segunda-feira, julho 29, 2013

Sangue do meu sangue.

É um gesto maravilhoso, não haja dúvida, o simples acto de uma mãe permitir que se pegue ao colo a sua mais que tudo, não só é uma prova de coragem mas acima de tudo de confiança. Pessoalmente, caso estivesse na sua posição acho que só a arrancando dos meus braços...

Conheci-a com uma semana de vida, frágil como uma pétala de um malmequer, ainda de olhar muito tímido para o mundo, sem saber a sorte de ter quem tem a cuidar dela. Tão frágil que somente passei o dedo indicador por debaixo da sua mão para sentir aquele reflexo de quem se agarra à vida com toda a sua força.

Hoje, passados sete meses, encontrei uma menina já bem mais crescida, de sorriso largo e olhos esbugalhados, em suma um verdadeiro doce de pessoa! Tê-la ao colo fez-me viajar até aos meus treze anos, quando carregava nos meus braços o meu irmão mais novo. Contudo, hoje é diferente, o desejo de ser pai provoca um misto de sentimentos perante a beleza de uma nova e ainda pequena vida. Por um lado, a alegria de estar perante um bebé e poder pegá-lo ao colo, brincar com ele, fazer palhaçadas em troca de um sorriso, dá-lhe um biberon ou até uma bolacha, é tudo muito atraente, super enriquecedor e, ao mesmo tempo, justifica todas as batalhas que se lutaram para atingir aquele momento de felicidade. Esse é sem dúvida o lado bom! 

Infelizmente, nem tudo são rosas, o coração acaba por apertar quando a mente desperta para a (ainda) dura realidade, o facto de não ser pai entristece-me muito, ainda mais quando num acto pessoal e egoísta vejo amigos e colegas com as suas pequenas crias... Quem me conhece sabe bem que os meus adoráveis gatinhos são como filhos e, é verdade que vibro quando estou com eles e observo-os a brincar, ou a pedir mimos ou até mesmo para comer, mas... Não são sangue do meu sangue, talvez seja uma reacção instintiva e animal mas parte de mim deseja ver um descendente meu nascer e crescer. Carregar nos ombros o nome de família e as histórias dos pais e avós. 

Sei bem quem gostava de ver como mãe dos meus filhos, mas também sei que a possibilidade de isso acontecer é bem difícil, recusando porém a total impossibilidade! Afinal a vida dá grandes voltas e acaba por nos surpreender. Independentemente do que o destino possa reservar, sei que quando o momento chegar nada mais na vida me fará feliz, por um lado por ter a meu lado uma mulher extraordinária, por outro por ver o fruto do nosso amor como sendo a mais bela flor do jardim,  o sol das nossas vidas.

domingo, julho 14, 2013

Garota de São Paulo

"Foi realmente uma viagem encantadora e você é como achei que seria: gentil, atencioso, divertido, uma graça (como dizemos no Brasil), um homem especial."

As palavras não me pertencem, por isso espero que ao violar a privacidade de um acto tão lindo não crie nenhuma espécie de embaraço ao seu remetente...

A verdade é que nunca aprendi a reagir a palavras tão doces, especialmente dedicadas à minha pessoa. É, provavelmente, um dos poucos gestos que me deixam perdido num vasto e silencioso oceano, sem saber o que dizer ou como me comportar. Estivesse perante um espelho e certamente dava comigo a corar que nem um tomate bem maduro...

Faz uma semana que a amizade de uns longos cinco anos permitiu oferecer, pela primeira vez, um olá e um abraço olhos nos olhos. É difícil não recordar dois provérbios, tão gastos e quase utópicos, que retratam da melhor maneira o desejo de quem já se conhece à tanto tempo. Lá diz o povo que quem espera sempre alcança, e que a esperança é a última a morrer. Mais que nunca tenho provas da veracidade dessas palavras, mais que nunca sei que elas não existem numa espécie de vácuo de simbolismo humano.

Ainda me lembro quando uma menina, expressão tão tipicamente minha para descrever quem me é próximo e querido, enviou-me uma mensagem a comentar que me vinha visitar. Bem, verdade seja dita, a sua visita não tinha como principal objectivo bater à minha porta, no meio dessa viagem existia a possibilidade de conhecer a voz familiar que, durante uma mão cheia de anos, aprendeu a reconhecer e confiar. O único senão é que ainda faltava um ano mais para isso ser uma realidade desejada...

Demorou e, demorou, demorou mas quando chegou o dia D toda a espera tinha sido merecida! Pude testemunhar a bondade que sempre transpareceu ao longe, ver o sorriso que só tinha sido sentido do outro lado do monitor, o olhar sincero e real, enfim, todos os pequenos pormenores que perfaziam uma grande amiga e um grande ser humano! Confesso que só não esperava que toda esta grandeza encaixasse tão bem numa mulher da sua altura, porque à distância nunca equacionei o quanto media... Mas, era irrelevante, pouco interessava, o momento era de felicidade.

