sexta-feira, maio 13, 2011

Muito obrigado blogger por me teres apagados os últimos dois posts, mesmo que tenha conseguido recuperar este!)

Acho que pela primeira vez teria que te dar razão quando dizes que devia escrever porque faz parte de mim ser assim, mesmo que custe a confessar que encontro um certo conforto e importância nas palavras que se espalham pelo blog. Saberás do que escrevo se a vida decidir que a devemos partilhar uma com o outro...

A verdade é que o turbilhão de sentimentos com que convivo todos os dias guiam-me sempre até ti, quer seja porque um beijo entre dois estranhos no meio da rua transporta-me para um futuro onde um beijo enamorado é a doce despedida antes de sair de casa, tentando esquecer logo aí o dia penoso que será estar longe de ti, ou então quer seja por um filme que me deixa a sonhar, ainda hoje passava na televisão o Fantasma da Ópera que tanto aprecio, e nas estrofes de cada música encontrava representado a luta pelo teu amor e o amor que sinto por ti, e como se ficasse hipnotizado por cada palavra cantada caía num sonho apaixonado, cheio de saudades tuas, numa busca infinita por um abraço teu. Mas não fica por aí, o toque dos teus lábios, entrelaçando os meus dedos com os teus, apertando forte a tua mão e, desta vez, nada nos impede de dançar noite adentro, e sob o luar lá fora, deixar que os nossos corpos aqueçam a noite, perdidos de amor um pelo o outro.

Sou provavelmente o meu pior inimigo, porque não consigo deixar de te amar... Bem, para ser sincero não me esforço muito porque não consigo mentir a mim mesmo e dizer que é fácil esquecer-te, pelo contrário, quanto mais penso em esquecer-te mais quero recordar-te e estar contigo. Espero que nesta fantochada a que me propus tu possas perceber o quanto queres estar comigo e realizes que a decisão de tornar isso realidade cabe a ti e só a ti. Vivo agonizado à espera por esse dia, mas é a esperança na certeza que acontecerá que permaneço à espera.

terça-feira, maio 03, 2011

Lembro-me do vazio que no passado me sufocava, na felicidade que renasceu das mais escuras cinzas ao me começares a ler... Agora, as palavras esgotam-se...

segunda-feira, maio 02, 2011

«On rencontre sa destinée
Souvent par des chemins qu’on prend pour l’éviter.» La Fontaine


Palavras sábias que hoje me fazem pensar bastante nas curvas e contra-curvas deste caminho por onde sigo, atribulado, cheio de encruzilhadas e precipícios...

Tem sido uma viagem longa, com algumas paragens para revisão atrás de revisão e até mesmo para deixar o motor arrefecer um pouco. Algumas dores de cabeça mas também o prazer de acelerar a fundo até ao mais puro êxtase. Porém a meta parece nunca mais chegar, algumas alucinações da mesma, como se atravessasse um comprido deserto, acabam por me enganar ao longo do percurso. Iludido tento abstrair-me e faço-me de novo à estrada. 

Qualquer um saberá que posso desistir de tudo menos uma coisa, o amor. Poderá parecer um cliché mas tem que se lhe diga! Questiono-me, principalmente nos dias menos positivos, se essa aventura deverá ser vivida e continuada mesmo que não correspondido? Bem, confesso que pelo menos à primeira vista, dado o silêncio digno de cemitério. Coloco mil e uma ideias em causa, raramente consigo obter uma resposta exacta e ficar totalmente esclarecido, e isso irrita-me, irrita-me muito!!!

Não percebo, será assim tão difícil sabermos cá dentro, bem no coração, se estamos enamorados por alguém que nos corteja, que nos mima e nos oferece alegrias? Que nos faz sentir vivos, que nos faz desejar realizar fantasias, que mexe connosco? Será porque finalmente nos apercebemos o que é realmente sentir, como se acordássemos de um longo período de coma e os nossos sentimentos estivessem dormentes? Não percebo, é algo que ultrapassa-me. Quem sabe se vivo demasiado ligado ao meus sentimentos e o meu problema é não conseguir discernir tudo o que a razão trata.

quinta-feira, abril 28, 2011

És a minha felicidade!

O excesso de álcool no meu sistema não me permite grandes floreados, só quero agradecer por teres estado presente. Love you like crazy!

terça-feira, abril 26, 2011

I wonder...
Porque motivo temos a tendência para olhar na direcção do horizonte quando recebemos uma notícia que simplesmente quebra o nosso coração em mil e uma partes e destrói toda e qualquer esperança?! Quem solução impossível procuramos encontrar? Enfim, uma imensa tristeza corrói o coração, e como se cortasse cebolas atrás de cebolas, não consigo conter as lágrimas...

Amor vs insónias

«You know you're in love when you can't fall asleep because reality is finally better than your dreams» Dr. Seuss

As palavras do Dr. Seuss fazem todo o sentido, nelas acho a resposta à minha questão, percebendo agora porque é difícil adormecer ultimamente... Foi especialmente difícil adormecer ontem à noite, o silêncio da sua voz chamava por mim, a timidez de um sorriso era como uma luz que iluminava tudo em redor, aqueles olhos que teimavam em procurar-me mas não conseguiam encontrar-me, um desespero delirante. 

As saudades eram mais fortes do que nunca, e nem o mais valente tranquilizante poderia obrigar-me a dormir. Faltam-me as palavras e, por isso, começo a reler o que escrevinho mas o meu raciocínio é interrompido pela sua imagem e páro, não quero escrever mais, acabo por entregar-me à minha visão e vagueio, vagueio pelas memórias até perder a batalha para o maldito e ingrato sono.

quinta-feira, abril 21, 2011

Navega

Navega mar adentro, confusa sem direcção certa, e ao sabor da maré reencontra-te. Ao adormeceres sob o luar encontrarás o silêncio e paz que tanto precisas. Verás que no dia seguinte, ao acordares, darás contigo no mais belo e esplendoroso porto, onde a felicidade, pura e sorridente, espera por te abraçar. Ata as cordas da tua embarcação da melhor maneira que saibas e nunca mais abandones esse doce lar.

quarta-feira, abril 20, 2011

Love you! ♥

terça-feira, abril 19, 2011

Let your fantasies unwind

(...) Close your eyes start a journey through a strange new world,
Leave all thoughts of the world you knew before,
Close your eyes and let music set you free,
Only then can you belong to me

Floating, falling, sweet intoxication,
Touch me, trust me, savor each sensation,
Let the dream begin,
Let your darker side give in,
To the power of the music that I write,
The power of the music of the night (...)


in Andrew Lloyd Webber "Phantom of the Opera"

segunda-feira, abril 04, 2011

Hoje dei por mim a ouvir um conjunto de palavras pelas quais não esperava ou pensei alguma vez ouvir, porém ainda estou a pensar nessa mesma frase que foi expelida por um amigo assim do nada... "A maior covardia de uma mulher é conquistar um homem e dizer que não pode amá-lo." Fiquei sem reacção na altura, vi mil e uma imagens a percorrer a minha mente e quase dei em doido, visto que, sem ele saber, encontrava nessas palavras uma razão para um sentimento aprisionado cá dentro.

domingo, abril 03, 2011

Este é o meu mês, por isso, é tempo de deixar as páginas do livro virarem com a inconstância do vento e deixar que sejam os meus dedos os verdadeiros leitores do livro. Porém pouco mais há para ler, os capítulos ao longo do último ano foram acumulando-se, como uma saga interminável, hoje e agora coloco um ponto final na história que sempre pensei ter um final feliz. Não me afasto dos livros, só deste, este será colocado na prateleira das minhas memórias, depois será tempo de pegar numa folha de papel virgem e pintar uma nova história.

sexta-feira, abril 01, 2011

Abandonar toda a esperança e seguir em frente... assim será!

Mente que não levarei a mal

Mente,
Mente pelo menos hoje,
Mente a ti mesma e sê feliz,
Mente por ti,
Mente por nós,
Mente e diz-me que não me amas,
Mente de tal maneira que me dizes estar tudo bem,
Mente à tua razão e deixa os sentimentos conduzir-te,
Mente hoje, pois o teu coração não bate por outro,
Mente a ti mesma e procura-me sem receios ou medos,
Deixa que este dia seja uma mentira,
Essa a desculpa para me amares,
Mente como nunca mentiste,
E sela essa mentira com um beijo verdadeiro.

quinta-feira, março 31, 2011

Um dia...

Um dia vais perceber... que percebeste tarde!

sábado, março 26, 2011

Miúda gira

Tu és das poucas pessoas, uma de duas ou três, que sem eu querer sair do meu esconderijo consegue empurrar-me para fora de casa em apenas dois segundos. Lembro-me que ao princípio sentia-me um estranho, pois não te conhecia assim à tanto tempo, mas conforme a nossa cumplicidade aumentou maior era o meu bem estar ao aceitar um novo desafio teu.

Hoje agradeço-te do fundo do coração pela pessoa fantástica, cheia de energia e divertida que és, uma mulher com um coração enorme e, tudo bem, és gira e boa, como dizem lá pelo norte. E sim, ficas a matar com esse cabelo preto, uma verdadeira femme fatale! Tudo bem, ri-te lá...

Olho para o nosso passado recente e lembro-me das nossas lutas pessoais. Jamais pensei que este nosso relacionamento pudesse ter crescido tão depressa e, talvez por isso, que no outro dia, quando descemos até Lisboa, e percorremos ruelas atrás de ruelas, apreciámos o quanto é bom estarmos um com o outro, como vivemos tudo espontaneamente, como do nada decidi convidar-te para jantar com as estrelas do rock, como ao sair porta fora demos com um tipo que nos perguntava por "haxe" e repetia "queres haxe?" e só da segunda vez percebemos o que ele queria e delicadamente declinámos. Seguimos Chiado acima até ao Bairro Alto, fazia muito tempo desde que cada um de nós lá passou à noite e, mesmo sendo dia de semana, ver que aqui e ali o lugar ainda tinha um coração a bater, pessoas na rua a cantar, a rirem-se, a conversar, sempre de copo na mão ora pois, enfim, foi como uma noite perfeita depois de um dia de trabalho.

Claro que melhor ainda é poder ver-te agora todos os dias, e é bom poder partilhar tanto contigo sem a necessidade de estar ao telefone e em lugares tão distantes, afinal o Algarve é para passar férias, ponto final!

