segunda-feira, agosto 15, 2011

Abraço

Hoje, ao reencontrar-te, soube tão bem mas tão bem sentir os teus braços em redor do meu corpo, apertando-o numa saudade que nenhum telefonema ou palavra poderia alguma vez descrever ou fazer-lhe justiça.

Hesitei um pouco perante a contemplação de dois pares de olhos que nos encaravam como bichos do mato, certamente longe de estarem habituados a tal manifestação. Claro que a principal razão foi saber que juízos seriam logo formados, e comentados posteriormente, depressa surgiriam mais rumores e boatos, uns atrás dos outros. É uma estupidez, bem sei, mas as pessoas passam uma vida inteira sem saber apreciar o que faz de nós pessoas, diferentes de todos os seres neste mundo e, fechados dentro o seu próprio mundo isolam-se de todo o tipo de contacto que tanto precisamos, mesmo que jamais alguém o confesse, assim ao deslumbrarem tal expressão de amizade e cumplicidade ficam especados a olhar como a lei mais importante à face da terra tivesse acabado de ser violada.

Fica a promessa que quando voltar a avistar-te, uma vez que chegaste e fugiste logo para terras castelhanas, que estarei de braços abertos para te acolher nesse entrelaçado, sentido e duradouro, o tipo de abraço que o tempo não pode roubar e que alimenta a alma solitária aqui do amigo.

segunda-feira, agosto 08, 2011

O que diria o amor se olhasse sobre o mundo de hoje?

Sinto-me triste ao ver que já ninguém escreve cartas de amor, poucos são aqueles que pegam numa flor e a oferecem à pessoa que os faz sonhar, mas acima de tudo já ninguém luta por amor. Bem, se lutam a resistência que encontram é por demais aterradora até para ser descrita, desmotivando o maior crente.

Sempre que recordo a minha infância sorrio, pois nela escrevia inocentes cartas de amor para aquela menina que chegou perto de mim, que sentada dentro de um bidão na escola, normalmente utilizado como túnel para tantas brincadeiras, ali naquele espaço confino suporta a cabeça de um menino perdido na sua ingenuidade. De todos as memórias, aquele em particular, guarda uma história especial, onde as palavras ecoadas acabam por se perder na brisa daquele dia mais ameno. O aproximar dos olhos delas dizem mais do que a mais bela balada musical, até que aquele menino os deixa de deslumbrar...

É quando abro esse livro de memórias que lembro-me daquela expressão, tão banalizada nestes dias que passam a correr, que já foi mesmo usada no meio publicitário pela a avó que dizia «Eu ainda sou do tempo...». Pois, eu ainda sou do tempo em que as primaveras era mais desejadas e apaixonadas, onde a brisa empurrava aquele rapaz envergonhado até à rapariga tímida. Ainda sou do tempo que recebia mais cartas da pessoa amada no correio do que publicidade. Ainda sou do tempo quando as pessoas passeavam de mão dada, dedos entrelaçados e que sempre que se apercebiam disso sorriam uma para a outra sem precisarem de pronunciar qualquer palavra. Ainda sou do tempo em que num jardim qualquer um casal sentava-se num banco de jardimm ali perante os olhos da Mãe natureza apreciavam a companhia um do outro, juravam amor e simplesmente viviam.

Hoje a realidade é cinzenta, queremos fugir de encontro ao passado mas o tempo empurra-nos na direcção oposta. Não consigo suportar a nebulosidade das pessoas desfilam na rua, sem vida, sem sorrisos, sempre a olhar de lado na desconfiança. Talvez por esta e por outras o sol esteja mais envergonhado para aparecer e dar cor ao mundo...

sexta-feira, julho 29, 2011

«They say if you love something let it go 
If it comes back it's yours 
That's how you know 
It's for keeps»
 

quinta-feira, julho 28, 2011

Rumores, boatos e nenhum proveito

Meus Deus, diz aqui o agnóstico para si mesmo, o quanto este meu sorriso tem visto a luz do dia perante a troca de palavras aqui e acolá sobre possíveis relações, um tanto ou quanto mais íntimas diga-se, que acabam por me colocar nas conversas de esquina e que, para minha infelicidade, são meramente irreais uma vez que não me lembro de ter tido algum proveito ou sentido o toque directo de um beijo nos meus lábios. Contudo não consigo evitar achar tudo engraçado ao ponto de não conter aquela gargalhada viva ao comentar com as pessoas que tal como eu são o alvo dessas palavras culpadas.

