A RTP vai entrar em greve!!! Estaria tudo bem por mim se não lá trabalhasse, mas como trabalho.... enfim.... antevejo umas semanas desgastadoras porque de todos os que lutam por um Acordo de Empresa justo eu sou um mero contratado, ora por ter esse estatuto se aderisse à greve o mais certo seria vir fazer greve para a rua, ou seja, era despedido. Estou solidário com os meus colegas e de todos os sectores tenho orgulho de dizer que o meu é o mais forte quando problemas se atravessam à nossa frente. Mas como dizia, as próximas semanas vão ser penosas, com a entrada na greve de oito salas (no meu sector)a trabalharem ao mesmo tempo, passam a estar funcionais duas, ocupadas por mim e mais uma colega minha (os eternos contratados), claro que é mais que evidente que se oito pessoas já dão dificilmente conta do serviço então dois vêem-se aflitos, por isso de duas uma, ou a greve é bem sucedida e todos páram de trabalhar nas horas estipuladas e o volume de trabalho diminui para o nosso bem (meu e da minha colega)ou então o excesso de trabalho no final do dia vai dar cabo de nós, porque apesar de tudo sinto-me entre a espada e a parede, quero mostrar trabalho como é normal mas ao mesmo tempo compreendo o motivo de luta e quero ajudar.
O que me preocupa por um lado é o excesso de hora que posso vir ter de fazer, uma vez que a chefe do meu chefe pode pressioná-lo para que nos meta a fazer 12 horas por dia, embora pagas não deixa de ser um peso grande de suportar. Nada que se compare com as horas que foram feitas durante outros períodos de intenso trabalho como foram os casos do Euro2004 e/ou Jogos Olímpicos. Para além do tempo laboral que prevejo ter de fazer, também existe a possibilidade de trabalhar em folgas, mas nesse caso posso semi-negociar para que ao menos tire frutos de uma situação que me podia ser prejudicial.
Agora não percebo como é que uma administração de uma Empresa, que tem saída praticamente marcada, tenta a ferro e fogo dar cabo das carreiras profissionais, as tabelas de remunerações, os direitos de autor, os horários e períodos de descanso, os seguros de reforma e as deslocações em serviço, porque só pode ser isso que querem com uma acordo como o que foi apresentado. A arrogância do senhor Almerindo Marques é que ainda é pior que o próprio acordo, não vejo o dia para que saia dali de uma vez por todas!
Mas no fim é esperar para ver o que acontece porque existe sempre uns que dizem que fazem greve mas depois andam por lá a ajudar no que for preciso...
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