És extraordinária!

quinta-feira, março 24, 2011

Um novo despertar

Todas as manhãs, ao despertar do estado de vigília, dou por mim a bater à tua porta e, conforme ela abre, ao ver-te, corro ao teu encontro, sem formar qualquer palavra mato saudades nos teus lábios, ali, onde os olhos não precisam ver, aperto-te num abraço interminável, o tempo pára, o silêncio toma conta do mundo e devagar os nosso actos acabam por falar mesmo, perdemo-nos no momento... Respiro fundo e reparo que estou ali deitado, sozinho, deixando a minha imaginação enganar-me. Apesar de tudo o sentimento de puro êxtase enche o coração, a luz forte atravessa as brechas da janela, um novo dia radiante começa, esperançoso, a soma disso tudo não me deixa abalar pela realidade de alguns factos cruéis.

Curioso verificar que a preguiça de outros dias ao acordar é agora história do passado, como se não pudesse perder tempo com os sonhos e tivesse pressa de começar a vive-los, até porque a estrada da vida cada vez mais vai encurtando, mas não penso muito nisso, sei que no fim da estrada lá estarás, e por isso dia após dia continuo a correr confiante desejando conseguir-te alcançar. 

Temo que se o contrário acontecesse, o mais provável seria perderes-me para sempre, porque por mais que me procurasses, as sombras da vida acabariam por levar a melhor, a esperança já mais não o seria, os dias negros e chuvosos tomavam o lugar do sol, as lamentações atiradas à rua em desespero...

Nunca duvides, és tu e somente tu que alegras os meus dias, que me faz sorrir, lembrar como é bom viver enamorado, como é bom parar para amar. Nem preciso de ter uma foto tua à mão, pois a tua memória é bem forte e presente e, como te dizia em tom de brincadeira, mas ao mesmo tempo como crença da certeza do meu amor, se num ano consegui finalmente lacrar uma carta, cheia de paixão, intensa e selvagem, imagina o que poderei alcançar em dez anos...

quarta-feira, março 23, 2011

Pablo Neruda disse um dia, "morre lentamente quem não troca o certo pelo incerto em busca de um sonho", nunca antes fez tanto sentido lembrar-me destas suas palavras...

domingo, março 20, 2011

Ainda sob o efeito da lua deste sábado


No tocar peligro de muerte
Oh! no tocar
las tibias y la calavera hacen dudar
me hacen ir mas alla, verte correr
verte pedirme mas.
y si volviera a nacer repetiria
y si volviera te daria mas calor.
Me quemas con la punta de tus dedos.
Tus manos hacen llagas en mi piel.
Me abraso con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves.
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy.
Ya sabes que me entra a la primera.
Ahora ya sale algo mejor
!Y que calor! me gusta tu infierno.
!Oh! que calor
echa mas leña al fuego que es abrasador.
Ahora esta dentro de mi.
Me hace sudar
Me hace volver a ti.
Y si volviera a nacer repetiria.
Y si volviera pediria mas calor.
Me quemas con la punta de tus dedos.
Tus manos hacen llagas en mi piel.
Me quemas con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves.
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy
Ya sabes que me entra a la primera
ahora me sale algo mejor.
Me haces tanto bien.(3x)
na na na na na (3x)
Enseñame a bajar tu cremallera
ya sabes donde voy.
Ya sabes que he pasado la frontera
arrancando algun boton.
Que tu ya sabes que te pido mas madera
y tu pides mas nivel.
Ya sabes como mantener mi hoguera
Ya sabes como sabe ya mi piel.
Que tu me quemas con la punta de tus dedos.
tus manos en mi piel.
Me quemo con tu lengua que es de fuego
la sangre hierve o no lo ves
Que tu ya sabes que me tienes cuando quieras
ya sabes como soy.
Ya sabes que me entra a la primera.
ahora ya sale algo mejor.
Me haces tanto bien.(4x)
na na na na na (7x)

domingo, março 06, 2011

Esta noite, sabendo que estava nos teus pensamentos, desejava poder procurar-te e fugir contigo, para longe de tudo e todos, onde as estrelas brilham mais forte e o grilos cantam só para nós, ali, naquela doce noite, passear de mão dada, e acabar a dançar sob o luar de uma noite de verão...

sexta-feira, março 04, 2011

Abaixo o racionalismo!

Como posso aconselhar outros a serem menos racionais e seguirem o seu coração quando, eu mesmo, penso demais em vez de beijar os lábios que procuram o comforto de uma nova almofada, a entrega absoluta, a paixão fervorosa?! Não posso, não serei mais racional, irei falar menos, irie mostrar e demonstrar como o meu coração realmente ama.

terça-feira, março 01, 2011

Por uma noite?

Esta passada sexta-feira senti toda a beleza da Primavera na voz dela, todo o seu encanto deixou-me a flutuar em pleno sonho acordado, finalmente parte do que sempre desejei realizou-se. Capaz de senti-la tão perto, embora só a sua voz me alcançasse, capaz de deleitar-me com o seu aroma, embora só a memória me lembrasse dele, capaz de tracejar cada centímetro do seu corpo, embora só a minha mente o conseguisse ver.

Nunca antes me senti tão perto de ti, nem mesmo quando outrora almoçámos juntos, e num estado de perfeito êxtase vivi um fim-de-semana sem conseguir pensar noutro qualquer assunto. Foi acordar sábado, sabendo que nem o mais perfeito sonho poderia contar tal história como a da noite que ali tinha terminado, sentir a tua energia a percorrer o meu corpo, o bater do coração que parecia ser o teu encostado ao meu, procurando ser um só. Foi depois chegar a domingo e saber de véspera que um sorriso iluminava o teu dia, saber o que era sentir de novo a paixão intensa, de te sentires viva e desejada, que depois da loucura de um momento não sabias mais o que era certo ou errado, embora sabendo lá dentro que isso não era o mais importante. Alimentando-me da tua felicidade ganhei uma nova vida, novas esperanças. Uma chama que nunca deixou de queimar arde agora mais forte que nunca, consumindo todos os medos e receios que um dia foram reais.

Quero bater à tua porta, quero invadir o teu lar e encontrar-te, satisfazer os meus olhos com a tua imagem, quero chegar perto de ti, parar para te sentir a respirar cada vez mais ofegante na incerteza do momento, quero sentir o desejo ardente nos teus lábios, no desespero desse desejo torná-lo real, dizer que te amo com um beijo forçado, ouvir a brisa do silêncio da tua casa conforme os tecidos que nos mantêm um do outro cobrem o chão e, bem, deixar que os nossos corações controlem as nossas acções, que se amem, suavemente, ao som de uma valsa que teima em querer acelerar o passo e, por uma noite, deixarmos os complexos de lado e sermos só nós...


E não, não quero que seja só por uma noite, mas espero que tenha sido a primeira noite de muitas outras que serão vividas...

terça-feira, dezembro 28, 2010

Blog em hibernação até à chegada de uma nova Primavera, ou por aí perto...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Se um susto apanhaste, perdoa-me se te assustei assim tanto, então espero ter assustado a tua razão para bem longe, pois quase poderia adivinhar que o coração não se assustou e até palpitou mais depressa, num misto de felicidade e receio, ao se rever nas minhas palavras...

domingo, dezembro 19, 2010

Hoje sinto falta do teu sorriso e da ternura de um abraço teu....

terça-feira, dezembro 14, 2010

Hoje, deito sobre a cama na esperança de ver a tua estrela passar pela minha janela. 

Apago cada uma das luzes, pois não quero perder o esplendor do seu brilhar no manto negro.

Na sua cadência vou sussurrar um desejo para o dia que há-de chegar...



domingo, dezembro 12, 2010

Lia as tuas palavras nesta passada senta-feira e sentia que apenas agora começava a conhecer-te, após tantos almoços combinados e momentos partilhados só agora começava a conhecer a verdadeira mulher por quem o meu coração já à muito se tinham enamorado. Nessas mesmas palavras encontrei resposta a uma muito importante pergunta, nunca antes feitas por mim em voz alta mas, que preenchia a mente sempre que a visitavas.

Essas palavras fizeram-me sorrir, ganhar forças e esperança, porque foi nelas em que me revi, como eu sou, como te vejo, como te desejo, como te sonho e tudo de maravilhoso que me ocorre sempre que me lembro de ti, por mais longe que estejas.

Foi aí que me apercebi o que mais queria para terminar este ano da melhor maneira, exactamente o mesmo que procuras, bem, dispenso flores, e nem é por mim, é pelos dois bichanos que se passeiam cá por casa, só posso imaginar o que fariam depois de tal bonito gesto. Ai se isso acontecesse, seria a mais pura magia do Natal a encher um coração que luta por se manter quente, isto até que um par de mãos femininas o aqueça e se apaixone por ele.

Sinto-me um perigo desde esse dia, no bom sentido, pelo menos aos meus olhos, com um certo pingo de receio confesso, pois tenho perfeita noção de que é feito a minha história mais recente, digamos os últimos cinco anos, e quanto mais me sentir assim maior será esta vontade de atravessar a linha limite, mais vou querer dar um passo em frente, caindo na dolorosa incerteza dos meus actos, porém esperançoso de que uma nova semente seja semeada e que mais tarde todos vejam a mais bonita flor crescer...
Hoje e agora, neste preciso momento que se recusa parar no tempo, fugia para longe daqui e levava-te comigo até Londres! Só voltava para o ano...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Ando longe aqui da esquina da vida, a família cresceu e a minha adorada Cookie tem um novo amigo para partilhar inúmeros momentos de alegria. Hei-de transcrever as palavras que tenho deixado no Facebook, certo é que foram dias agitados, alguns desesperantes, mas agora tudo acalmou e já consigo parar para admirar o nascer de uma nova etapa na vida.

Hoje tive um dos despertares mais memoráveis da minha vida, os dois felinos decidiram vir-me dar um bom dia, cheio de ronrom alegre e pequenas lambidelas, ainda de olhos fechados conseguia encontrá-los e oferecer uns mimos, senti-me a despertar de um dos mais belos sonhos, que nem manhã de Primavera!

sexta-feira, novembro 26, 2010

नमस्ते [namasté]

Namasté minha querida.

Certamente poderás estar pensar que estou em falta, pois o hábito cria nas pessoas expectativas sobre situações já tornadas rotinas, e não estarás enganada, já andava a algum tempo para te escrever e contar como vivi o nosso reencontro. Acredito que já estejas a esboçar um pequeno sorriso só por esse facto, já a saborear as palavras que ainda não conheces.

É curioso, mas não sei muito bem como descrever tudo o que se passou, pois olho para esse dia e tenho a noção de que não tinha consciência alguma do que fazia ou dizia, como não estivesse dono de mim. Ainda quis acusar o nervosismo e levá-lo a tribunal, contudo seria fútil, pois deixei-o em casa nesse dia, talvez o meu contentamento tenha levado a melhor, e quase como uma criança, sem noção dos seus actos, me deixei levar por ti.