Ao menos se acertassem no alvo acharia menos piada, porém talvez significasse que estaria no bom caminho para chegar a esse tão desejado porto. Assim, que todos os mensageiros saibam que este barco à deriva segue ao sabor das ondas, aquelas que espero que me levem ao seu encontro mesmo sabendo que ela não estará à minha espera, pelo menos a brisa assim confessou ao visitar-me. A única certeza que tenho para manter este barco esperançoso à deriva é que o mensageiro que até hoje nunca falhou todos os dias manifesta-se iluminando a fria noite, bem alto no céu, alguém a quem posso confessar o quanto ela significa e é importante, quantos os sonhos ansiosos por uma realidade falam dela carinhosamente e, finalmente, num estado de fraqueza após tanto tempo ao contar as ondas da corrente, respiro fundo e questiono quanto mais o tempo vai castigar tal dedicação... Que faça esta barco afundar-se de uma vez por todas ou então que as ondas corram para o deixar em terra.

No nascer da manhã confio nesse mensageiro para entregar todos aqueles votos enamorados à sua janela e, na incerteza, espero que essa moldura se encontre desimpedida e livre para fazer o tecido que a adorna dançar ao som das palavras que a procuram e a amam...

segunda-feira, julho 25, 2011

Saudosa partida

Foi tão rápido que não houve tempo para um abraço sentido e dois beijos nessas bochechas rosadas, bem, para dizer verdade nem te deslumbrei debaixo do sol ardente... As saudades serão exageradamente enormes e as oportunidades de percorrermos mil e um eventos deixadas ao abandono. Ainda por cima quando a distância que outrora nos separava é agora tão próxima!

Pior que isso foi acordar para a realidade de só ter a certeza de te rever daqui a meio mês passado, aquele tipicamente escaldante, porém apercebo-me após rápida consulta que poderá ser mesmo um mês por completo, sabendo que andarás, mesmo que em trabalho, pelo Paseo del Prado ou por onde quer que o teu caminhar, ou obrigação, te leve.

Aprecia agora o descanso nesse monte do sossego e de paz, que o despertador seja o som dessas duas crianças sorridentes e atrevidas, que a noite acorde com os pequenos grilos a contar estrelas, em suma, que o tempo seja generoso e permita que a harmonia da vida te convide para dançar uma valsa verdadeiramente mágica.

segunda-feira, julho 18, 2011

Momentos inesquecíveis

E... foram dois dias fantásticos e na melhor das companhias. Que saudades sentia de guiar estrada fora, mesmo que relativamente perto de Lisboa, com o pôr-de-sol nos retrovisor e a lua a despertar no horizonte, de cantar, rir e sorrir, aquele prazer de seguir livre e sem restrições, de sentir-me vivo e sentir a ânsia do novo à flor da pele. 

Não interessa o tempo ganho a carregar no acelerador ou o tempo perdido nas longas filas, e que longas eram no primeiro dia, o que interessava foi o espírito de aventura e amizade! O pára e arranca onde acabámos por encalhar foi motivo para gargalhadas e um dançar de palavras dentro do carro, que nos animou e aprofundou esta já sólida relação de uma harmoniosa amizade. Lembro-me dela ter comentado no segundo dia, um tanto ou quanto surpreendida, a falta de uma longa fila, isto porque já que tinha preparado um farnel para o desgraçado pára arranca, assim foi só nos últimos e famosos quilómetros, os tais seis, que deitámos mão ao saco e mordemos as iguarias.

Ao contrário de quinta, sexta foi um pouco mais entornada, saberá dizê-lo, mesmo sem o ver, aquela menina que ficou sem resposta para dar a algumas palavras, minhas diga-se, mais ousadas. Porém, nada condicionou ou facilitou essas mesmas letras coladas umas às outras, somente o estado em que se encontrava aquele corpo, mexendo-se ao som da música e como que num abrir e fechar de olhos a pudesse imaginar ali, braços em volta do pescoço dele, as mãos dele contornado a sua cintura, sem uma palavra ouvida os seus olhares perdidamente hipnotizados um pelo outro, como se um puxasse o outro e o convidasse a aproximar-se, pequenos passos sobre aquelas acanhadas colinas de areia ao ritmo daquele som que silenciava todo aquele ruído que os rodeava. Era agora mais evidente a ansiedade na respiração, as palavras à distância ecoavam na mente deserta ao mesmo tempo que os lábios... bem... um empurrão da moça ao meu lado trazia-me de volta à verdadeira realidade, embora não fosse preciso estar para aqui a divagar no filme que muitas vezes estreou na minha mente. 

