terça-feira, agosto 13, 2019

Chuva de saudades

Que nem chuva de meteoritos, hoje queria que me caísses nos braços e, num abraço apertado curasses a saudade que me pesa no coração.

A ausência da tua voz, do teu sorriso tímido, do teu olhar penetrante, daquelas palavras afiadas provocatórias sem malícia, dos teus gestos bondosos e inesgotáveis, dos teus caracóis perfumados, dos suspiros... Ai, os teus suspiros, disfarçados! Como a saudade apertou!

Mesmo que os olhos te encontrem de novo, os braços arrefecem sem o calor do teu abraço. A tristeza da espera, dos horários gatunos, de tudo o que nos rouba um do outro, o tempo custa a viver.

E vivo para esse abraço que chegará. A saudade perecerá mas nunca o desejo de voltar a abraçar-te.

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