Enquanto esperava por ti, abrigado da bênção de S. Pedro, desesperava por não ver a hora de te rever, procurando em cada carro que passava a cor do teu, tentando perceber quem conduzia, irritado, confesso, por o senhor da loja do lado ter metido conversa comigo, sei lá sobre o quê, quando o que queria é que me deixasse em paz para ter a certeza que não ias longe demais. Hoje lembro-me que mal me despedi do caro senhor quando corri para abrir a porta, e um pouco como um filme de Hollywood, entrar dentro do carro e sentir uma alegria tremenda de te encontrar, como se que de repente o mundo todo coubesse dentro daquele espaço confinado, protegido pela chuva dispersa.

Das poucas coisas que imaginei, e que mais tarde partilhei contigo, é que agora sabendo a localização do meu esconderijo ficas automaticamente convidada para bateres à porta, sem necessidade alguma de justificações, somente a vontade de lá estares, nem que por breves momentos...

Foi por demais agradável a descoberta de novos sabores na melhor das companhias, embora um pouco assustado com a imagem que possa ter ficado do animal devorador em que me transformei, pelo menos naquele dia. Hoje rio-me desse pequeno pormenor, embora meio embaraçado por tal atitude, certo que não constará do manual da boa etiqueta.

Agora não percebo porque ainda avisas que vais fumar, confesso que adoro esse teu modo de ser, provavelmente preocupado com o que eu poderia pensar, vendo nisso uma necessidade de te justificares, ou de certa forma desculpares-te. E mesmo tu sabendo que jamais poderia proibir-te de tal acto viciante e necessário de satisfazer lá continuas, de forma adorável, a chamar à minha atenção para o facto.

Adoro partilhar todos aqueles minutos que passo contigo, minutos que depressa se transformam em horas, sem nos apercebermos como eles acabam a certa altura por reduzir e colocar um ponto final a todos aqueles momentos de partilha e felicidade. Essa ventura fica gravada na memória e, sempre que te sinto longe, faço play, recordando-me dessas ocasiões, mergulhando nesse mar tranquilo e ali permanecer a flutuar, calmo e pacífico, sem qualquer problema a atormentar a mente, enamorado por um quase sonho.

Segura esta carta entre as tuas delicadas mãos como o meu profundo agradecimento por todos as sextas-feira que marcámos no calendário, por todos os motivos de contentamento vividos e, diria até, por todos os outros que hão-de ser experienciados. Que rude sabor esta última palavra parece ter, não é? Quando o seu significado é bem mais doce.

Fica esta carta lacrada com um beijo de amizade.

Pedro

quinta-feira, novembro 18, 2010

Pequenas diferenças

Apercebi-me ontem, ao falar com uma desconhecida, que pequenos detalhes realmente fazem toda a diferença! Conversava ao telefone com uma rapariga da associação SOS Animal, após a troca de alguns emails, para a possível adopção de um gatinho e, no final da chamada, notei o prazer e o modo de estar na vida da pessoas que têm um amigo de sete patas em casa, a paixão por quem depende de nós, por quem preenche a nossa vida, a vontade de querer ajudar, senti uma alegria crescente a trepar pelo meu corpo até ao canto do meu olho e, num sentimento misto de alegria e tristeza, um sorriso não deixou uma lágrima derramar...

Ainda não aprendi, e dificilmente acontecerá, a lidar com elogios, caio numa timidez que já pensava ter perdido, por isso as suas últimas palavras deixaram-me engasgado em palavras soltas, de certa forma orgulhoso, mas sem saber agradecer pois sempre fui assim e nunca, de forma alguma, cresci para ser melhor que o próximo.

domingo, novembro 14, 2010

Eu sei juntar letras, logo sou escritor!

Começo a pensar que o cúmulo da escrita é um poeta, ou um típico escritor, sentado na esplanada de café, assimilando tudo o que rodeia, encontrando inspiração para um futuro livro, enquanto o mundo inteiro pensa saber escrever e lança livros a torto e a direito, fazendo disso um grande acontecimento, senão vejamos o que se passou esta semana com repórteres de imagem das três estações portuguesas. 

O que acontecerá de seguida, será que realizadores, produtores e assistentes também se vão dedicar à escrita, porque não editores a lançar um livro sobre os exteriores que tiveram durante a sua carreira, desde Timor à vizinha Espanha, de eventos desportivos, como um Mundial, até à guerra no continente Africano, certamente que muitas serão as histórias, claro nunca esquecendo de referir como são eles que fazem o milagre de trabalhar a deficiente imagem que alguns repórteres de imagem não conseguiram obter, talvez estivessem a pensar que história de vida  que irião partilhar no livro, esquecendo-se de que estavam a trabalhar. Seria interessante saber como alguns repórteres de imagem, ao cometerem erros que poderiam ser evitados, fizeram de uma simples frase um estilo de vida, "na edição eles arranjam".

Bem, sarcasmo à parte, e depois de ter visto o excesso de mediatização à volta deste último lançamento do livro pelos repórteres de imagem, é com alguma tristeza que muitos autores, verdadeiros escritores, não tenham a devida visibilidade, muitas vezes mais que merecida! Eu trocava trinta repórteres de imagem por um, e só um, poeta e o seu livro.

Sei que ali a minha adorada Carla Q. pode não apreciar lá muitas estas palavras, mas tinha de me livrar desta irritação que me atormentava...

quarta-feira, novembro 10, 2010

E que tal arranjar um amigo...

... para a Cookie? Pois é, não são muitos os dias que passam sem que pense nisto, e tendo conhecimento, através de vários grupos no Facebook, de casos urgentes de adopção de outros felinos, e o facto de acabar por me apaixonar por tantos rostos farfalhudos, que tendo perfeita noção que não me encontro numa situação monetária má, ou perto disso, saber que posso assegurar o bem estar de alguém que precisa de um lar e de amor. Ora ao mesmo tempo acabo por presentear a minha adorada Cookie com um amigo para as suas brincadeiras, e para me dar cabo da casa também, não esquecendo esse pequeno grande pormenor,  tudo para que todas as tristes manhãs, ou tardes, em que tranco a porta de casa, ela não fique sozinha, pacientemente esperando que o dono retorne a casa. 

Tenho perfeita noção do que posso vir a perder, todas as vezes que mal a porta se abra o contentamento  visível no seu comportamento hospitaleiro acabe, que deixe de se passear entre as minhas pernas, roçando nelas, de cauda flutuando bem alto, que pare de rebolar no chão à procura de mimos, que tudo isso possa acabar e me roube o sorriso que tanto preciso no fim de dia de trabalho.

Mas verdade seja dita, já faltou mais para o dia em que abra a porta e tenha dois à minha espera... ahahah!

Os meus caminhos da felicidade

Não é a primeira vez, e espero que não seja a última, que recebo um email deste género:

Partilho convosco o relatório diário de audiências que é elaborado pela Vera Roquette.
Vale a pena ler :-)

Muitos parabéns, de novo!

Fico muito muito satisfeito quando decidimos um tema fora da "agenda" e do menu habitual e conseguimos resultados destes. Mas isso só é possível porque toda a gente envolvida se excedeu! Muitos parabéns!


JAC

É bonito ler isto, e um tanto ou quanto irónico, porque numa política de que os "coitadinhos" é que vende e dá audiência, a escolha de um tema «fora da "agenda"» seja enaltecido para contentamento dos que estão no poder, que decidem, eles sim, a política da empresa...

Claro que muitos não tendo acesso ao relatório não sabem o que lá vem escrito, sendo assim, visto não ser segredo de Estado ou algo parecido, deixo aqui o excerto que interessa para o caso:

(...) o Linha da Frente (28,9%sh e 11,6%rat) alcança o share máximo da temporada e dá continuidade à liderança da RTP1 no período entre as 20:00hs e as 21:20hs (30,1%sh), mesmo com a presença do Primeiro-ministro no Especial Informação (26,9%sh e 10,8%rat) da TVI conduzido por Constança Cunha e Sá e Henrique Garcia a partir de São Bento (20:52hs-21:30hs). Recorde-se que a última entrevista de José Sócrates tinha sido dada à RTP1 no passado dia 18 de Maio deste ano, tendo alcançado registos mais expressivos (33,3%sh e 11,6%rat).(...)

Ainda a propósito do recordista Linha da Frente, importa referir que o programa da estação pública contabiliza uma média 23,4%sh e 8,8%rat nas 27 emissões de 2010, sendo que das últimas 10 emissões, 6 posicionam-se acima da média. A reportagem desta noite, da responsabilidade da jornalista Rita Ramos desenha um percurso na procura da felicidade, reflectindo sobre o dinheiro, a família ou o sucesso profissional como forma de sermos felizes. Sublinhe-se que a reportagem conquista a suas parcelas de mercado “mais felizes” junto do público feminino (31%sh), nas idades 35/44 anos (34,7%sh), maiores de 64 anos (38,8%sh), na classe D (32,6%sh) e no Sul (41,8%sh).

É por demais agradável ver reconhecido o trabalho de equipa, por parte dos responsáveis da Direcção de Informação, mesmo que esse reconhecimento só seja concedido aquando do feedback positivo das audiências. Muitas são as vezes que um tema mais alternativo é abordado ou mesmo o modo como a reportagem é construída, consequentemente colhendo uma menor audiência, e pode ser mesmo a melhor reportagem de sempre que esse reconhecimento, por vezes, só chega de fora da RTP, quer seja via um concurso ou mesmo palavras amigas.

Ainda hoje, ao chegar à porta do prédio, ao qual chamo casa, tive a oportunidade de ser abordado por umas pessoas amigas que fizeram caso de comentar a reportagem transmitida, e melhor que qualquer número num gráfico de audiências, são as palavras do chamado "povo", que sem nada a ganhar, em guerras de bastidores, comenta de alta e boa voz o que realmente achou da reportagem.

Ao contrário de alguns, para mim, qualquer critica é sempre bem vinda, aprendemos com elas a não repetir erros, apuraram-se sensibilidades e aperfeiçoam-se técnicas. No fim de contas isso faz parte também do nosso trabalho, parte do ser humano que tenta ser melhor e mais feliz.

Lamento o meu coordenador não estar em Portugal para presenciar todo o feedback positivo, pois com certeza seria um embaraço para o mesmo, visto que a mais vista reportagem da série de programas já emitidos foi montada por um dos editores mais requisitados, com boa reputação, mas que se encontra no mais baixo nível na escala de progressão de carreira e salva-se com uma avaliação miserável de... bom. Lamento, igualmente, já ter passado quase um mês desde que comentei a avaliação apresentada pelo coordenador, de não ter tido a possibilidade de apresentar factos concretos como o desta última reportagem, para que a administração, que pouco ou nada sabe dos seus funcionários, pudesse avaliar melhor todas as palavras manchadas numa suposta avaliação justa.