Acho que perdi a noção das vezes que disse - não me quer mas também não me larga - sim é verdade, acabava por desabafar perante o seu silêncio, contudo num tom humorístico perante uma negação pessoal, mas já sei, já sei, ando a ver filme numa qualquer língua estrangeira e por isso não entendo o que é dito e acabo por imaginar o argumento, claro que sei bem que a teimosia taurina também não ajuda!

Loucuras sentimentais à parte, senti-me como um jovem de vinte anos, claro que a minha adorada flor de girassol, que quer seja dia ou noite está sempre ali, cheia de energia, com o mais maravilhoso e expressivo sorriso, foi uma grande contribuição para toda a alegria que pairou no ar. Outra coisa não seria de esperar de tão doce ser humano, que num agarrar de mão confiou na minha liderança, que com um pequeno toque de ombro me chamou à atenção, que riu e sorriu vezes sem conta comigo, ou até de mim, sim é verdade, que me aturou quando a minha atenção dispersou-se para o lado utópico do amor, enfim, simplesmente maravilhosa! Mal sabes como te adoro! E foi um prazer deixar uma bela adormecida, literalmente, sã e salva em casa, ao contrário do que se possa pensar nem sempre se deve acordá-la...

Resta-me só acrescentar que o beijo do tamanho de uma música inteira será cobrado! Fica aqui o aviso registado.

quarta-feira, julho 13, 2011

Na minha ignorância dou demasiada importância às histórias de outros contadas por segundos, depois chateio-me com o meu eu. Tenho de aprender que só comprovando por mim mesmo é que posso ser juiz da sentença verdadeira. A umas horas atrás cruzavas dos dedos na esperança de estar errado, agora vejo que não havia motivos para os sequer ter cruzado. Talvez me tenha esquecido de como os amigos se relacionam e de como a nossa presença pode ser requisitada, sem dia ou hora marcada, mas ouvir os seus desabafos, para ouvir os seus delírios ou simplesmente para que a nossa voz seja ouvida e serene os receios crucificados pelos sentimentos.

O tempo passou a correr, o sorriso depois da despedida é a boa disposição que não tinhas e o prémio por saber que contribui para que nesta noite o teu sono seja tranquilo, pacífico, sem pesadelos que outrora eram como sonhos paradisíacos.

Porém, espero que o mensageiro não tente estrangular este meu pescoço com novas aventuras. Dizem que não se deve matar o mensageiro, contudo este gosta de contar histórias que depois geram confusões e mal entendidos, penso que não hesitaria, um segundo sequer, em travá-lo antes que os estragos sejam maiores e irreparáveis.

terça-feira, julho 12, 2011

Espero estar enganado quando vejo o caminho desencontrado de duas pessoas como justificação para uma possível fuga desesperada a dois, para se reencontrarem com uma falsa felicidade. As palavras partilhadas em privado nos últimos tempo foram sempre transparentes, partilhadas por um sincero amigo. Jamais significaram que duas pessoas ao cruzarem-se devem embarcar numa nova travessia lado a lado. Espero que esteja enganado porque não posso deixar de suspeitar do convite feito, contudo, e antes que a amizade seja prejudicada pela cegueira emocional, aceitei-o como se de um convite inocente fosse, como qualquer outro convite amigo. Espero estar enganado porque o meu corpo vive e respira tranquilidade, não o quero corromper com qualquer tipo de violação quando as palavras não te procuraram mas somente estenderam uma mão amiga, não preciso de tal agressão à mente que renasceu não faz muito tempo e que hoje vive em harmonia com o mundo.

terça-feira, julho 05, 2011

Gato e rato

Recomendado por uma amiga, deixo aqui uma breve, mas muito breve, leitura de um pequeno texto que opina sobre as verdades que não o são, do perfeito amor que oculta a sua tremenda imperfeição e, para finalizar, um precioso conselho. Sem o nunca ter ouvido segui-o no passado, e mesmo apesar do sacrifício ser doloroso par além do que poderia sequer pensar devolveu-me à vida, podendo hoje não me preocupar por quem um dia cantou-me palavras enamoradas, recheadas de uma inocência que já não devia morar em si e que nos empurrou em direcções opostas...

