domingo, agosto 29, 2010

Sonhos, pesadelos e cegueira

Tenho estado aqui especado a olhar para as suas palavras, a tentar encontrar um só significado para as mesmas, mas por mais que me esforce a mente acaba por divagar para outras ideias. Embora esteja tudo relacionado afasta-me do objectivo principal, decifrar as palavras das imagens de um sonho assustador para a pessoa que dormia.

Era minha intenção, como sempre acontece, interpretar o sentido da mensagem do subconsciente ao seu lado, não necessariamente em pessoa mas através de uma verbalização de um telefonema, seria um exemplo, e como que surpreendido por um bando de assaltantes vejo um punhal atravessado pelo coração, sem tempo de reacção, como começasse a perder os sentidos para a morte,  ao mesmo tempo mil e umas imagens relembravam a felicidade do dia transato.

Iludo-me assim com as utopias que conduzem os meus sonhos e tapam os olhos para a realidade que sempre penso já não mais existir, é parvoíce do apaixonado, bem sei, só assim acabo por despertar ao ver o coração sempre trespassado. Mas é sempre assim, sempre contrariando a doce utopia, como se de um banho de água fria que nos imobiliza por segundos somente para nos fazer sentir vivos no instante seguinte.

Sei perfeitamente que não posso viver prisioneiro dos meus sonhos, embora me entregue a eles de braços abertos, nestas altura mais que nunca sinto a necessidade de os abraçar, pois só ali vou encontrar a força para continuar a lutar por quem me apaixonei, e mais que dar tempo ao tempo, dar-lhe tempo para arrumar o seu coração.

Hum... tal como previa, como que a espreitar o seu sonho acabei por me afastar do que me trouxe aqui, parece ser inevitável, fatídico... 

Salvo por água a ferver ao lume! O olhar já se perdia no horizonte, o mesmo que todos os dias se deita ao sol perto da minha janela.

Sinto-me parvo, estúpido, enganado, é temporário, mas mesmo assim a frustração aloja-se bem dentro do coração e, ali, fico preso no tempo, ela sempre presente.

3 comentários:

Summer Wardhani disse...

É assim ke vamos aprendendo, com altos e baixos. Mas não desistas nunca, vai fazendo sempre o ke sentes por dentro ke deves fazer. E sobretudo, não te feches em ti mesmo. Beijos.

Pedro disse...

Por muito que por vezes sentisse que devia desistir, nunca tive coragem para isso, e ao contrário da maioria das pessoas, é mais fácil para mim agarrar-me a uma pessoa, que preenche o coração, que me faz sonhar, que desperte em mim tal paixão, e lutar por ela, do que simplesmente deixá-la cair no esquecimento... Pode parecer um bocado masoquista mas... bem... é o que é! :)

Sonya disse...

Mas o que é a vida sem uma pitada de masoquismo?!
A vida é como uma montanha russa, cheia de altos e baixos. O importante é não deixar que os momentos menos alegres nos invadam o espírito! ;)
Beijoca grande