Mas deixemos tristezas de lado, que pouco ou nada trazem de positivo à vida e, assim, aproveito para agradecer todas as criticas que chegaram até mim, valeram todas as palavras ditas e sentidas. Um sincero obrigado a todos!

sexta-feira, outubro 29, 2010

A correr, lá se passou Outubro

Outubro passou a correr, começando com duas semanas longe do local de trabalho para recuperar fôlego, de modo a resistir até final do ano e, também, para tomar conta da minha adorada gata, que finalmente foi esterilizada.

Foi uma semana conturbada e por demais emocional para mim, não me lembro de andar tão sensível como estive durante aquela semana, sempre o medo de algo correr mal com a minha menina... Somente o facto de a ter deixado no hospital veterinário para a operação foi como perdê-la durante aquelas horas, o caminho para casa, sem a Cookie ao meu lado, quase deixou as lágrimas que o coração derramava transparecer, um almoço rápido e mal comido, o corpo parecia rejeitar qualquer tipo de alimento, um expressão pesada enquanto o tempo não passava e as notícias teimando em demorar a chegar. Após algumas tentativas e adiamentos, lá consegui falar com o cirurgião que explicou que a Cookie estava bem, atordoada contudo, como seria de esperar, e que a operação tinha corrido bem. Mal desliguei o telefone saí porta fora, quase sentindo a Cookie a miar ao longe, desesperada por voltar ao seu lar, quando o desespero era todo meu para a voltar a ter nos meus braços. A hora e meia que ainda tive de esperar no hospital foi ainda pior, sem saber o porquê da demora já não tinha como estar, de repente, ao ver a transportadora ao longe, esbocei um sorriso e após explicação da médica fiquei a saber que o atraso se devia a uma urgência com um outro qualquer animal.

Um olá sentido ofereci à minha pequena Cookie e coloquei-a no carro, de volta a casa. Para quem já andou com a Cookie de carro, sabe que ela detesta e não pára de miar, pois desta vez mal deixou um miar fugir, e os que escapavam desoladores. Já em casa deixei-a sair da transportadora, e com olhos mal abertos arrastou-se pela casa, mal me deixando tocar, com um rugido fraco mostrando a confusão da anestesia,  rejeitando-me, algo que mais uma vez deixou-me de coração partido quando mimos era a única coisa que queria partilhar. Acabou por adormecer encostada a uma porta, já com uma patinha dentro da coleira, em forma de funil, que tentava tirar. Deixei-a em paz, só o facto de a ter em casa e entregue ao meu cuidado era o suficiente para aliviar o peso que aterrorizava o coração.

Não foi fácil manter o colar em volta do seu pescoço e, por isso, não foi de estranhar que no dia seguinte já não o tivesse, tentei que andasse sem ele, sempre atento às suas lambidelas em torno do penso. Sem grande sucesso, o penso começou a descolar, mas qualquer tentativa de voltar a colocar a coleira, resultava sempre nas minhas mãos decoradas por feridas sangrentas. Daí a dois dias estava de volta ao hospital para trocar o penso e verificar como estava a sarar, não foi de admirar que o médico me desse nas orelhas pois a coleira tinha ficado em casa e, coração mole como sou, expliquei como custava vê-la cabisbaixa, mas insistindo o médico disse que era fundamental a Cookie usá-la. Custou tanto à Cookie essa viagem ao hospital que ao retirar o cobertor de dentro da transportadora, já em casa, vê-lo manchado por urina.

Nessa noite, com a ajuda de uma amiga, tentámos, sem sucesso algum, colocar a coleira de volta ou mesmo tentar cobrir o penso de modo a que não o lambesse. Já o dia ía longo e desistimos. No dia seguinte, já de luvas da loiça a proteger as minhas mãos, insisti e consegui colocar a coleira. Meio resignada não restou grande solução senão aceitar a coleira, ainda acabou por cair uns dias depois, mas já sem grande luta não reclamou quando a voltei a colocar.

Com jantar marcado com amigos nessa semana, jantar esse porque aguardava já a algum tempo, não consegui arranjar coragem para abandonar a Cookie naquela noite, não como ela estava, e assim por casa fiquei, sempre melancólico, sempre a desejar que a Cookie soubesse como me sentia naquele momento, como que num fatalismo português percebesse a dor que seria se alguma coisa lhe acontecesse.

Com este final de férias atribulado voltei ao trabalho, já com reportagem especial agendada, a minha primeira reacção foi respirar fundo, já imaginando que seria mais um tema depressivo, a última coisa de que precisava após as férias. Foi só mesmo segunda-feira que descobri, para meu contentamento, que não havia motivos para pensar no pior, afinal a temática era a felicidade e, aí, achei curioso ter sido o escolhido, talvez tenha sido o meu sorriso "BD", como a Sara o gosta de classificar, talvez a minha boa disposição diária, que tenha pesado na escolha para editar a tal reportagem.

Hoje, após duas semanas a editá-la, posso confessar que foi uma viagem tranquila, e até animada, cheia de trabalho, que o diga a minha tendinite, mas que finalmente chega ao fim e nada melhor do que ver um fim de semana à porta, com dia extra de descanso na segunda feira, visto não ter sido convocado para trabalhar nesse feriado.

Mas voltando atrás, a esse primeiro dia de trabalho, foi o único dia em que abandonei a minha Cookie à solidão da casa, arrastando o colar por onde quer que andasse, contudo já mais espevita e, no dia seguinte, terça-feira,  lá estava ela no hospital para retirar o que sobrava do penso, um médico bem sorridente com a sua recuperação. Um pedido final, por parte dele, que no local da operação a Cookie levasse um pouco de creme todos os dias, para ajudar às comichões do pêlo a crescer. Penso que foi aí que um enorme peso desapareceu das minhas costas, e com pouco tempo para sorrisos e festa, deixei a Cookie em casa e dirigi-me para o trabalho, tendo avisado previamente que chegaria hora e meia mais tarde. E agora que penso nisso tenho de enviar um mail para o chefe para que não me descontem essa hora. Não me posso esquecer!

Foi um mês estranho, começou bem animado, cheio de nostalgia e reencontros, um mês de sofrimento por aqueles que nos fazem sorrir todos os dias, um mês cheio de trabalho, chegar a casa exausto mas, tal e qual como nos tempos de escola, com trabalhos de casa, pesquisar sons e bandas sonoras, um mês propício a esquecer aquela pessoa que preenchia o espaço em branco no coração, mês propício a isso embora difícil de querer acreditar que tudo tivesse terminado, mas talvez por reavaliar decisões passadas coloque várias questões em relação ao futuro, que rumo tomar, que caminhos atravessar...

Enfim, um mês que termina, o Outono está aí e só me apetece sair para fotografar a beleza desta estação, de dizer adeus ao sol enquanto adormece no mar, de sentir o cheiro da terra com as primeiras chuvas, saborear as primeiras castanhas assadas, com uma noz de manteiga em cima, de estar no calor da minha casa, ver a chuva bater na janela, atraindo a curiosidade da Cookie e, bem, imaginar um beijo apaixonado daquela rapariga que um dia há-de bater à porta e pedir para entrar...

domingo, outubro 03, 2010

Outubro não poderia ter começado de melhor forma, primeiro dia cheio de significado e concretização de desejos, logo seguido por um novo dia que terminou em beleza! Que assim continue ao longo do mês e que mais e melhores dias possam chegar...

sábado, setembro 25, 2010

Não sei como cheguei, mais uma vez, ao ponto de me deixar embalar pelo coração mas, acabou! Chega! Pára aqui tudo! 

Chegou a altura de ser frio comigo mesmo, é a única solução para acalmar todos os sentimentos que hoje me atormentam. Chegou a altura de ser frio e realista, não mais nem menos do que isso, frio e realista e, colocar um ponto final nesta história. Chega de telefonemas, de almoços, de divertidas provocações, de palavras bondosas e sentidas. Antes que seja internado de emergência com um coração partido, extermino assim toda e qualquer esperança que ainda sobreviva e... renasço.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Hoje era um excelente dia para estar a trabalhar, não estaria a pensar no que não devo ou quero!

Quem os quer?

Daqui a uma semana estarei a entrar em férias, tinha planos para passar um fim-de-semana em Coimbra mas à muito que isso está posto de parte, o motivo de lá estar seria o concerto dos U2 mas, sem companhia alguma para partilhar esse fim-de-semana, que deveria ser especial, e agora também sem grande motivação, prefiro "oferecer" (vender) os bilhetes dourados. Assim, se alguém tiver interessado que me diga algo durante este fim-de-semana (pode ser via facebook) porque a partir de segunda-feira talvez siga o exemplo de outra pessoa e os doe à União Zoófila, que fará o favor de os leiloar em proveito da associação.

Os bilhetes são para a exclusiva Red Zone, a zona bem perto do palco, bem pertinho da banda, vendo-os por 250 euros (valem 260 euros)...

quinta-feira, setembro 23, 2010

Hoje despertei, no silêncio da casa, com um sorriso espelhado por entre os lábios, a Cookie deitada ao meu lado, enroscada como se do frio inexistente fugisse, que ao aperceber-se dos meus olhos a abrir, começou a ronronar à procura de mimos. Foi nesse pequeno paraíso que lembrei-me da data em que me encontrava, depois de uma bela e longa espreguiçadela, e já com a mão roída pela minha adorada gata, procurei pelas horas do dia, pois não me podia atrasar, mil e umas coisas para me manter ocupado até ao momento exacto chegar. Um pitada de ansiedade e comecei a tratar da minha, chegar atrasado ao emprego ainda vá que não vá mas a um jantar como este significa para mim, jamais! Ok, ok, pode parecer divertido ver desta perspectiva mas é assim com as prioridades, umas são sempre mais importantes que outras, daí, bem, se chamar prioridades... duh!

A barba de vagabundo que carregava foi caindo com cada passagem da lâmina, sempre debaixo do olhar atento da Cookie, que penso não ter qualquer noção do que o humano perante ela fazia, até acho que deve ter pensado "nos meus bigodes ninguém mexe!". Cada vez que a lâmina percorria a minha face sentia algo de estranho, mas não percebia, um pouco como daquelas vezes em que nos esquecemos de algo e não conseguimos lembrar o quê ao certo, mas tentar afastar esse sentimento perturbador, pois distracções não eram precisas naquele preciso momento, pois não queria marcar a face em tão importante dia revelou-se difícil, até que, nada sendo por acaso, iludido pela perfeição daquele dia corri, com meia cara preenchida por gel da barba, até à sala ao ouvir uma mensagem a chegar ao telemóvel, entre o desbloquear o telemóvel e o carregar da mensagem só desejava que fosse ela e, bem, acertei! O largo sorriso depressa virou cinzento como o dia lá fora. Boas notícias não eram e... bem... que mais dizer senão que ali mesmo morri! Tudo o que se passou a seguir não será televisionado, relatado ou lido...

quarta-feira, setembro 22, 2010

Uma vez que espreitas por esta janela adentro todos os dias, que nem pupila da professora lua, hoje deixo-te somente um pequeno beijo de conforto e esperança...

terça-feira, setembro 21, 2010

Nas páginas do destino uma combinação matemática é apresentada, algumas das parcelas são escolhidas sem motivo aparente, acabam por se distribuir ao logo da folha sem grande importância, umas somando a tantas outras, subtraindo a estação quente que agora parte mas multiplicando a lua que se erguerá cheia de influências imprevisíveis, todas estas probabilidades, divididas no fim por duas inconstantes partes, definirão o total desta questão, estranhamente, matemática.