Fiz questão de dar a conhecer um segredo bem escondido à beira rio, excelente comida e deliciosas bebidas, tudo com toque italiano, servido pela simpatia de quem gosta do que faz. A noite estava apetecível, a lua nascia vermelha do outro lado da margem, como se ardesse de paixão, a brisa que fazia por arrefecê-la permitia respirar melhor e, uma esplanada cheia de vida perfazia o cenário ideal.

Melhor que alimentar o estômago foi satisfazer o coração com muita alegria, numa noite comemorativa de uma amizade além mar. A noite foi curta para tudo o que havia para dizer e partilhar, mas sem dúvida alguma memorável. Outras seguir-se-ão, com certeza!

sexta-feira, maio 10, 2013

Cidadão de Vénus

Sem pingo de dúvida que a culpa é delas! Vamos com calma que eu passo a explicar. É o sexo feminino que mantêm a chama que arde dentro de mim acesa, mesmo que varie entre um lume brando e um fogo florestal. Nesse espectro enorme vivem as paixões que aquecem o coração de um hopeless romantic. Compreendo que possa ser confuso tentar fazer lógica deste estranho combustível que mexe com os sentimentos, com desejos e até alguns pecados, mas é a particularidade de cada rosto, de um sorriso ou gargalhada, uma atitude, uma conversa, ou mesmo a maneira de vestir que manipula o termómetro da paixão. 

Atenção, falo sem malícia alguma, e nem sequer vou ousar (por muito que o desejasse, confesso envergonhado) em caminhar por trilhos que atinjam o patamar do amor, assim permanecerei pelo campo platónico, por sonhos semi utópicos e considerações. Todas estas características do filme que rola na minha mente entretêm a mesma ao longo do dia, esquecendo-me que o tempo não pára, são pequenos momentos que colocam questões e, ao mesmo tempo que estas acções bombeiam o coração, o olhar perdido nelas tenta invadir esta ou aquele mente e imaginar se nela habitam as mesmas questões, os mesmos sonhos ou qualquer espécie de reciprocidade. 

Não falo da doença insalubre que afecta tantos os homens apelidados de mulherengos, nem de perto ou de longe, falo sim de mulheres por quem sinto uma empatia tão grande, por vezes secreta dada as circunstâncias  que dar um olá chega a ser intimidativo enquanto que perante outra o diálogo é fluído e o olhar directo. Independentemente da situação acabo por viver cada segundo de cada momento de partilha de uma conversa, ou somente um olhar distante e observador, com pura admiração e fascínio, o que cá para os meus botões já foi razão para alguma troça por parte de segundos, ainda hoje uma provocação teve razão de o ser. Na solidão da minha mente deixo-me levar pela imaginação por sonhos, e como é bom sonhar com quem nos enche o coração com um calor apaixonante!

quarta-feira, maio 08, 2013

Lágrimas de euros

Provoca-me uma certa agonia e enjoo, ao ponto de meter nojo, o modo como certas pessoas se comportam dentro de quatro paredes e, depois como essas mesmas pessoas se transformam quando saem porta fora. Principalmente nos dias que correm, onde é habitual que o motivo para uma conversa puramente banal seja uma queixa monetária, porque falta isto ou aquilo, porque não existe quantias suficientes para adquirir alimentos, enfim, uma extensa lista justificativa para se colocarem no papel da vítima desesperada. Até compreendo a maior parte das justificações, agora o que não compreendo como é possível que essas mesmas pessoas depois sejam vistas, muitas vezes chegam ao ponto de se exporem, a irem a tudo o que é concertos ou jantaradas, temos também o exemplo de um esbanjamento monetário em roupas sem aparente necessidade, equipamentos electrónicos, actividades extras pagas e por aí fora... Sinceramente, a lista negra de choramingas wannabe começa a ser mais extensa que a minha paciência para a mentira e falsas aparências!

quinta-feira, abril 25, 2013

Amizades perdidas por amores vencidos

São poucos os factores de distúrbios que podem provocar em mim arreliação ou irritação. Quando a raridade ganha vida está tudo estragado e, ao contrário do passado, hoje sei ser mais moderado na resolução desse conflicto, mas custa tanto, ainda custa tanto lidar com a imaturidade de alguma juventude.

Na confusão que algumas das minhas palavras trouxeram, a falsa esperança foi mulher, procurou abraçar o que restava da fé mas acabou de mãos frias e vazias. Ainda as recebi e tentei aquecer, mas infrutífera tentativa a minha. Em raiva, só isso posso deduzir, apagou um passado recente e correu para arrancar qualquer raiz que ainda se esticava por terrenos férteis. Tudo no silêncio da sombra, sem proferir uma palavra ou gemido, sem acenar ou se despedir.

