terça-feira, abril 16, 2013

Longe da vista, longe...

Longe da vista, longe do coração... A ausência magoa e não perdoa o coração. Lutamos e batalhamos por estar com quem nos é querido, uma tarde livre dá para passear de mão dada, uma folga a possibilidade de correr atrás dela para lá das muralhas citadinas. Tentamos encontrar sempre escapes para amarmos, vamos para além de qualquer custo monetário para sermos felizes, nem que por momentos únicos.

Por outro lado, existem certas atitudes que colocam um travão nesse livro, transformando desejos em meras utopias. É verdade que as palavras distantes ganham outro tom quando lidas, talvez por isso preze a veracidade de uma voz, porque se os olhos são o espelho da alma, os nossos ouvidos o coração que sente as palavras que nos invadem. 

Aprendi, nem sempre da forma mais sã, que o amor não consegue sobreviver à violência paranóica de meias palavras. A questão é que somos seres que cremos, que acreditamos em ilusões, que caímos constantemente em erros por fé na solução, na resposta certa, no final feliz. O mundo só dá pelo sol quando dessas cruéis lições aprendemos que nem tudo justifica a dedicação a um amor. É nessas alturas que as decisões mais dolorosas são tomadas, porque tal como na partida de um ente querido o amor não morre também numa relação que finda o amor não se evapora. Fica arrumado, com grande estima, numa gaveta eterna, nunca esquecido ou condenado a não sentir. 

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