Escrever um livro, nunca o fiz! Já escrevinhei alguns diários, lembro-me que nos tempos de escola, por volta do sétimo ou oitavo ano comecei a escrever uma espécie de diário onde desabafava comigo mesmo sobre um amor perdido, começou por ser em papel para depois continuar num formato mais virtual mas longe de estar ao alcance de qualquer outra pessoa, recordo-me que mantinha o ficheiro numa disquete protegida por uma palavra chave, a memória falha se tentasse lembrar-me do porquê de ter parado. Lembro-me sim que mais tarde quis recuperar as palavras pintadas ali mas a tecnologia nunca mais quis colaborar comigo, entretanto a evolução presenteou-nos com novos meios e, infelizmente, dei por perdido essas lembranças.
Mais tarde, por alturas de outros amores, retomei a escrita, de volta ao papel já com a lição aprendida, o conteúdo exacto é-me vago, todavia uma depressão era evidente, as palavras doridas, um verdadeiro aperto de coração que me transportava para um passado recente, mergulhando numa nostalgia profunda, cheia de saudades de tempos vividos, longe de ser acaso qualquer, hoje reparo que as paixões sempre me convidaram a compor sentimentos em imagens escritas, a lamentar-me ou a dizer que te amo, sempre a desejar que as palavras chegassem ao seu ouvido, consciente de que me enganava mas que não magoava outros por sonhar.
Mais uma vez parei, distante vão esses tempos até ao início deste lugar aqui tão perto de vocês todos, desta vez não foi amor algum que me convidou, foi pura curiosidade neste espaço de partilha. Confesso que, ao longo destes últimos seis anos, foram os motivos amorosos que me voltaram a corromper e a obrigar a divagar sobre eles... Que fazer? As palavras ganham maior sentido sempre que o assim é, por boas ou más razões nunca interessou e com paragens por aqui e ali, sempre ao sabor da brisa do amor, este lugar ganhou teias de aranhas, sendo sempre limpas mais tarde ao som de uma voz feminina e assim tem sido, como se de um círculo vicioso se tratasse.
Hoje, visto que por vezes o alvo da minha atenção poderá sentir-se intimidada por essa mesma atenção, tento não falar com uma voz mais adocicada pela presença da beleza dela neste meu pequeno mundo, assuntos mais banais do meu dia-a-dia preenchem assim as linhas invisíveis, certo é que ao chegar ao último ponto final não me dou por contente, não totalmente, mas tento, tento para enganar os outros e, quem sabe, enganar eu próprio, com isso tudo oiço pedidos e conselhos de amigos, sugerem que escreva um livro, que deveria escrever um livro, acho tudo ridículo mas aceno em respeito, um sorriso amarelado estampado na face, não me vejo a escrever um, não saberia por onde começar, não saberia sobre o que narrar, no final, não saberia folhear um livro em branco.
Mais tarde, por alturas de outros amores, retomei a escrita, de volta ao papel já com a lição aprendida, o conteúdo exacto é-me vago, todavia uma depressão era evidente, as palavras doridas, um verdadeiro aperto de coração que me transportava para um passado recente, mergulhando numa nostalgia profunda, cheia de saudades de tempos vividos, longe de ser acaso qualquer, hoje reparo que as paixões sempre me convidaram a compor sentimentos em imagens escritas, a lamentar-me ou a dizer que te amo, sempre a desejar que as palavras chegassem ao seu ouvido, consciente de que me enganava mas que não magoava outros por sonhar.
Mais uma vez parei, distante vão esses tempos até ao início deste lugar aqui tão perto de vocês todos, desta vez não foi amor algum que me convidou, foi pura curiosidade neste espaço de partilha. Confesso que, ao longo destes últimos seis anos, foram os motivos amorosos que me voltaram a corromper e a obrigar a divagar sobre eles... Que fazer? As palavras ganham maior sentido sempre que o assim é, por boas ou más razões nunca interessou e com paragens por aqui e ali, sempre ao sabor da brisa do amor, este lugar ganhou teias de aranhas, sendo sempre limpas mais tarde ao som de uma voz feminina e assim tem sido, como se de um círculo vicioso se tratasse.
Hoje, visto que por vezes o alvo da minha atenção poderá sentir-se intimidada por essa mesma atenção, tento não falar com uma voz mais adocicada pela presença da beleza dela neste meu pequeno mundo, assuntos mais banais do meu dia-a-dia preenchem assim as linhas invisíveis, certo é que ao chegar ao último ponto final não me dou por contente, não totalmente, mas tento, tento para enganar os outros e, quem sabe, enganar eu próprio, com isso tudo oiço pedidos e conselhos de amigos, sugerem que escreva um livro, que deveria escrever um livro, acho tudo ridículo mas aceno em respeito, um sorriso amarelado estampado na face, não me vejo a escrever um, não saberia por onde começar, não saberia sobre o que narrar, no final, não saberia folhear um livro em branco.
1 comentário:
Amor algum, ser humano algum, contigência alguma, deve aprisionar as tuas palavras! Por favor não deixes! Não podes privar o mundo das tuas confidências, das tuas interpretações, de ti...
Não deixes!
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