Suspiro, resta-me respeitar a solidão do momento, esperar que nunca seja motivo para arrependimento doloroso, porque se uma porta se tinha fechado uma outra ainda se abria para receber os amigos... Certamente estará trancada para quem encontra a solução na ostracização da própria amizade.

quarta-feira, abril 24, 2013

Birthday... check!

Muito depois do sol se ter deitado e a lua passear pelo céu, agora que já celebramos um novo dia, transformo em memórias os pensamentos de um dia que a mim muito me diz respeito. Estou contente por ter ouvido a voz de quem me é querido, as vozes de todas aquelas pessoas que fizeram questão em sussurrar ao ouvido os desejados parabéns, feliz por saber que não sou esquecido mesmo que não presente. Mesmo sem festa planeada, por causa de um vírus que fez deste corpo sua casa, as palavras pouco interessam, desde que cheguem e me abracem.

Existe porém um outro lado da moeda, que não consigo esquecer, que magoa e fere-me de morte. Houve um telefonema, em especial, que nunca falhou, que infelizmente não chegou! Por mais difíceis que fosse a condição humana fazia soar a campainha e me alegrava, a voz da minha querida avó. Arlete de seu nome,  nunca se esqueceu do seu neto, a sua voz caiu no silêncio no ano que ficou para trás, que tanta falta faz e perdura no pensamento. Passam seis dias do seu aniversário, um centenário de existência assim se comemoraria.

Lamento, igualmente, não ter podido sentir uma voz feminina tão querida e saudosa, que me acompanhou durante um par de anos, em conversas desgarradas, em provocações, sorrisos, olhares trocados e até algumas lágrimas. A história é longa tal como a espera por notícias, o que sei é que seria bem recebido a lembrança da minha pessoa. Até posso estar enganado, é possível que a memória se lembre da data e consequentemente da pessoa, talvez seja só o embaraço do diálogo que não possibilite o contacto.

Acima de tudo é bom saber que nos desejam bem, mesmo aqueles que só pelo politicamente correcto das redes sociais o façam. É bom saber, que no meio de tanta tristeza, existe quem nos faça sorrir e acreditar na empatia e no amor.

terça-feira, abril 16, 2013

Longe da vista, longe...

Longe da vista, longe do coração... A ausência magoa e não perdoa o coração. Lutamos e batalhamos por estar com quem nos é querido, uma tarde livre dá para passear de mão dada, uma folga a possibilidade de correr atrás dela para lá das muralhas citadinas. Tentamos encontrar sempre escapes para amarmos, vamos para além de qualquer custo monetário para sermos felizes, nem que por momentos únicos.

Por outro lado, existem certas atitudes que colocam um travão nesse livro, transformando desejos em meras utopias. É verdade que as palavras distantes ganham outro tom quando lidas, talvez por isso preze a veracidade de uma voz, porque se os olhos são o espelho da alma, os nossos ouvidos o coração que sente as palavras que nos invadem. 

Aprendi, nem sempre da forma mais sã, que o amor não consegue sobreviver à violência paranóica de meias palavras. A questão é que somos seres que cremos, que acreditamos em ilusões, que caímos constantemente em erros por fé na solução, na resposta certa, no final feliz. O mundo só dá pelo sol quando dessas cruéis lições aprendemos que nem tudo justifica a dedicação a um amor. É nessas alturas que as decisões mais dolorosas são tomadas, porque tal como na partida de um ente querido o amor não morre também numa relação que finda o amor não se evapora. Fica arrumado, com grande estima, numa gaveta eterna, nunca esquecido ou condenado a não sentir. 

Enamorando-me

Adoro! Adoro a maneira como os meus dedos entrelaçam-se com os dela, como se procurassem o aconchego de uma manta, apertando-a por prazer. Adoro caminhar preso nesse abraço, roubando um beijo em tom de desafio. Adoro a violência de um beijo sedento de paixão, ainda mais quando esses olhos verdes ganham luz e consigo mergulhar nesse lindo oceano. Adoro como a sua voz ganha uma nova vida em resposta a uma provocação, exaltando-se em admiração, logo seguido de um sorriso. Adoro o silêncio quando estamos juntos, porque jamais serão precisas vogais ou consoantes para te pedir um beijo.

sábado, abril 13, 2013

E assim começa...

Nem todos os inícios de uma história nascem de um sonho ou de uma ideia. Por vezes, é preciso um final, uma conclusão, para o mais belo conto ver escrito as suas primeiras palavras. 