Foi já a meio da tarde que me apercebi deste enigma, que me deixou acelerado mais do que o normal, logo ali comecei a fazer contas à vida, tamanha era essa excitação, tentando perceber se realmente tudo o que tinha sido previsto estava afinal para acontecer, quando já perdia a esperança de ver concretizadas tais adivinhações. Mesmo assim a incerteza do enigma ter um resultado positivo, um pouco como as expectativas também o são, deixa-me muitas reticências até o grande dia chegar, talvez não seja um dia  por assim além grandioso mas de banal pouco terá, sabendo que carrega nos seus ombros um número poderoso e, sabendo  que serão reveladas as consequências da equação acima referida, talvez não totalmente matemática, como antes tinha calculado.

Já ouvi dizer que não serei perdoado se no final desse dia não tiver roubado a timidez que se entre põe perante um beijo... bem, que dizer depois de isto? Sinceramente fico sem palavras, sem realmente saber como reagir senão esboçar um sorriso acanhado, mas secretamente grandioso dentro de mim, digno de exigir um suspiro profundo, dando espaço suficiente para começar a sonhar acordado, colocando essa possibilidade mas, não posso! Não posso deixar-me levar pelas nuvens dos sonhos, pois quanto mais subo mais me arrisco a cair em queda livre.

Sabendo que estas palavras vão chegar a determinado destino, não quero, de alguma forma, assustar ou intimidar, pois não ditei a equação, simplesmente transpus para papel, mesmo que virtual, tudo o que vejo a juntar-se ao virar da esquina. Vou tentar passar os próximos dias sem pensar para onde caminho inevitavelmente, pensamentos que estou certo não vão abandonar a minha mente, hoje mais que nunca controlada pelo coração, vou fingir que não tento resolver a equação que me deixa doido, vou  continuar a sorrir, porque mesmo sabendo que nunca fui bom a matemática, esta em especial, não será racional e por isso sem final certo.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Equação da semana

D23 x J 2P + Luar - Verão = Destino?

terça-feira, setembro 14, 2010

Obrigado lua, bem-vinda estrela

Se as palavras de hoje tivessem direito a uma imagem do outro lado da linha, sem dúvida alguma, verias um sorriso crescente e apaixonado, alegre pela força das mais banais, mas sinceras, palavras. Pouco foram os minutos que passaram até celebrar este sentimento, que me enche o coração, com a pessoa que melhor me conhece neste mundo, e na alegria de um o outro é contagiado, novas e saborosas perspectivas desenham-se, expectativas renascem de um fogo, supostamente, extinto, fazendo deste um dia único e mágico.

Agora, já noite adentro (e fora de horas), faço uma retrospectiva de tudo o que se passou mas, ao relembrar as tuas palavras, não consigo desenvencilhar-me delas, quase que como preso nelas como uma camisa de forças de um romântico, a mente acaba por dispersar e perde-se na memória ternurenta do verdadeiro sentido delas. 

Corro para a janela em aflição, lembrando-me do pecado cometido, retiro o laço que mantinha a lua prisioneira e devolvo-a ao mundo, não mais privando os amantes da sua protecção. Sobrevivi à tortura de uma semana longe de ti, dia após dia chorando no ombro dela, revoltado e desesperado por o tempo teimar em não passar. Agora, no escuro da noite, miro a estrela que brilha bem alto anunciando o teu regresso, reflectindo o meu sorriso à procura da tua janela e, como se pudesse espreitar pelas fendas da tuas persianas, quase que consigo deslumbrar o teu olhar penetrante no reflexo da luz do astro.

Mais palavras temo em partilhar, pois as horas manipulam de forma incerta tudo o que possa acrescentar, fico-me por aqui, com o desejo de te reencontrar no calor de um novo dia.

segunda-feira, setembro 13, 2010

A little bit of help please... (part 2)

Com um pouco mais de pesquisa acabei por encontrar uns vinis bem giros e bastante originais, só tenho de tirar medidas, escolher tamanhos e fazer a encomenda, acredito que vai ficar super engraçado e mais de acordo com a minha pessoa, e a da Cookie, é claro!

sexta-feira, setembro 10, 2010

Estou aqui!

Sempre presente, mesmo na minha ausência, nunca te esqueças disso!

terça-feira, setembro 07, 2010

Dez

Não tenho por hábito aceitar desafios, pois a maioria são tudo menos originais, contudo este permite-me dizer algumas coisas que já deveria ter dito a algum tempo... O desafio consiste em dez coisas que gostaria de dizer a dez pessoas diferentes agora:

1. I'm happy for you even if we grew apart. You deserve that wonderful gift of life!
2. Sei bem o que sentiste por mim, mesmo tu pensando que nunca o soube...
3. Contente?!
4. Gaja, larga-o, eu empresto o taco de baseball se o tipo não te largar!
5. I wonder how good you want to know me, I've heard that before....
6. Keep on lieing, you'll always end up alone!!
7. Nunca te esqueci! Sabes, tu és maior forte do que pensas!
8. ¿cuánto realmente tienes gusto de mí?
9. Dar-me-ias uma estalada se um pecado cometesse em nome da paixão?
10. What happened to you? I miss you!!!

quarta-feira, setembro 01, 2010

A little bit of help please...

Ainda estou ali ao lado, por isso não deitem foguetes antes do tempo, queria sim opiniões, sobre o quê?  Sobre 1 tela que quero comprar para minha casa, e mesmo sabendo que 99% ainda não veio à minha nova casa, penso que ninguém se vai importar que pergunte sobre preferências em relação a arte. Eis as duas telas:

200x50

140x90

Já a algum tempo que andava à procura de telas sobre Nova Iorque, já que as da minha terra de Nova Jérsia são sempre alusivas a Atlantic City, e isso definitivamente não quero! 

E por favor, por favor, não me venham com histórias de ter o WTC na foto e ser mórbido, porque duas pessoas já me disseram isso, eu como americano (orgulhoso) que sou até prefiro que lá esteja porque eu subi ao WTC e gosto de recordar a skyline de Nova Iorque tal e qual como sempre foi projectada.

Obrigado desde já aos que responderem!

Agora vou até ali, porque não estive aqui lembram-se, isto é, nunca sai de lá...

terça-feira, agosto 31, 2010

Vou ali...

... e já venho, posso demorar algum tempo, por isso não fiquem à minha espera, volto quando tiver encontrado o que tanto procuro... - sim, vou parar de escrever por agora -

segunda-feira, agosto 30, 2010

Exmª Menina dos cabelos d'oiro

Venho por este meio agradecer do fundo do coração à menina bonita dos cabelos d'oiro, por me ter convencido a colocar uns trapos na altura em que os já tinha tirado, após um longo dia de laboro, ir buscá-la para perdermos a noção das horas num ambiente lounge, e passarmos um final de noite soberbo! Muito obrigado minha linda, sabes bem que estou a torcer por ti nesta segunda-feira!

Beijocas doces!

domingo, agosto 29, 2010

Sonhos, pesadelos e cegueira

Tenho estado aqui especado a olhar para as suas palavras, a tentar encontrar um só significado para as mesmas, mas por mais que me esforce a mente acaba por divagar para outras ideias. Embora esteja tudo relacionado afasta-me do objectivo principal, decifrar as palavras das imagens de um sonho assustador para a pessoa que dormia.

Era minha intenção, como sempre acontece, interpretar o sentido da mensagem do subconsciente ao seu lado, não necessariamente em pessoa mas através de uma verbalização de um telefonema, seria um exemplo, e como que surpreendido por um bando de assaltantes vejo um punhal atravessado pelo coração, sem tempo de reacção, como começasse a perder os sentidos para a morte,  ao mesmo tempo mil e umas imagens relembravam a felicidade do dia transato.

Iludo-me assim com as utopias que conduzem os meus sonhos e tapam os olhos para a realidade que sempre penso já não mais existir, é parvoíce do apaixonado, bem sei, só assim acabo por despertar ao ver o coração sempre trespassado. Mas é sempre assim, sempre contrariando a doce utopia, como se de um banho de água fria que nos imobiliza por segundos somente para nos fazer sentir vivos no instante seguinte.

Sei perfeitamente que não posso viver prisioneiro dos meus sonhos, embora me entregue a eles de braços abertos, nestas altura mais que nunca sinto a necessidade de os abraçar, pois só ali vou encontrar a força para continuar a lutar por quem me apaixonei, e mais que dar tempo ao tempo, dar-lhe tempo para arrumar o seu coração.

Hum... tal como previa, como que a espreitar o seu sonho acabei por me afastar do que me trouxe aqui, parece ser inevitável, fatídico... 

Salvo por água a ferver ao lume! O olhar já se perdia no horizonte, o mesmo que todos os dias se deita ao sol perto da minha janela.

Sinto-me parvo, estúpido, enganado, é temporário, mas mesmo assim a frustração aloja-se bem dentro do coração e, ali, fico preso no tempo, ela sempre presente.

sábado, agosto 28, 2010

Havemos de repetir...


Muito obrigado por esta tarde, foi diferente ao que estou acostumado mas igualmente interessante e divertida, agora ai de ti que peças mais uma vez desculpa, foi um belo estágio para quando tiver filhos e por isso não deve lamentar! Ahahah! Quanto muito sou eu que te agradeço uma vez mais!

E como podes ver já está no lugar o presente que cá deixaste, a perfumar a casa deliciosamente, porém será pecado queimá-las uma atrás da outra, assim espero que o pecado venha bater à porta para as ver consumidas pelo fogo...

sexta-feira, agosto 27, 2010

As palavras certas serão ditas por um beijo

Este sentimento de pura alegria que me consome hoje, inibe-me de qualquer juízo racional suficiente para transpor em palavras o que só um beijo poderia dizer. Ao início da noite procurámos o luar por entre torres de betão sem sucesso, somente da minha janela mais tarde desejei-lhe boa noite, certo é que ainda não foi desta que estava destinado partilhá-la contigo de mãos dadas, aguardo por esse dia chegar e limito-me a sonhar. No despertar desse dia sei que a magia da poderosa lua irá transformar o dia mais banal no melhor de todos eles, celebrado com o gesto mais sagrado de todos, um beijo enamorado.