Por estas e por outras, façam o favor de clicar AQUI se assim o entenderem...

Ah! Obrigado à menina que me deu boleia até lá...
Reparei nos diversos sorrisos das vozes amigas que me procuraram hoje, sem surpresa alguma o gesto foi devolvido nas mesma dose, embora de forma mais envergonhada. Sei que a curiosidade poderá ter sido a razão, não porque o motivo é divertido mas sim porque a viagem deste ser poderá tomar no rumo. Cedo demais, é o que poderei afirmar com toda a convicção, é cedo demais para saber onde esse destino me levará, é tudo o que sei e posso atestar.

Foram surpreendente as últimas quarenta e oito horas, bem, talvez mais uma hora ou outra hora... Aquela voz que já parecia ter esquecido escreveu-me, a sua oferta foi justificação suficiente para os olhos deliciarem-se com a sua visão, mesmo que por breves instantes, talvez lamentavelmente. Sei claramente, e sou culpado por o saber de forma consciente, que os meus olhos tentaram faltar ao respeito e penetrar pelo tecido branco, objecto imposto pela sociedade cheia de pudor. Disfarcei. Afinal, se não o fizesse seria criticado e julgado pelo meu desarranjo mental, se assim o quisermos chamar, mas sou só sujeito sedento de prazeres... Apercebi-me que estou a dizer mais do que quis, torturado por essa saborosa memória, é claro!

A noite das primeiras vinte e quatro horas pouco interessa, visto que a recordação pertence-me, a mim mesmo e só a mim. Isto agora não me soou bem! Enfim, é tarde... who cares! O agradecimento devido, em mui nobre carta lacrada, foi enviado e, espero, recebido com satisfação, uma vez que o silêncio foi a única coisa que o vento sussurrou à minha janela. Sei que não devo esperar qualquer tipo de resposta, talvez ficasse mesmo ansioso se a realidade fosse diferente, hoje a indiferença apodera-se de mim mais facilmente.

As vinte e quatros horas seguintes revelaram que o imprevisto ainda é sinal positivo do destino. Um sorriso corado foi o que o primeiro momento deu a conhecer, na sua elegante estatura o segundo acto revelou as primeiras palavras, mesmo que ligeiramente acanhadas, foram de pura simpatia, nada que o brilho por entre os lábio já não tivesse demonstrado. nada que a boa disposição fizesse esquecer no segundo seguinte. O manjar, no inicio daquela tarde, era especial para alguns, quando os pratos finalmente ficaram nus o desejo de saber mais viu-se prisioneiro do tempo, o meu coração arrefeceu depressa demais, alimentando-se das últimas brasas daquela memória gerada. Poderá ser ilusão minha, contudo penso que as palavras escolhidas durante a sua presença não foram sorte do acaso, nelas escondiam-se recados. Espera aí, apercebo-me agora, espreitando o que se esconde por detrás de algumas sombras, que poderei estar a projectar uma utopia futura destruidora de sonhos, será que o cansaço do trabalho esteja a distorcer a minha visão da realidade? De repente começo a temer isso, parar, é isso, vou parar e proteger as palavras que não foram usadas para as não ser em vão, vou deixar o tempo tratar delas, deixá-lo acarinhá-las e limitar a descansar o corpo e mente, bem preciso.

segunda-feira, julho 04, 2011

Sei que daqui à Austrália o caminho tem sido longo, sei igualmente que daqui à Itália a distância é menor mas o desconhecimento, por agora, é maior. Será esta uma nova viagem para a qual não tinha comprado bilhete?

Queria contar tudo, e mais até, mas tenho de correr para a terra dos sonhos porque o tempo hoje é meu inimigo...

segunda-feira, junho 27, 2011

Renascer

O que é bom sempre acaba e, por agora, as minhas férias terminaram. Confesso que começaram de forma atribulada, diria mesmo de forma lamentável, pois naquela pessoa em que sempre pudemos confiar, bem, a verdade é que não é bem assim, e num aperto de coração tudo se evapora. Ora planos frustrados só serviram para uma coisa, pegar em projectos já antes começado, dar-lhes um impulso. Ah! Não me posso esquecer o quanto soube bem passar pelo primeiro dia das Festas de Lisboa na melhor das melhores das companhias!!! Sei que estava reticente mas a tua força electrificou-me noite adentro, e foi bom, foi muito bom e deu para esquecer um oceano de pensamentos naufragados. Mas como dizia eu, voltando ao fado desta vida maldita, que o buraco onde caiu a amizade é fundo demais para talvez a recuperar, como se não bastasse isso o interesse financeiro parece ser hoje maior do que o valor incalculável de uma amizade. Vou tratar então dessa questão e fazer valer o que, escrito preto no branco, foi feito lei.