É curioso, os mais banais diálogos, que tanto bocejamos no nosso dia-a-dia, podem ocultar pequenas acções de um subconsciente que faz por bater o coração mais depressa, acelerando-o como quem se esforça por atingir uma meta. Só que andamos tão perdidos, por entre rotinas, que nem sempre nos damos conta de um peito que faz por chamar à atenção, que grita tão alto aos nossos ouvidos moucos, corrompidos por uma sociedade ensurdecedora que os mantém cobertos. Só quando paramos, deslizando pelas águas serenas da nossa mente, é que parece percepcionarmos um sussurro à distância, como se fosse um grilo que se esconde no horizonte, assinalando a sua presença e, ao mesmo tempo, como que a convidar a nos aventurarmos por um novo mundo.

Quando damos por nós, olhando em redor, encontramo-nos num tabuleiro de um jogo misterioso, onde os sentimentos são postos à prova. As mais secretas palavras acabam por batalhar entre si, procurando sinais para a correspondência de um coração apaixonado. É um jogo arriscado, as expectativas são grandes, a ansiedade sedente por se alimentar do receio de uma negação. Lançam-se dados, em cada um dos seus lados uma letra transforma-se, é difícil adivinhar um nome, mesmo tendo a certeza dele, porém nunca a coragem para o nomear da mais directa forma. Afinal de contas, se se entra neste jogo é porque pensamos ter certeza de possuir o trunfo que fará por assegurar a doce vitória de um futuro feliz.

Este jogo só é ganho quando ambos os lados possuem o tal trunfo, composto por uma a palavra ou frase mágica, segredo que é a chave para abrir a porta de uma realidade, até ali só imaginada. Com a descoberta ascende-se a um patamar mais elevado. As pulsações fogem ao controlo do racional, a respiração parece cortar o ar mais denso e, sem o saber, alimenta-se o paladar com a troca de olhares, longe de todos mas tão perto de alguns. Mal se repara que o dia não é propício a grandes passeios, o vento empurra a maré, como que fizesse por folhear as páginas de um livro de memórias ali partilhadas. São tantas as mensagens que se deparam com altas muralhas, que só a insistência de um desejo ardente as consegue reduzir a mera poeira.

A tarde faz-se caseira, as palavras que até aquele momento transpiravam animo e boa disposição começam a tremer, provavelmente antevendo o silêncio de um beijo. Verdade seja dita, estava escrito que assim seria, por isso adiar aquele momento inevitável era inútil, só mesmo o cansaço de uma longa semana cuspia palavras sem grande sentido e mais que repetidas! A paciência de um foi a conquista do outro, lábios entrelaçados e o calor do momento despiu-os de qualquer preconceito ou medo que pudesse pairar no ar, ainda respirável e morno. Era o principio do fim da solidão e o inicio de duas vidas entrelaçadas, esperançosas e devotas.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Partir sob uma lua amiga

No escuro do apartamento, esticado sobre o sofá entretido com um dançar de dedos no comando de um jogo, dei com um toque tão familiar a soar do telemóvel. Admirado por alguém se lembrar de mim àquela hora corri para ele e logo desbloqueie para espreitar a mensagem. O carregamento da mensagem foi imediato mas não pareceu, mil e uma perguntas encheram a mente durante esse período de tempo, quem poderia ser, o que teria acontecido e, até pensei que pudesse ser alguém próximo com saudades... De repente apercebo-me do remetente, uma doce memória transformou-se num sorriso carinhoso, contudo, conforme os olhos caminhavam em direcção das próximas palavras, o coração apertou! Aquelas palavras denotavam uma corrente de lágrimas que percorriam o rosto de uma pessoa devastada pela racionalidade que faz de nós seres especiais. Tive o impulso de responder, de forma verbal, a essa triste notícia. Parei! Tentei fazer razão de tudo o que se estava a passar naquele instante e percebi que, apesar da amizade e um historial longo de afeição especial, não devia fazer sentir-me presente mais do que o necessário, mesmo que cá dentro aquele sentimento forte de protecção me empurrasse para lhe ligar.

Nas suas palavras revivi boas memórias da partilha de vivências com um ser que lhe era, e é, especial, não mais ou menos que os outros dois. Pessoalmente, não sei muito bem como é que alguma vez lidarei com a perda da minha adorada Cookie ou o adorável Joey, sei sim que a amargura e aflição será difícil de controlar e, por isso, será possível imaginar como é que alguém lida com a perda de alguém próximo, porque seja humano ou não, não interessa!

Quem me conhece sabe que o meu amor por gatos transcendente qualquer tipo de relação que possa ter com um cão. O bichano que ontem deixou de respirar era-me querido, não pela sua natureza mas por fazer parte de um percurso da minha vida extremamente importante. Era a sua simpatia, a sua maneira de me dar as boas vindas, a sua calma e beleza que o elegeram como favorito de três. Uma das memórias mais vivas é de um simples passeio, talvez a única vez que esteve cem por cento ao meu cuidado, em redor da urbanização, não só por ele mas também pela companhia e as palavras tocadas.

