farfalhudos, que tendo perfeita noção que não me encontro numa situação monetária má, ou perto disso, saber que posso assegurar o bem estar de alguém que precisa de um lar e de amor. Ora ao mesmo tempo acabo por presentear a minha adorada Cookie com um amigo para as suas brincadeiras, e para me dar cabo da casa também, não esquecendo esse pequeno grande pormenor,  tudo para que todas as tristes manhãs, ou tardes, em que tranco a porta de casa, ela não fique sozinha, pacientemente esperando que o dono retorne a casa. 

Tenho perfeita noção do que posso vir a perder, todas as vezes que mal a porta se abra o contentamento  visível no seu comportamento hospitaleiro acabe, que deixe de se passear entre as minhas pernas, roçando nelas, de cauda flutuando bem alto, que pare de rebolar no chão à procura de mimos, que tudo isso possa acabar e me roube o sorriso que tanto preciso no fim de dia de trabalho.

Mas verdade seja dita, já faltou mais para o dia em que abra a porta e tenha dois à minha espera... ahahah!

Os meus caminhos da felicidade

Não é a primeira vez, e espero que não seja a última, que recebo um email deste género:

Partilho convosco o relatório diário de audiências que é elaborado pela Vera Roquette.
Vale a pena ler :-)

Muitos parabéns, de novo!

Fico muito muito satisfeito quando decidimos um tema fora da "agenda" e do menu habitual e conseguimos resultados destes. Mas isso só é possível porque toda a gente envolvida se excedeu! Muitos parabéns!


JAC

É bonito ler isto, e um tanto ou quanto irónico, porque numa política de que os "coitadinhos" é que vende e dá audiência, a escolha de um tema «fora da "agenda"» seja enaltecido para contentamento dos que estão no poder, que decidem, eles sim, a política da empresa...

Claro que muitos não tendo acesso ao relatório não sabem o que lá vem escrito, sendo assim, visto não ser segredo de Estado ou algo parecido, deixo aqui o excerto que interessa para o caso:

(...) o Linha da Frente (28,9%sh e 11,6%rat) alcança o share máximo da temporada e dá continuidade à liderança da RTP1 no período entre as 20:00hs e as 21:20hs (30,1%sh), mesmo com a presença do Primeiro-ministro no Especial Informação (26,9%sh e 10,8%rat) da TVI conduzido por Constança Cunha e Sá e Henrique Garcia a partir de São Bento (20:52hs-21:30hs). Recorde-se que a última entrevista de José Sócrates tinha sido dada à RTP1 no passado dia 18 de Maio deste ano, tendo alcançado registos mais expressivos (33,3%sh e 11,6%rat).(...)

Ainda a propósito do recordista Linha da Frente, importa referir que o programa da estação pública contabiliza uma média 23,4%sh e 8,8%rat nas 27 emissões de 2010, sendo que das últimas 10 emissões, 6 posicionam-se acima da média. A reportagem desta noite, da responsabilidade da jornalista Rita Ramos desenha um percurso na procura da felicidade, reflectindo sobre o dinheiro, a família ou o sucesso profissional como forma de sermos felizes. Sublinhe-se que a reportagem conquista a suas parcelas de mercado “mais felizes” junto do público feminino (31%sh), nas idades 35/44 anos (34,7%sh), maiores de 64 anos (38,8%sh), na classe D (32,6%sh) e no Sul (41,8%sh).

É por demais agradável ver reconhecido o trabalho de equipa, por parte dos responsáveis da Direcção de Informação, mesmo que esse reconhecimento só seja concedido aquando do feedback positivo das audiências. Muitas são as vezes que um tema mais alternativo é abordado ou mesmo o modo como a reportagem é construída, consequentemente colhendo uma menor audiência, e pode ser mesmo a melhor reportagem de sempre que esse reconhecimento, por vezes, só chega de fora da RTP, quer seja via um concurso ou mesmo palavras amigas.

Ainda hoje, ao chegar à porta do prédio, ao qual chamo casa, tive a oportunidade de ser abordado por umas pessoas amigas que fizeram caso de comentar a reportagem transmitida, e melhor que qualquer número num gráfico de audiências, são as palavras do chamado "povo", que sem nada a ganhar, em guerras de bastidores, comenta de alta e boa voz o que realmente achou da reportagem.

Ao contrário de alguns, para mim, qualquer critica é sempre bem vinda, aprendemos com elas a não repetir erros, apuraram-se sensibilidades e aperfeiçoam-se técnicas. No fim de contas isso faz parte também do nosso trabalho, parte do ser humano que tenta ser melhor e mais feliz.

Lamento o meu coordenador não estar em Portugal para presenciar todo o feedback positivo, pois com certeza seria um embaraço para o mesmo, visto que a mais vista reportagem da série de programas já emitidos foi montada por um dos editores mais requisitados, com boa reputação, mas que se encontra no mais baixo nível na escala de progressão de carreira e salva-se com uma avaliação miserável de... bom. Lamento, igualmente, já ter passado quase um mês desde que comentei a avaliação apresentada pelo coordenador, de não ter tido a possibilidade de apresentar factos concretos como o desta última reportagem, para que a administração, que pouco ou nada sabe dos seus funcionários, pudesse avaliar melhor todas as palavras manchadas numa suposta avaliação justa.

Mas deixemos tristezas de lado, que pouco ou nada trazem de positivo à vida e, assim, aproveito para agradecer todas as criticas que chegaram até mim, valeram todas as palavras ditas e sentidas. Um sincero obrigado a todos!