Acabei de ver mais um curto programa na RTP chamado "A voz do cidadão", dedicado a atender as queixas dos telespectadores do universo RTP, onde um Provedor do Telespectador dá resposta às tais queixas, a não ser quando não pode responder a uma queixa porque está aberto um processo judicial, porque supostamente irá falar com o director X ou Y, enfim, um programa muito bonito mas insignificante a meu ver, já que não decide nada e pouco ou nada influencia o modo como a programação da RTP é pensada ou como a importância jornalística é alinhada num telejornal ou explorada. Não nos esqueçamos, por exemplo, do que aconteceu com os critérios editoriais das notícias sobre os fogos em Portugal, noticiado pela imprensa escrita portuguesa.Para mim o papel do Provedor é senão mais um modo de atirar areia aos olhos do púbico enquanto que o tal Provedor enche os bolsos com o belo ordenado que deve auferir pelo complicado trabalho de "parlipiar" umas coisas na televisão semanalmente, mesmo com o trabalho que está por detrás do programa, certamente terá alguém para ler os mails e cartas enviados, fazer uma pré-selecção e só depois lhe chegarem umas 5 ou 6 cartas/mails às mãos.
O programa não é em directo, tiveram o cuidado de o gravar e embelezar, tendo mais cuidado com a imagem do que com o conteúdo, com queixas "soft" e um discurso poético quase declamado. Na minha opinião o programa deveria ser em directo, quiçá com telefonemas de telespectadores, onde uma pessoa pudesse, perante tudo e todos, queixar-se do que realmente está mal na televisão pública, não como aconteceu no primeiro programa onde seleccionaram umas pessoas na rua, num plano todo pipi, onde o povo dava sugestões e opiniões sobre a RTP, tudo coisas triviais.
Desde que foi apresentado o Provedor do telespectador que deixaram bem claro, não será um censor, um repositório de queixas ou um muro de lamentações, só se esqueceram de dizer que seria um fantoche com cordas muito podres, que nada mudará, por impotência do seu cargo, as constantes alterações dos horários das séries, dos filmes e por aí fora, bem como a parcialidade a nível jornalistico, que dos 3 canais deveria ser o menos agarrado às forças políticas...
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