Felizmente, só posso dizer maravilhas desses tempos, agora distantes, sei que nunca será esquecido, muito menos pela sua família, e gosto de pensar que sempre fiz parte desse círculo.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Começar de novo

A cura será sempre filha do tempo. Pensei ter achado a solução para um coração despedaçado, mas a verdade é que a resposta sempre lá morou. Foram tantas as vezes que ouvi as pessoas dizerem, na sua maior parte das vezes em forma de conforto, que o tempo cicatriza todas as feridas abertas, que adocica a vida amarga e devolve o sorriso a uns lábios secos. Porém a intensidade dos sentimentos deixam pouco espaço para qualquer racionalidade, por isso só percorrendo esse trilho de carris, nunca desviando do percurso, que aos poucos retomei o gosto à vida, aos pequenos pormenores que me dão paz de alma e desfazem a ansiedade em cinzas dispersas pelo vento.

No mar sereno de sentimentos consegui de novo racionalizar os pensamentos, que por sua vez permitiram ver transformado em energia positiva gestos que são parte importante de tudo o que me caracteriza como ser. A obsessão deu espaço à sociabilidade fora de portas. Afinal, as pessoas com quem me cruzo são as mesmas mas a minha atenção é agora maior, não pela oportunidade mas sim por conseguir interessar-me de novo com as suas palavras, com as suas brincadeiras, as suas gargalhadas, sem que em momento algum as memórias me acorrentem e arrastem para um passado de desejos proibidos.

Este coração, outrora prisioneiro daquele rosto feminino, sente-se finalmente liberto de qualquer corrente, a apreciar a brisa da liberdade e esperançoso pelo que o futuro possa reservar.


segunda-feira, junho 04, 2012

Surpresas venenosas

A vida gosta de surpreender, disso não tenho dúvidas, porém nunca deixa que a surpresa seja minimamente previsível, daí custar viver esses momentos quando não vem por bem. Mas antes de mergulhar as palavras numa amargura total acho que é necessário explicar alguns acontecimentos recentes.

Na imperfeição dos dias encontro sempre motivos para justificar um sorriso ou gargalhada. Não um sorriso amarelo ou uma gargalhada atrapalhada, mas sim um sorriso BD (banda desenhada), como uma menina apelida o meu verdadeiro sorriso, ou uma gargalhada valente. Confesso que não tem hora para isso acontecer, contudo sucede mais quando uma chamada amiga é trocada ou numa saída à noite ao acaso.

Sabe bem! Este sabor doce de felicidade faz esquecer, nem que por momentos, a amargura dos problemas.que esperam solução, por vezes utópica. Na minha rendição a esta bela amizade encontro tudo o que preciso no presente, que cada vez mais assenta bem os pés no chão e que se recusa correr loucamente para além dele. Sei que esta valiosa amizade tem preenchido de calor humano dois corações perdidos, cada um com as suas próprias aflições, amizade esta que guardo e estimo como se de uma rara boneca de porcelana se tratasse.

Foram grandes demais os dias que antecederam um descanso já previsto e, quando a mente parecia encontrar, finalmente, o yang do seu yin, foi quando a balança voltou a desequilibrar e a vida surpreendeu. A revolta, o ódio, a expressão enrugada de arreliação transformaram tudo ao reparar num simples nome e numa mensagem recebida. Uma simples sopa de palavras foi o suficiente para transtornar, a arrogância da pessoa quase que permitia que a sua voz fosse ouvida, num longo sussurro que parecia chegar de longe. 

Agora, já os minutos perfizeram uma mão cheia de horas mas ainda sinto os dentes a ranger, tentando não deixar escapar um rosnar enfurecido. Se no desrespeitar, por amor, o respeito sempre foi bandeira ao vento, então não tolero que o desrespeito pelos os meus sentimentos seja motivo para justificar o contacto em forma de lembrança de persona non grata. Não mereceu resposta, simplesmente por mera boa educação, pois as palavras certamente seriam cruéis, manchadas de sangre e veneno.

segunda-feira, maio 21, 2012

Cartas de Amor

Sinto-me triste ao ver que já ninguém escreve cartas de amor, poucos são aqueles que pegam numa flor e a oferecem à pessoa que os faz sonhar, mas acima de tudo já ninguém luta por amor ou se luta a resistência que encontra é aterradora.