Um único lamento aqui vou deixar, que o parque ainda estivesse aberto depois de finalmente teres revelado um pouco mais de ti, agradeço a tua confiança e estimo-a como um bem precioso, pois foi uma honra que não esperava ter tão cedo, mas se fechado estivesse, o parque, significaria então que amanhã voltaria a reencontrar-te ao amanhecer e afastar assim a saudade que se alojou no meu coração desde que ouvi aquele clique aquando de visita ao teu palácio.

quinta-feira, agosto 26, 2010

I'll be there at 7...

... and I will be waiting with a smile on my face, that is how you will know it's me!

quarta-feira, agosto 25, 2010

No meio da escuridão um farol sempre aceso

Sou suspeito quando afirmo o seguinte: ontem à noite a lua mandou apagar as luzes ao longo da avenida. Pois invejosa como é, queria brilhar mais que tudo e todos, fazer ver que é dona da escuridão. Está bem que não terá sido essa a razão (pelo) do apagão, por duas vezes, ali para os lados da Lisboa francesa, o certo é que deu maior protagonismo à dádiva de luz oferecida pela majestosa lua. 
 
É curioso que é preciso a escuridão para empurrar as pessoas até às suas janelas e logo ali começar a troca de palavras de janela para janela, vizinhas a questionar sobre a falta de luz pela hora do jantar. Muitos como eu terão ficados sem grandes alternativas (senão) a não ser esperar. 
 
Mas, enquanto esperava, aproveitei o sossego no meio daquele negrume para estar à janela, ouvindo a minha própria respiração, a admirar a lua que atravessava o rio de ponta a ponta e mergulhar nos meus pensamentos, reflectir sobre tudo o que se tem passado desde que iniciei um novo percurso e tudo o que poderá estar à minha espera no futuro. 
 
Tudo acabou por se resolver eventualmente e as pessoas retomaram as suas rotinas...

Mais tarde acabei por receber uma mensagem, que não esperava receber, não àquela hora, fez-me sorrir e senti o coração encher-se de felicidade, como um foguete lançado no ar, subindo, subindo e subindo, acabando por explodir. Poderia ter sido de qualquer amigo, mas aquela mensagem tinha um significado especial. Era uma mensagem que eu próprio poderia ter escrito e enviado para ela, pois naquele momento voltávamos a ser cúmplices. O facto de se lembrar de mim perante o luar que admirava do outro lado da cidade, a mim diz-me muito, não creio que seja coincidência (lá está de novo a maldita palavra sem sentido verdadeiro!) mas não vou criar histórias onde elas não existem, ou ainda não se admite existirem. Mas esta cumplicidade só me dá esperanças para um futuro onde, provavelmente, poderemos estar lado a lado perante o mesmo luar e de mãos dadas deixar os nossos olhares falar todas aquelas palavras que só o coração sabe ler.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Dádivas

Adorei e queria mais! Foi fantástico hoje acordar bem cedinho para ser presenteado ao abrir da janela com um céu a arder no horizonte, era tão vermelho e laranja que se pudesse ficaria ali a namorá-lo o resto do dia. Mais tarde sentir a dádiva da chuva enquanto andei de um lado para o outro nas compras foi o suficiente para matar saudade do conforto do Inverno, é claro que me lembro sempre de um dos meus filmes favoritos, Singing in the rain, sempre que chove, apetece mesmo dançar à chuva e deixar qualquer preocupação para trás!

domingo, agosto 22, 2010

Coisas de gata



Decididamente o novo hobby da Cookie é caçar moscas, corre atrás delas, dá mortais no ar dignos de um momento kodak e depois de as obrigar a aterrar, muitas vezes por causa de asas partidas, brinca com elas, sempre curiosa, lá vai ela com a patinha, martelando diga-se, chegando ao ponto de deixar de ser brincadeira mas sim tortura de quem, por azar, entrou na casa errada.

sábado, agosto 21, 2010

You on my mind...

Ontem mais que nunca dei por mim a mirar-te enquanto relaxava deitado ao comprido sobre a cama, enquanto o escuro pintava o quarto e não adormecia nada mais preencheu o meu imaginário senão aquela bonita rapariga, nem mesmo a terrorista da Cookie, atrás de qualquer movimento dos meus pés para saltar em cima e morder, me incomodou. Apeteceu-me então saltar da cama, correr até ao computador e escrever, escrever sobre tudo o que via e sentia naquele preciso momento, sabia que não era a primeira ou segunda vez que esse pensamento passava pela cabeça, porém isso significava parar o filme ao qual assistia na minha mente, não podia, não queria, então fiquei ali, quieto, a sonhar acordado, não querendo adormecer com receio de ter perder para a escuridão.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Lições

Todos cada dia vivido acabamos por aprendemos algo mais sobre nós próprios, é certo que nem sempre damos conta no momento em que isso sucede, só mesmo quando o tempo dá tréguas à mente é que nos apercebemos dessas lições de vida. Hoje aprendi uma dessas grandes lições, que no fim de contas não sei como dizer adeus quando estou contigo, por outro lado, a alegria de te reencontrar é como se tivesse nascido já a saber andar, acho engraçado e curioso este conjunto de factos e, aqui para com os meus botões, fico a desenhar pontos de interrogação se é mesmo assim tão evidente ou se somente eu faço esta (auto) avaliação...  Perdoem-me a redundância mas verdade verídica é esta, posso tentar enganar o meu ego contado-lhe uma qualquer história inventada sobre andar a alucinar sobre estas coisas mas, sei perfeitamente que a verdade virá sempre ao de cima e por isso limito-me a aceitar o facto como sendo a reacção que provocas em mim, principalmente por não desejar ver-te percorrer o caminho que te leva para lugar incerto.

Sei que é costume tentar traduzir tudo o que me vai na alma e partilhar sem  qualquer pudor, todavia hoje vou ser um bocado egoísta e deixar um pedaço de ti fechado dentro do coração a sete chaves, um pequeno e saboroso detalhe que me transportará hoje, quando a lua já for alta, a um sonho, mais que provável, selvagem e primata, diria mesmo carnal. Quem me visse agora de certeza que reconheceria o sorriso perverso que por vezes preenche os meus lábios quando o pensamento pervertido deixa-me inquieto. Assim, vou parar por aqui, certo que haveria muito mais que merecia ser dito, porém nas palavras que ficam por dizer escondem-se as mesmas que gostaria ouvir serem ditas por entre os teus lábios, fosse eu adivinho saberia que escondem mais do que por vezes dás a entender, poderei estar errado no meio de tanta incerteza, mas essas palavras deixam-me impaciente e curioso,  por vezes revoltado, desesperado na expectativa de as descobrir, serei paciente, sem outro remédio, calando-me para ter a certeza que te consigo escutar...

quinta-feira, agosto 19, 2010

Era uma vez...

Escrever um livro, nunca o fiz! Já escrevinhei alguns diários, lembro-me que nos tempos de escola, por volta do sétimo ou oitavo ano comecei a escrever uma espécie de diário onde desabafava comigo mesmo sobre um amor perdido, começou por ser em papel para depois continuar num formato mais virtual mas longe de estar ao alcance de qualquer outra pessoa, recordo-me que mantinha o ficheiro numa disquete protegida por uma palavra chave, a memória falha se tentasse lembrar-me do porquê de ter parado. Lembro-me sim que mais tarde quis recuperar as palavras pintadas ali mas a tecnologia nunca mais quis colaborar comigo, entretanto a evolução presenteou-nos com novos meios e, infelizmente, dei por perdido essas lembranças.

Mais tarde, por alturas de outros amores, retomei a escrita, de volta ao papel já com a lição aprendida, o conteúdo exacto é-me vago, todavia uma depressão era evidente, as palavras doridas, um verdadeiro aperto de coração que me transportava para um passado recente, mergulhando numa nostalgia profunda, cheia de saudades de tempos vividos, longe de ser acaso qualquer, hoje reparo que as paixões sempre me convidaram a compor sentimentos em imagens escritas, a lamentar-me ou a dizer que te amo, sempre a desejar que as palavras chegassem ao seu ouvido, consciente de que me enganava mas que não magoava  outros por sonhar.

Mais uma vez parei, distante vão esses tempos até ao início deste lugar aqui tão perto de vocês todos, desta vez não foi amor algum que me convidou, foi pura curiosidade neste espaço de partilha. Confesso que, ao longo destes últimos seis anos, foram os motivos amorosos que me voltaram a corromper e a obrigar a divagar sobre eles... Que fazer? As palavras ganham maior sentido sempre que o assim é, por boas ou más razões nunca interessou e com paragens por aqui e ali, sempre ao sabor da brisa do amor, este lugar ganhou teias de aranhas, sendo sempre limpas mais tarde ao som de uma voz feminina e assim tem sido, como se de um círculo vicioso se tratasse.

Hoje, visto que por vezes o alvo da minha atenção poderá sentir-se intimidada por essa mesma atenção, tento não falar com uma voz mais adocicada pela presença da beleza dela neste meu pequeno mundo, assuntos mais banais do meu dia-a-dia preenchem assim as linhas invisíveis, certo é que ao chegar ao último ponto final não me dou por contente, não totalmente, mas tento, tento para enganar os outros e, quem sabe, enganar eu próprio, com isso tudo oiço pedidos e conselhos de amigos, sugerem que escreva um livro, que deveria escrever um livro, acho tudo ridículo mas aceno em respeito, um sorriso amarelado estampado na face, não me vejo a escrever um, não saberia por onde começar, não saberia sobre o que narrar, no final, não saberia folhear um livro em branco.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Não há coincidências!

Não há coincidências, ponto final parágrafo! Porquê? Ora porque não acredito em coincidências pelo simples facto de não crer que seja por mero acaso dois acontecimentos tomarem lugar ao mesmo tempo sem qualquer significado aparente, dito isto deixem-me elaborar um pouco mais antes que as pedras comecem a voar na minha direcção que nem pessoa ostracizada.

Desde que me lembro ser amigo da minha melhor amiga, quinze anos já lá vão, que muitas foram as ocasiões que começaram por ser curiosas e alvo de gargalhadas, mas que depois de comentadas entre ambos sempre se encontrou uma razão para as explicar, dentro dos parâmetros da lógica. Desde a necessidade de falar com o outro e no segundo seguinte o telefone tocar, ou mesmo o telefone tocar enquanto escrevia uma mensagem para lhe enviar, estas são provavelmente as situações mais banais entre tantas outras ocorrências, não querendo especificá-las dado a privacidade das mesmas. Claro que não foi só com ela que estes acontecimentos, mais uma vez apelidados por muitos como coincidências, sucederam-se, lembro de um momento, infelizmente mais sensível, que mal acordei de um sonho que mais parecia um pesadelo, onde a morte estava presente, o telefone tocar do outro lado da cama onde a namorada, na altura, descansava e a notícia recebida ser a confirmação do sonho, coincidência dirão muitos, só que, mais uma vez, a conexão entre ambos era tão intensa que dava para pressentir os acontecimentos sem alguma vez os forçar.

