domingo, abril 03, 2005

A menina perdida em si mesmo

Depois da tempestade vem sempre a bonança, um rapaz andava abrigado da chuva para não se molhar mais do que era suportável, o sol já nascia no horizonte, o escuro céu começava a dar luz e cor à vida, tudo então pareceu de novo belo e perfumado. Quando mais esperava cair da cama, após uma dolorosa separação, o rapaz foi surpreendido pelo doce abraço dos lençóis de seda, onde encontrou quem menos esperava. O telefone tocou do outro lado e a sua voz fez-se ouvir, as palavras começaram a ligar as duas pessoas, apaixonaram-se tanto pelas letras que os minutos transformaram-se em horas e ninguém parecia conseguir calar os musculados lábios. Já se ouviam os primeiros surrurros do dia quando o silêncio ecoou no quarto. As palavras finalmente tinham decidido repousar e prometeram conversar no dia seguinte. Até ao final da semana as mesmas palavras trouxeram novidades, era visivel que estavam apaixonadas, todas as doces palavras sabiam bem embora a timidez e vergonha humana escondesse o belo rosto da rapariga.
Era perceptivel uma certeza, o rapaz estava apaixonado, chegou o mais perto dela e tentou mostrar o que o coração sentia, do outro lado o momento era embaraçante mas ao mesmo tempo delicioso perante a incerteza dos seus próprios sentimentos. Tudo isto era novo para ela, e perante a confusão na sua mente, fugiu, escondeu-se nos seus longos e delicados cabelos, onde o rapaz não podia chegar embora estivesse ao alcance de um olhar.
A conselheira noite não foi simpática para a doce rapariga e quando devia ter oferecido paz e sossego para que os conselhos fossem ouvidos, trouxe o sono incómodo, a incerteza e dúvida, afinal o que queria a rapariga da vida?, o que escondiam os seus sentimentos que recusavam revelar os seus desejos?... sem dúvida que estava perdida...
(Continua...)

1 comentário:

Pedro disse...

Obrigado PiNi pelo teu comentário, sempre bem-vindo é claro, ao menos tu ainda vais salvando, não a alma do convento mas do blog! lol

Acho que vou envergar pelo mundo da ficção visto ser um mundo onde podemos viver felizes, sem obstáculos que nos impeçam, sem falsidades e sem amigos que o dizem ser mas que fogem de nós...