Sempre que recordo a minha infância sorrio, pois nela escrevo inocentes cartas de amor para aquela menina que chegou mais perto de mim, que sentada dentro de um bidão apoia a cabeça de um menino perdido na sua ingenuidade. Onde as palavras ecoadas acabam por se perder na brisa daquele dia mais ameno, os olhos delas cada vez mais próximos até os conseguir deixar de os deslumbrar. É quando abro esse livro de memórias que  lembro daquela expressão, tão banalizada nos dias que passam a correr e que já foi mesmo usada como meio publicitário pela a avó que dizia «Eu ainda sou do tempo...». Pois eu ainda sou do tempo em que as primaveras era mais desejadas e vividas, onde a brisa empurrava aquele rapaz envergonhado até à tímida rapariga, ainda sou do tempo que recebia mais cartas da pessoa amada no correio do que publicidade ou contas, ainda sou do tempo onde as pessoas passeavam de mão dada, ainda sou do tempo, bem, em que o passado era o presente.

segunda-feira, maio 07, 2012

A Maldição da letra M

Das vinte e sextas letras que preenchem o alfabeto existe uma que me amaldiçoou desde à muito tempo! Sem querer criar grande suspense posso dizer que falo da letra M, e não fosse a maldição alimentar-se da própria letra e até poderia achar piada a essa ironia. 

Começou por ser amiga e guardadora de segredos, viu-me sorrir e crescer. Muitas foram as horas que preencheram livros de vida ao longo dos anos. Encontrei-a, numa ou outra ocasião, em lágrimas, aí ofereci sempre uma mão amiga, vi-a derramar sangue por amor e em desespero, ainda assim permaneci ao seu lado, ali sempre presente. Foi ela quem me indicou o meu primeiro porto de abrigo mas tamm foi ela que depois virou costas, que não quis saber, que me insultou e caiu nas sombras do silêncio.

Conheci tamm um certo M que durante uns belos três anos foi tudo para mim, que conheci por acaso do destino e me fez acreditar que a busca tinha terminado, foi um período de felicidade sem limites, porém a distância colocava um travão a esse êxtase. Uma mão cheia de receios deitou tudo a perder, o tempo passou e sem pedir licença para entrar porta adentro um novo M acordou-me para um novo sonho.

Mais que nunca senti uma conexão como jamais tinha acontecido, mais que nunca senti aquele click que todos nós procuramos um dia encontrar e, estava ali, mesmo a minha frente, quase que despida de preconceito e a sorrir de olhos em lágrimas perante boas notícias. Nunca pude contar histórias de amor à primeira vista até esse dia. E tal como num filme o mundo parou, o olhar só a encontrava naquele mundo escuro em meu redor. Dois anos passaram depressa demais, pecados foram cometidos e remetidos ao silêncio, as palavras namoraram entre si, os olhares desviaram-se em timidez, fugindo de faíscas perigosas, mas acima de tudo falsas esperanças cresceram da terra e deram luz a uma flor murcha. Perdi a conta às vezes que essa flor murchou. Curioso, murchar tamm nasce da letra M, estarei condenado a esta maldição, a esta letra que me espezinha desta maneira? Por agora nem quero ouvir pronunciado nenhum dos nomes dela originários, quero que apareça um que me mostre que esta maldição é pura ilusão e que me faça feliz.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Reconheceram-me na tinta das palavras de um outro Pessoa.


O poeta é um fingidor, 
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

( “Autopsicografia”; 1930)

sábado, janeiro 21, 2012

In Memoriam



As palavras serão sempre insuficientes e insignificantes para exprimir este sentimento de amor que tinha por uma mulher que deu sempre o melhor de si às pessoas, pessoa altruísta e bondosa. 

As minhas recordações, que deixam hoje a pele em alvoroço, transportam-me à infância, quando viaja para a visitar, meio envergonhado, pois a idade avançada das pessoas por vezes assusta os mais novos, mas que com o passar dos minutos, já em sua casa, se evaporava. Uma das pequenas delícias que resultava dessa visita era poder deliciar-me com a marmelada bem caseira entre duas fatias de pão, que bom que sabia ao paladar poder lanchar naquela cozinha, e até trazer alguma para casa já no retorno. O frio era visitante habitual ao final do dia, ou não estivesse preso entre o norte e centro de Portugal, por isso era comum acender a lareira e, como adorava ver as faíscas a dançarem, a cor forte das chamas, mas mais que isso gostava de pegar na tenaz e estar ali a espicaçar a lenha a arder, não suportava as brasas e por isso queria sempre meter mais lenha ou virá-la para manter vivo a chama, ao que acabava sempre por ouvir dos meus pais.

Uma particularidade dessas visitas era uma pequena lembrança que se escondia no interior da sua mão, sem ninguém ver, pelo menos aos nossos inocentes olhos, ela depositava na nossa palma da mão, minha e do meu mano, umas notas de escudo. Óbvio que ganhávamos o dia com esse pequeno gesto e saíamos porta fora de sorriso largo. Do escudo passou ao euro e nós crescemos, as visitas diminuíram e os telefonemas eram agora mais comuns, até que a sua idade exigiu maior atenção e a distância diminuiu, agora já a viver na grande cidade. 