Recordei esses e outros factos hoje, visto que foi motivo de uma rápida troca de palavras, dado que voltou a suceder semelhante situação, não querendo bater muito no ceguinho, sabendo que estarei a repetir-me, acredito que não foi por mero acaso mas sim a prova de que existe uma ligação entre duas pessoas, mesmo que o destino até ao presente sempre as empurrou em diferentes direcções, talvez querendo camuflar e/ou negar essa ligação, talvez ainda uma criança à espera de crescer. Mas não querendo afastar-me do que me levou a escrevinhar, só acrescentar que tudo isto acontece porque as pessoas se encontram num estado de predisposição que contribui para que tudo aconteça naturalmente, levando-as a cometer o erro de apelidar de coincidências acontecimentos únicos entre pessoas que se conheceram, partilharam momentos, e nesses momentos ofereceram um pouco da sua alma, justificação suficiente para o acaso ser simples desculpa para as ditas coincidências...

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Só uma pequena novidade para quem normalmente acaba por escrever o endereço do blog e por vezes não se lembra da parte blogspot, ora se pensam que estou aqui para vos relembrar, enganem-se, isto porque quero mesmo que esqueçam esse detalhe pois o blog a partir de agora é simplesmente www.eclipsedalua.com ! Fácil certo!?!

segunda-feira, agosto 16, 2010

A-D-O-R-E-I!!!

Deixei passar dois dias para que as ideias se arrumassem como deve ser na cabeça para voltar a viajar no tempo e rever todo o filme de sábado à noite. A grandeza de alguém vem sempre ao de cima quando menos esperamos ser surpreendidos, e mesmo que não estejamos com grande vontade para corresponder a um convite seria sempre perder uma oportunidade de ouro. Não esperava, pois a esperança já tinha morrido à muito, ouvir as palavras quase sussurradas por ti naquele dia após um período de laboro que agora chegava ao fim, hesitei por um segundo pois sabia, na minha vaidade, que não era a pessoa mais apresentável naquele instante, mesmo assim o que interessava era rever-te e por isso conduzi até tua casa, que apesar de terem sido longos os anos transactos, o caminho, mesmo de noite, não deixava margem para erro pois a memória guardava o mapa intacto.

Foi engraçado, e ao mesmo tempo estranhei, o modo como te aproximaste da carruagem mecânica, com um curioso, e suficientemente brincalhão, aperto de mão e um tom de voz altivo, disseste olá e contornaste a viatura. Confesso que só agora me lembro que deveria ter aberto a porta oposta à minha, tal era a elegância de princesa que demonstravas ser, mea culpa, foi preciso a noite obrigar a despedidas para obter a honra de ser premiado com dois beijos de boa noite, de apreço, não vá a mente mais perversa começar a opinar sobre o assunto! Sei que os detalhes, que muitos depois gostam de comentar, não estão aqui descritos, sei que todos os bons momentos são a união desses mesmos detalhes, mas aqui essas pequenas particularidades não são o que realmente importa, o reencontro de dois amigos é sempre mais sentido e grandioso, pouco importando onde, como ou quando tudo aconteceu. Tudo o que de bom guardo dessa noite foi, principalmente, poder rever-te, em carne e osso, e poder constatar que seria muito estúpido se tivesse decidido deixar para um outro dia, somente pelo facto de ser vaidoso. Obrigado!

16 e grávida

16 e grávida... Não, acalmem-se que não engravidei uma moçoila de 16 anitos e agora a vida deu uma volta de 180º, nada disso, durante um pequeno intervalo no trabalho calhou ter a MTV sintonizada, por norma são mais os reality shows do que videoclips musicais que perfazem o alinhamento do canal, decididamente foi muito o que mudou nestes últimos anos para pior e, acho que se atingiu o fundo quando alguém do nada se lembra de fazer um programa sobre jovens americanas de dezasseis anos que por esta ou aquela razão acabaram grávidas. É impressionante como as pessoas se expõem de tal maneira só para conseguirem os seus quinze minutos de fama.

Claro que qualquer um poderia chegar ao pé de mim e afirmar que não é bem assim, mas no episódio que acabei por seguir, dada a curiosidade mórbida, tudo se desenrolava em torno desta miúda de dezasseis que decidiu prosseguir com a gravidez, o que nem sempre acontece, mas ao mesmo tempo, dada a sua tenra idade e por ser um possível alvo de conversas na escola, decide esconder o facto de estar grávida. Logo aí questiono o porquê do esconder a gravidez quando praticamente o mundo inteiro acabará por a ver na televisão, sinceramente, ninguém aconselha estes jovens? Será que os pais são simples peças de xadrez que já foram "comidas" pelo mundo audiovisual?! Até o factor psicológico no evoluir da gravidez da rapariga...

Poderia ser considerado, e talvez seja sem o saber, um programa de sensibilização sobre a gravidez e o sexo, especialmente para os jovens que agora começam a explorar o mundo sexual mas não consigo ver como tal, pelo contrário, a meu ver não é mais que um modo de explorar sentimentos alheios ao mesmo tempo que promove a gravidez como sendo algo natural aos 16 anos, um pouco do género de contos de fadas virado filme de terror, contudo com um final um tanto ou quanto feliz, ou seja, que apesar de tudo o que mudou na vida de uma jovem de dezasseis anos, que ter uma criança não é nada demais...

A MTV foi pioneira como canal de música, a meu ver, com programas como este, cada vez mais destrói tudo o que de bom tem (tinha)!

sexta-feira, agosto 13, 2010

Eu desejo...

Passaram depressa, tão depressa que um piscar de olho seria o suficiente para perder o momento, se perdido significaria uma súplica arruinada para todo o sempre, de olhos virados para a terra dos sonhos procurei na noite passada todas as estrelas cadentes que nos visitaram. Da janela de minha casa, esperei ansiosamente pelas horas tardias para que todas as criaturas se escondessem no escuro das suas habitações a repousar, já com a luz estelar a demarcar o seu território debrucei-me na janela que nem um miúdo num qualquer baloiço, excitado e curioso para saber o que iria acontecer, então aí, sem aviso prévio, assisti ao tracejar de simples linhas finitas na opacidade do manto negro, sem saber se bater palmas, sorrir ou pular de alegria, trouxe ao de cima a criança que vive dentro de mim, mas nem toda essa felicidade me fez esquecer a tradição, após respirar fundo, de certa forma compondo-me pois o momento assim o exigia, o tempo parou enquanto formulei um desejo na esperança de o ver concretizado, logo ali já tinha valido qualquer minuto gasto a contemplar o infinito.

Confesso que não é castigo algum os minutos gastos, pelo contrário, trata-se só de expressão popular pois a noite é amiga e a sua companhia é sempre uma honra digna dos deuses. A noite ainda era jovem quando o primeiro desejo foi lançado, com o avançar das horas somei mais três traços soltos, a três novos desejos assim davam direito, teimoso, como a maioria sabe que sou, não pensei em qualquer outro assunto pois tudo o que tinha sido pedido da primeira vez era por demais importante, assim, insisti, pedi exactamente o mesmo, palavra por palavra para não ser mal entendido, crente que assim o reforço daquela ideia não deixaria o pedido por mãos alheias, mesmo sabendo que nada posso exigir, fica a esperança de um dia, provavelmente quando menos esperar, ver realizado esse desejo, pedido do fundo da alma, simples e sentido.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Vivo sonhando

Se todos os dias fossem assim, fugir da cama não seria problema algum pois a televisão dos sonhos presentar-nos-ias com o melhor filme, possivelmente, da nossa vida e nada, mas nada mesmo, poderia estragar o resto do dia. Quando hoje dei por mim a sonhar, já o olho preguiçoso tentava espreitar em direcção da luz, uns sons familiares entravam pelo sono adentro, a certa altura já tudo parecia uma autêntica sopa de pedra de ideias e de imagens que se apresentam ali ao espírito durante aquele período de insensibilidade dos sentidos. Um misto de alegria estampada num sorriso e uma lágrima sentida que escorregava sobre a face não me deixavam indiferente, tyyygy666666666666t (eis que a Cookie despreocupada passeia por cima do teclado!) não queria despertar daquele mundo em que me encontrava, não por preguiça de acordar mas sim pelo futuro que antevia, diz a voz popular que revelar um sonho é destruir o destino, assim, pouco mais posso adiantar, certo é que a acontecer fará de mim um homem realizado de um ponto de vista pessoal, aí a vida mudará da noite para o dia e penso que não me ia arrepender. Acabei por acordar, a minha adorada Cookie ao lado a chamar por mim, descobri que era ela que invadia o meu sonho, queria mimos e atenção, não a condenei por me ter feito afastar do sonho, pois ela um dia já fez parte dele e hoje é realidade...

terça-feira, agosto 10, 2010

Para além do trilho

Ao fundo do trilho deslumbro um princesa coberta por um vestido de noiva, chamo por o seu nome bem alto, sem sucesso ela permanece firme e intocável, de costas para mim, o véu cobre o seu rosto, acredito nela, corro na sua direcção, e mesmo ofegante não desisto e ainda acelero o passo, aquele poucos metros que me separam dela parecem aumentar quando deveria ser o oposto a acontecer, contudo num grito de revolta ganho novas forças, chego perto dela, um sorriso de conquista estampado na face, tudo só para descobrir que a ilusão se evapora e dou por mim sobre um precipício, já sem forças entrego-me ao destino enganado por uma ilusão, tecida por os meus próprios olhos...

domingo, agosto 08, 2010

O medo do não

Todas as pessoas temem algo na vida, umas têm medo de alturas, evitando assim qualquer lugar mais alto que possa originar um ataque de pânico, outras receiam gatos, podendo chegar a agredir um sem qualquer motivo aparente, acredito que muitas destas fobias são difíceis de ser ultrapassadas, porém existe o medo do não, algo que jamais pensei existir, nunca acreditei nele e nunca passou pela cabeça alguém não o conseguir ultrapassar. Acho que até a pessoa menos curiosa sentirá necessidade de questionar tal medo, certamente já terá passado por uma situação onde alguém terá permanecido no silêncio dos anjos, evitando assim não apresentar uma resposta negativa à mais banal questão.

