Luto por ti, acredito em ti e por isso detesto ver-te a atender o telemóvel e chateares-te quando um beijo é interrompido pelo imperialismo familiar que te ordena que faças isto ou aquilo, fazendo com que o calor de um abraço arrefeça terrivelmente e que a tua expressão morra para a alegria.
Fico revoltado quando tento ajudar mas dizes que não precisas pois tens as rédeas nas mãos, mas os dias passam e nada muda, tiveste medo da primeira vez revelares o segredo, mesmo assim foste em frente e viste que nenhum mal resultou da sua revelação.
Estou fora de mim pois o salto que falta dar é demasiado longo para ti, e mesmo dando balanço, e por mais que corras, quando chegas à beira páras, adias o salto e o tempo passa, as tentativas ficam por aí até te lembrares, ou seres lembrada, de tentares de novo. Mais uma vez dás balanço e corres, corres, corres e quando penso que vais dar o salto... páras! Ofereci-te a minha mão para não teres de saltar sózinha, para não teres de enfrentar o desconhecido e não receares o que advir dele, qual a minha surpresa quando largas a minha mão e achas que tem de conseguir concretizá-lo sózinha, não tens e não quero assim o seja, por isso hei-de oferecer a minha mão as vezes que forem precisas até perceberes que tens deste lado alguém que se preocupa e quer ajudar, pois se num beijo nos tornámos um, um salto havemos de dar como um só!
Sabes que me exalto com as injustiças cometidas, por vezes posso não ser a melhor pessoa quando luto, sem parecer, pelo teu bem estar, mas sei como te sentes quando olhas dolorosamente para o visor e pedes o meu silêncio e quanto me custa acordares para a cruel realidade e abandonares um sonho teu...
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