quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Referendo e o circo!

Os jovens minimamente conscientes da importância que o próximo referendo terá na sociedade portuguesa saberão que é importante defender algo que já é práctica corrente em Portugal, não condenar uma mulher por ela decidir abortar, ou seja, uma mulher ao passar pelo doloroso processo de abortar não ser considerada uma criminosa, até porque perante um juiz nunca foi condenada a cumprir uma pena, porquê, porque qualquer pessoa com senso comum é incapaz de condenar um ser humano por ter poder de decisão sobre si mesmo, se isso assim acontece porque não meter preto no branco de uma vez por todas!!

É interessante ver um grupo de pessoas a defenderem profundamente o NÃO com argumentos do tempo da inquisição, quando algumas delas já passaram pelo processo fora do nosso país após abrirem a carteira a custos, desculpando-se que se ausentaram do país em férias...
Eu nem ponho em causa o ser a favor do aborto, não o sou, está previsto na lei a permissão para abortar em casos de doença, violação, só para falar de dois casos, contudo acho que uma pessoa ser obrigada a ter um filho já é um castigo à partida, porque acresce as responsabilidades de uma pessoa, em alguns casos o castigo passa a uma benção, agora condenar uma pessoa a passar X anos numa prisão com ladrões e/ou psicopatas, após uma pesada intervenção é desumano e acima de tudo cruel, provavelmente psicologicamente destrutivo.

Mais mais flagrante ainda é pensar que alguém possa ser influenciado pelo aparato todo que os partidos fazem, um verdadeiro circo, não é por ver uma manifestação a favor ou contra a despenalização que vou decidir-me, se assim fosse é como se não conseguisse pensar por mim mesmo e avaliar verdadeiramente o assunto em causa.

Ponham na prisão aqueles que andam a subornar outros por favores e não quem só pede que haja liberdade para uma pessoa poder escolher sem ter que ser considerada uma criminosa. Qualquer dia estão a acusar as mulheres de terrorismo maternal. (cala-te boca que ainda alguém pega nisto!) Às vezes, acredito, que existam mulheres que desejam fugir para uma ilha longe de tudo e todos, somente para terem rédeas sobre o futuro, sem ter um ministro a dizer que não pode fazer isto ou aquilo porque ele não quer e porque é crime...

O SIM cresceu desde 1998, espero que de uma vez por todas a renovação de mentalidades não tenha sido em vão.

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