Perdi uma aposta, aposta essa que tinha esperança, não muita, de poder vencer. Nunca tive sorte ao jogo e, como já tinha referido, a voz experiente da nativa do mesmo signo avisou que a fortuna não bateria à minha porta e, não bateu mesmo... Ao contrário do que se possa pensar não foi um jogo que tinha em mente, somente uma provocação que talvez possa ter sido mal interpretada. Ao tentar expor uma pessoa aos seus próprios impulsos do subconsciente acabei por falhar. Não foram duas semanas mas na terceira a fortuna bateu à porta para meu contentamento. Confesso que estava apreensivo, porque o meu pensamento foi de malvadez mas logo fugiu para outras lugares ao perceber que a bondade das suas palavras transpiravam saudades, mesmo que camufladas pela maldita racionalidade.

O tempo passou e esta terceira semana chegou, para minha tristeza, ao fim. A bem dizer hoje já é dia de trabalho, as férias terminaram, contudo ao contrário de como começaram melhor acabaram, foi uma semana agitada, de muitos sorrisos e risos, de palavras gentis e sentidas, de beijos e abraços entre pessoas que acabaram por de dar uma força que à muito procurava. Eles e elas sabem que são, e agora revendo uma dessas noites, acho que a minha língua desenrolou mais do que devia e o motivo de algumas conversas acabou por ser só um. Foram várias as palavras sábias que me aconselharam sobre os caminhos da vida, tão cedo não serão esquecidas, a vós devo muito!

Durante estas semanas aprendi muito sobre mim mesmo, ao mesmo tempo aprendi muito sobre a vida. Sinto que renasci, mais consciente, mais humano, com ambições mais do que honráveis verdadeiras. Hoje tenho a noção da podridão humana, escravizada pela sociedade e pelos seus valores intragáveis e nojentos. Sei que quem lida comigo diariamente poderá pensar que pouco mudou, sei também que tenho no meu trabalho uma colega que partilha, desde sempre, muito desta revolta, pois ela despertou muito antes que eu. Para que não pensem que enlouqueci peço que espreitem o Movimento Zeitgeist e se possível o documentário de duas horas e quarenta minutos, vale a pena e é sempre bom aprender e despertar a mente.

Neste momento a minha alegria de voltar resume-se a uma pessoa, a uma pessoa que mais logo vou abraçar, como sempre o fiz, forte para saber exactamente a saudade que apertou durante este tempo todo e, decorar a sua face com dois beijos sentidos e só depois largar desse abraço. Sabes muito bem que não me esqueci de ti, mesmo que hoje o tenhas afirmado por entre risos, e lembrar-te-ei sempre que duvidares de mim.

quarta-feira, junho 15, 2011

Completamente fora do contexto habitual do que por aqui se escreve, e se sente, não resisto a anunciar que mais logo, pela noite, haverá um eclipse da lua. Por isso deixem-se eclipsar por ela e não caiam em tentações proibidas! Bem, talvez um pouco...
Não te deixei de amar pois estarei sempre enamorado, somente devolvi-te à vida.

quarta-feira, junho 08, 2011

Não foi preciso duas semanas passarem para uma amiga do signo escorpião me dizer «Nunca apostes com uma escorpiona!». Ri-me no primeiro segundo, mas depois uma carga pesada de arrependimento caiu sobre mim e atirou-me ao chão, percebendo que na provocação dela a verdade daquela frase impunha-se. Não fossem agora sete horas da manhã, a luz lá fora a assustarem este olhos semi-aberto e, não tivesse acabado de ver o filme "Hall Pass", então não estaria a lembrar-me de ti e num mundo futuro partilhado só contigo. As palavras neste momento estão adormecidas numa espécie de coma, somente sinto um coração a bater forte e o corpo a mandar-me para cama, porém a mente não quer largar este momento, onde fotografias tuas invadem a minha mente, onde a imaginação dá asas a desejos...

