Deixei passar dois dias para que as ideias se arrumassem como deve ser na cabeça para voltar a viajar no tempo e rever todo o filme de sábado à noite. A grandeza de alguém vem sempre ao de cima quando menos esperamos ser surpreendidos, e mesmo que não estejamos com grande vontade para corresponder a um convite seria sempre perder uma oportunidade de ouro. Não esperava, pois a esperança já tinha morrido à muito, ouvir as palavras quase sussurradas por ti naquele dia após um período de laboro que agora chegava ao fim, hesitei por um segundo pois sabia, na minha vaidade, que não era a pessoa mais apresentável naquele instante, mesmo assim o que interessava era rever-te e por isso conduzi até tua casa, que apesar de terem sido longos os anos transactos, o caminho, mesmo de noite, não deixava margem para erro pois a memória guardava o mapa intacto.
Foi engraçado, e ao mesmo tempo estranhei, o modo como te aproximaste da carruagem mecânica, com um curioso, e suficientemente brincalhão, aperto de mão e um tom de voz altivo, disseste olá e contornaste a viatura. Confesso que só agora me lembro que deveria ter aberto a porta oposta à minha, tal era a elegância de princesa que demonstravas ser, mea culpa, foi preciso a noite obrigar a despedidas para obter a honra de ser premiado com dois beijos de boa noite, de apreço, não vá a mente mais perversa começar a opinar sobre o assunto! Sei que os detalhes, que muitos depois gostam de comentar, não estão aqui descritos, sei que todos os bons momentos são a união desses mesmos detalhes, mas aqui essas pequenas particularidades não são o que realmente importa, o reencontro de dois amigos é sempre mais sentido e grandioso, pouco importando onde, como ou quando tudo aconteceu. Tudo o que de bom guardo dessa noite foi, principalmente, poder rever-te, em carne e osso, e poder constatar que seria muito estúpido se tivesse decidido deixar para um outro dia, somente pelo facto de ser vaidoso. Obrigado!
Foi engraçado, e ao mesmo tempo estranhei, o modo como te aproximaste da carruagem mecânica, com um curioso, e suficientemente brincalhão, aperto de mão e um tom de voz altivo, disseste olá e contornaste a viatura. Confesso que só agora me lembro que deveria ter aberto a porta oposta à minha, tal era a elegância de princesa que demonstravas ser, mea culpa, foi preciso a noite obrigar a despedidas para obter a honra de ser premiado com dois beijos de boa noite, de apreço, não vá a mente mais perversa começar a opinar sobre o assunto! Sei que os detalhes, que muitos depois gostam de comentar, não estão aqui descritos, sei que todos os bons momentos são a união desses mesmos detalhes, mas aqui essas pequenas particularidades não são o que realmente importa, o reencontro de dois amigos é sempre mais sentido e grandioso, pouco importando onde, como ou quando tudo aconteceu. Tudo o que de bom guardo dessa noite foi, principalmente, poder rever-te, em carne e osso, e poder constatar que seria muito estúpido se tivesse decidido deixar para um outro dia, somente pelo facto de ser vaidoso. Obrigado!
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