Visitei-a um dia, não só para apresentar uma namorada mas principalmente para partilhar com ela a minha felicidade. Foi uma tarde inesquecível para todos! Depois de tantos anos deparava-me agora com o brilho nos olhos enrugados, num estado de felicidade contava histórias do tempo de jovem casada. A sua memória  encantava a minha cara metade e, até eu que nunca tinha ouvido tais histórias, estava ali boquiaberto, atento a escutar todas as peripécias da sua vida. Era sem dúvida alguma um momento perfeito.

Como todos nós, ela teve de saltar por alguns obstáculos da vida, superando uns melhor que outros. Porém os obstáculos acabaram por ser demasiados para um corpo já cansado. Hoje, o sol que raiou não chega para aquecer um coração em sofrimento, cheio de saudade, pois o desejo de a ter presente num casamento  ou a celebrar o nascimento de um filho, seu bisneto, será sempre um desejo que permanecerá nos meus sonhos.

sábado, janeiro 14, 2012

Mudar de vida... e coração!

Palavra puxa palavra e do inesperado surge uma conversa que nos abana e desperta para as verdades da vida.  (onde é que já vi este filme!) 

Naquele final de dia, na coscuvilhice com colegas do sexo oposto, trocavam-se comentários sobre a vida curiosa desta e daquela moçoila e, no meio de tanta curiosidade um padrão repetia-se, mais comentários corriam estrada fora, ao ponto de o tempo para alimentar o estômago ser pequeno demais para tal degustação de palavras. Um puxar e apertar de casaco abria caminho em direcção do bunker, a última chave acabaria por abrir a porta da razão. Afinal de contas a resposta tinha estado ali ao lado aquele tempo todo! Nesta altura acabamos por insultarmos a nossa própria pessoa de mil e uma maneiras.

Lembro-me de partilhar ideias e críticas, na maior parte condenações, sobre a posição dela perante o infortúnio, porém a persistência de um desejo acabou por a levar a porto seguro, o engraçado, ou talvez não, é que a resposta que tanto procurava estava ali, não na sua persistência ou qualquer crenças mas sim do outro lado. Não me vou alongar em explicação alguma porque o sentimento, acabado de nascer, ainda precisa de ganhar vida, aos poucos ganhar pernas para andar.

É no poder desta resposta, deste novo querer, que vou pegar num pequeno cadeado, à prova de letras e vocábulos, e trancar esta lua traiçoeira que tem eclipsado a minha vida. A felicidade não andará por aqui, muito menos no mundo virtual das redes sociais ou numa segunda vida, esta última já de entrada proibida, mas no contacto humano, nos novos conhecimentos, em novas actividades e experiências, disto o mundo está tão bem recheado e tudo, ali, à minha espera.

segunda-feira, janeiro 09, 2012


«Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...


Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...»


in Primavera by The Gift

sexta-feira, janeiro 06, 2012

A vida ainda não é perfeita

Às vezes a melhor solução é mesmo dizer, em voz alta, uma grande asneira! 

Estava um video maravilhoso a correr no monitor quando aquele pequeno rectângulo vibrou sem avisar. Um só pensamento acompanhado de um sorriso. A possibilidade de uma certa pessoa, cujo nome logo atravessou a minha mente, ter acabado de enviar uma mensagem era grande. E... até acertei! Nome estampado no topo do visor era a confirmação para o meu contentamento, contudo as palavras que se seguiram não foram fáceis de aceitar... Nunca pensei que uma simples mensagem fosse tão clara imagem de uma doce rapariga que tinha derramado tristes lágrimas, lágrimas que tão cedo não se evaporarão.

Óbvio que não fiquei triste por o video ter perdido toda a sua magia, fiquei perdido no silêncio porque quando alguém que nos é próximo vê a má sorte atraiçoar a vida de quem ainda tem muito para viver, quando esse amigo cai em desgraça e num estado de tamanho sofrimento, eu sinto-me impotente e inútil, sem poder magnífico para trazer de volta aquele sorriso contagiante e delicioso.

Sei que dadas as minhas características taurinas o primeiro impulso seria correr em seu socorro, e tanto que o quero estar a seu lado, porém a necessidade de isolamento não deve ser quebrado e, quando a única solução é respeitar a distância até um telefonema que pode nunca tocar chegar, só posso torcer para que tudo corra pelo melhor, porque recuso deixar que um agente de destruição dê cabo de esperanças e sonhos este ano, muito menos para aquela doce menina.

Uma voz amiga não fará milagres mas estará sempre presente, sem alguém precisar de gritar por ela, um ombro amigo poderá parecer frio até a cabeça dela encostar nesse aconchego, uma mão estará sempre aberta à espera de abraçar uma outra que treme, enfim, as palavras significam pouco neste momento, quando o que quero é fazer tudo para não se ter de percorrer um trilho que jamais seria preciso atravessar sozinho.