Por agora, farei a vontade a este invólucro que protege esta voz secreta e vou descansar, a culpa foi da moral do filme, enfim... cama comigo!

segunda-feira, maio 23, 2011

Duas semanas de distância, confesso, não será fácil para mim. Porém se houve altura ideal para provar que o teu coração não mente e que me procuras porque a saudade aperta, não somente por afecto de amigo mas mais, então que assim o seja, serei teimoso como o Touro que sou e esperar a cauda do Escorpião não seja mais forte. 

Agora que relembro o nosso almoço, reparo que esquecemo-nos de um pequeno pormenor, como em qualquer promessa mútua onde dependemos de dar ou receber alguma coisa, e talvez por nos encontrar perdidos no momento, esquecemo-nos de especificar o que significava a conquista do objectivo, por isso, da minha parte, caso a fortuna seja amiga, o toque do teus lábios é tudo o que peço.

sexta-feira, maio 20, 2011

"A sorte protege os audazes"

O mais recente anúncio do final do mundo aponta para passagens da Bíblia, falando de um terramoto devastador a nível mundial. A data desta vez está mais próxima do que nunca, este sábado, dia vinte e um de Maio de dois mil e onze. A primeira reacção seria tentar perceber onde foram buscar esses números. A notícia falta de uma análise numérica que acaba por indicar para este sábado próximo. 

Nem sequer vou começar por explicá-la, quem estiver interessado faça o favor de procurar a notícia, não será difícil, mas tudo isto deixa-me a pensar, não no próprio fim do mundo mas sim no facto de a ser verdade assustar-me um pouco não ter sentido e vivido certos momentos... Um beijo nunca passou de um beijo, ambos os corpos nunca dançaram juntos, poucas foram as declarações de amores declamadas, as viagens sonhadas que nunca se realizaram e depois penso, se de tudo o que sempre quis fazer pudesse escolher uma coisa, o que faria? Para estranheza minha a resposta foi rápida e concisa. Não muito longe daqui estaria, que estupidez a minha, conjuguei o verbo mal, tenho de dizer que estarei a bater à porta que já a algum tempo passou a ser minha conhecida, não pelas suas formas para pelo que se esconde por detrás dela. Com um simples toque anuncio a minha presença, a surpresa será grande e totalmente inesperada, bem, assim espero mas, sabendo os olhos que por aqui passam, o efeito surpresa talvez se tenha perdido e, por agora, acredito que um maço de tabaco rapidamente estará vazio até a noite cair e a lua pronta para ocultar do mundo o que se seguirá.

Não posso deixar de reflectir na finidade que todos nós um dia teremos que encarar, jamais conseguiria perdoar-me no meu último sopro de vida por não ter vivido, nem que por um dia, como eu sonhei e sempre quis, sem receios ou sentimentos de culpa, sem me ter que preocupar com as consequências que daí poderiam advir. Já Virgílio dizia "a sorte protege os audazes", assim quero acreditar.

Se por acaso este acabar por ser o último post é porque tudo correu bem e mal! Será claro então que fiquei retido na melhor das companhias e não cheguei a tempo de cantar sobre a mais maravilhosa noite e, mal porque terá sido por uma só noite...

segunda-feira, maio 16, 2011

NY here I go! So excited!!! Ok, not going just yet, only come January I will heading there to visit a very good friend of mine. Gosh, looking back to our history together I could only say how proud I am of her. Her courage to take charge of her life and define a new and better path should be an example for so many women out there. 

I shouldn't get into explaining this but I believe it's still important to be told to the four corners of earth. Her life story touched me really deep as I got to know her better each day that went by, not just because the level of hurting one takes in during a bad relationship but because I know it was never easy growing up in her shoes, and I always felt powerless being so far away, with only kind words to offer when I felt I could do so much more for a friend. I'm glad she found in my words - I think - some strength to take charge of things and take a stand.

I was trying to remember how we met, probably because I'm not getting any younger I cannot go back to that moment in time, was it in an infohub? Perhaps, still doesn't matter since what matters now is that I consider her a close friend and we'll have the opportunity to spend some time together, while on vacations and have a blast!

I know, I know... Most that know me might be saying it by now "Oh there he goes at it again, acting like a savior to a girl in distress". Really?! Are you serious... C'mon, nothing like that my dear and annoying friends. Sure, sure, sometimes it might be like that but above all it's the fact the person is important to me and as such I'll always be there no matter what.