Pessoalmente fico irritado como o silêncio de segundos, porque acredito que quando se convida um amigo para ir tomar um café, por exemplo, a resposta terá duas faces, sim ou não, contudo quando a resposta tem um final negativo a pessoa fecha-se em copas, dando a entender que receia dizer não, mas porque isso acontece, por mais cabeçadas que dê na parede não consigo compreender este medo que no meio da mais banal conversa cose os lábios da pessoa. Gosto de acreditar que não será pela minha pessoa, pois creio que não faço parte da inquisição de outrora, que se não obter a resposta que tanto desejo ouvir vá crucificar alguém, não acredito igualmente que seja uma pessoa assustadora ou de extremos radicais. Acredito porém que exista quem não goste de desapontar os outros, mas nessas alturas penso se as pessoas têm noção de que o silêncio fradeiro (palavra que me deixa reticências) é bem pior do que rejeitar um convite, lembro que digo convite mas poderia referir qualquer outra situação onde o não seria escolha possível.

Será que a amizade está presa por palavras como esta, só porque as pessoas são mais próximas umas das outras o medo de recusar o que quer que seja é sempre maior do que dizer não a um mero estranho? Sempre pensei que assim não fosse, infelizmente hoje sei que estou errado, não fico triste por estar errado, fico sim triste por amigos terem medo do não...

quinta-feira, agosto 05, 2010

Desertos da vida

Tipicamente sou o tipo de pessoa que gosta de estar a horas em determinado local combinado, porém acontece que às vezes atraso-me uns minutos, suficiente para me irritar se souber que já esperam por mim, mas ao chegar ao local, se não deslumbrar qualquer alma o coração acalma e a indignação esfumaça-se. São muitas as situações da vida que nos fazem esperar, ora uns minutos ora uns dias ou mesmo meses, contudo certas esperas transformam-se em desertos, onde caminhamos dia após dia sem descobrir o tão desejado oásis, e ali, na escaldante areia, acabamos por tombar e desistir de tudo. É nessas alturas que ponderamos a simples decisão de sequer ter posto um pé fora de casa para atravessar o incerto deserto, é certo que a adrenalina e a descoberta do novo atam uma corda em torno da nossa cintura e puxam-nos para esse deserto, partimos sempre com expectativas, expectativas essas que crescem enquanto a motivação e as nossas crenças são fortes, todavia, perante a seca do deserto, essas motivações e crenças acabam por morrer se no horizonte não conseguirmos deslumbrar o tal objectivo que como tanto amor perseguimos. Paramos. Olhamos em redor. Ali no meio da nada a incerteza apodera-se da nossa mente, questão atrás de questão perdemos qualquer convicção que tínhamos como garantia da nossa salvação, é aí que voltamos costas ao caminho ainda por descobrir e arrastamos-nos de volta a casa, triste, cansado e desapontado por expectativas que agora viraram frustrações. Desistimos. Choramos. Arrependemos-nos de tudo termos feito e nada conseguido, consciente de que novos motivos nos levarão a retomar o caminho, numa nova direcção é certo, certo igualmente que nunca mais rumo ao mesmo oásis.

terça-feira, agosto 03, 2010

É uma questão de azar ou maldição?

Hoje dei por mim a olhar para o passado e a relembrar o dia em que o meu carro estava na oficina a ser reparado, e como de costume, "emprestaram-me" um outro carro para poder continuar a deslocar-me para o emprego, ora o que aconteceu é que no último dia com o dito carro nas mãos eis que uma senhora decide embater na traseira do carro, para azar meu. Acho sempre piada a pessoas que batem no automóvel dos outros e saem do carro a chamar pela polícia, como se alguém tivesse disparado na sua direcção, em vez de simplesmente preencherem a declaração amigável, ora sendo eu alguém que não gosta de complicar as coisas, com toda a delicadeza fiz o favor à senhora e chamei uma patrulha, que veio, fez o teste do balão e deu por concluída a sua intervenção no acidente. Já mais calma, a senhora veio até ao carro onde preenchemos a declaração, até fiz questão de desenhar o que tinha sucedido, num rascunho primeiro, e após autorização da senhora na declaração, isto só para uns dias depois atender uma chamada da senhora, revolta e mal educada, acusando-me de a enganar, enfim, que fazer senão ter paciência e não descer de nível como os demais.

Portanto recordava hoje esse acidente por uma razão só, fui levantar o meu popó à garagem após nova reparação, mas antes disso, ainda pela manhã, quando desloquei-me para o emprego, descobri que de noite algum anormal, pois não tem outro nome, decidiu riscar o carro por três vezes, logo ali vi que o dia não iria melhorar muito mais, da franquia que tinha que pagar acrescentei mais 290 euros para pagar a pintura, sinceramente começo a pensar que pedir um carro de substituição acaba sempre por ser uma maldição terrível e medonha, já para não dizer carote...

segunda-feira, agosto 02, 2010

Desintoxicação

Para alegria de todos que fazem parte do meu mundo, e sabem como vivo nele, é com grande tristeza que passo actualmente por uma fase de desintoxicação de tudo o que me liga ao universo da informação e entretenimento, sem ligação possível já não sei o que é chegar a casa e procurar pelo comando que transforma todos aqueles sinais em imagens, já não sei o que é ter na ponta das minhas mãos todos os dias novos episódios de tantas séries que acompanho ou mesmo novas sonoridades que vão sendo lançadas no mercado.

Nesta nova caminhada tenho uma patrocinadora especial, sem ela estaria hoje preso em um qualquer casaco de forças, louco que nem o Ozzy Osbourne, talvez não tivesse resistido voltar para onde passei grande parte da minha vida. Será fácil descobrir de que falo da minha adorada Cookie, que tanto me mantém ocupado, distraído e muito bem acompanhado, até mesmo quando somente procuro descansar lá está ela a dar o seu ar de graças, da forma mais negativa...

Felizmente os dias de desintoxicação estão prestes a terminar, dentro em breve lá estarei a violar o meu cérebro com informação atrás de informação, já que outros motivos não existem neste momento para me fazer desistir deste estilo de vida, que confesso será sempre passageiro quando... bem... melhor não dizer antes que me meta em trabalhos!

quarta-feira, julho 28, 2010

Luar

Começa a tornar-se um hábito olhar pela janela fora e encontrar a senhora lua a observar-me, facto que à muitos anos não acontecia, teria que percorrer memórias para me lembrar a última vez que tivemos uma conversa somente nós dois, o destino sempre quis que morasse de costas para ela, porém hoje é diferente, e antes que ela fuja para outras paragens partilho umas palavras com ela como outrora, sei que o assunto é sempre o mesmo, mas mesmo assim é boa ouvinte, falar já é outra coisa, quase que por telepatia coloca imagens na minha mente, achando assim o método para devolver uma resposta.

Confesso que estes dias, habituando-me a uma nova realidade, ela tem estado bem presente, tenho acabado por desabafar com ela, já que a minha adorada Cookie costuma estar entretida com brinquedos após todos os mimos que lhe dou. Não sei que influência poderá ter sobre mim mas muitas são as vezes que lhe peço o que parece ser impossível ou teima em chegar, talvez seja quem me conheça melhor por esta altura, entre segredos e paixões secretas ela sempre conforta a alma, reflectindo sempre a face da musa que despertou de novo um coração para o amor.

Sei que mais que nunca ela vai ter ser paciente comigo, os dias que se avizinham serão com certeza saudosos, mais do que o coração gosta de tolerar, a amargura de saber que a distância será maior, que as possibilidades irão virar impossibilidades, que tudo junto é como se te perdesse, seria por tudo isso impossível negar o que quer que me pedisses se isso significasse que pudéssemos passar mais uns minutos contigo...

segunda-feira, julho 26, 2010

Dono de um olhar atento não resisto fotografar as memórias de mais uma refeição ao teu lado, saudoso do teu sorriso alegre, do olhar tímido, teimoso em se esconder, da tua doce simpatia, sem dar conta do tempo fugir. Estarei a enlouquecer se dissesse que o que os meus olhos me mostram é o que os teus tanto teimam em ocultar, para além de interrogações e desejos encontra-se uma pessoa esperançosa e crente na verdadeira felicidade, a mesma pessoa que outrora fechou numa caixa a sete chave todos as suas ambições mais pessoais, a quem agora lhe é oferecida uma chave, uma atrás de outra, permitindo abrir cada um desses cadeados da vida e relembrar o que a alma já havia esquecido, que os sonhos podem ser concretizados se nunca abandonados.

Independentemente do que as cartas sobre a mesa anunciem para o futuro, talvez não tão distante como imaginava, sei que o caminho a atravessar será espinhoso, caminharei assim devagar, tomando precauções pois o tempo será meu aliado! Ao longe deslumbrando um novo trilho, coberto de pétalas sedosas, anunciando uma primavera que planeia em plantar novas raízes, de perfumar a vida com amor e carinho, a minha peregrinação tem como meta essa estrada, chegar lá mais mais conhecedor de ti e ser bem recebido no teu coração.

sábado, julho 24, 2010

Adoro a tua companhia!

Não será o maldito cansaço após uma longa semana de trabalho que colocará uma fita adesiva sobre a felicidade, ali estampada nos lábios da voz secreta que sempre sussurra perto dos meus ouvidos, declamando doces palavras, nem sempre racionais, mas sentidas. A alegria que inunda a minha alma daria para alimentar a alma da viúva mais triste do mundo, é como que um despertar para uma vida nova, rompendo um casulo que cada vez mais era pequeno para me manter impacientemente pensativo, mas não é mero acaso tal ventura, a perfeita musa, ausente por causa incontrolável até ali, regressou, mais bela do que as suas lembranças o faziam crer, um sorriso angelical e completo, sem necessidade de soprar qualquer vocábulo para o conquistar, rendido às evidências o seu mundo abranda, o rapaz, sem ela perceber, começa a fotografar todos os detalhes que preenchem aquele momento, visto o final ter hora marcada, a incerteza de a ter de novo tão perto é preocupante, o calendário anuncia as viagens que se avizinham, no seu egoísmo teme por esse tempo ser longo demais, quase como uma droga que o alimenta, a sua distância significa somente uma dolorosa espera para que a possa reencontrar. Porém hoje é dia de celebração, cada vez mais a razão dá certezas ao paciente coração, sabe que tudo faz cada vez mais sentido, contudo tem de esperar tranquilamente até o desejo de ambos ser o mesmo...

Penso que no final desta palavras o cansaço seja demais para tudo que foi dito fazer sentido, a felicidade demais para conseguir dizer tudo o quanto me enche a alma e me deixa feliz!

sexta-feira, julho 16, 2010

Quem espera...

...sempre alcança, lá diz o ditado, e hoje, mesmo que tenha alcançado só um pouco do todo, já foi o suficiente para acalmar a dita espera desesperante, relembrando os lábios como é saboroso sorrir, tendo somente como justificação as mais banais palavras, palavras essas sussurradas por uma pessoa carinhosa e amável, tal como o significado do seu nome a descreve...