Naquele momento em que li aquelas amargas palavras a minha alma chorou, num misto de raiva e amor. Hoje não me deito a pensar num beijo desejado, que agora parece tão insignificante, deito-me sim preocupado com o desespero escondido dentro daquela querida menina, deito-me na esperança que os próximos dias sejam menos penosos para quem os não merece, para quem nunca os mereceu. Assim será até voltar a admirar um sorriso que tanto me diz...

terça-feira, janeiro 03, 2012

Fé em 2012

Ora se diz que o mundo termina no ano que agora nasce, ora se diz que é mais uma previsão sem sentido algum... Porém acredito que, por entre toda esta crise que nos tenta assustar, os valores mais nobres, como o altruísmo, a amizade e o amor, serão donos e senhores da nossa vida ao longo de 2012. Acredito que vamos ter a oportunidade de crescer como humanistas.

Ao som das primeiras baladas cumpri com algumas tradições, curiosamente um dia antes tinha revelado a minha pequena lista de resoluções, em conversa mais privada com quem estimo muito. Resumem-se a uma mão cheia, contudo com a chegada da passagem de ano só um desses desejos esteve presente na mente, fazendo esquecer todas as outras palavras desenhadas em antecipação, e não foram precisas passas, somente um pouco de fé e esperança no destino. Confesso que sou crente, acredito que todas as sub conversas que escondem o que parece ser uma mensagem proibida, são uma espécie de previsão oculta do que já foi revelado em cartas deitadas sobre a mesa e, mais que nunca quero acreditar na predestinação das palavras amigas de quem lavou e abriu os meus olhos para a realidade, ali estampada à minha frente, tão perto que até assustou um pouco, passo a explicar, e provavelmente a repetir-me.

Não consigo esquecer aquele dia marcado no calendário como sendo o dia que iria mudar a minha vida tão depressa, aconteceu no mês dedicado a Juno, deusa e rainha de todos os deuses. Esse dia veio provar que o acaso não morava ali, pois perante os meus olhos envergonhado estava uma musa que poderia ser facilmente comparada a Juno, ou mesmo a sua encarnação, caindo de bom grado no exagero. O pormenor chegava, sem o saber, às suas vestes, as quais assemelhavam-se às típicas túnicas usadas pelos deuses, o entrelaçar do cabelo perfeito revelava a expressão doce da sua face. Lembro-me do momento quando o coração parou de bater, ouvindo uma menina emocionada partilhar a alegria que outrora se vestia com tecidos de sofrimento, sei que nesse preciso instante, nesse segundo parado no tempo, caí do meu pedestal e apaixonei-me loucamente.

Custa-me encontrar as palavras certas para explicar esta convulsão de sentimentos que me faz parar, até mesmo durante as palavras que teço aqui, que acaba por mexer comigo e me transporta no tempo, retornando sempre a essa doce memória. Quanto mais penso no assunto mais me apercebo que pela primeira vez na vida posso afirmar, sem dúvida alguma, que conscientemente fiz parte de um momento perfeito, quem sabe só repetido quando deslumbrar pela primeira vez a face de um filho meu. Talvez por isso acabe por divagar em sonhos repetidos, talvez por isso continue a lutar por alguém que acredito sei ser a pessoa certa, que neste momento partilha dos mesmos objectivos, uma pessoa que talvez ainda espera por um beijo bem entregue e que só tem um culpado, eu.

Divagações à parte, até porque a hora vai tarde e a mente começa a exaltar o coração, esta passada segunda-feira, tive o prazer de visitar uma amiga, a convite da mesma para jantar, e por um dia mais viajei de novo no tempo, até à altura que era habitual realizarmos jantares com direito a uma longa tertúlia. Fez-me bem, confesso, poder desabafar um pouco, como nada que se pareça a este meu cantinho, até porque existe alguém que me responde, que me critica ou aconselha, que afinal de contas está lá por mim como um amigo fiel. Para além disso percebe o que se passa de cada lado das trincheiras, mais ou menos, e creio que para além de duas almas desencontradas que já viveram muito, é alguém que acredita numa união que sempre defendeu estar predestinada. 

Óbvio que o jantar acompanhado de tertúlia como sobremesa não se limitou a um só tópico, e não interessado em mencionar o seu conteúdo interessa sim referir que foi uma boa terapia para aquecer a alma e motivá-la para o que se atravessar no meu caminho, num futuro próximo.

Apetece-me cantar tantos poemas que arrisco-me a exacerbar uma felicidade momentânea, imprópria para véspera de trabalho, assim sendo vou descansar este corpo, fechar os olhos e sonhar...