Oh, regarding plans, well, we are still deciding where to go and no, we are not staying in New York, it's gonna be wild without a single doubt!


sábado, maio 14, 2011

Pura manhã

- Parece que o blogger foi bonzinho e recuperou-me o post perdido... -

Existem momentos que são capazes de fazer com que nada nos deixe triste durante um dia inteiro, ou até durante mais tempo... Hoje ao acordar senti uma sensação da mais pura felicidade, uma paz interna total, um acordar digno de uma epifania! 

Toda essa felicidade nasceu de um sonho que me transportou para o silêncio pacífico de um lugar que ainda não conheço, inundado de luz, tão brilhante que seria impossível apontar o sol. Foi um daqueles sonhos que só se tem uma ou duas vezes ao longo de uma vida inteira, o tipo de sonho que nos faz sorrir sem sermos capazes de parar, até porque o contrário não desejamos. Infelizmente, como acontece com quase todos os sonhos, os detalhes vão agora dissolvendo-se, porém o sentimento vivido é forte e resiste ao tempo. Ao nosso ser espiritual são libertadas sensações que só nos faz querer sonhar acordado, recordar esse momento mesmo que já perdido na mente e, aos poucos, começar a flutuar por um imaginário sem fim.

Entre muitos desejos, hoje, queria partilhar este sonho contigo mas, não posso... Acredita que de todos os sonhos que possam preencher o meu imaginário este é o mais ingénuo, o mais puro, o mais inocente de todos. Quero contar-te mas não posso, espero que acabe por cair no esquecimento para ser recordado um dia como um déjà vu enquanto saboreamos uma inocência que muitos dariam uma vida inteira para voltar a sentir. Um sonho daqueles que só o cinema o poderia representar, em slow motion, sem diálogos, porque não precisaríamos deles, onde um olhar sincero e um sorriso aberto, ao mesmo tempo que um suspiro assinalava a perfeição do momento, seria o suficiente para descrever a nossa cumplicidade.... Ai, vou parar, quero tanto contar-te mas não posso, só posso acrescentar que quero sonhar de novo, como esta manhã, onde a perfeição vive, pois sei que a realidade corre como a paciente tartaruga e sei, ou espero, que iremos partilhá-lo amanhã... 

Menina, acalma o coração, falei no sentido mais lato da palavra "amanhã".    

sexta-feira, maio 13, 2011

Muito obrigado blogger por me teres apagados os últimos dois posts, mesmo que tenha conseguido recuperar este!)

Acho que pela primeira vez teria que te dar razão quando dizes que devia escrever porque faz parte de mim ser assim, mesmo que custe a confessar que encontro um certo conforto e importância nas palavras que se espalham pelo blog. Saberás do que escrevo se a vida decidir que a devemos partilhar uma com o outro...

A verdade é que o turbilhão de sentimentos com que convivo todos os dias guiam-me sempre até ti, quer seja porque um beijo entre dois estranhos no meio da rua transporta-me para um futuro onde um beijo enamorado é a doce despedida antes de sair de casa, tentando esquecer logo aí o dia penoso que será estar longe de ti, ou então quer seja por um filme que me deixa a sonhar, ainda hoje passava na televisão o Fantasma da Ópera que tanto aprecio, e nas estrofes de cada música encontrava representado a luta pelo teu amor e o amor que sinto por ti, e como se ficasse hipnotizado por cada palavra cantada caía num sonho apaixonado, cheio de saudades tuas, numa busca infinita por um abraço teu. Mas não fica por aí, o toque dos teus lábios, entrelaçando os meus dedos com os teus, apertando forte a tua mão e, desta vez, nada nos impede de dançar noite adentro, e sob o luar lá fora, deixar que os nossos corpos aqueçam a noite, perdidos de amor um pelo o outro.

Sou provavelmente o meu pior inimigo, porque não consigo deixar de te amar... Bem, para ser sincero não me esforço muito porque não consigo mentir a mim mesmo e dizer que é fácil esquecer-te, pelo contrário, quanto mais penso em esquecer-te mais quero recordar-te e estar contigo. Espero que nesta fantochada a que me propus tu possas perceber o quanto queres estar comigo e realizes que a decisão de tornar isso realidade cabe a ti e só a ti. Vivo agonizado à espera por esse dia, mas é a esperança na certeza que acontecerá que permaneço à espera.